Blog do Menon https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no Uol, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros. Tue, 18 Jun 2019 01:38:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 La Roja cai muito bem em Eduardo Vargas https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/2019/06/17/la-roja-cai-muito-bem-em-eduardo-vargas/ https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/2019/06/17/la-roja-cai-muito-bem-em-eduardo-vargas/#respond Tue, 18 Jun 2019 01:34:44 +0000 https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/?p=12808 Eduardo Vargas tem uma carreira inconstante. Está muito bem no Tigres, como esteve no Cobreloa e Universidad de Chile, não brilhou tanto no Grêmio e Valencia e foi mal no QPR e Hoffenheim.

Quando o assunto é seleção chilena, porém, Vargas tem construído uma história impecável, de muito sucesso. Sempre responde. Com os dois gols marcados contra o Japão, chegou a 38 e se transformou no segundo maior artilheiro da seleção. Ultrapassou Marcelo Salas. Só isso.

O maior artilheiro é Alexis Sánchez, com 41 gols. Em 124 partidas, enquanto Vargas tem apenas 83 jogos.

A dupla foi importante na vitória por 4 x 0 sobre o Japão, igualando o Uruguai, que derrotou o Equador pelo mesmo placar. Com destaque para Cavani e Suárez.

A grande maioria das pessoas colocaria Vargas como o mais fraco dos quatro atacantes. Talvez seja mesmo. Mas o torcedor chileno não tem do que reclamar.

O grande nome  da partida foi Arturo Vidal. Intensidade e clarividência.

O Japão, como sempre, sofreu com bola aérea. É um time de garotos que se prepara para a Olimpíada. Um desrespeito à Copa América.

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Messi também tem culpa https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/2019/06/17/messi-tambem-tem-culpa/ https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/2019/06/17/messi-tambem-tem-culpa/#respond Mon, 17 Jun 2019 16:13:39 +0000 https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/?p=12799 Apesar do apagão, que deixou a Argentina às escuras, os gols de Abdullah e Khouki devem ter sido extremamente comemorados por todo o belo país. Apesar de estar na lanterna, fica mais fácil – menos difícil? – a classificação para a segunda fase.

Tudo indica que a Argentina terá vida dura na competição. O último título internacional foi em 1993. Um jejum que esteve perto de ser rompido em 2014, 2015 e 2016, com os vices na Copa do Mundo e da Copa América.

E Messi? Estava em todas. E em 2011 também. Copa América em casa. E em 2006 e 2010  também.

O que leva à pergunta de sempre: por que Messi joga bem no Barcelona e mal na seleção?

Pergunta exagerada. Afinal, nesse período todo ele construiu números fantásticos. Passou a ser o maior artilheiro da história da seleção, superando Diego Armando e Gabriel Omar.

Mas que não é igual, não é. E as explicações passam por dois pontos.

1) Os companheiros de time são piores que os do Barcelona. Sim, indiscutível. Não há Xavi, Iniesta, Suárez, Neymar…

2) Os treinadores são fracos. Se não há companheiros de alto nível, que se faça um time à semelhança de Messi. Que se construa um time a partir de suas qualidades. Exceção? Sabella.

Tudo muito bom, tudo muito bem, mas não é só isso.

Messi também é culpado. O grande craque tem uma deficiência gritante. Ele não consegue superar as adversidades. Quando elas aparecem, seu rosto demonstra angústia, pavor e desespero.

E não é apenas na seleção. As vexaminosas viradas (não, amigos, eu não direi remontada) sofridas contra Roma e Liverpool mostraram isso ao mundo. A cores e ao vivo.

Lionel Andrés é o gênio da alegria. Não sabe superar o sofrimento. Não é do tipo que fiz assim: “me dá aqui está bola porque vou resolver essa porra”.

Messi também é culpado pela Argentina de Messi não ser campeã.

