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Linense vence e deixa São Paulo pressionado no clássico
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O Linense venceu o São Bernardo por 1 x 0, classificou-se para a segunda fase do Paulistão e assumiu a liderança do grupo. Coloca muita pressão sobre o São Paulo, que enfrenta o Corinthians. Só uma vitória coloca o São Paulo novamente na liderança. Se empatar, chega a 17 pontos, como o Linense, mas terá quatro vitórias contra cinco.

A pressão não é maior porque Red Bull, terceiro colocado, tem 11 pontos, cinco a menos que o São Paulo. Com apenas seis pontos em disputa, não conseguirá a classificação. Está mais preocupado é com as poucas possibilidades de rebaixamento.

Qual a diferença entre classificar-se em primeiro ou segundo? O primeiro colocado faz o segundo jogo em casa. Pouca coisa, mas seria importante para o trabalho de Ceni conseguir o primeiro lugar em um grupo com Linense, Red Bull e Ferroviária.

Além da pressão, o São Paulo joga sem Pratto e Cueva. O Corinthians, sem Fagner. Afinal, para que parar um campeonato só por causa das Eliminatórias da Copa. O mundo inteiro para em data Fifa, mas o que é o mundo perto do campeonato do Reinaldo Carneiro de Bastos? O que é o mundo diante da CBF do galã Marco Polo del Nero?

A culpa é de dirigentes bananas, como eu defendi  AQUI

 


Clubes brasileiros são dirigidos por bananas. Não merecem Paulo Autuori
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Marco Polo del Nero deu um golpe na CBF. Mudou o estatuto e deu mais forças às federações do que aos clubes. Praticamente garante sua reeleição, quantas vezes for possível. Ou quantas vezes quiser, porque poderá mudar o estatuto quantas vezes quiser. É um círculo asqueroso que mantém no poder um presidente que não pode viajar para ver a seleção brasileira jogar.

Um voto de federação vale 3. Um voto de clube da Série A vale dois. Imaginemos que os clubes de São Paulo se rebelassem contra a CBF. Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Ponte Preta e Santos, juntos, teriam dez votos. Amapá, Roraima, Acre e Rondônia, juntos, teriam 12. Se todos os times da Série A se voltassem contra a CBF, teriam 40 votos. Se convencessem os clubes da Série B (cujo peso do voto é um), conseguiriam um total de 60 votos. Muito pouco diante dos 81 votos das federações.

Del Nero não precisa de votos dos clubes para se manter. Precisa apenas dos votos das federações, entidades dirigidas por pessoas sem representatividade alguma. Gente do tipo Coronel Nunes.

Mas o nível dos dirigentes dos clubes não é maior. Se fosse, eles estariam reclamando. Ou, então, estariam rompendo e criando uma Liga que organizasse os campeonatos, deixando a seleção para a CBF. Não fazem nada disso. São uns bananas. Um caso simples é o da data Fifa, quando os campeonatos do mundo param para que as seleções disputem eliminatórias para a Copa. O Brasil não para. O clássico Corinthians x São Paulo não terá Fagner, Cueva e Pratto.

O deputado Otavio Leite, relator do Profut, disse que a assembléia que mudou o peso dos votos é ilegal, por não contar com a presença dos dirigentes dos clubes. Mesmo assim, não tomam posição, não abrem a boca.

O silêncio dos bananas é abjeto.

Eles não merecem um treinador como Paulo Autuori, que, sozinho, enfrenta os desmandos da CBF. ''No dia do jogo da seleção brasileira, nós tivemos jogos do campeonato paulista, Fluminense x Botafogo… completamente tapados, público pequeno. Não avisou a imprensa que ia ter essa situação na CBF, deu mais poder às federações, que já tinham e vem falar em democracia? Ele pensa que nós somos otários?''

Somos sim. Otários, dirigidos por bananas. Bananas de pijama, cartolas submissos e indignos do cargo que ocupam. São homúnculos, pigmeus, dirigindo gigantes, verdadeiros representantes da paixão nacional.


