Blog do Menon

PM Cunha, juvenil Elano e ídolo Magrão derrotam o Santos
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autoritarismoElmo Aves Resende Cunha é policial militar e árbitro de futebol. Com certeza, leva os ensinamentos da caserna para os campos de futebol. Apenas assim é possível entender a expulsão de Elano. O PM Cunha resolveu mostrar sua autoridade, arrogância e prepotência em campo. Não se considera um árbitro, um mediador. É treinado para colocar ordem em campo. Como milhares de outros PMs fazem o mesmo nas ruas. Paz dos cemitérios. Não se pode falar.

Não estou exagerando. Elano recebeu falta dura, por trás. Reclamou. Levou amarelo. Reclamou de novo. Levou vermelho. Não pode ser assim. Cada time de futebol tem onze jogadores. Só pode ficar com menos em caso raro. Uma pancada. Uma agressão. Coisa grave, enfim. Se Elano se irritou com o PM Cunha, ele deveria dar uma dura, mandar circular e não mandar para fora. Só faltou algemar.

E Elano? Não sabe como a banda toca? O cara tem 35 anos, já jogou Copa do Mundo, tem experiência de montão. E foi para cima do PM Cunha como já foi um dia para cima da estrela global. Um jogador desse nível, com esse cabedal, não pode ser juvenil. Não pode deixar o time com dez. Um absurdo.

E, falando de futebol, viva Alessandro Beti Rosa, o Magrão. Aos 39 anos, completou 600 jogos com uma atuação espetacular.


Fiel ficou de pé e aplaudiu a bicicleta de Silva para Nedina
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silvamaeAquele domingão, 13 de maio de 1989, estava programado para ser perfeito. E terminou superando tudo o que a família Silva poderia imaginar.

Nedina, a matriarca, havia feito a feijoada de véspera. Seria servida à noite; antes a família foi ao Pacaembu ver Alexandre enfrentar o Corinthians. Quem sabe o Juventus, o Moleque Travesso, não aprontaria alguma? E ele havia prometido um gol para a mãe.

Entregou “o” gol. Dona Nedina se contentaria com uma bijuteria e recebeu um diamante de muitos quilates.

“Tinha um escanteio contra a gente. A zaga rebateu e nós saímos em contra-ataque. Toquei par o Marquinhos, ele abriu para o Claudinho na esquerda e ele cruzou. E eu fiz, de bicicleta. Tinha muita elasticidade porque fazia capoeira. Nos treinos do Juventus, eu acertava várias”.

O que veio depois foi ainda melhor e mais marcante. Alexandre, o Silva, correu até a grade do Pacaembu. Toda a família desceu. Deu um beijo na mãe e, então, a Fiel se levantou. E aplaudiu de pé.silvajornais

“Voltei para o campo chorando. Era muita emoção para um garoto de 17 anos”, conta Silva, na sala de seu apartamento.

Fim de jogo, 1 a 1, foi abraçado por Cláudio Adão. “Ele disse que eu tinha futuro no futebol, que eu iria longe”.

E Silva chorou de novo. “Sabe do que eu me lembro? Do cheiro do Cláudio Adão. Um jogo pegado daquele e o negão cheirava gostoso. Era perfume francês, tenho certeza. Ele era estiloso demais”.

O fim do jogo foi o início das entrevistas. Muitas. Silva foi o destaque em todos os jornais, com perfis escritos por Wanderley Nogueira e Dalmo Pessoa.

As portas se abriram para Silva. “E o Juventus fechou todas”, diz, sem mágoa, mas condenando a realidade antiga, antes da Lei Pelé.

“O Corinthians me quis, o Santos me quis, o Flamengo procurou, mas o Ferreira Pinto, presidente do Juventus era uma casquinha de ferida. Não me vendeu de jeito nenhum”.

Não vendeu e pronto. Assim funcionava o futebol. “Ele me deu um aumento pequeno. Depois, fez uma oferta para renovar. Se eu não quisesse, podia ficar em casa. Ele não se importava”;

O clube tinha o jogador e estava definida a questão. Praticamente um escravo. “Joguei em alto nível por mais dois anos e depois desanimei. Se eu jogasse bem ou mal, iria ficar no Juventus. Então, deixei de treinar”.

