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Eduardo Baptista não merece a cornetagem
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menon

Desde o ano passado, todo jogador apresentado no Palmeiras – e são dezenas – chega ao clube falando em vencer o Mundial. Midia cornetatraining na veia. É proibido ter moderação. Se alguém chegar e dizer que é quase impossível vencer o campeão europeu é capaz de ser tratado como traidor.

A estratégia presidencial – de onde mais viria? – atingiu Eduardo Baptista. Não que ele tenha sido obrigado, mas entrou na onda. Chegou falando em obrigação de ganhar títulos. Palavras que soam como anjos cantando Bach para uma torcida orgulhosa do seu clube – com toda a razão – e se deslumbra com a quantidade de dinheiro e de jogadores chegando.

Para que Willian, se Borja viria? Para que Hyoran? É para ter elenco capaz de ganhar tudo. A quádrupla ou quíntupla coroa. Então, começa o ano. Empate com Chape, com Ponte, vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo e derrota contra o Ituano, também por 1 a 0.

Onde estão as goleadas? Onde está o time que vai ganhar tudo? A ansiedade toma conta das redes sociais e das discussões palmeirísticas. A culpa, evidentemente, passa a ser do treinador. É o mordomo da vez. A sombra de Cuca, como se fosse um grande eclipse, toma conta do clube.

Mas, Eduardo Baptista merece que as cornetas soem? Vejamos:

1) Cuca quis sair – Foi uma decisão dele e não do clube. Não houve injustiça, não houve demissão. Então, Eduardo não pode ser criticado porque Cuca não está mais.

2) Ideias diferentes – Eduardo tem ideias próprias sobre futebol. Ideias diferentes do abc de Cuca. Ele não gosta de marcação individual, prefere por zona. Não gosta de laterais que vão até o fundo, prefere que entrem em diagonal. Gosta de jogar com um volante fixo. Tem direito de ser fiel às suas ideias. Se fosse para pensar como Cuca, que ficasse o Cuquinha.

3) Moisés e Tche Tche – São dois jogadores que se tornaram pilares de Cuca. E Eduardo quer contar com eles, mas ainda não conseguiu. Moisés estava machucado e jogou Tche Tche. Moisés está voltando e Tche Tche se machucou. Esperemos que voltem para que Eduardo possa ser criticado.

4) Tempo para o time ideal – Acredito que Eduardo vá escalar Prass, quatro zagueiros, e Felipe Melo como volante. Depois, terá Tche Tche na direita e Dudu na esquerda com Moisés e Guerra no meio. Borja no ataque. Ainda não conseguiu que esta ideia se materializasse, por contusões e porque Guerra mal chegou e Borja ainda não estreou.

Eu não sou daqueles que defendem um ano de trabalho ao treinador antes que possa ser cobrado. Não sou contra demissão. Até acho que o Palmeiras decepcionou, mas Eduardo merece mais um tempo. Pelo menos até o quinto jogo, quando enfrentará o Corinthians. Até lá, já é possível cobrar um pouco mais do que agora. Por enquanto, é cornetagem exagerada.


Palmeiras B é melhor que Corinthians e São Paulo
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menon

PORCOVOADORO Palmeiras está voando. Na liderança há 19 rodadas, sem perder há onze, está firme no Brasileiro. Foi a Recife e venceu o Santa Cruz, afastando o cheirinho. Cheirinho agora é de alecrim, de orégano, de pizza marguerita.

Foi um jogo difícil. Mais difícil do que deveria ser, pela enorme diferença técnica entre os dois times, fielmente representada pelos números. Sofreu mais do que deveria, mas fez dois lindos gols. E poderia ter sofrido um a menos, não fosse o açodamento de Jean.

O elenco do Palmeiras tem nuances que permitem variações. Começou com três atacantes rápidos, depois entrou uma referência de área. Começou sem armadores, entrou Xavier. Começou sem volante-volante e entrou Thiago Santos.