Paulinho, maior aposta de Tite, destrói Uruguai e o velho clichê
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Paulinho ajudou – e muito – o Brasil a destruir o Uruguai, em Montevidéu. Fez três gols contra um time que havia sofrido apenas um

Spacca, genial, brinca com o batido clichê da esperança renovada

nos seis jogos anteriores em seu estádio. O volante ajudou a destruir também um velho clichê: seleção é momento.

É algo que sempre foi muito repetido. Por anos a fio. O treinador da seleção brasileira deveria escalar aqueles que estivessem atuando melhor no momento da convocação. Um conceito baseado em algumas outras afirmativas do tipo: o Brasil pode escalar cinco seleções de alto nível que não perde para ninguém e o futebol brasileiro é tão bom que o treinador pode jogar as camisas para cima e escalar os onze que foram mais rápidos e pegaram a sua, antes de cair no chão.

Era um tempo também em que os grandes craques, na grande maioria, estavam aqui. Não havia um mercado aberto lá fora, como hoje. Rivellino nunca jogou na Itália. Lyanco vai jogar. Assim, com craques que não viajavam, havia times fortíssimos e muita rivalidade. Bastava escalar quem estava melhor no momento. Uma seleção para cada semestre, para cada partida. Não havia a necessidade de se formar um time, não havia necessidade de entrosamento. Bastava escalar os melhores.

O conceito de treinador de seleção é o oposto ao de treinador de clubes. No clube, o técnico chega e tem um elenco com quem vai trabalhar. Pode pedir alguns reforços, mas nem sempre é atendido. Cabe a ele fazer um bom time. E ele não pode se dar ao luxo de implantar um esquema de jogo se não tiver jogadores que se adaptem a ele. Fica difícil apostar em jogo reativo, em contra-ataque, se não tiver atacantes rápidos pelos lados do campo.

Na seleção, não. O treinador tem conceitos próprios e pode chamar os jogadores que quiser para implantá-lo. E não precisa estar refém dos conceitos dos treinadores de clube. Ele pode desprezar o volante do Flamengo, Fluminense, Palmeiras e optar pelo reserva do São Paulo, em quem ele confia porque foi seu comandado no Santos. Ou escolher o terceiro volante do Santa Cruz por ver nele a velocidade necessária para cobrir o lateral esquerdo que todo mundo adora.

Foi o que Tite, mal comparando, fez ao escolher Paulinho. Ele estava ''abandonado'' na China e vinha de uma Copa do Mundo fraca. Mas havia sido imprescindível no Corinthians multicampeão de Tite. O treinador confia nele e, mais importante, vê qualidades nele. E Paulinho, desde o primeiro jogo, mostrou que Tite estava certo. Afastou rapidamente o perigo de Tite estar fazendo com ele o mesmo erro que fez com Sheik e Romarinho. Jogadores em que ele confiava e  que bancou em 2013, mesmo com rendimento fraco.

Tite desbancou também o conceito do ''machismo'', que prega porrada e suor para vencer grandes rivais. Goleou o Uruguai e a Argentina, sem precisar disso. Tite, não há dúvidas, tem acertado tudo.

SANTOS ETERNO -Sempre foi muito difícil enfrentar um time com Pelé, Coutinho, Zito, Juari, João Paulo, Robinho, Diego, Neymar e tantos outros craques. Difícil é também formar uma seleção só de jogadores santistas. E o que dizer dos 20 maiores jogos de um time que venceu três Libertadores e dois Mundiais, sem contar brasileiros e paulistas?

Foi a tarefa escolhida pelo Renan Prates e pelo Bruno Freitas, dois jornalistas de alto nível. O livro está em processo final de escrita e, para sua realização, os escritores escolheram o processo de financiamento coletivo. Os interessados ajudam na obtenção de um valor pre determinado e já garantem o seu exemplar.