Em 97, deixou o Juventus. E aquele gol de bicicleta o levou ao Chapecoense, Ferroviária, Nacional Paraguaçuense, Novorizontino e ao final de carreira no Atlético do Vale, em Santa Catarina.silvajordan

Antes, a Polônia. “Joguei no Leguis de Varsóvia. Fui bem, mas fora do campo fui melhor ainda. As loiras gostam de um neguinho.”

Em 2004, encerrou a carreira e foi dar aulas de futebol na ADPM – Associação Desportiva Polícia Militar – qualificado por cursos que fez na Federação Paulista de Futebol e pelo diploma de Marketing Esportivo, na Unisa.

E continua jogando bola. “Não engordei um quilo, estou com o mesmo corpo”, gaba-se. Sábado e domingo, ele se reveza entre o Cotiano, o Sem Querer e o Vumo (“não me pergunta o que significa”) e quarta-feira é dia de defender o River Plate no campeonato interno do São Paulo.

Silva é fã de tatuagens. Tem uma homenageando o Juventus, uma outra para Michael Jordan, seu ídolo – no livro dele, conta que depois do treino, ficava arremessando de olhos vendados – e outra para o filho, Murilo. “Meu rei”.silvaalbum

A previsão de Cláudio Adão não se confirmou. Silva não foi longe. Mas não se arrepende de nada do que fez.

“Não sou milionário, mas tenho uma casa, um apartamento e um terreno. Não fui para um time grande, mas tenho fotos e recordações para mostrar para meu filho de quatro anos. Ele sempre vai saber quem o pai dele foi. Um milionário da alegria, o cara que meteu uma bicicleta no Timao e ainda foi aplaudido de pé. O que mais eu poderia desejar''?


Mais um vexame do São Paulo. O time é muito ruim
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Quando houve o sorteio das oitavas de final da Copa do Brasil, havia três bolinhas desejadas: Fortaleza, Juventude e Botafogo-PB, bravos representantes da terceira divisão. O São Paulo ficou com o Juventude. E está eliminado em dois jogos. Vexame. Vexame que tem explicação.

O primeiro grande erro foi na primeira partida. Ricardo Gomes escalou Bruno em uma lateral e Carlinhos em outro. O Juventude aproveitou as dificuldades de marcação de ambos e venceu por 2 a 1. Estava tão errado que, no segundo jogo, quando precisava da vitória, ele não colocou os dois laterais. Preferiu Mena, mais forte na marcação.

A segunda explicação é simples: o time do São Paulo é ruim. Muito ruim. Principalmente em dois aspectos.

1) Os volantes não tem saída de bola. Thiago Mendes e Hudson não colaboram com o ataque, não fazem a bola chegar. Na segunda partida, foram omissos nesse aspecto. Omisso não é a palavra correta. Eles não sabem fazer isso. João Schmidt sabe e não joga.

2) Falta qualidade no meio. Cueva é o único aceitável. Wesley não dá. Daniel? Não sei, nunca é escalado.

3) O principal problema é o ataque. O nível dos jogadores é fraquíssimo. Vamos ver?

Chavez é um lutador, um brigador. É o homem de última bola. O último toque. Um grosso que resolve. Desde que a bola chegue. E ela não chega.

Kelvin é um atacante de lado, que faz poucos gols. No São Paulo, são três, se não me engano. No mais, é incompleto. Dribla mais ou menos, cruza mais ou menos, sofre algumas faltas. Jogador para entrar no segundo tempo, tentar virar o jogo. No São Paulo, é titular.

E as opções?

Luiz Araújo é um atacante de lado que mostrou qualidades na base. No time principal já teve muitas chances e não mostrou futebol para se firmar como uma opção confiável.

David Neres é atacante de lado com muito sucesso na base. Luiz Araújo era seu reserva. Ainda não estreou. Não se sabe o que poderá fazer, o que poderá contribuir. No momento, é difícil dizer que possa ser a solução de alguma coisa.

