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São Paulo gasta ou é sofrência até dezembro
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Pablo e a sofrência vão embalar o Brasileiro do São Paulo

Horas antes do clássico do desespero entre Cruzeiro e São Paulo, o executivo Roberto Menin, do Banco Intermedium e da construtora disse que a torcida tricolor poderia ter uma grande notícia nos próximos dias. Patrocínio. Dinheiro. É o que pode fazer o São Paulo sair da lamaceira em que está.

Não que o elenco seja tão ruim como a torcida pinta. Inclusive, os resultados são muito abaixo do que o grupo de jogadores pode apresentar. Tanto em resultado como em organização. No jogo contra a Raposa, o São Paulo não foi pior. Teve até boas chances no primeiro tempo, mas quando sofreu um gol ridículo, com participação elétrica do gandula e sonolenta de Maicon, mas quando precisou reagir, não tem como: o elenco falha.

As contratações foram baratas e o pessoal da base não está confirmando o que se falava e esperava dele. Então, o que se vê é o seguinte:

Cueva é o único armador do time. Jogou aberto na esquerda, para puxar o contra-ataque. Mas o peruano não está bem fisicamente. Teve uma distensão muscular e voltou após 17 dias, o que é apressado. E quando ele não joga, o substituto é Thomas, um jogador sem currículo algum. Eu não acredito em contos de fadas: jogador de 30 anos que está jogando na Bolívia não é solução para nada. Resumindo: o time não tem como jogar com dois armadores porque Thomas, Shaylon e Lucas Fernandes não estão à altura. E o único bom está machucado.

No início do ano, Ceni contava com quatro atacantes rápidos pelo lado do campo: Neres, Nem, Luiz Araújo e Neílton. Neres foi para a Holanda, Nem para o Reffis, Neílton foi despedido e Luiz Araújo caiu muito. Fora contratados Morato, que fez um bom jogo e se contundiu, e Marcinho, que não vai resolver nada.

Junior Tavares caiu muito, inclusive no ataque, seu forte. João Schmidt está de saída. Bruno é bom no ataque e Buffarini é bom na defesa. Maicon não é o deus da zaga coisa nenhuma.

O São Paulo precisa de reforços. Ou vai ouvir Pablo o ano inteiro


A jogadora trans e o hétero assassino (?) no país que mata crianças
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Isabelle Neris, de 25 anos, é uma jogadora de vôlei. Transexual, ela faz hormonoterapia desde os 17 anos e agora conseguiu na Federação Paranaense de Vôlei permissão para defender o Voleiras, time feminino. Para isto, provou que tem os níveis de testosterona de uma mulher. Apresentou também documento de mudança de nome civil.

Bruno Fernandes de Souza, 32 anos, é um jogador de futebol. Hétero. Depois de seis anos preso, acusado da morte de Eliza Samudio, ele foi libertado. A justiça brasileira demorou tanto para o julgamento, que ele teve o direito de esperar em liberdade a definição de seu futuro. Ele é acusado também de ocultação de cadáver. O corpo de Samudio teria servido de alimento a cães.

Isabelle, nos jogos em que fez no Voleiras, foi vítima de transfobia. Recebeu ofensas. Um leve exercício de lógica nos leva a pensar com quais palavras foi brindada.

Bruno tem sido muito paparicado. Pessoas pedem para tirar fotos com ele. Houve homens que, ao lado da namorada, aproximaram-se do suposto assassino. É a vontade enorme de estar ao lado de um famoso. Mesmo que a fama tenha vindo junto com a acusação de assassinato.

Isabelle não mereceu o mesmo tratamento de Bruno. Ao contrário, recebeu as mesmas ofensas dedicadas a Eliza Samúdio, a garota assassinada. Sapatão, viado, puta, garota de programa… Alguma coisa elas fizeram.

Não é de se admirar a escolha da população.

Vivemos em um país em que um policial militar mata uma criança de dez anos e diz que ela estava dirigindo um carro e trocando tiros com a policia. Ao mesmo tempo.

Vivemos em um país em que outra criança é assassinada por seguranças do Habibs, por estar pedindo comida na porta do estabelecimento.