O porco-voador é muito melhor que os seus rivais da cidade. São Paulo e Corinthians estão muito atrás. Arrisco a dizer que o time reserva do Palmeiras é melhor que o time titular de Corinthians e São Paulo. Vejamos: Jaílton, Fabiano, Edu Dracena, Thiago Martins e Egídio; Thiago Santos, Arouca e Cleiton Xavier; Erik, Alecsandro e Rafael Marques. E olha o terceiro time, com Barrios e Leandro Banana.

Alecsandro, Rafael Marques, Barrios e Leandro Banana seriam titulares nos dois rivais. Nenhum deles tem atacantes assim.

O Palmeiras tem a receita e ela é simples: elenco bom, time bom e técnico bom. Se algo der errado, tem dinheiro para consertar. O voo do porco é de brigadeiro. Mesmo que seus rivais na luta pelo título – um galo e um urubu – geneticamente tivessem obrigação de voar melhor e mais alto.

Bem, se é para falar isso, há uma nova substituição: sai porco e entra periquito


Gênio de Cuca pode atrapalhar seu trabalho no Palmeiras
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menon

Dr_Jekyll_and_Mr_Hyde_poster_edit2Eu considero Cuca o melhor treinador do Brasil. Pelo menos, o que eu mais gosto. Ele é adepto de um futebol intenso, com velocidade, contra-ataques bem montados… Melhor do que Tite, que também é bom. Tite é muito mais equilibrado, monta times que não emocionam tanto. Questão de gosto, prefiro Cuca.

Cuca não é gênio, mas tem momentos de gênio. Aquele Atlético com Ronaldinho, Tardelli, Jô e Bernard, praticamente quatro atacantes nunca seria montado por Tite. Cuca é genioso. Tem um nervosismo imenso, mesmo quando os tempos são de calmaria. O médico e o monstro, de Robert Louis Stevenson é um bom paralelo para entender nosso Alex Stival.

Há vários casos em que seu estilo fora de campo atrapalha seu estilo como treinador

  •  Estava no São Paulo em 2004. O time foi jogar, pela Liberadores, em Guayaquil, contra o Barcelona. Perdeu por 3 a 0. Quando Cuca foi conversar conosco, os repórteres, parecia que havia sido 300 a zero. Totalmente arrasado, acima do tom.
  • Em 2007, pelo Botafogo, recebeu o São Paulo. Era uma dessas “finais antecipadas” do Brasileiro, na 18ª rodada do campeonato. O time entrou totalmente pilhado, como se fosse decisão. Bateu muito. Luciano Almeida agrediu Reasco, que ficou fora dos campos por um bom tempo. Túlio agrediu Leandro. O Botafogo perdeu por 2 a 0 e degringolou.
  • Em 2011, pelo Cruzeiro, foi eliminado pela LDU em casa. Agrediu Renteria na lateral do campo. Negou e disse que o jogador havia sido “malandro”.
  • Em 2015, foi suspenso por sete meses na China por uma agressão ao bandeirinha.
  • Há outras histórias não confirmadas. Seus vídeos de motivação nem sempre são certo. Há uma versão de que o depoimento da mãe de um jogador do São Caetano – doente terminal – mostrado antes da entrada em campo derrubou todo o ânimo do time.

Agora, com o Palmeiras liderando o Brasileiro, Cuca eleva a temperatura do time, sem nenhuma necessidade. O primeiro erro foi em questionar o “Cucabol” de Mauro Cézar Pereira. Se ainda houvesse um questionamento do comentarista, mas ele nem estava presente. Ora, Cuca precisa se incomodar tanto com uma observação, mesmo que crítica? Mesmo que a considere exagerada? Deixe isso para os torcedores e continue colocando suas ideias e conceitos em campo.

Por último, o caso com Rafael Marques. O jogador teria ficado muito aborrecido com um fato acontecido no último jogo. No final do primeiro tempo, Cuca mandou Rafael Marques e Barrios se aquecerem. Um dos dois entraria no segundo tempo. No intervalo, mandou Leandro Banana, que não fizera o aquecimento, subir. Rafael Marques teria se irritado.