Gilberto é centroavante de carreira irregular, com sucesso no Santa Cruz e Portuguesa e fracasso no Sport e Inter.

Robson estava na terceira divisão. Tem 25 anos e um currículo sem brilho. Com o tempo, talvez pudesse ter sucesso, mas não é o jogador para o momento atual. Não vai chegar e resolver o problema.

Quem mais? Pedro? Poupemos o garoto.

Um elenco fraco. Um time ruim. Perdeu muito com as ausências de Calleri e Ganso.

Está onde merece estar.

Tem grandes chances de escapar do rebaixamento.

Tem grandes chances de continuar dando vexame em 2017. Falta dinheiro para contratar.


Belgrano mostrou que o Brasil não é o pais do futebol
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belgranoE o Brasil não é mesmo o país do futebol. Se alguma dúvida havia, o Belgrano de Córdoba acabou com ela. A equipe argentina, de 115 anos de idade levou 4 mil torcedores ao Couto Pereira. Deram o mesmo show de sempre, com faixas, musicas e animação. É uma torcida que ama seu clube e não a si mesma. Uma torcida fiel a um time sem títulos. Um clube que tem estádio para 28 mil pessoas e média de público de 22 mil pessoas como local.

A diferença entre uma torcida argentina brasileira e argentina é gigantesca. Eles cantam seus ídolos, seu passado, seu bairro, como faz a hinchada do San Lorenzo com Aboedo. São música alegres e irônicas, tirando o sarro dos rivais. E são musicas que se renovam a cada ano, a cada clássico.

No Brasil, a Independente, por exemplo, ainda canta que ''tem Libertadores e não aluga estádio'', mesmo com o Corinthians – alvo da brincadeira – já tenha superado essa deficiência.

O argentino ama seu clube sem se importar se ele tem títulos ou não. Canta a existência, celebra o futebol. No Brasil, justifica-se que o capitão da Portuguesa vá ao Morumbi torcer para o São Paulo porque ''a Portuguesa não ganha nada''. A paixão só se justifica para os grandes, só para quem tem título.

Na Argentina, todo time, seja Quilmes, Rafaela, Santelmo, Chacarita, tem sua torcida, com músicas próprias e vibrantes.

Aqui, o que se vê. ''Ah, eu acredito'', cópia do ''Si, se puede'', um grito que só serve para time pequeno e não para um gigante como o Galo. ''O campeão voltou'', fraquíssimo, quase um mantra budista.

E quando falamos de seleção? Todos países tem musicas e cânticos. O Brasil responde com ''sou brasileiro, com muito orgulho e muito amor''… extremamente brochante.

Duvido que uma torcida argentina invada o CT de seu clube e roube bolas e camisas.

Mas, deixemos as torcidas de lado. Falemos de futebol, mesmo.

Esqueçamos o premio da Fifa de Melhor do ano. Vamos pensar em jogadores que foram realmente os melhores de sua época, sem contestação. Gente que dominou o futebol por longo período, que foi referência. Como Pelé, o nosso Rei. Ele substituiu Afredo Di Stefano, artífice do pentacampeonato do Real Madri na Liga dos Campeões. Depois, de Pelé, o Rei foi Maradona. E agora, Messi.

Messi, talvez não. Ele sofre dura concorrência de Cristiano Ronaldo.

Mas, entre os grandes do mundo, os dominantes, há mais argentinos que brasileiros.

Como nos anos 30, houve mais uruguaios que o nosso fantástico Leônidas da Silva.

O Brasil tem mais craques, sem dúvida. Entre os 100 mais do mundo, há muito mais brasileiros. Temos mais títulos.

Mas o amor ao futebol é muito maior no Rio da Prata do que aqui. Aqui, a organizada se ama, não mais do que isso. E os torcedores estão – não sei se lá também é assim – envolvidos em uma discussão ridícula do tipo você não tem mundial, você ganhou a copa Toyota, você ganhou um torneio de verão, você não pode falar nada porque seu time não ganha nada blablabla.