Vivemos em um país em que 240 pessoas morrem queimadas em uma clube noturno. No julgamento, anos depois, a juíza diz que a culpa é de quem morreu. As pessoas não escaparam porque estavam bêbadas. Como se fosse um castigo divino. Bebeu, morre. Não bebeu, escapa. O dono do clube noturno não tem culpa de nada.

Somos um país de brunos e não de Isabelles.


Mais um vexame do São Paulo. O time é muito ruim
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Quando houve o sorteio das oitavas de final da Copa do Brasil, havia três bolinhas desejadas: Fortaleza, Juventude e Botafogo-PB, bravos representantes da terceira divisão. O São Paulo ficou com o Juventude. E está eliminado em dois jogos. Vexame. Vexame que tem explicação.

O primeiro grande erro foi na primeira partida. Ricardo Gomes escalou Bruno em uma lateral e Carlinhos em outro. O Juventude aproveitou as dificuldades de marcação de ambos e venceu por 2 a 1. Estava tão errado que, no segundo jogo, quando precisava da vitória, ele não colocou os dois laterais. Preferiu Mena, mais forte na marcação.

A segunda explicação é simples: o time do São Paulo é ruim. Muito ruim. Principalmente em dois aspectos.

1) Os volantes não tem saída de bola. Thiago Mendes e Hudson não colaboram com o ataque, não fazem a bola chegar. Na segunda partida, foram omissos nesse aspecto. Omisso não é a palavra correta. Eles não sabem fazer isso. João Schmidt sabe e não joga.

2) Falta qualidade no meio. Cueva é o único aceitável. Wesley não dá. Daniel? Não sei, nunca é escalado.

3) O principal problema é o ataque. O nível dos jogadores é fraquíssimo. Vamos ver?

Chavez é um lutador, um brigador. É o homem de última bola. O último toque. Um grosso que resolve. Desde que a bola chegue. E ela não chega.

Kelvin é um atacante de lado, que faz poucos gols. No São Paulo, são três, se não me engano. No mais, é incompleto. Dribla mais ou menos, cruza mais ou menos, sofre algumas faltas. Jogador para entrar no segundo tempo, tentar virar o jogo. No São Paulo, é titular.

E as opções?

Luiz Araújo é um atacante de lado que mostrou qualidades na base. No time principal já teve muitas chances e não mostrou futebol para se firmar como uma opção confiável.

David Neres é atacante de lado com muito sucesso na base. Luiz Araújo era seu reserva. Ainda não estreou. Não se sabe o que poderá fazer, o que poderá contribuir. No momento, é difícil dizer que possa ser a solução de alguma coisa.

Gilberto é centroavante de carreira irregular, com sucesso no Santa Cruz e Portuguesa e fracasso no Sport e Inter.

Robson estava na terceira divisão. Tem 25 anos e um currículo sem brilho. Com o tempo, talvez pudesse ter sucesso, mas não é o jogador para o momento atual. Não vai chegar e resolver o problema.

Quem mais? Pedro? Poupemos o garoto.

Um elenco fraco. Um time ruim. Perdeu muito com as ausências de Calleri e Ganso.

Está onde merece estar.

Tem grandes chances de escapar do rebaixamento.

Tem grandes chances de continuar dando vexame em 2017. Falta dinheiro para contratar.


São Paulo, agonicamente, ganha oito pontos. Corinthians mantém a lógica
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Se o futebol é centenário, a jogada tem cem anos. Se o futebol é milenar, a jogada tem mil anos. Se o futebol é eterno, ela viverá para sempre. Um lance de classe do armador e uma conclusão intuitiva, desesperada e certeira do centroavante. Cavadinha de Ganso e gol de Calleri. Muito parecido com o gol contra o Cesar Vallejo, ainda na primeira fase da Libertadores.

Com o 1 a 0 concretizado aos 44 minutos do segundo tempo, o São Paulo chegou a 17 pontos e alcançou o Audax, que apenas empatou com o Linense. E a Ferroviária, que perdeu para o São Bento, ficou com 13 pontos. Ou seja, o São Paulo, mesmo que perca para o Santos – não terá Ganso, suspenso – ainda estará a zona de classificação.

Lugano comemorou como nunca. Ou como sempre? Quase machucou o pescoço de Calleri. Festa merecida, que não pode esconder alguns problemas contumazes do time.