Tite goleia Cuca quando o assunto é gerenciamento de elenco. O atual treinador da seleção consegue unir jogadores em torno de um projeto. Cuca toma atitudes intempestivas. E claro que não gosta de Barrios. Tem o direito de não gostar, mas não precisa deixar claro, não precisa vazar. Há versões de que a saída de Robinho e Lucas não foi por razões técnicas e sim pessoais. Mandou os dois para o Cruzeiro e recebeu Fabiano, reserva de Jean e Fabrício, reserva de Egídio e Zé Roberto.

O Palmeiras está em primeiro. Tem uma sequência boa na tabela. O mar está calmo. O comandante também precisa estar.

Se o homem é o lobo do homem, como disse Thomas Hobbes, claro está que Cuca não pode ser o lobo de Cuca. Para o bem de todos é necessário que dr Jekyll supere Mr. Hyde.

 

 


Por qué no te callas, Riascos? Respeite o futebol brasileiro
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menon

cruzeiro-escudos_1280-2Caro Riascos,

Você conhece Tostão? E Dirceu Lopes, Evaldo e Zé Carlos, seus companheiros de quarteto mágico? Já ouvir falar de Piazza? Jairzinho? Natal, Hilton Oliveira? Já ouviu falar de Niginho?

Roberto Perfumo, o maior zagueiro da história da Argentina? Jairzinho, campeão do mundo em 1970?

Palhinha, Joãozinho, Roberto Batata? Everton Ribeiro e Ricardo Goulart?

Ouviu nada, tenho certeza.

Te darei nova chance. Conhece Fábio, seu colega de time, que acaba de completar 700 jogos com a camisa do Cruzeiro?

Conhece muitos jogadores ruins e pernas de pau como você que um dia tiveram a honra inominável de vestir a camisa do Cruzeiro, do Palestra Itália de Minas?

Você ofendeu a todos. Os ótimos, os craques, os gênios, os grossos. Você ofendeu o bicampeão da América.

Riascos, você ofendeu o futebol brasileiro.

Você, com toda sua falta de intimidade com a bola, com a falta de intimidade com o gol adversário, deveria agradecer a Deus a oportunidade de ganhar dinheiro por aqui. Deveria agradecer à nossa crise técnica atual que permite a contratação de gente de seu nível futebolístico.

Ah, se fosse só futebol. Riascos, você não tem cultura futebolística, você não tem educação pessoal, você merece a atitude do Cruzeiro, que suspendeu seu contrato.

Você merece uma união – nem que fosse informal – de todos os clubes brasileiros, negando-se a te dar trabalho.

Você é o que você falou o que o Cruzeiro é.

picadinho

PALMEIRAS DEU UMA DEMONSTRAÇÃO DE FORÇA NO BEIRA RIO. No primeiro tempo, só foi ameaçado quando Cuca tentou chutar uma bola e foi ao chão. Poderia desfalcar o time por um bom tempo. No mais, dominou o jogo e teve várias chances, principalmente pelo desumano duelo entre Jesus e Paulão. No segundo tempo, Valdivia entrou no Colorado e o time melhorou muito. Colocou o Palmeiras em seu próprio campo e ameaçou muito com Vitinho, Valdivia e Sacha, hábeis e ágeis. Mas faltava força. Faltava um centroavante. Ariel entrou e não mudou nada. O Palmeiras manteve a vantagem e venceu um jogo contra um adversário duro, apesar do péssimo momento, fora de casa. E aumentou a vantagem sobre o segundo colocado.