 

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Vasco mostra como se joga com honra, respeitando a história
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VASCOO Santos se classificou, como previsto. Uma vantagem por 3 a 1 é grande. E ficou enorme com o gol de Copete, após rara falha de Martin Silva. O Vasco, que havia começado o jogo pressionando muito o Santos teria todos os motivos para perder todo o ânimo. Precisava de três gols para levar a decisão aos pênaltis.

Não foi o que se viu. Nada de desanimo, nada de cabeça baixa. O Vasco, comandado por Nenê atacou e lutou. Lutou e atacou. Pressionou, avançou  a marcação e empatou rapidamente.

E o Santos terminou o primeiro tempo com 55% de posse de bola. Retrato do jogo. Acuado, trocava passes em seu campo. Tem jogadores talentosos para isso. O segundo tempo começou como o primeiro. Vasco na pressão.

Veio o segundo gol, De carrinho.

E o sonho apareceu ali em frente. Parecia real como a terra firme era real para navegadores após longas viagens. Vasco da Gama sonhava como sonhou o português que lhe deu o nome.

Faltavam 25 minutos e o gol pintou. Ederson, que havia feito de carrinho, errou após lindo passe de Nene para Pikachu, que tocou paa a área. De frente, sem possibilidade de erro, ele errou.

Continuou a pressão. E quem errou feio foi o juiz. Falta de Lucas Lima não marcada. Joel impedido. E o lance seguiu. Rodrigo fez  contra. O árbitro matou o sonho. Transformou-se nos monstros que atacavam as caravelas. Monstros marinhos, imortalizados por Luiz de Camões.

Santos classificado. Não vou falar em injustiça.

Prefiro louvar a honra e a dignidade de um time que, ao contrário de Vasco da Gama, não chegou à terra firme. Mas deixou feliz a sua torcida. Torcedor adora vitória, mas também gosta de respeito.


Divórcio em Itaquera. Roberto Andrade critica o Mito da Fiel. Está errado
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brad-pitt-angelinaDepois de Hollywood, o Brasil. Após o divórcio do midiático e charmoso casal Brad Pitt e Angelina Jolie, vemos uma outra paixão – muito mais quente, mais tórrida e, sem dúvida, infinitamente mais importante – ser questionada. E a dúvida veio através da entrevista de Roberto Andrade, presidente do Corinthians. ''As pessoas às vezes vão ao jogo e se manifestam menos. Isso para mim é um abandono. Estamos acostumados a ver uma multidão gritando os 90 minutos. Se o torcedor nos abandona, vai ser pior. Peço encarecidamente que nos apoie, disse dois dias após a derrota contra o Palmeiras, em Itaquera.

Roberto Andrade fez o que causa verdadeiro ódio aos corintianos. Sim, o torcedor rival, o jornalista, o jogador rival, o jogador corintiano podem criticar o time do Corinthians sem problema. Será questionado dentro dos limites futebolísticos. Se ousar questionar a torcida corintiana, terá cruzado uma linha sem volta. Será tratado como um herege e o questionamento será feito dentro dos limites da paixão. Que não tem limites. Lembremos de Fininho e de Cristian. O lateral-esquerdo, vaiado, mostrou o dedo para a torcida corintiana. Nunca mais jogou. Cristian mostrou o dedo para a torcida são-paulina e anos depois, mais cabeludo, mais tatuado e jogando muito menos, recebeu um contrato milionário.

E agora, o presidente do clube vem dizer que a Fiel não está torcendo como deveria? Pede entusiasmo ao bando de loucos? Tem razão? Se tiver, o que explicaria o divórico: 1) uma certa elitização da torcida, após a implantação da política de venda antecipada para sócio torcedor? 2) o abandono do Pacaembu, mais central? 3) o mau momento do clube?

Se a resposta correta for a terceira opção, está questionado de vez o mito da fidelidade. Sim, porque o corintiano tem como companheira fiel a certeza, passada de pai para filho, de que torce pelo povo eleito, pelo time que não tem torcida, pela torcida que tem time e que a união é para sempre, de puro alento, mesmo nos piores momentos. ''Nunca vou te abandonar'', lembram?