O link do projeto está https://abacashi.com/#/pool/livro20jogoseternosdosantos

VALE A PENA

 

 

 

 

 

 


Brasil dá um baile, sem tapa na cara de uruguaio
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O Brasil fez uma partida espetacular em Montevidéu. Fiel aos seus princípios, com bom toque de bola, com repertório de jogadas e com Neymar se colocando a cada partida como o próximo maior jogador do mundo. Falta pouco. Um time que entra em campo sabendo o que é necessário fazer, sem se preocupar com o primeiro gol uruguaio. Gol que saiu em um erro de Marcelo, que não fez bol partida. Daniel Alves, do outro lado, também não foi bem.

Importante lembrar sempre que o Brasil tem escola, tem passado, tem futuro, é o maior da história. Tem um estilo de jogo. E, quando se aferra a ele, quando acredita nos princípios do futebol brasileiro, tem mais chances de vencer. O Brasil não é o tipo de time que ganha jogando mal. Pode até ganhar, mas esta não é a nossa lógica. Lembremos que, nos cinco títulos mundiais, o Brasil foi melhor que o rival. Em todos eles, teve o melhor jogador da Copa.

Por fim, uma tripleta de Paulinho. E como Tite foi criticado por apostar nele.

 

 

 


Palmeiras tem artilharia equilibrada
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O Palmeiras venceu o Mirassol por 2 a 0. Os gols foram de Rafael Marques e Felipe Melo. São, respectivamente, o 13º e o 14º o elenco a fazer um gol em 2017. Um meia que estreou no ano. E um volante. São 23 gols marcados, muito bem divididos. O artilheiro do ano tem apenas três gols, é William. Tche Tche, Jean, Michel Bastos, Keno,Dudu, Borja e Roger Guedes anotaram duas vezes. Veiga, Barrios, Mina e Guerra fizeram um gol.

São números que mostram um time equilibrado, com uma artilharia bem distribuída. Não é um time que depende apenas de um fazedor de gols. É um sistema ofensivo que funciona. Há uma postura vencedora em marcha. Não funcionou contra o Corinthians e contra o Ituano. E, o que é muito importante,o time sofreu apenas seis gols.

O Palmeiras, com 24 pontos, resultantes de oito vitórias, é o time com melhor aproveitamento no Paulista. Se mantiver o ritmo, chegará com vantagem nas semifinais.

Um time bom, um treinador bom, um elenco bom. Se tiver algum problema e for necessário uma correção de rota,tem dinheiro sobrando para consertar. O ano parece promissor.

COARACY NUNES, O CARTOLA QUE dirige a CBDA desde 1988, foi afastado da presidência da entidade por decisão da Justiça Federal. O seu mandato terminava em 9 de março e ele não havia entregue o cargo. É um bem enorme para o esportmase brasileiro. Um dirigente autoritário a menos.

CLAYTON POR MARLONE é uma troca boa para o Corinthians. Pode ser boa para o Galo também, aliás troca de jogadores é para ser boa para os dois times. No caso corintiano, o time consegue um jogador que tentou no ano passado e que preferiu o Atlético. É um atacante que será uma boa opção para Kazim (que se contundiu) e Jô. Clayton tem um estilo parecido com o que o corintiano gosta. Um estilo que não passa perto de Marlone e que está há quilômetros de Guilherme.

NO PAÍS DE MICHEL TEMER, FELIPE MELO tem muita personalidade para não terceirizar nada. Fala muito. Assume o que fa la. Já ganhou um lugar no coração palmeirense. Ninguém se lembra mais de Gabriel, que, aliás, está batendo muito mais que Melo


Lugano, o lobo e o cordeiro
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O Lobo e o Cordeiro é uma das fábulas mais conhecidas do francês Jean de La Fontaine, fabulista e poeta. Fala sobre intransigência e êssobre a lei do mais forte.