O principal erro é a falta de jogadas pelos lados do campo. Houve apenas uma jogada de Carlinhos, pela esquerda, no primeiro tempo. Ninguém mais – Bruno, dos dois lados, Caramelo, dos dois lados, Kelvin, Hudson e Lucas Fernandes não conseguiram.

A dupla Kardec e Calleri não funciona. Ofensivamente, porque não há cruzamentos. E pouco se movimentam. E defensivamente, porque ambos dedicam-se pouco à marcação. Assim, o time perde um jogador no meio.

Houve falha feia em dois contra-ataques. Um em cada tempo. No primeiro, Denis fez uma linda defesa. No segundo, Leo Coca fez com que sua progenitora fosse lembrada por toda torcida do Botafogo. Em compensação, foi saudado pelos comercialinos.

De bom? João Schmidt, com bons passes como sempre, e chutes de fora da área, uma novidade. Lucas Fernandes teve alguns lampejos, teve iniciativa, mas perdeu algumas jogadas com a bola dominada. Tem futuro. Calleri voltou a marcar.

Há muito o que melhorar.

O Corinthians também. Mas ganhou por 3 a 0. É o melhor time, com melhor campanha disparado.

O torcedor corintiano é um invejado. Não tem do que reclamar.

 


Leco precisa assumir e trazer pelo menos oito jogadores
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Carlos Augusto Barros e Silva sempre sonhou ser presidente do São Paulo. Teve uma chance e faltaram poucos votos. Tentou novamente  e foi barrado por Juvenal Juvêncio, que preferiu o poodle da Cirina. Após a renúncia, Leco foi eleito. Tem muitos apoios. Desde os que o vem como o homem ideal, aos que não imaginam ninguém melhor para o momento de transição até os que querem uma carteirinha de dirigente.

Assumiu com a oportunidade de mudar o destino do clube, que estava muito mal. Uma situação difícil, mas é nessa hora que os grandes presidentes  crescem. E ele precisa crescer, porque a decadência do time só aumenta. A classificação para a segunda fase da Libertadores. E pensar que, caso ela venha com sofrimento, haverá uma melhora incrível e a ressurreição é uma quimera. Talvez só sirva para mascarar problemas.

Leco precisa pensar no Brasileiro. O primeiro passo é saber se continuará com Bauza.

Se continuar com Bauza, tem de fazer uma pergunta: o esquema continuará a ser esse 4-2-3-1?

Se for o 4-2-3-1, novas perguntas aparecem:

1) Ainda vale a pena apostar em Centurión?

Eu acho que não. Por isso, aí está a necessidade da PRIMEIRA contratação.

2) Quem será o homem pela esquerda?

Na minha opinião, Carlinhos não dá. E Michel Bastos quer sair. Temos então a SEGUNDA E A TERCEIRA contratações

3) Quem será o homem de meio da área?

Calleri vai embora. Allan Kardec está muito mal, sem mobilidade e potência. Aí está a necessidade da QUARTA E QUINTA contratações

4) Os volantes conseguem romper sua linha e quebrar a linha adversária? Conseguem chegar até Ganso? Hudson não consegue. Thiago Mendes caiu. João Schmidt está pedindo passagem. Evidentemente, é necessária a SEXTA contratação. Bauza pediu Ortigoza.

5) E os zagueiros? O único que tem jogado em bom nível e em forma constante é Maicon. Foi um grande erro Bauza tira-lo do time contra o Trujillanos. É necessário que ele fique no segundo semestre, ou o clube precisará da SÉTIMA contratação.

6) Bruno tem ímpeto, faz algumas boas jogadas de ataque na base da potência e do arrojo. Mas o que é bom no ataque é ruim na defesa. Bauza pediu Buffarini, que pode ser a OITAVA contratação.

Parece muito? É muito. Pouca gente tem dinheiro para isso. Mas esta é a missão de Leco. O que não pode é acontecer como no jogo contra o Trujillanos, quando Bauza fez substituições e colocou Kelvin, Caramelo e Rogério em campo.

Como achar esses oito jogadores? Procurando muito bem. O Brasil está aí. A América está aí. Não deve ser difícil achar um zagueiro tosco que tenha impulsão, força física e uma certa velocidade.