 

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Pelé e Di Stefano. Os reis se encontraram apenas uma vez, há 60 anos https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/2019/06/17/pele-e-di-stefano-os-reis-se-encontraram-apenas-uma-vez-ha-60-anos/ https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/2019/06/17/pele-e-di-stefano-os-reis-se-encontraram-apenas-uma-vez-ha-60-anos/#respond Mon, 17 Jun 2019 10:33:59 +0000 https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/?p=12787

Alfredo Stéfano Di Stéfano Laulhé e Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, se enfrentaram apenas uma vez. Foi em 17 de maio de 1959, em Madri. O Real Madrid ganhou por 5 x 3, com três gols de Mateus, um de Puskas e um de Gento. O Santos marcou com Coutinho, Pelé e Pepe. A partida homenageava Miguel Muñoz, atacante que estava se aposentando após gloriosa carreira no Real Madrid, com três títulos seguidos da Liga dos Campeões.

Foi o encontro entre o maior jogador do mundo e seu sucessor. Di Stefano, aos 33 anos, era o Rei. O argentino, campeão pelo Huracan e pelo River, depois de jogar na liga pirata da Colômbia, chegou ao Real Madrid em 1953, após uma grande briga com o Barcelona, que também o queria. Dirigentes espanhóis intervieram e decidiram que ele defenderia os grandes rivais em temporadas alternadas. O Barcelona não aceitou e Di Stefano transformou o Real Madrid no maior time do mundo.

Duas semanas antes do encontro, o Real Madrid havia conquistado o quarto titulo seguido da Liga dos Campeões, vencendo o Reims, em Stuttgart, por 2 x 0, um gol de Mateus e outro de Di Stefano, que foi o terceiro artilheiro da competição. Marcou seis vezes, atrás do brasileiro Vavá, do Atletico de Madri, com nove, e do francês Just Fontaine, com dez, do Reins.

Di Stefano era a grande estrela. Pelé, o pretendente. A transição entre eles no posto de maior jogador do mundo havia começado um ano antes. Em 28 de maio de 1958, Di Stefano havia vencido a Liga dos Campeões pela terceira vez. Foi o artilheiro com dez gols, um deles na final por 3 x 2 contra o Milan. Em 15 de junho, Pelé estreou em Copas do Mundo, contra a União Soviética. No dia 19, fez seu primeiro gol em Mundiais, na vitória por 1 x 0 sobre País de Gales e no dia 29, ganhou seu primeiro título mundial, com dois gols o 5 x 2 contra a Suécia.

Mesmo com o título da Copa, Pelé era pouco conhecido mundialmente. Seus gols eram comentados, mas sua fisionomia ainda não. O jornal ABC, ao publicar uma foto da chegada da delegação santista a Madri, um dia antes do jogo, explicava, na legenda, quem era Pelé. “Nós sabíamos muita coisa do Real Madrid. A gente sabia o ataque todinho, com Canário, brasileiro, Puskas, Di Stefano e Gento. Quando soubemos que a gente ia jogar contra eles, ficamos entusiasmados”, conta Pepe, o segundo artilheiro da história do Santos, atrás de… Pelé, claro.

A definição de que haveria jogo foi uma surpresa. “Naquela época, a gente saía para excursionar e os jogos iam sendo combinados na Europa. Não era uma excursão fechada. Estávamos na Bélgica, acho e veio o aviso que dali a três dia, o adversário seria o Real”, lembra Pepe, que não usa o cansaço como desculpa para a derrota.

Até poderia porque o ABC, na crônica do jogo, fala que o Santos tinha um toque de bola excepcional, mas era lento. E que o Real fez uma marcação forte para evitar o estilo técnico dos santistas.

O texto começa ironizando os brasileiros. Dizia que o resultado de 5 x 3 faria muita gente mudar de ideia quando diz que o fato de o Real Madrid cobrar muito caro para jogar no Brasil seria por medo de perder um jogo no Maracanã. E afirma ter certeza que os jogadores brasileiros contarão a verdade sobre a superioridade do Rea Madrid.