Um cordeiro estava bebendo água num riacho. O terreno era inclinado e por isso havia uma
correnteza forte. Quando ele levantou a cabeça, avistou um lobo, também bebendo da água.
– Como é que você tem a coragem de sujar a água que eu bebo – disse o lobo, que estava alguns dias
sem comer e procurava algum animal apetitoso para matar a fome.
– Senhor – respondeu o cordeiro – não precisa ficar com raiva porque eu não estou sujando nada.
Bebo aqui, uns vinte passos mais abaixo, é impossível acontecer o que o senhor está falando.
– Você agita a água – continuou o lobo ameaçador – e sei que você andou falando mal de mim no
ano passado.
– Não pode – respondeu o cordeiro – no ano passado eu ainda não tinha nascido.
O lobo pensou um pouco e disse:
– se não foi você foi seu irmão, o que dá no mesmo.
– Eu não tenho irmão – disse o cordeiro – sou filho único.
– Alguém que você conhece, algum outro cordeiro, um pastor ou um dos cães que cuidam do
rebanho, e é preciso que eu me vingue.
Então ali, dentro do riacho, no fundo da floresta, o lobo saltou sobre o cordeiro, agarrou-o com os
dentes e o levou para comer num lugar mais sossegado.
MORAL: A razão do mais forte é sempre a melhor.

É uma história que se adapta a Diego Lugano. Desde que voltou ao São Paulo no início do ano passado, após um ano e meio marcado por contusões e seis meses de bom futebol no Cerro Porteño, ele foi escalado para receber a culpa por tudo que pudesse ocorrer. Nem adiantou haver feito uma partida excelente contra o Flamengo de Guerrero. O peruano não jogou.

Em 2017, ano em que o time se tornou uma peneira, Lugano tem jogado pouco. E errado pouco. Nada das lambanças protagonizadas por Buffarini, Douglas e Maicon. Lugano também cometeu erros, mas nada de tão escandaloso. Nas três últimas partidas em que atuou, o time levou apenas um gol. O que é um avanço para o time. Ele esteve em campo contra Santo André, ABC e Botafogo. Um erro aqui, outro ali, mas, em geral, não levou muitos riscos ao time.

Lugano reverteu o que lhe havia sido designado. Recusou-se a morrer e coloca-se como uma boa opção para Ceni. Logicamente, não consegue jogar três partidas seguidas. Mas aporta dignidade ao time, como sempre fez.

O time não foi bem contra o Botafogo. Finalizou pouco, conseguiu um gol e não conseguiu manter o resultado. Faltou jogo no meio campo. É lógico. Cueva não estava em campo. Wellington Nem omitiu-se no gol, não voltou para marcar, após perder uma bola no ataque. Muitos erros no meio, pouca força no ataque… O São Paulo do início do ano, com muita pressão e gols, acabou. Ou está em recesso. Não ganha há três jogos;

Ainda não está classificado, faltando dois jogos. Precisa melhorar logo. Não está classificado. Tem 16 pontos, contra 14 do Linense e 11 do Red Bull. E domingo, tem clássico contra o classificado Corinthians.


Juventus x Lusa, o clássico do amor
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Vinícius Pereira/Folhapress

Ah, se eu fosse o responsável para escolher um novo repórter…

Cordialmente, receberia o currículo.

Primeiro lugar na Eca, especialização em táticas defensivas, mestrado em táticas ofensivas, doutorado em transição, pós-doutorado em Globalização futebolística, fluente em inglês, italiano, sueco, francês e espanhol, professor assistente de mandarim na Universidade de Xangai, MBA em semiótica, segundo lugar no curso de catecismo em Caconde, terceiro colocado no campeonato de soletração de Casa Branca, participante da Banda Marcial de Aguaí, além de um link com 300 lindas matérias, todas de alto nível.

Eu olharia com cuidado o currículo, disfarçaria meu entusiasmo – sem contato visual – e, de repente, em um movimento brusco, olharia fixamente para o candidato e diria com voz ameaçadora:

Você já trocou de time alguma vez?

