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Palmeiras mostra novamente que é o grande favorito
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menon

O jogo do Palmeiras foi o último dos quatro grandes. E a vitória por 3 a 1 mostrou, uma vez mais, quem é o favorito ao título. O time soube sair de uma situação de risco e conseguir a virada. Detalhe um: o Novorizontino é melhor que Botafogo e Linense. Detalhe dois: o erro tático e técnico que permitiu o gol não foi corrigido.

Roberto parecia um primo distante de Usain Bolt. Passou como quis por Egídio e serviu Everaldo, que errou. Logo depois, passou como faca quente na manteiga por Egídio e fez o gol. O contra-ataque do Novorizontino, um time muito bem armado, havia funcionado duas vezes e conquistado um gol.

O Palmeiras começou a reagir. Avançou, trocou muitos passes e acuou o Novorizontino. A meu ver, pressionou pouco pelos lados, facilitando a vida do rival. Mas, mesmo assim, o massacre era tão grande, que veio o primeiro gol. Dudu, no terceiro chute na mesma  jogada. Nada de impedimento.

Segundo tempo igual. Pressão verde e a velocidade (e fôlego) intermináveis de Roberto. Veio o segundo gol, com oportunismo de Borja. Interessante notar que o Palmeiras não tirou o pé. Continuou atacando. Melhor seria segurar atrás, acalmar o jogo? Nada disso, continuou a pressão e veio o terceiro, no cruzamento da direita.

Grande vitória. Segura, mesmo enfrentando muitas dificuldades contra um time bem armado.

Duas observações.

  1. Preocupante que o Palmeiras não tenha solucionado, no jogo, o problema chamado Egídio? Como? Melhorando a cobertura? Marcando Roberto mais fortemente, com menos espaço? Entrando um novo lateral? Algo precisa ser feito
  2. Um absurdo a regra de punir com cartão amarelo qualquer tipo de comemoração. Parece coisa de estado antidemocrático. Bem, deixa para la… Mas o jogador precisa saber e não dar chance ao azar.

Eduardo Baptista não merece a cornetagem
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menon

Desde o ano passado, todo jogador apresentado no Palmeiras – e são dezenas – chega ao clube falando em vencer o Mundial. Midia cornetatraining na veia. É proibido ter moderação. Se alguém chegar e dizer que é quase impossível vencer o campeão europeu é capaz de ser tratado como traidor.

A estratégia presidencial – de onde mais viria? – atingiu Eduardo Baptista. Não que ele tenha sido obrigado, mas entrou na onda. Chegou falando em obrigação de ganhar títulos. Palavras que soam como anjos cantando Bach para uma torcida orgulhosa do seu clube – com toda a razão – e se deslumbra com a quantidade de dinheiro e de jogadores chegando.

Para que Willian, se Borja viria? Para que Hyoran? É para ter elenco capaz de ganhar tudo. A quádrupla ou quíntupla coroa. Então, começa o ano. Empate com Chape, com Ponte, vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo e derrota contra o Ituano, também por 1 a 0.

Onde estão as goleadas? Onde está o time que vai ganhar tudo? A ansiedade toma conta das redes sociais e das discussões palmeirísticas. A culpa, evidentemente, passa a ser do treinador. É o mordomo da vez. A sombra de Cuca, como se fosse um grande eclipse, toma conta do clube.

Mas, Eduardo Baptista merece que as cornetas soem? Vejamos:

1) Cuca quis sair – Foi uma decisão dele e não do clube. Não houve injustiça, não houve demissão. Então, Eduardo não pode ser criticado porque Cuca não está mais.

2) Ideias diferentes – Eduardo tem ideias próprias sobre futebol. Ideias diferentes do abc de Cuca. Ele não gosta de marcação individual, prefere por zona. Não gosta de laterais que vão até o fundo, prefere que entrem em diagonal. Gosta de jogar com um volante fixo. Tem direito de ser fiel às suas ideias. Se fosse para pensar como Cuca, que ficasse o Cuquinha.

3) Moisés e Tche Tche – São dois jogadores que se tornaram pilares de Cuca. E Eduardo quer contar com eles, mas ainda não conseguiu. Moisés estava machucado e jogou Tche Tche. Moisés está voltando e Tche Tche se machucou. Esperemos que voltem para que Eduardo possa ser criticado.