 


Dura vida de Cristóvão Borges. E Cuca leu o blog?
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menon

Bem, amigos, – não é só ele que pode começar uma frase assim – se de dinheiro falamos, não pode haver nada de ruim na vida dos protagonistas do futebol brasileiro. Mesmo trabalhando em um país com dificuldades financeiras em um esporte muitas vezes deficitário, ganham muito dinheiro. Talvez menos do que mereçam – não sou eu a julgar – mas muito mais do que os clubes podem pagar. É o mercado.

cristovaoMas a vida nem sempre  é um mar de rosas para eles, quando esquecemos o dinheiro e pensamos apenas nas questões realtivas a trabalho. Cristóvão Borges, por exemplo. Estava desempregado e assumiu um dos maiores clubes do Brasil. O que poderia dar errado? A sombra de Tite e a falta de caráter dos jogadores

Normal, a sombra de Tite. Juntamente com Osvaldo Brandão, é o maior nome na história do Corinthians, quando de treinador se fala. Muito difícil assumir após sua saída. O tom de voz, a cor do cabelo, o modo de entrar em campo, tudo é motivo de comparação. Além de apoiar-se em sua capacidade, Cristóvão precisa de apoio externo.

E ele foi negado e solapado logo no segundo jogo. Cristóvão colocou Guilherme no banco. E o jogador, com sua fala articulada, com seu português bem posto – o que lhe passa a dar um ar e respeito no Brasil do preconceito – disse que não via de forma correta sua barração. E citou até números para comprovar.

1) Se fosse com Tite, ele falaria alguma coisa?
2) Que números são esses? Tinha na cabeça ou foi procurar. Nos dias anteriores ao jogo e após saber que seria banco, correu ao computador e foi buscar dados que embasassem sua reclamação?
3) E mostrou esses dados a Cristóvão? Não, mostrou aos jornalistas. Mais uma vez fomos utilizados por alguém para minar o trabalho de outro alguém.

Na minha opinião, Guilherme deveria ter deixado claro seu descontentamento diretamente ao treinador. Com números ou não. Amplificar sua discordância junto aos meios de comunicação não servem a Cristóvão e nem ao Corinthians. Tenho dúvidas que sirva também a ele, Guilherme, que, consciente como é, sabe que está devendo futebol.

Mudando de pato para ganso, no sábado fui cobrado no twitter por um companheiro. Ele disse que eu havia criticado o São Paulo por ter um ataque de Z-4 e que deveria falar também sobre o mau rendimento do Palmeiras fora de casa. Fui pesquisar e escrevi um post sobre o assunto.

leia aqui

LEIA AQUI SOBRE O SAO PAULO

 

Bem, fui xingado pelas duas torcidas. A do São Paulo usa repetidamente o argumento de que o time é o único na semifinal da Libertadores. O que justificaria a falta de constância, os poucos gols marcados, a situação na tabela, o excessivo número de derrotas e outras mazelas.

E a torcida do Palmeiras grita que o time é líder. Que é justamente o que eu falo. Um líder que precisa melhorar o rendimento fora de casa para ser campeão.

Bem, ontem Dudu deu uma entrevista coletiva. E disse o seguinte: “Cuca nos avisou que temos um aproveitamento fora de casa d de time que está no Z-4 e que precisamos melhorar”.

A torcida do Palmeiras não precisa xingar Cuca, como me xingou. Precisa é ficar feliz por ter um treinador que tem os pés no chão e que sabe como é duro o caminho até o título


Messi só quer ser amado. Cuca leve, Prof Girafales e Picadinho do Menon
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menon

Dificilmente se vê, no mundo globalizado de hoje, uma seleção sem naturalizados. O desconhecido brasileiro Eder fez o gol salvador para a Itália. Aliás, naturalização não vem de hoje, em se tratando de Itália. Monti, Ghiggia, Niginho e tantos outros sudacas viraram italianos. Sou contra, mas este não é o assunto. Quero falar do garoto que tinha tudo para se naturalizar e não aceitou.

messigarotoLionel Messi, o rosarino. Desde os 13 anos no Barcelona. O clube lhe pagou um tratamento físico que nenhum time argentino aceitou ou pôde pagar. A família foi morar com ele na Espanha. Desde antes de marcar seu primeiro de seis 453 gols pelo Barcelona, aos 17 anos,  em 16/10/04, contra o Espanyol já recebia convites de naturalização.  Era mais conhecido na Espanha do que na Argentina. E disse não.