E a base? Faça um monitoramento urgente e veja já quem pode jogar o Brasileiro.

Tudo é para ontem.

Assuma, Leco.


Piada tricolor. Culpa não é só de Lucão
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Após a derrota por 2 a 0 para o Corinthians, com erros grotescos do zagueiro Lucão, a torcida do São Paulo caiu  na tentação de ver ali, na inapetência do garoto, toda a culpa do mau momento do time. A derrota para o The Strongest mostrou o que os menos passionais já haviam percebido: a situação é muito pior do que parece. Não se limita a Lucão.

Há erros coletivos. O time toca muito a bola, lateralmente e não tem profundidade. Não existe ultrapassagem, não existe pressão na saída de bola.

Há erros técnicos. Ganso e Michel Bastos não conseguem resolver problemas. É lógico que, se Michel fizesse o gol após o belo passe de Ganso, o jogo poderia mudar. Mas foi um lance isolado. Os dois não conseguem fazer o time mandar em campo, contra um adversário muito bem montado.

Falta criatividade. Quando a situação é ruim, é necessário um drible, um chute de longe, algo diferente. O São Paulo não tem. Teve, é verdade, com uma avançada de Bruno que deixou Kieza na cara do goleiro. E ele errou.

Bauza precisa mexer. Centurión está mal. Tem mais gente mal, basta escolher.

E, por fim, o time também é reflexo da lentidão da diretoria para contratar. O time faz seu primeiro jogo na fase de grupos e tem dois zagueiros fora de jogo: Lugano, que veio há um mês, ainda não estreou por falta de condições físicas. E Maicon, que tem boas condições físicas, chegou em cima da hora, já com o campeonato andando.

A classificação está difícil. No ano passado, The Strongest conseguiu nove pontos em casa. Se repetir, a dose chegará a 12. Nesse caso, o máximo que o São Paulo poderá conseguir será 12 pontos.

 

 

 


Marcelo Oliveira é obrigado a superar Gílson Kleina
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kleinaO Palmeiras volta à Libertadores após três anos. E, em ambas participações, o bilhete foi conquistado a partir do título na Copa do Brasil. A estreia contra o River Plate, no Uruguai, é o início de um período de muita pressão sobre Marcelo Oliveira.

Apesar do título da Copa do Brasil, o time não mostrou um grande futebol em 2015. E o mesmo vem se repetindo agora, mesmo com a incorporação de vários jogadores. Marcelo teve seu elenco praticamente mantido e recebeu reforços antes dos rivais. Teve mais material humano e mais tempo para trabalhar.

Nem se pode comparar com o Corinthians, vítima de um desmanche, e com o São Paulo, que luta para contratar jogadores sem gastar nada, casos de Calleri, Mena, Maicon, Kelvin – que o Palmeiras não quis – e Lugano, que veio em troca de um amistoso em Assunção.

Se uma comparação contra os grandes rivais paulistas e mais Grêmio e Atlético é dura, muito mais fácil se torna quando miramos Gílson Kleina, o comandante na última participação do Palmeiras na Libertadores.

Marcelo é obrigado a ir mais longe. Os motivos?

1) Tem um currículo muito melhor

2) Ganha muito mais

3) Tem um elenco exponencialmente mais bem qualificado. Para ilustrar, colocarei aqui as escalações do Palmeiras no primeiro e no último jogos da Libertadores-13. Em itálico, os que não deixaram saudade alguma, por futebol ou comportamento.

a) Vitória por 2 x 1 sobre o Sporting Cristal, no Pacaembu:

Prass, Weldinho, Maurício Ramos, Henrique e Marcelo Oliveira, Vílson e Márcio Araújo (Caio Mancha); Souza, Wesley e Patrick Vieira (João Denoni); Vinícius (Ronni).

b) Derrota por 2 x 1 para o Tijuana, no Pacaembu:

Bruno, Airton, Maurício Ramos, Henrique, Marcelo Oliveira (Juninho); Marcio Araújo e Charles (Maykon Leite); Wesley (Souza), Tiago Real, Vinícius e Kleber

4) O time de Kleina foi o líder do grupo, que tinha Sporting Cristal, Libertad e Tigres. Venceu todas em casa (5 gols a favor e um contra) e perdeu todas fora (4 gols contra e nenhum a favor).