Se a resposta fosse sim, ou se fosse um não que me passasse desconfiança, eu agradeceria e procuraria outro candidato.

Sim, amigos, porque a verdadeira traição é a troca de time. Não é a mulher que troca o milionário pelo bombeiro, não é o diretor de cinema especializado em teste de sofá, não é o sacripanta que deixa a mãe no asilo para ficar em casa com a namorada nova. A verdadeira traição é a troca de time. A Redação perdoa um fã do Bolsonaro, mas não perdoa alguém que abandonou o São Caetano.

Por isso, o clássico do amor. Juventus x Lusa, as 15h na Rua Javari. Torcer por Juventus e Portuguesa é um ato de amor. Significa, no caso da Portuguesa, ir a campo sonhando com glórias passadas, com Djalma, Julinho, Ze Maria, Renato, Brandãozinho, Pinga, Simão. Significa, no caso do Juventus, trazer Brida e Brecha incrustados para sempre na ternura e na sinceridade do cantinho da saudade.

Torcer para Juventus e Lusa é criar canais próprios de informação. Nada de grande imprensa, nada de televisão, apenas e tão somente algumas rádios. A televisão passa o Sassuolo, passa o Beksitas, passa a terceira divisão da Islândia, mas não desloca uma equipe para mostrar um jogo desses. É encontrar parceiros de cornetagem virtuais, porque é difícil achar um igual, um parceiro de lamentação e de alegria. É como participar de uma seita.

É um ato de resistência. É gritar aos quatro cantos do Universo que o amor ao futebol não pressupõe títulos. Não é preciso ter uma sala cheia de troféus, não é preciso comprar um container para guardar taças, não é preciso gritar é campeão. Basta xingar o juiz de ladrão, basta chamar o lateral de mardito, o goleiro de morfético ee o ponta de lazarento. Sim, porque no futebol de que tratamos aqui, não só as ofensas são old fashion. Aqui, ainda existe ponta e beque. Se bobear, tem harfe. Nada de winger, double six ou box to box.

Para torcedores assim, só resta o campo, mesmo que lutem para não cair. Se não for o futebol, o que lhes resta? Gritar que seu programa de sócio-torcedor é mais completo, dá direito até a foto com o Pateta na Disney, berrar que o CT é número um, que seu diretor de futebol é mais ágil e que o CEO sabe a abertura Nimzovitch no xadrez? É futebol, só. No caso de hoje, podem entrar também em um concurso de camisa mais bonita. Sérios rivais para a verde e preta do América Mineiro.

São duas torcidas diferentes. A Portuguesa com sua turma móvel, sempre atrás do goleiro rival, uma torcida com pensamento em Dom Sebastião, esperando um Redentor…A do Juventus, mais moderna, imitando cânticos argentinos…Até acho um pouco modinha. Tenho lembranças da Ju Jovem.

O futebol é paixão, mas também é lúdico. Pegar o metrô, descer a rua dos Trilhos, caminhar até a Esfiha (sim, com letra maiúscula) ver os amigos de paixão, sentir-se incluído, sentar a bunda no cimento, com um bom espaço, comer alguma comida horrível e amar. O seu clube de coração. E o futebol.


Rogério corre contra o tempo e Corinthians busca corintianos
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A partir de 2 de abril, o São Paulo passará por muitas decisões, envolvendo Paulista, Sul-Americana e Copa do Brasil. Um resumo:

2/4 – Paulista, quartas de final, contra Linense ou Red Bull, provavelmente fora de casa

6/4 – Sul-Americana, primeira fase, contra Defensa y Justicia, fora de casa

9/4 – Paulista, quartas de final, contra Linense ou Red Bull, provavelmente em casa

13/4 – Copa do Brasil, quarta fase, contra o Cruzeiro, em casa

16/4 – Paulista, semifinal, caso tenha se classificado contra Linense ou Red Bull, contra adversário indefinido

20/4 – Copa do Brasil, quarta fase, contra o Cruzeiro, em Minas

23/4 – Paulista, semifinal, caso tenha se classificado

Ainda há a possibilidade de estar na final do Paulista, mas é algo muito longínquo para se projetar.