Quem recusou ser espanhol merecia ser mais amado pelos argentinos. Messi deve pensar nisso. Culé, nunca jogou por um grande argentino. Introspectivo, não é midiático como Diego Armando. E não adianta ser o artilheiro histórico – falta apenas um gol para deixar Batistuta para trás. Falta um título. Pelo menos, um. Foi vice em 2014, contra a Alemanha. Foi vice, em 2015, contra o Chile.

Agora, na semana em que completa 29 anos, deve sonhar – e muito – com o título da Copa América. Ainda há que vencer os EUA e depois a final, mas Messi não quer ser mais vice. Quer ser amado, o que é mais difícil que um título. Talvez dentro de uma semana possamos ver um Messi mais risonho, mais solto, sem barba ruiva. Um Messi destravado e amado pelo povo que não vê sua seleção ganhar nada há 23 anos e que está na frente da televisão vendo Messi e também Maradona na retrospectiva dos 30 anos do título de 1986.

Conturbado deve estar Seija. Difícil entender o que pensa um jogador assim. Ele é venezuelano e defende sua seleção, totalmente virgem em matéria de títulos. O time está fazendo um grande jogo contra a Argentina, comandada pelo melhor do mundo. A zaga entrega um gol. E praticamente no último minuto do primeiro tempo, aparece a chance. Um pênalti. Um gol que dará um novo gás para o segundo tempo, que dará esperança.

Ele olha para Romero. E o que ele pensa? Em Djalminha? Zidane? Loco Abreu? E tome cavadinha. E Seija, que sonhou ser igualado aos grandes craques da cavadinha tornou-se um Alexandre Pato venezuelano.

picadinho

1) CUCA ESTÁ MONTANDO UM PALMEIRAS que pode marcar época. Bem, deixemos de sonhos, nenhum time marca época mais. Basta uma boa temporada e lá se vão todos os jogadores. Mas que o time está jogando bonito, não resta dúvida. Ele escalou Cleiton Xavier, Dudu, Roger Guedes e Gabriel Jesus e o que se viu foi um grande domínio do Palmeiras, com muitos toques e velocidade. O Santa Cruz é um time bem treinado e se postou atrás, com linhas compactadas, apostando em um contra-ataque. Mas Grafite e Keno não ajudaram no primeiro combate, o que permitiu a constante projeção de Tchê Tchê e Moisés. Assim, o sufoco foi grande e vieram os dois gols. No segundo tempo, o Santa mudou e apostou no ataque. Fez o primeiro, levou o terceiro e ameaçou duas vezes. Foi um bom jogo, com domínio do Palmeiras no primeiro tempo e equilíbrio no segundo. Mas o líder é que pode sonhar alto.

2) CRISTÓVÃO BORGES É O TÉCNICO QUE TODO jornalista gosta de entrevistar e incentivar. Educado, culto e negro, abrindo espaço em um país mestiço com professores majoritariamente brancos. Todos sonham com seu sucesso. E ele, teimosamente, desafia nossos desejos e anseios. A verdade é que Cristóvão, com passagens por Vasco, Fluminense, Botafogo, Bahia e Furação não tem, em cinco anos, um currículo constante para apresentar. Foi vice brasileiro com o Vasco, algo a se comemorar, mas sempre dá a impressão de que falta algo. Pode estourar no Corinthians, mas pode – o que é mais provável – sair deixando aquela sensação de que faltou alguma coisa. Tinha tudo para dar certo e não deu

Professor_Girafales3) EUA ESTÃO NA SEMIFINAL DA COPA AMÉRICA, Equador é segundo nas Eliminatórias, Islândia empata com Portugal, Venezuela empata com Uruguai….Todo mundo melhora, menos o Brasil. É lógico que a ciência e o intercâmbio fazem com que as distâncias diminuam, mas o Brasil precisa ajudar tanto? Precisa andar para trás? Os que melhoraram têm jogadores melhores que os nossos? Para mim, a resposta está nos professores. Os nossos, com poucas exceções, são como o professor Girafales, que não consegue ensinar nada aos garotos. Ou como nosso professor Raimundo. No caso, a culpa é dos alunos.