Sobre o jogo, diz que o Santos cometeu o erro de jogar de forma lenta, um estilo que agradava muito ao Real. Para vencer os espanhóis é preciso velocidade, dizia o ABC. Pepe tem outra versão. “Olha, o Santos era assim mesmo. Tinha uma ataque espetacular e uma defesa mais fraca. A gente marcava muitos gols e sofria muitos também. Nesse jogo, o Pavão, nosso lateral sofreu muito com o Gento. Deve ter sonhado com ele. O cara era um inferno. E tinha ainda o Puskas, que entrou depois”.

O Santos marcou primeiro, com Pelé. “Foi um gol admirável. Ele disparou sem um segundo de vacilação uma pelota solta no momento em que Satisteban a disputava com Pagão. O interior, longe da área, viu o balão em litígio e meteu o pé com tanta força que a pelota passou como um raio ate o fundo da rede madridista”.

Vejam como o termo interior, citado agora no Brasil como modernidade, já era usado na imprensa europeia há 60 anos.

O Real Madrid, segundo o ABC, implantou velocidade ao jogo e fez quatro gols com Mateus, o último deles anulado por impedimento. Na descrição de todos os gols, aparece Di Stefano. E Gento, assustando Pavão e Getúlio, como Pepe disse. Pelé? “Profundo e hábil, apenas tentava contra-ataques”. O ABC elogia ainda Gainza e diz que o Santos melhorou com a entrada de Coutinho em lugar de Pagão.

A Gazeta Esportiva também criticou a opção por Coutinho, além de estranhar a escalação de Lalá no gol (Quem?), pergunta no texto. Lalá também era conhecido por Carlos. A análise de A Gazeta Esportiva  foi pequena, no editorial do jornal.

O Santos reagiu no segundo tempo, com um gol de pênalti, sofrido por Pelé e convertido por Pepe. “Foi no meu estilo. Uma pancada”, lembra o então ponta-esquerda santista. O pênalti foi contestado pelo ABC, que aponta algo que hoje é muito falado. Eles dizem que o árbitro, Mr Horn, não estava acostumado às “triquiñuelas” de jogadores sul-americanos. Pelé entrou na área com a bola um pouco adiantada. Quando chegou o zagueiro Santamaria, Pelé teria se atirado. E, impressionado pela queda, o juiz marcou o pênalti. Triquiñuelas igual a truques. Ora, seria Pelé um antecessor de Neymar?

O gol foi aos 11 minutos. Aos 14, Puskas marcou de cabeça. Depois, Pelé conseguiu uma arrancada e um chute forte, que o goleiro Berasaluce rebateu para a conclusão de Coutinho. E o Real Madrid, com nova jogada de Di Stefano, marcou o último, com Gento.

O ABC fala que houve uma atitude ruim de vândalos. Foi uma garrafada que acertou Pepe. “Eu me lembro bem. O cara queria acertar o bandeirinha e eu que sofri. Mas foi pouca dor. Continuei jogando”.

Na análise final do jogo, o ABC disse que o jogo foi bom, mas sem excessos. Que o Santos era um grande time, mas que o Vasco era melhor. Provavelmente o Vasco havia excursionado anteriormente pela Europa.

E Pelé? “Com lampejos de grande craque, não nos deslumbrou.

O ABC faz ainda uma brincadeira. Disse que Mateus havia jogado tão bem quanto Pelé e que os dirigentes do Santos teriam feito uma oferta por ele.

A verdade é que se especulava sobre o interesse de Real por Pelé. A Folha da Noite falou sobre o assunto.

 

Três anos depois, Pelé e Di Stefano estavam no Mundial do Chile. Poderia ser um novo tira-teima entre eles. Não foi. Pelé se machucou no segundo jogo, contra a Tchecoslováquia, e não atuou mais. Contra a Espanha, jogou Amarildo. Di Stefano, contundido, foi ao Chile e não participou de nenhum jogo.