5) Como o pior primeiro colocado, enfrentou o melhor segundo colocado. Foi o Tijuana. O Palmeiras empatou por 0 x 0 no México e perdeu em casa, em grande falha de Bruno.

6) Passar das oitavas da Libertadores é obrigação de todo elenco do Palmeiras, dirigido por quem quer que seja. Kleina não conseguiu. Marcelo precisa conseguir.

A semana é dura para ele. Estreia na Libertadores e recebe o Santos no sábado. Os resultados podem influenciar no futuro de Marcelo

 


Com Bruno e Carlinhos, São Paulo volta a jogar pelos lados do campo
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“Por las puntas, por las puntas”, gritava o argentino Nelson Ernesto Filpo Nuñez, reitor da maravilhosa academia palmeirense dos anos 60. Com Edu Bala na direita e Nei na esquerda, aproveitando-se de lançamentos de Ademir da Guia e da aproximação de Leivinha, transformava a vida do artilheiro César, o Maluco, em uma maravilha. E a dos torcedores também.

Outros treinadores, sem o sotaque, também se valiam da facilidade em “alargar” o campo que tinham jogadores como Zé Sérgio, Cafuringa, Garrincha e tantos outros. Os pontas acabaram e aquele espaço lateral passou a ser ocupado por laterais ofensivos como Junior, Marinho Chagas, Josimar, Cafu… Até que chegou o 4-2-3-1, com dois meias abertos pelos lados, o que tornou difícil a vida de laterais apoiadores.

Pena que os brasileiros escolhidos para jogarem pelos lados tenham um posicionamento e uma postura em campo bem diferentes do que os europeus. Eles, como Ribery, Robben, Cristiano Ronaldo (nem tanto agora), buscam o ataque. Os nossos, como notou o amigo Alexandre Lozetti no twitter, se preocupam mais em marcar e em cair. E como caem!

O São Paulo começou o ano tentando resolver um grande problema que se arrastava há tempos. Não tem jogadores efetivamente producentes pelos lados do campo. Havia poucas jogadas de linha de fundo, apesar do bom campeonato feito por Michel Bastos. E seus laterais pouco apoiavam. Na direita, Paulo Miranda era muito mais marcador. Auro, mais ofensivo, não se firmou. E Alvaro Pereyra foi mais marcador do que tudo. E, no final da temporada, passou a marcar mal, com muitas faltas.

Os primeiros treinamentos mostram Bruno, principalmente, e Carlinhos com uma postura muito mais ofensiva. Estão chegando ao fundo e – o mais importante – acertando cruzamentos. Na área, estão Allan Kardec ou Luís Fabiano. Ou os dois juntos

Há volume de jogo e há definidores. Há promessa de uma boa produção ofensiva. Os primeiros passos estão sendo dados.

Por las puntas.

O blog está no twitter @blogdomenon

Conheça meu outro blog

http://cubaquerida.com/


Um recado para Paulo Nobre e Brunoro: é o goleiro, estúpido
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Quem acompanha o blog sabe que eu não acredito que números definam o futebol. O 4-2-2, 4-3-3, 4-1-3-2, 4-6-0, 3-6-1,  um dois três de oliveira quatro, tudo pode ser bem montado, exaustivamente ensaiado perfeitamente executado e ser derrotado por um drible mágico, por um tornozelo traidor, por uma casquinha malvada, por uma traição descoberta na véspera do jogo, por um purê estragado, pelo imponderável, enfim. Por isso o futebol é o que é, o criador de novas amizades, o bálsamo para um câncer infantil, o motor para a destruição de insuspeitas bodas de ouro.

Mas há números que explicam, sim, o futebol. UM goleiro ruim coloca tudo a perder. E o Palmeiras, de Paulo Nobre e Brunoro, tem TRÈS goleiros ruins. E, se considerarmos que o resto do time não é nenhuma maravilha….

Vamos tomar a Portuguesa por exemplo. Em 2011, ela foi campeã da segundona com Weverton, atualmente no Furacão, no gol. Em 2012, ela escapou do rebaixamento com Dida no gol. Alguém imagina um time com Dida no gol sendo rebaixado. Em 2012, ela escapou novamente do rebaixamento com Lauro no gol. Sim, não dá para comparar Lauro com Dida, mas ele fez jogos muito bons, apesar de haver falhado em outros. E fez até gol de cabeça.