 

 


Tite é o homem certo no lugar certo na hora certa. Picadinho do Menon
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titelivroA confirmação de Tite como treinador da seleção brasileira é um grande acerto. É o homem certo no local certo na hora certa.

É muito bom para ele, que assume o cargo mais cobiçado pelos treinadores do Brasil. E assume por merecimento, pelo seu trabalho constante desde 2012, com o sabático de 2013 incluído.

É muito bom para o futebol brasileiro que passa a ter um treinador total em vez de um outro, ocasional. O currículo de ambos é incomparável, apesar dos títulos internacionais de Dunga. Com Tite, o “vamos, vamos” continua, mas apenas como incentivador de atletas e não como um apelo desesperado de quem não tem opções táticas a propor.

É muito bom para a camarilha que comanda a CBF. Ao escolherem o técnico que é quase unanimidade nacional, ficam longe das críticas. Se tudo der errado, pode-se dizer: “não temos culpa, nossa escolha era acima de qualquer suspeita”. Foi o que fizeram ao demitirem Mano. Colocaram Parreira, o homem do tetra, e Felipão, o homem do penta, juntos. Mas eram treinadores ultrapassados. Tite, não.

Eu prefiro Cuca a Tite. Não estou dizendo que é melhor ou pior. É cultor de um tipo de futebol que a mí me gusta mucho. Mais rápido, mais agressivo, sempre em busca da vitória. Aquele Galo de 2013 era ótimo. Poucos teriam coragem de colocar Ronaldinho armando, Tardelli na direita, Jô no ataque e Bernard na esquerda. Muito ofensivo, diriam muitos. Tite, inclusive.

Mas o momento é de Tite. O Brasil está mal das pernas e de tabela também. É apenas o sexto colocado. É hora de ser mais cauteloso, montar o time desde a defesa, ser compacto, harmônico, hora de e-qui-lí-brio. Hora de Tite.

E, quem quiser conhecer bem o novo treinador da seleção brasileira, leia o livro da amiga Camila Mattoso. Ali, é possível ver um perfil muito bom de Tite, saber de suas decisões, superstições e muito de seu lado familiar. Apenas um defeito: não conta qual é a receita da sopa de frango com molho de dona Ivone, a mãe de Tite. (ATENÇÃO, É IRONIA, É BRINCADEIRA).

A lamentar a maneira como o Corinthians foi tratado nessa questão. A saída de Tite foi anunciada pelo presidente Roberto Andrade. Ele denunciou o modus operandi da CBF. Tratou diretamente com o treinador, sem um único aviso ao Corinthians. Portou-se como um concorrente e mostrou sua verdadeira face. Uma entidade oportunista, que vive de sugar os clubes. Pede tudo e não dá nada.

Tomara que a revolta não passe e que Roberto Andrade passe a enfrentar os desmandos da entidade que tem a coragem de nos presentear Walter Feldman à noite falando de ética. Assustador.

picadinho

1) PALMEIRAS SOFRE COM A LEI DO EX ELEVADA AO CUBO – Quem é que não sofreu gol de ex-jogador? O Palmeiras perdeu dois pontos com gol de um ex que ainda não é ex. Leandro, emprestado ao Coritiba, empatou o jogo aos 48 minutos do segundo tempo. Um belo gol do jogador que prometeu ser e não foi. De bom, a liderança provisória. E mais um gol de Cristaldo, o pequenino argentino que está sempre presente em momentos importantes. Tem lugar no coração da torcida.