4) Tempo para o time ideal – Acredito que Eduardo vá escalar Prass, quatro zagueiros, e Felipe Melo como volante. Depois, terá Tche Tche na direita e Dudu na esquerda com Moisés e Guerra no meio. Borja no ataque. Ainda não conseguiu que esta ideia se materializasse, por contusões e porque Guerra mal chegou e Borja ainda não estreou.

Eu não sou daqueles que defendem um ano de trabalho ao treinador antes que possa ser cobrado. Não sou contra demissão. Até acho que o Palmeiras decepcionou, mas Eduardo merece mais um tempo. Pelo menos até o quinto jogo, quando enfrentará o Corinthians. Até lá, já é possível cobrar um pouco mais do que agora. Por enquanto, é cornetagem exagerada.


Túmulo do futebol? Torcida palmeirense reage e faz festa para Borja
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vinciusVinícius de Moraes, o genial poetinha-diplomata, um dia, na boate Cave, irritou-se com o palavrório incessante e desabafou dizendo a frase que se tornou imortal: “São Paulo é o túmulo do samba”. Frase injusta, no mínimo. Basta lembrar Adoniram Barbosa. Basta ver a pujança dos blocos de rua, basta ver como as escolas de samba melhoram ano a ano. (A caricatura é do Eric)

O samba paulista resistiu ao vaticínio de Vinícius de Moraes. Sofre agora com a tentativa de asfixia dos blocos de rua, comandada pelo poder público. Mas a verdade, entre o desabafo do compositor e a ação do prefeito, distantes algumas décadas,  é que há samba em São Paulo. E ele é vencedor.

As torcidas de futebol resistem à tentativa de transformar São Paulo em túmulo de futebol, como bem disse o amigo Alexandre Lozetti. A mais perseguida é a do Palmeiras. Talvez por ser a mais feliz e a que tem tido mais motivos de comemoração no último ano. Não pode fazer festa na rua, não pode recepcionar seus jogadores na chegada ao seu estádio. Não pode festejar na rua o título ansiado por mais de 20 anos.

E agora, os palmeirenses, tiveram dificuldades em receber Borja, seu novo futuro ídolo e goleador.

Haveria uma recepção enorme no portão 3 de Cumbica. A Infraero proibiu. Determinou que o jogador sairia do aeroporto sem ter contato com a torcida. Como se fosse um bandido algemado. Muita gente desistiu da recepção. Mesmo assim, a quantidade de fiéis verdes era grande. Gritavam e seu grito foi ouvido.

Houve então a mudança para o portão 2, bem menor. Há a possibilidade de a diretoria do clube ter comandado uma intermediação que permitiu o contato torcedor-ídolo, que é o que mantém o futebol vivo, como a grande paixão nacional. Se for verdade, fez muito bem. Paulo Nobre, o antigo presidente, foi a favor do fechamento da rua Palestra Itália e de jogos com torcida única.

Foi um ato de resistência dos bravos palmeirenses que foram ao aeroporto. Deveria continuar sempre, contra promotores mediáticos, gerentes de aeroporto e todo tipo de burocrata que não entende nada de futebol.

Não duvido que a restrição aos palmeirenses se estenda a outras torcidas. A do São Paulo, por exemplo, tomará as ruas que levam ao seu lindo estádio. Haverá mais de 40 mil torcedores incentivando o time contra a Ponte Preta. Uma festa incrível, uma festa de pessoas que amam seu clube e o acolhem em momento difícil. Uma ato de amor que deveria ser incentivado. Esperemos para ver se a acolhida ao ônibus continuará existindo ou se também entrará no index repressor dos promotores. Se um deles estiver acordado no domingo e vir aquela festa, é capaz de, no dia seguinte, proibir tudo. Antes, chamarão as televisões. Afinal, quem não está no BBB, precisa estar na mídia de alguma forma.


Borja ou Pratto? Pratto ou Borja?
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Miguel Angel Borja tem 23 anos e 1,83m.

Lucas David Pratto tem 28 anos e 1,88m.ponto

Borja nasceu em Tierra Alta, na Colômbia, e é destro.

Pratto nasceu em La Plata, na Argentina, e é destro.

Borja recusou jogar na China para construir uma carreira na seleção colombiana.

Pratto recusou jogar na China para construir uma carreira na seleção argentina.