Pode-se dizer que a Portuguesa tinha o artilheiro Bruno Mineiro em 2012 e o artilheiro Gilberto em 2013, mas não é incomum ver um time em péssima posição ter um goleador em campo. Quanto a goleiro, não. O time pode até cair com goleiro bom, como o Fluminense de Diego Cavalieri, mas é quase impossível resistir com goleiro ruim.

Tenho certeza que o Palmeiras estaria muito melhor se Fernando Prass estivesse no gol. Ele não é milagroso, não traz a mulher amada de volta em três dias, mas e um goleiro de nível. No mínimo, por baixo, do nível de Ricardo Berna, Marcelo Lomba, Vanderlei, Tiago Volpi e outros que lutam para não cair.

E o que Brunoro e Nobre fizeram ao perder Prass? Apostaram em Bruno, um tipo de móveis e utensílios da empresa, sempre ali à disposição, sempre ali pronto a falhar. Bruno não deu certo, a bomba caiu nas mãos – frágeis mãos – de Fábio. Nâo deu certo. Chegou a vez de Deola. Deola, que havia rodado o Brasil sem deixar saudades em lugar algum.

O São Paulo tem no mínimo dois goleiros melhores que Deola, Fábio e Bruno. O Corinthians também. O Santos tem um. A Portuguesa não tem e por isso está caindo para a Série C. Na tal escola palmeirense de bons goleiros, esses três não podiam nem passar perto da secretaria para fazer a matrícula.

Paulo Nobre e seu CEO podem entender de futebol, mas esqueceram uma regra claríssima: se o time é ruim, que pelo menos tenha um goleiro confiável. É como um time de vôlei sem levantador, é como um carro de rally sem gasolina. E de vôlei e automobilismo, Brunoro e Paulo Nobre entendem um pouco.


Bruno, deixe a zona do conforto. Há vida longe do Palmeiras
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CARTACaro Bruno,

Escrevo esta carta mesmo sem ter visto a sua participação no jogo contra o Flamengo. Não sei se você falhou, não sei se os três gols foram indefensáveis, não sei se Fernando Prass teria salvo o time. Quero ser isento.

O que sei é que, quando foi definida a sua entrada a torcida palmeirense – pelo menos aquela que acompanho o twitter – tremeu. Jogou a toalha. Eram frases do tipo:

Bruno Tijuana entrou? O jogo está perdido.

Bruno entrou? A derrota é certa

Agora tudo é questão de tempo. Bruno está em campo.

Nem a Academia resiste a Bruno.

Tem revezamento no banco de reservas. E justo no dia em que Prass se machuca é a vez do Bruno?

Havia ainda comparações com aquele outro goleiro Bruno.

O que eu quero dizer, Bruno, é que não tem  mais lugar para você no Palmeiras. É como um fim de relacionamento. Por pior que seja, é hora de parar. Você era citado como o continuador de uma escola maravilhosa de goleiros, era o sucessor de Marcos, era o cara tranquilo, era o diferenciado. Hoje, nem se salvar o time milhões de vezes, a desconfiança vai acabar. Por que ficar aí? Revezando no banco de reservas? Para receber um bom salário em dia no dia correto?

É muito pouco, não é? Jogador de futebol não é funcionário público para ficar esperando a aposentadoria chegar. Jogador é para brilhar, ser amado, ser lembrado, ter sua atuação discutida em bares e botequins.

Talvez você ainda acredite na volta por cima no clube que ama, no clube em que sonhou ser ídolo. Olha, sinto muito. Não sei o que te dizem seus pais, sua namorada, seu empresário, mas no Palmeiras não dá mais.

Há vida por aí. Estive na Bahia e havia cartazes enormes com Marcelo Lomba fazendo propaganda institucional não sei mais do quê. Weverton saiu do Corinthians foi ídolo na Portuguesa e no Furação.

Tudo o que você sonhou ser no Palmeiras você pode ser em outro lugar.  Tudo o que você sonhou ser no Palmeiras você nunca será no Palmeiras.

É hora de escolher: a acomodação ou a luta.

Vá à luta, Bruno.

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