Em setembro e outubro de 1962, um novo encontro foi impossível. O Mundial Interclubes reuniu o Santos, campeão da América do Sul, e o Benfica, campeão europeu, que derrotou o Real Madrid na final da Liga dos Campeões.

O Santos venceu no Brasil por 3 x 2 e em Lisboa por 5 x 2. Pelé fez dois no primeiro jogo e três no segundo. E venceu o duelo contra Eusébio, figura ascendente na Europa.

Pepe fez um gol. “Foi aí que ficamos ainda mais conhecidos no mundo todo e acabou a dúvida. Pelé foi o melhor do mundo, sem dúvida”.

E assim foi. Em novembro de 63, o Santos foi bicampeão do mundo, derrotando o Milan. Antes, em junho, enfrentou o Barcelona, em um amistoso. O Barcelona venceu por 2 x 0, mas a propaganda do jogo não deixava dúvidas sobre quem era a grande atração.

 

 

 

 

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Daniel Alves, a culpa é de vocês, não é de São Paulo https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/2019/06/16/daniel-alves-a-culpa-e-de-voces-nao-e-de-sao-paulo/ https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/2019/06/16/daniel-alves-a-culpa-e-de-voces-nao-e-de-sao-paulo/#respond Sun, 16 Jun 2019 10:00:51 +0000 https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/?p=12785 Daniel Alves, capitão da seleção brasileira, disse que é difícil jogar em São Paulo porque a torcida não apoia. E que na Bahia, tudo será diferente.

Bem, se a seleção jogar de forma tão desinteressante e desinteressada como fez contra a Bolívia e for aplaudida no Brasil todo e merecer apenas o silêncio em São Paulo, significará apenas que São Paulo estará certo.

Mas a análise precisa ser mais profunda. No tempo em que a seleção era amada pela população, havia uma disputa muito grande entre paulistas e cariocas. “Os paulistas organizam tudo e os cariocas fazem a festa”, dizia meu pai, refletindo os enganosos clichês de sua geração.

Quando os treinadores eram cariocas, os paulistas ficavam de mal com a seleção. Reflexo também da postura da imprensa. Criou-se, então, por aqui uma torcida realmente mais ranzinza.

Mas isso é o de menos. Há outros pontos. O preço médio dos ingressos é de 485 reais, totalmente proibitivo para o cidadão pobre, que vai a todos os jogos de seu time. A seleção foi vista por abastados pouco acostumados a ir a estádios. Estão mais presentes em shows do Paul McCartney do que em Palmeiras x Novorizontino, por exemplo.

Terceirizaram o futebol para os ricos. Que se comportam como clientes. E que cometem a indecência de gritar “de-fen-se” a cada mísero ataque boliviano.

E por que se entusiasmar com uma seleção que não está presente no Brasil? Um time formado por jogadores “estrangeiros” e que só atua fora do país.

Nas vésperas do Mundial passado, Uruguai, Peru, Colômbia e Argentina fizeram um último amistoso em casa antes de embarcar para a Rússia. O Brasil, não. Abriu um treino, nada mais.

O futebol ainda é, como o samba, um fator de identidade nacional. Sim. A seleção é a representação deste amor? Pode ter sido.

Não é mais. Não há mais conexão. Não há amor. A seleção formada por jogadores milionários está na mão de torcedores milionários. Eles que se entendam.

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Carlinhos Neves e a nau sem rumo https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/2019/06/15/carlinhos-neves-e-a-nau-sem-rumo/ https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/2019/06/15/carlinhos-neves-e-a-nau-sem-rumo/#respond Sat, 15 Jun 2019 15:20:17 +0000 https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/?p=12783 Carlinhos Neves durou cinco meses no São Paulo. Chegou como Salvador e sai como Culpado. Definições apressadas de uma torcida que anseia por salvadores e que não tem paciência alguma para um trabalho a longo prazo.

E eu, o que acho? É evidente que o time perdia gás e força no segundo tempo. É evidente que Carlinhos Neves é um grande profissional. Por que os dois fatos se chocam?