Minha opinião: não vejo o entusiasmo corintiano claudicando. Inclusive, ele se voltou contra o próprio Roberto Andrade no jogo contra o Palmeiras. A torcida se virou para o camarote e o ofendeu repetidamente. Se ele advogar a tese de que a torcida deve se limitar ao jogo, então não conhece seu clube.

O mito da fidelidade incondicional foi posto em xeque pelo presidente do clube. O segundo mito – da importância fundamental da torcida no resultado dos jogos – já estava muito fragilizado. O time foi eliminado em casa pelo Guarani do Paraguai, pelo Nacional de Montevidéu, pelo Palmeiras e agora pelo Botafogo sub-20.

O que fortalece o fato concreto – não é mito e nem suposição – de que é preciso ter bom time para ser campeão. Roberto Andrade permitiu – ou não teve condições de impedir – o desmanche corintiano. Não conseguiu substitutos corretos. O time caiu muito. E ele respondeu de duas formas: 1) mandou o treinador embora. 2) criticou a torcida.

Roberto Andrade faria melhor se assumisse seus erros e sua fragilidade administrativa.


Alecsandro, vítima dos justiceiros, culpado com base em provas inválidas
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A casa de minha avó, Stela Stefanini Bacci, em Casa Branca, era muito grande. E gostosa. No quintal, havia muito ''pé de fruta'' –

Conselheiro Acácio, personagem de O Primo Basílio, de Eça de Queiroz

Conselheiro Acácio, personagem de O Primo Basílio, de Eça de Queiroz

mangueira e jaboticabeira – e dentro, muitos livros. A biblioteca de Pércio Bacci. Dostoievski, Jorge Amado, Graciliano Ramos – meu escritor preferido – e Eça de Queiroz. Gostei muito de Os Maias e A cidade e as Serras. E O Primo Basílio, do Conselheiro Acácio.

Conselheiro Acácio, me perdoem, era uma rematada besta. Vivia a citar provérbios e curiosidades, vindas de seus apontamentos. Com ar circunspecto, falava platitudes com voz grave, dando a elas uma importância inexistente. Clichês e mais clichês.

Frases acacianas poderiam ser?

O doping é terrível. Ajuda um atleta a vencer, mesmo com prejuízo futuro para seu corpo.

Na democracia, cabe ao acusador o ônus da prova. Melhor, ainda, Conselheiro Acácio recorreria ao latim: ''in dúbio, pro reu''

Simples, não é?

No Brasil, há pessoas sofrendo com a falta de ''acacianismo''. Condenações sem provas.

Como é o caso do Alecsandro.

O TJD-SP o condenou a dois anos de suspensão por uso de substância proibida. Dois anos são 10% da vida útil de um jogador de futebol. Como Alecsandro Barbosa Felisbino tem 35 anos, dois anos de suspensão significaria praticamente o fim de sua carreira. É muito difícil um jogador de 37 anos jogar em sua plenitude técnica e física, depois de dois anos parado.

O Palmeiras defendeu seu atacante dizendo que a substância química encontrada foi derivada de outra substância, esta sim permitida. A tese não foi aceita. O jogador recorreu à WADA – Agência Mundial Antidoping – ligada ao Comitê Olimpico Internacional. A mesma agencia que, de forma extremamente rigorosa, praticamente baniu o atletismo russo da Olimpíada do Rio. Precipitou, por exemplo, o final da carreira de Yelena Isinbaieva que, mesmo limpa e sem nenhuma acusação, se viu obrigada a fazer novos testes. Recusou.

Pois bem. A WADA aceitou a tese do Palmeiras e de Alecsandro. A WADA comunicou o fato à CBF e o Palmeiras entrou com um efeito suspensivo enquanto espera novo julgamento no TJD.

Eu não vou avalizar a WADA ou o TJD. Não entendo nada disso. Sou a favor de penas graves para os que se dopam. Mas o meu ponto é o seguinte: por que o TJD não entrou em contato com a WADA? Buscou informações sobre casos mais recentes? Ou julgou baseado no que sabia, não querendo ampliar seus horizontes?