E como o São Paulo está para enfrentar a maratona decisiva, em três frentes?

1- O time não tem goleiro definido.
2- O time não tem uma zaga reserva definida.
3- O time não tem um lateral reserva para o lado esquerdo
4- O time não tem um reserva para Cueva

As soluções precisam ser tomadas rapidamente. E algo está sendo feito, necessário saber se haverá tempo.

1- Renan Ribeiro terá uma nova chance como titular. Se for bem em Ribeirão, estará dando um passo grande para se manter como dono da posição. Ele jogou apenas uma vez, mas nenhum dos outros dois – Sidão e Denis – fez algo melhor nas oportunidades que tiveram.

2- Lyanco será inscrito para a segunda fase do Paulista e assumirá a posição de ''primeiro reserva'', atrás de Maicon e Rodrigo Caio. Ao contrário de Lugano, principalmente, e de Breno, pode ser escalado seguidamente.

3- Edimar, do Cruzeiro está sendo contratado. Não acho uma boa ideia. Foi trazido por Paulo Bento e perdeu todo espaço com Mano Menezes. Tem dificuldades na marcação e, se for para ter um jogador apenas para atuar quando Junior Tavares for brindado com um descanso, melhor apostar em Caíque.

4- O São Paulo tenta contratar Everton Ribeiro. Se render como nos tempos de Cruzeiro, pode ser titular ao lado do peruano. Se não vier, Ceni precisa apostar em Lucas Fernandes ou Shaylon

O São Paulo luta para consertar erros de montagem de elenco. Mateus Reis e Reinaldo seriam mais úteis que Lucão, que não foi utilizado uma vez sequer no campeonato. A contratação de Sidão não resolveu o problema do gol.

O que Rogério poderia fazer é mandar um time com muitos reservas para enfrentar o Defensa y Justicia, principalmente se o resultado do dia 2 não for bom. Será preciso jogar com o time titular dia 9, o que favoreceria a ideia de um time mais fraco na Argentina. Denis, Buffarini, Lucão, Douglas, Wellington, Neilton, Chavez, Araruna..

E, depois de tudo o que for feito, ainda é necessário que o time pare de tomar gols como se fosse um time secundário e não um gigante. Enfim, o São Paulo está como o aluno que deixou para estudar às vésperas do exame.

CORINTHIANS BUSCA CORINTIANOS para uma pequena reforma em seu elenco. Tenta mandar Guilherme para o Coritiba, como pagamento de Kazim. E pode pintar uma troca de Marlone por Clayton. Os que podem sair, são jogadores de bom nível técnico, mas, como poderíamos dizer, sem um alto nível de testosterona. Falta tesão. Não é o tipo de jogador que cai bem para a  torcida. Giovanni Augusto e Marquinhos Gabriel, também. O Corinthians também tem uma série intensa de decisões, mas ao contrário do São Paulo, tem um esquema tático implantado. Dá sono, faz poucos gols, mas dá resultados. Não se sabe até quando. Mas, está classificado no Paulista e pode usar os três próximos jogos para ajustes.

ROQUE JÚNIOR É UM dos jogadores mais inteligentes com quem convivi. Inteligente não significa diferenciado. Diferenciado é aquele tipo que usa bem a concordância verbal e nominal, repete uma série de platitudes e….não diz nada de diferente. Geralmente vira comentarista de televisão. Inteligente é quem tem ideias claras, que fogem dos clichês e, pelo menos a meu gosto, caminham contra a corrente. Roque é assim, sempre foi. Ele se preparou para ser treinador, fez muitos cursos e ainda não dirigiu um grande clube. Assumiu o Ituano há duas rodadas e mostrou serviço, com um empate contra o São Paulo e uma goleada sobre o Linense. Está no bom caminho.