Fico com a explicação dele: jogadores vieram de países diferentes e de competições diferentes. O que leva estágios diferentes.

A parada da Copa América seria a possibilidade de Carlinhos Neves dar continuidade ao trabalho e deixar todos em boas condições físicas.

Não será possível. Pediu demissão. Disse que o São Paulo já não é o mesmo da primeira passagem. Não é mesmo. Por isso, voltou.

Mas houve algum choque. De ideias, de prazos, não sei. Com certeza pediram a ele o que ele não poderia dar. Alguém pode? É possível atender o pedido?

É um clube sem comando. Sem rumo. Um navio à deriva. Não se navega junto. Alguém está a bombordo e outro alguém está à estibordo.

Atlântida é o destino final.

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Seleção burocrática, animada com torcida sem alma, cumpre obrigação https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/2019/06/14/selecao-burocratica-animada-com-torcida-sem-alma-cumpre-obrigacao/ https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/2019/06/14/selecao-burocratica-animada-com-torcida-sem-alma-cumpre-obrigacao/#respond Sat, 15 Jun 2019 02:21:34 +0000 https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/?p=12781 Em 1993, cobri a Copa América pela primeira vez. Fiquei amigo de Júlio Chiapetta, jornalista argentino. E me lembro, como se fosse há dez minutos, de sua observação após o primeiro jogo, vitória do Equador sobre a Venezuela, por 6 x 1.

Todo mundo sabia que a Copa começaria com Equador x Venezuela. Todo mundo sabia que o Equador venceria. Então, amigos, começou a Copa.

Sempre foi assim: o time dono da casa tem duas babas no grupo. Em 93, eram Venezuela e EUA. Agora, Bolívia e Venezuela.

Então, ganhar é obrigatório. Ganhar por 3 x 0 é frustrante. Normal.

Tite escalou o time com dois volantes. Desnecessário. Mas Fernandinho apoia bastante. E Daniel Alves e Filipe Luís vão apoiar bastante. Não para as duas opções. E zero a zero em 45 minutos.

Dois gols de Coutinho definiram o jogo.

E Tite fez substituições burocráticas. Jesus no lugar de Firmino. Poderiam estar juntos, com a saída de um volante.

E um golaço de Cebolinha.

Foi uma vitória tranquila, justa, inquestionável. Tudo o que se esperava, como ensinou o Chiapetta, quando ainda éramos jovens e guapos.

Uma vitória que não empolga a torcida. Apenas 47 mil pagantes. Sem vibração alguma, sem conexão alguma com a seleção. Nenhum cântico, a não ser o biiiiichaa quando Lampe batia um tiro de meta.

Quando – e se – enfrentarmos a Argentina, chamarão Maradona de cheirador. Cada um dá o que tem

]]> 0 São Paulo é ruim demais. Empate é ilusão https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/2019/06/13/sao-paulo-e-ruim-demais/ https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/2019/06/13/sao-paulo-e-ruim-demais/#respond Fri, 14 Jun 2019 01:22:10 +0000 https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/?p=12778 O são-paulino pode:

Amaldiçoar o VAR. Ofender o juiz, pois realmente o gol de Alerrando foi contraditório.

Comemorar o lindo gol de Pato, após um passe de qualidade de Nenê.

Festejar mais uma ótima partida de Volpi.

Vislumbrar uma melhora de Pato.

Ter a certeza que Luan é bom volante.

Pode.

Não deve

O correto é olhar a verdade.

O time é muito ruim.

Coletivamente, fica difícil analisar. É um time novo a cada jogo. Com o padrão de jogar pelo meio, sem velocidade pelos lados do campo.

Individualmente, é um horror. Veja o lance do gol do Galo. Toró errou uma bicuda dentro da área. E o que estava fazendo lá? Nada surpreendente. Passou o tempo todo marcando Fábio Santos.

Everton Felipe. Hudson. Igor Vinícius. Calazans. Anderson Martins. Reinaldo, sempre a reclamar.