E quem vai reparar as perdas de Alecsandro? Estava jogando muito bem e agora, pelo que se vê, está atrás de Leandro Banana e de Barrios na preferência de Cuca. Artilheiro vive de gols e Alecsandro estava cumprindo sua tarefa, além de fazer algumas outras boas jogadas, com bons passes e boa mobilidade. Parou, perdeu a forma? Perdeu a posição? E a imagem do jogador, como fica? ''Ah, Alecsandro, aquele que se dopou e depois conseguiu mudar a pena na Europa. No Brasil, sempre tem um jeitinho….''

Não se pode condenar sem provas, diria o Conselheiro Acácio.

Não se pode condenar com provas que não se sustentam, diríamos todos nós, cidadãos que acreditamos em justiça e não em justiçamento. Em juízes e não em justiceiros.

 


Abílio Diniz vai ao Conselho e defende divisão do poder no São Paulo
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O empresário Abílio Diniz está apresentando hoje no Conselho Deliberativo do São Paulo suas propostas para o novo estatuto do clube. Sua proposta é dividida em quatro itens: Gestão profissional e eficiente, Maior participação dos conselheiros na gestão, Inclusão dos sócios no acompanhamento da gestão e Processo de profissionalização.

A principal e mais impactante ideia é a da criação de um Comite Executivo (Comex), eleito pelos conselheiros e que teria o poder de indicar o presidente do clube. O Comitê seria formado por nove ou 11 membros, eleitos pelos conselheiros. Cada conselheiro votaria em nove ou onze pessoas. As mais votadas formariam o Comitê. E o comitê elegeria o presidente. Ele precisaria ser referendado pelos sócios

Assim, Abílio acredita que todas as correntes políticas do clube estariam presentes na diretoria executiva. Sem trocas de favores. E o presidente teria um respaldo muito grande, por ter sido eleito por todos os ''partidos'' que existem no São Paulo. Seria uma gestão mais democrática e que diminuiria a divisão no clube, além de mais controle e fiscalização.

Os sócios continuarão elegendo os conselheiros e o Conselho Fiscal.

O clube seria dirigido pelo presidente eleito pelo Comex, juntamente com uma Diretoria Executiva, com três a oito membros. Seriam profissionais de mercado, com total conhecimento da área que fossem dirigir. Os membros da Diretoria Executiva não podem fazer parte do Conselho Deliberativo ou do Comex.

Nada muda na estrutura social do clube.

 

 


Só o amor salva a Lusa. Casa Branca é o exemplo
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BASQUETECASABRANCAEder, Pinheirinho, professor Lauro Basile, Nhec, Nasal e Pradinho. Este é um dos muitos times de basquete de Casa Branca, cidade pequena do interior de São Paulo. Para vocês que não conhecem, não significa nada. Para a cidade, é motivo de orgulho. Foram campeões colegiais em 1968, ganhando de São João da Boa Vista por um ponto. São reconhecidos até hoje, por onde andem. Como tantos outros. Leitinho, Marcio Bacci, Testa, Fabio Jacu, Zanchetta, Dumbo e muitos outros. Até profissionais como Té, Caio Cassiolatto e medalhista olímpico, como Marson. E técnicos como Marco Antônio Aga e Ruy Sasso.

Casa Branca se aventurou no profissionalismo e contra todos os prognósticos possíveis, chegou ao quinto lugar do brasileiro. Tudo isso foi possível porque a cidade ama o basquete e não deu as costas aos seus jogadores, à sua paixão. Agora, dois candidatos a prefeito prometem retornar aos dias de glória. A paixão sobrevive.

É esta mensagem que gostaria de deixar aos amigos lusos. Nada de RIP. Não acabou, não vai acabar, não pode acabar. Vai perder o estádio, vai perder o terreno, não tem como pagar dívida? Azar. Que se jogue em um campo menor, que se aposte em jogadores jovens, que a luta continue. O que interessa é estar unido.

Os que realmente amam a Portuguesa precisam se mexer.

