Blog do Menon

Timão ganha fácil e acaba com a lua de mel de Ceni

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O Corinthians está com um pé na final do Paulista. Não tanto por suas qualidades – e o time está melhorando a cada partida, é bom que se diga – mas pelo estilo monotemático do adversário. O São Paulo, uma vez mais, mostrou que não tem ideias. Pelo menos, não tem ideias efetivas para superar um time bem montado na defesa. E, após as derrotas – Cruzeiro e Corinthians – o mimimi é o mesmo. ''Eles acharam um gol, nós jogamos mais, pressionamos, mas não tem nada fechado ainda, podemos reverter'', disseram Gilberto na quinta-feira, Rodrigo Caio na sexta (ou sábado?) e Luiz Araújo no domingo.

A única arma do time, após estar perdendo, é apostar nos cruzamentos. Ceni coloca dois centroavantes e tome bola na área. Contra o Cruzeiro, foram 35. Contra o Corinthians, 37. Um total de 72, com apenas 16 acertos. Apenas 22% de efetividade.

O Corinthians, não. Está muito bem montado. Seus zagueiros são bem protegidos. O meio campo é bem povoado. E as boas jogadas, com bola rolando, estão se tornando constante. Carille foi muito melhor que Ceni. Jadson ajudou Fagner a segurar Araújo. Será que precisava da dobra? Araújo está muito mal. Arana e Romero seguraram Nem. O São Paulo ficou manietado e o meio campo foi corintiano. Então, Nem machucou e Ceni colocou Cícero, que estava fora da jogada nos dois gols. Recomposição zero. Seria mais correto colocar alguém mais combativo por ali.

Foi mal, o Ceni. Praticamente eliminado duas vezes em quatro dias. E com derrotas vindo da falta de ideias. Como Bauza engessou o time no 4-2-3-1, ele engessa no 4-3-3 com dois pontas espetados. Acabou o encanto. Eles são anulados e o time não anda. E a torcida já começa a questionar o trabalho de seu ídolo. Nas arquibancadas, ainda não. Nas redes sociais, sim.

Foi bem, o Carille. Muito melhor que Ceni. Depois de quatro meses de trabalho, ele apresenta um time com identidade, com personalidade e com muitas chances de se classificar na Copa do Brasil e no Paulistão.