Hernanes?

Nitidamente abaixo de seu nível.

Um horror.

Há a esperança de melhora da parada da Copa. Só esperança.

A melhora mais provável é a física, com recuperação de jogadores e melhora de outros.

A melhora técnica pode vir daí? Pode, mas é bom não esperar muito não.

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Brasil perde com erros grosseiros https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/2019/06/13/brasil-perde-com-erros-grosseiros/ https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/2019/06/13/brasil-perde-com-erros-grosseiros/#respond Thu, 13 Jun 2019 19:20:23 +0000 https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/?p=12775 A Austrália dominou o Brasil desde o início do jogo. Sofreu dois gols em contra-ataques e se aproveitou de erros grosseiros para ganhar a partida e se igualar ao Brasil, com três pontos em duas rodadas. A Itália tem três pontos e aínda enfrenta a Jamaica.

Pressionado desde o início, o Brasil errava muitos passes na saída de bola. Mas fez 2 x 0 com um pênalti convertido por Marta e com um gol de cabeça de Cristiane, após linda jogada iniciada pela lateral Tamires.

A pressão da Austrália aumentou e o primeiro gol saiu no finalzinho do primeiro tempo. Mônica salvou em cima da linha, a bola voltou para a Austrália e a defesa pedeu de cabeça, como perderia outras vezes.

O gol de empate foi um frango da goleira Bárbara. E o da virada, foi gol contra da zagueira Mônica, com uma cabeçada para trás. Ridículo.

E o treinador? No intervalo, tirou Formiga, amarelada e Marta, ainda em más condições físicas. As duas ao mesmo tempo, um erro. Marta deveria ter entrado no segundo tempo.

E depois, saiu Cristiane, que também não aguentaria 90 minutos. E o Brasil viveu seu pior momento sem três das quatro principais jogadoras.

O Brasil não teve uma boa compactação e foi muito precipitado após sofrer o gol de empate. Um ponto seus bom. Um ponto pode fazer falta.

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Ramires, muito bom. E muito ruim também https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/2019/06/13/ramires-muito-bom-e-muito-ruim-tambem/ https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/2019/06/13/ramires-muito-bom-e-muito-ruim-tambem/#respond Thu, 13 Jun 2019 17:23:48 +0000 https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/?p=12773 Ramires é um volante muito bom. Bom marcador, com saída de bola rápida e de qualidade. E tem boa finalização, com mais de 80 gols na carreira.

Tem toda confiança de Felipão, que o convocou para o Mundial de 2014, como Dunga o havia levado para a África do Sul, em 2010.

Tem 32 anos e assinou com o Palmeiras por quatro anos. Como sempre se cuidou, parece um tempo ideal de contrato. Já é o relevo para uma possível saída de Bruno Henrique ou de Moisés.

O que tem de ruim, então? A confirmação do ciclo que tem matado nosso futebol: vendemos jovens, alguns que ainda nem estrearam, e repatriamos veteranos que não têm mais espaço na Europa. Ou, como parece o caso, nem na China.

 

 

 

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Boleiros, filme sensacional sobre futebol https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/2019/06/13/boleiros-filme-sensacional-sobre-futebol/ https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/2019/06/13/boleiros-filme-sensacional-sobre-futebol/#respond Thu, 13 Jun 2019 15:49:20 +0000 https://blogdomenon.blogosfera.uol.com.br/?p=12769 Boleiros, de Ugo Giorgetti é um filme tão sensacional quanto simples. Alguns ex-jogadores, ainda muito amigos se reúnem em um bar para lembrar histórias de quando estavam na ativa.

Otávio Augusto estava sensacional no papel de um juiz ladrão. Adriano Stuart também foi muito bem, assim como Lima Duarte, Marisa Orth e Denise Goulart. Pena que o cinema brasileiro se dedique tão pouco ao futebol, uma temática extremamente popular.

Asa Branca, com Eva Vilma e Edson Celulari também é ótimo.

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