1) Virem sócios

2) Sejam sócios torcedores. Só para ilustrar. Eu fui sócio torcedor em 2014. Tempos depois, percebi que minha mensalidade não era cobrada. Reclamei e disseram que tudo seria regularizado. Quero ser de novo. Todos que estão lamentando e chorando, deveriam se tornar sócio torcedor.

3) Expulsem os canalhas da direção. Os incompetentes. Como um presidente codamo o atual pode ter a coragem de assumir e prometer jogador da Champions League? É um gozador.

A Série D pode ser o fundo do poço. Mas pode ser uma mola. É possível resistir. O que o Botafogo fez? Procurem similaridades. A Portuguesa não pode se aproximar de uma equipe forte, como a Ferroviária se aproximou do Furacão? O São Paulo e o Santos estão disputando a Copa Paulista para monitorar seus jogadores sub-20. Não poderiam estar na Série D com a camisa da Lusa?

Não sou gestor. Minhas ideias são genéricas. Mas não me furto a mais uma.

O novo presidente deveria convidar os outros quatro grandes para uma conversa. E mostrar como o fim da Lusa pode ser ruim para eles também. Basta ver o passado, basta ver de onde vieram Zé Maria, Djalma Santos, Julio Botelho, Zé Roberto…

Façam um seminário.

NÃO QUEREMOS MORRER. ME AJUDEM. MINHA MORTE É RUIM PARA VOCES TAMBÉM.

Não é pedir esmola. Não é humilhação.

A Federação Paulista de Futebol não pode ver um filiado com esta história se acabar assim.

Algo precisa ser feito.

A partir do amor de torcedores como Eduardo Affonso, Flavio Gomes, Julio Gomes, Jorge Nicola, Luis Nogueiro, Luiz Nascimento e tantos outros.

A Portuguesa precisa ser salva.

 

 

 

 

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São Paulo ou São Francisco de Assis?
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sao francisco de assisPobre São Paulo. Sem dinheiro. Pobre São Paulo. Sem elenco. Pobre São Paulo. Sem técnica. Pobre São Paulo. Sem tática. Pobre São Paulo. Sem entusiasmo. Pobre São Paulo. Sem ambição. Pobre São Paulo…

O São Paulo jogou para empatar. E perdeu. É algo comum no futebol. Muito comum. Uma hora, a bola entra, mesmo que o adversário não seja tão furacão assim…

Desde a primeira bola, viu-se o Atlético mais ousado, com Leo e Nicolas enfrentando Mena e Buffarini no campo do São Paulo. Otavio e Hernani, os volantes, mostravam ser uma opção de ataque melhor do que Thiago Mendes, Hudson e Wesley.

Cueva tentava uma jogada ou outra, Kelvin nem isso. E Chavez estava mais isolado que Nicolas Maduro. Não era um massacre, por que o Furacão não jogava tão bem, é um time regular. Mas uma certeza havia: angustiados, são-paulinos e atleticanos olhavam para o relógio com angustias diferentes. Quem rezava pelo final do jogo era o São Paulo.

Ricardo Gomes tentou reagir. Trocou Wesley por Bastos. Nada que entusiasme.

O gol saiu.

Ricardo Gomes tentou reagir. Trocou Kelvin por Robson.

É possível esperar algo de uma troca tão pobre? Tão…franciscana?

Kelvin e Robson talvez tivessem alguma chance no Corinthians, que também está mal. São do nível de Gustagol, Romero etc

E as outras opções? Gilberto, que já rodou muito por aí, sem ter uma carreira constante?

David Neres, um estreante? Poderia ser, seria melhor por ter jogadas verticais, mas e Luiz Araújo? Também é jovem, também teve chances e nada aconteceu.

Pelo menos, a entrada de Neres não seria uma pobreza tática. Quantas vezes já vimos esse filme? O time está perdendo e coloca um homem a mais na área?

O São Paulo tentará ganhar do Juventude por dois gols de diferença. E depois, pega Vitória, fora, Flamengo em casa e Sport, fora. Precisa reagir para não cair na Copa do Brasil e não voltar a ter o flerte maldito com a Segundona