Borja teve uma ascensão meteórica em 2016, quando trocou o Cortuluá pelo Atlético Nacional.

Pratto tem uma carreira mais consolidada, com dois anos no Velez e mais dois no Galo.

Prato, nos dois últimos anos, fez 42 gols em 107 jogos pelo Galo.

Borja, no último ano, fez 36 gols em 47 jogos, pelo Cortuluá e pelo Atlético. Em 2015, fez 10 gols em 49 jogos pelo Santa Fe.

Borja é mais centroavante, tem velocidade e força. É um nove nove.

Pratto é mais técnico, joga como centroavante, mas também um pouco recuado. É um oito e meio.

Pratto chega com a responsabilidade de fazer o combalido São Paulo funcionar.

Borja chega com a responsabilidade de fazer o campeão Palmeiras mais campeão ainda.

Borja tem a sombra de Willian, pequenininha, e de Alecsandro, bem forte.

Pratto tem a sombra de Chávez e de Gilberto. Sombrinhas mixurucas.

Pratto chega para ser líder do time.

Borja chega para ser mais um jogador, no aspecto liderança.

Se Borja jogar o que jogou no ano passado, será um sucesso. É  quase impossível que não jogue.

Se Pratto jogar o que jogou nos últimos quatro anos, será um sucesso. É bem provável que jogue.

Borja e Pratto são contratações ousadas. Contratações que mudam as aspirações de cada time. Contratações que deixam o futebol paulista mais forte.

Borja e Pratto são as duas grandes atrações do futebol brasileiro, quando se fala de área. Paolo Guerrero é outra.

E os brasileiros? Os melhores são Frederico Chaves Guedes e Ricardo Oliveira, veteranos donos de carreiras invejáveis que tanto Pratto como Borja gostariam de construir.

Onde estão os nossos outros centroavantes? Borja e Pratto são um alerta para as nossas categorias de base.

Pratto ou Borja? Borja ou Pratto? Com certeza, não é uma pergunta tão absurda como Messi ou Taison?

A resposta pode ser Borja e Pratto. Prato e Borja.

Obs – Não levei em consideração valores financeiros e tempo de contrato.

 


Borja deixa o Palmeiras ainda mais favorito.
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borjaMatador com nome de gênio da pintura, Miguel Angel Borba chega ao Palmeiras e eleva o time para um patamar ainda maior. A torcida já contabiliza todos os títulos possíveis e imagináveis e tem motivos de sobra para o otimismo, ainda que exagerado. Afinal, o Palmeiras continua mandando no mercado. Felipe Melo, Guerra e agora, Borja. O centroavante colombiano que trocou uma carreira medíocre por uma ascensão fenomenal a partir de 2015, saindo do Deportivo Cortuluá  para o Atlético Nacional, para o título da Libertadores, para a seleção principal, para a Olimpíada e para o Palmeiras, com direito a desprezar montanhas de yuanes.

Tecnicamente, não há como contestar uma contratação assim. É uma contribuição para o futebol brasileiro, que perde atrações a cada semestre. Todos os bons se vão. Quando chega um melhor, há que se aplaudir. Guerra e Borja foram fundamentais na conquista da Libertadores pelo Atlético Nacional e por que desconfiar que podem ser importantes agora?

Há dois outros fatores a se analisar. Fatores que estão juntos quando se fala de futebol e de vida. Fatores que formam uma combinação que pode ser explosiva: dinheiro e inveja. Como justificar a contratação de Willian, se Borja já estava negociando? Willian é um jogador inconstante, de poucos gols e de uma temporada frágil no Cruzeiro. Nos últimos tempos, fez menos gols que o zagueiro Bruno Rodrigo. Mas o Palmeiras tem dinheiro de sobra. Tem dinheiro do Avanti, do estádio, da Crefisa… Pode esbanjar que não fará falta.

E a inveja? Willian, Barrios, Alecsandro, Rafael Marques, todos no banco. Aqui, é uma questão de comando. Que Eduardo Batista tenha todo o poder para escalar quem quiser, independentemente do salário mensal. Quem não gostar, que vá chorar no banco que é lugar quente.

Dinheiro e inveja seriam questões  se levar em conta em um time “normal”. No Palmeiras milionário, são detalhes. Detalhes que só farão diferença para o mal, se houver uma grande incompetência.

 


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