Felipe Melo é pitbull sem violência.
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Para se ter uma análise justa sobre Felipe Melo é necessário estar mais atento ao que ele faz do que ao que ele fala. Falastrão, Felipe parece ser um cara fascinado pela imagem que criou, pela personagem que criou. Basta lembrar a Copa de 2010. Ele, que deu um passe magistral para o gol de Robinho, também fez uma falta desclassificante, que prejudicou o Brasil. E ele não faz questão de desmistificar a imagem do brutalhão e fortalecer a do jogador de bom nível técnico.

Desde a chegada, assumiu um discurso belicoso, exemplificado, por exemplo, na frase ''vou bater na cara de uruguaio'' e outras tonterias do tipo. Passa a mensagem do aguerrimento, que pode ser confundido com violência. Aliás, dizer que vai bater na cara de alguém é violência. Não tem outro adjetivo.

Este é o falastrão. Mas, como ele tem se comportado em campo?

Felipe Melo tem sido um jogador importante. Um combatente à frente de sua área, capaz de bons passes. E alguns lançamentos que surpreendem as defesas rivais. E sua missão de defender a defesa tem sido feita de uma maneira muito diferente do que o seu discurso faz supor. Melo tem jogado duro, tem disputado muitas jogadas e dado carrinhos. Sem violência. Inclusive, foi suspenso do jogo contra o São Paulo por um carrinho em que não fez falta. Levou o amarelo injustamente.

O carrinho que deu em Lucas Lima lhe valeu o amarelo merecidamente. Mas não houve violência. Chegou atrasado, fez falta feia, mas não foi premeditado, não foi violento. Nada parecido com a cotovelada que Vitor Hugo deu em Pablo, por exemplo.

Felipe Melo tem, a meu ver, um discurso equivocado quando se refere ao estilo de jogo necessário para a Libertadores. Eu, há tempos, defendo que o melhor modo de um clube brasileiro se dar bem na competição, é jogar bola. Praticar um bom futebol. Trocar passes, pressionar, fazer a bola rodar, atacar…Há muitas estratégias para mandar no jogo. É só escolher uma. Ou várias. Evidentemente, futebol é um jogo de contato. E um jogo psicológico. Não se pode dar vantagens. O que é diferente do discurso dele, adotado por outros. Lembremos a idiotice que foi a expulsão de Vitor Hugo contra o fraco Tucumán.

Há um outro comportamento de Felipe Melo que incomoda, mas que eu acho perfeitamente justificável e normal. Se uma torcida provoca um jogador, porque um jogador não pode responder no mesmo tom? Se ele entra em campo ouvindo que afundou a seleção do Brasil, por que não pode mostrar o escudo, não pode bailar e ironizar?

Aliás, lembremos o caso Cueva. O peruano do São Paulo fez um gol  na Vila. Comemorou como sempre faz, como Riquelme sempre fez…com a mão em concha no ouvido. Jogadores do Santos, como Leandro Donizete e Thiago Maia fizeram uma roda e intimidaram o jogador. Quem está errado? Quem comemora ou quem tenta intimidar? E Cueva levou o amarelo. E os valentões do Santos se calaram diante de Felipe Melo, que não fez nada de errado.

Eu defendo que o jogador possa se manifestar contra uma torcida, mesmo que seja a sua. Foi o que Michel Bastos fez contra a torcida do São Paulo, que o vaiava insistentemente. Mandou calar a boca. Tempos depois, foi agredido. Quem está certo? Quem responde uma provocação ou quem agride?

O discurso de Felipe Melo me incomoda. Mas é importante dizer que ele não tem feito em campo nada do que seu discurso indica. Tem sido um pitubul sem violência.