PONTECAMISA2) CADÊ A FAIXA, MACACA? – Na vitória da Ponte sobre o Furacão, um belíssimo gol de Reinaldo, que tem feito partias muito boas pela Macaca. Mas o que me chamou a atenção foi a camisa da Ponte. A faixa transversal, tão bonita, tão preta, tão tradicional, está lá, mas de forma esmaecida, apagada…Uma modernidade que me cai tão mal. Eu me confesso um tradicionalista. Em matéria de uniformes, sou mais ortodoxo que rótulo de maisena. Senti a mesma decepção de quando vi a camisa do Peru, com a faixa minúscula, ao contrário da antiga, vermelha e linda. Gosto é gosto, mas o rompimento com as tradições é falta de gosto. No mesmo pacote, entra a camisa do Vitória, com as faixas horizontais negras perdendo forma e intensidade.

3) GUARDA A BOLA, SASSÁ – O garoto Sassá fez os três gols da vitória do Botafogo contra o Coelho. E, feliz da vida com sua tripleta, levou a bola para casa. Fez muito bem. Não é fácil fazer três gols em um jogo. Ele fez e ajudou o time a ter um pouco de fôlego na briga contra o rebaixamento. Comemora, Sassá.

4) VALE A PENA? Etiene Medeiros, uma das melhores nadadoras do Brasil foi pega no antidoping e pode ficar fora da Olimpíada. Não quero julgar a atleta, mas fico com a impressão que o Brasil está trilhando um caminho perigoso na luta por medalhas olímpicas.

5) SINALIZADOR – Há muitas maneiras de se reagir diante de uma adversidade. Cuca se especializou em reclamar de arbitragem. Contra o Coxa, foi além. Culpou a torcida do Palmeiras. É fácil falar de sinalizador, depois de trocar um atacante de lado de campo, arma letal de contra-ataques por um zagueiro. Trouxe o Coritiba para seu campo. Foi um erro dele. Não do sinalizador.


Cuca erra e Prass evita a goleada do São Paulo
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menon

Sabe aquele jogo em que o time que está perdendo e sufoca, sufoca… O clássico foi assim, com uma pequena diferença: o São Paulo, cucaleleque sufocava o Palmeiras, estava vencendo o jogo. Um domínio que começou após os primeiros minutos avassaladores do Palmeiras e que se acentuaram no segundo tempo, após as substituições de Cuca.

O São Paulo estava vencendo por 1 x 0, com cabeçada de Ganso após falha do zagueiro Thiago Martins e Cuca voltou com duas substituições: Rafael Marques em lugar de Roger Guedes e Moises em lugar de Thiago Santos. Eu não gosto quando o treinador troca logo dois de uma vez. Se não der certo, fica sem opções.

E não deu certo. O time ficou com apenas um volante: Tche Tche ou Jean, que se revezavam por ali. Quem ajudava um pouco era Moisés, mas só um pouco. Então, muitas vezes era um volante só. E com a entrada de Rafael Marques, a marcação pelo lado do campo diminuiu bastante. Kelvin ficou mano a mano com Zé Roberto e levou vantagem, com direito a chapéu.

O São Paulo era mais compacto e, a cada bola tomada em sua defesa, a cada lançamento, achava um Palmeiras muito desguarnecido. Prass fez pelo menos três defesas salvadoras.

Cuca colocou Erik em lugar de Gabriel Jesus e nada mudou. Era praticamente um 4-2-4 contra um time muito bem posicionado.

Depois da terceira substituição de Cuca é que Bauza começou a mexer. A primeira, foi muito boa. Tirou Centurión e colocou o ótimo João Schmidt. O time ganhou força no meio campo, qualidade no passe e teve Thiago Mendes se projetando ao ataque. Em seguida, trocou Kardec por Ytalo, que perdeu um gol de forma ridícula.

A terceira foi Rogério em lugar de Thiago Mendes, contundido. Quem sairia era Ganso, mas a contusão de Thiago mudou tudo. Rogério entrou pelo lado de campo, onde Bauza não gosta e onde a torcida adora. Teve duas grandes chances, em contra-ataques. No primeiro, sofreu um toque e caiu, em vez de continuar com a jogada. No segundo, tinha Ganso para passar, mas tentou um chute estapafúrdio. Levou uma bronca imensa de Maicon. Desnecessária, poderia ser feita no vestiário.

O fato é que Rogério é um analfabeto tático. Tem uma certa habilidade no drible e no chute, mas, se entrar desde o início, não rende. É menos produtivo que Centurión, por exemplo.

Os melhores em campo foram Maycon, um monstro, Lugano, muito seguro, João Schmidt, muito técnico, Ganso e Kelvin.

Enfim, o São Paulo ganhou um clássico regional. Ganha moral para enfrentar Figueirense e Cruzeiro, ambos fora de casa.

O Palmeiras poderia estar jogando melhor, após três semanas de treinamento. Cuca tem falado muito e está devendo. Bauza é calado e o time está melhorando, apesar de ainda estar longe de um alto nível.

Agora, o Palmeiras recebe o Grêmio e visita o Flamengo.

Tags : bauza cuca


Cuca quente não faz bem ao Palmeiras
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menon

Na enquete do UOL aos blogueiros eu coloquei o Palmeiras como favorito. E Cuca fazia parte dos argumentos. Relembrando: 1) elenco bom 2) time bom 3) técnico bom 4) dinheiro para consertar o que não estiver dando certo.

Cuca é muito bom. Criativo, ousado, mas muito mercurial. Ele leva seus jogadores a um clima de tensão que considero mais apropriado a torneios de mata mata. Brasileirão é uma grande maratona de 38 jogos em que muitos detalhes fazem a diferença. Contusões e cartões são primordiais. Revezamento também. É importante ter o time completo nos jogos principais. É importante que nenhum jogador tenha uma contusão por excesso de jogos.

E é muito importante ter o treinador em campo. Ele é o comandante. Ele ganha muito bem para isso. E Cuca foi expulso novamente, pela segunda vez em 13 jogos. É uma perda que precisa ser controlado. Ele está mais velho e não pode repetir o comportamento de 2007, quando pilhou tanto o Botafogo para um jogo contra o São Paulo no Rio e tudo saiu de controle. Tulio foi expulso e o São Paulo venceu por 2 x 0 e deslanchou para o título.

Há muitos outros casos. Agressão a Renteria, suspensão por seis meses na China.

O Palmeiras, um clube em que a ebulição é sempre aguardada a qualquer momento, não precisa dos arroubos de Cuca.

E o favoritismo? Continua. A Ponte é um bom time e foi favorecida por um gol mal anulado. E Cuca precisa usar toda sua bronca para arrumar a defesa. Egídio falhou feio no segundo gol. E, opinião particular, não gosto de ver centroavante com missão de marcar centroavante na defesa. Alecsandro falhou, mas não pode ser culpado pelo primeiro gol.

 


Palmeiras, com seus meninos, começa arrasador
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menon

Caricatura de Miguel mostra Palmeiras forte

Caricatura de Miguel mostra Palmeiras forte

Depois de três semanas de treinamento, o Palmeiras voltou e mostrou muito do que se esperava. Com tempo para treinar, com bons jogadores e bom treinador, as expectativas eram boas. E o resultado foi ótimo: 4 x 0, com dois gols de Gabriel Jesus, um de Roger Guedes e outro de Thiago Martins. O mais velho dos goleadores tem 21 anos, o mais

Dois porquinhos bebes, representando a juventude de Jesus e Guedes

Dois porquinhos bebes, representando a juventude de Jesus e Guedes

novo, 18.

Os bebês porquinhos são a alma desse que parece ser um superporco engendrado por Cuca.

O destaque vai também para Cleiton Xavier, com ótima partida. Deu ritmo ao time e deixou a torcida feliz com belos passes.

Tche Tche fez boa estreia, na lateral e também no meio e também como volante.

Um belo início de maratona.