Tite e Dunga: além da qualidade, a sorte ajuda o Adenor. Suárez está fora
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Tite ou Dunga? Nem seria preciso a passagem perfeita de Tite pela seleção, com sete vitórias seguidas – seis na Eliminatória e um amistoso para que a resposta apontasse o atual gaúcho como o melhor. O atual gaúcho à frente da seleção, pois antes de Tite veio Dunga, que substituiu Scolari, que entrou em lugar de Mano, que havia tomado o lugar de Dunga.

Não há comparação. Tite é um treinador experimentado, que construiu uma carreira a partir de um time pequeno – Guarani de Venâncio Aires – e foi galgando parâmetros como disse Lazzaroni, que um dia também treinou a seleção. A carreira de Tite não foi linear. Teve altos e baixos – chegou a ser despedido do Corinthians – e teve um crescimento enorme no último lustro, a partir da Libertadores e do Mundial ganhos com o Timão.

Dunga, não. Um grande jogador – subavaliado por muita gente, joga mais do que qualquer volante de hoje em dia – um grande líder, recebeu, por seus méritos de jogador, o privilégio de dirigir a seleção na Copa de 2010. Depois disso, teve uma passagem sem brilho pelo Inter e novamente viu cair em seu colo a seleção brasileira.

Além de toda a vantagem de currículo e de conhecimento, Tite tem mais sorte. Em 25 de março do ano passado, o Brasil recebeu o Uruguai pela Eliminatória, em Pernambuco. O Uruguai tinha uma novidade. Depois de uma suspensão de um ano e nove meses por haver mordido o italiano Chelini no Mundial, Luis Suárez, o Pistoleiro estava de volta.

O Brasil fez 2 a 0, com Douglas Costa logo no início e depois com um golaço de Renato Augusto. O Uruguai descontou com gol de Cavani, após receber um passe de cabeça de Sánches. David Luiz, o zagueiro? Ninguém sabe, ninguém viu. E no início do segundo tempo, Suárez correu em diagonal, recebeu uma bola na esquerda, deixou David Luiz na saudade e fez o gol de empate.

Suárez, juntamente com Cavani e Godin, comandou a seleção uruguaia em uma Eliminatória espetacular, longe da agonia dos últimos anos. Chegou à liderança, que foi perdida pela ascensão do Brasil de Tite.

Na quinta-feira, dois dias antes de se completar um ano, as duas seleções se encontrarão novamente, agora no mítico Centenário. E Suarez, depois de sete jogos e três amarelos, está fora.

Ou seja: o grande artilheiro volta contra Dunga e descansa contra Tite.

ZÉ NO RÁDIO – ESTREOU ONTEM O Zé no Rádio, podcast do Zé Trajano na www.central3.com.br . O programa é semanal e sempre conta com um convidado. No primeiro dia, a honra foi minha. Sempre foi um apaixonado por rádio, mas não tive minha carreira neste veículo de comunicação. Sempre fui da escrita. Então, fazer um programa ao lado do Trajano, que é uma referência como jornalista e cidadão me deixou muito alegre. Quem quiser ouvir, está lá no site.

LUSA X JUVENTUS VALE ESFIHA E MUITO MAIS.- Na mesma quinta-feira em que o Brasil encara o Uruguai no Centenário, só que á tarde, o Juventus recebe  Portuguesa na Rua Javari. O jogo vale pela série A2 do Paulista e os dois campeões da simpatia joga, em busca de pontos salvadores. O Juventus tem 14 pontos e está em décimo. A Portuguesa tem 13 e esta em 11º. Os quatro primeiros disputam o acesso em um quadrangular que dá vaga a dois times apenas. O quarto colocado, Bragantino, tem 20 pontos. Os seis últimos, caem. O 15º, primeiro na degola, tem 12 pontos. E o XV de Piracicaba. Os números são ruins e o jogo vai ser nervoso. Vale a pena. Além da tradição em campo, tem muita esfiha boa na Mooca.