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São Paulo gasta ou é sofrência até dezembro
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Pablo e a sofrência vão embalar o Brasileiro do São Paulo

Horas antes do clássico do desespero entre Cruzeiro e São Paulo, o executivo Roberto Menin, do Banco Intermedium e da construtora disse que a torcida tricolor poderia ter uma grande notícia nos próximos dias. Patrocínio. Dinheiro. É o que pode fazer o São Paulo sair da lamaceira em que está.

Não que o elenco seja tão ruim como a torcida pinta. Inclusive, os resultados são muito abaixo do que o grupo de jogadores pode apresentar. Tanto em resultado como em organização. No jogo contra a Raposa, o São Paulo não foi pior. Teve até boas chances no primeiro tempo, mas quando sofreu um gol ridículo, com participação elétrica do gandula e sonolenta de Maicon, mas quando precisou reagir, não tem como: o elenco falha.

As contratações foram baratas e o pessoal da base não está confirmando o que se falava e esperava dele. Então, o que se vê é o seguinte:

Cueva é o único armador do time. Jogou aberto na esquerda, para puxar o contra-ataque. Mas o peruano não está bem fisicamente. Teve uma distensão muscular e voltou após 17 dias, o que é apressado. E quando ele não joga, o substituto é Thomas, um jogador sem currículo algum. Eu não acredito em contos de fadas: jogador de 30 anos que está jogando na Bolívia não é solução para nada. Resumindo: o time não tem como jogar com dois armadores porque Thomas, Shaylon e Lucas Fernandes não estão à altura. E o único bom está machucado.

No início do ano, Ceni contava com quatro atacantes rápidos pelo lado do campo: Neres, Nem, Luiz Araújo e Neílton. Neres foi para a Holanda, Nem para o Reffis, Neílton foi despedido e Luiz Araújo caiu muito. Fora contratados Morato, que fez um bom jogo e se contundiu, e Marcinho, que não vai resolver nada.

Junior Tavares caiu muito, inclusive no ataque, seu forte. João Schmidt está de saída. Bruno é bom no ataque e Buffarini é bom na defesa. Maicon não é o deus da zaga coisa nenhuma.

O São Paulo precisa de reforços. Ou vai ouvir Pablo o ano inteiro


Fagner não pode ser punido pela Globo
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Apareceu uma imagem da RGT mostrando Fagner dando uma paulistinha em Cueva. Um lance violento, por trás e que mereceria o cartão vermelho se o árbitro tivesse visto. Não viu, acabou. É a minha opinião. Futebol tem 90 minutos e não pode ficar se arrastando por aí, por dias e meses, esperando punições por lances que o árbitro não viu. Vale para todo lance, desde a cotovelada de Vitor Hugo em Pablo, até para a asquerosa mordida de Suárez em Chelini. Juiz não viu? Puna-se o juiz, se o lance fosse fácil de ser visto. A não ser se tudo fosse passível de modificação. Se for punir um jogador por um pênalti que o juiz não viu, que se cobre o pênalti. Se for punir por um gol de mão, anule-se o gol.

Punir por causa da televisão, não dá. Ainda mais quando se lembra que imagens podem ser manipuladas. E que as redes de televisão são entidades tão políticas quanto informativas. O Sílvio Santos está nos brindando com propagandas provando que, se não aceitarmos a aposentadoria após 50 anos de trabalho, não receberemos salário. Ou, seja, a culpa é nossa.

A RGGT manipula debate eleitoral, manipula noticiário político, manipula até edição do Big Brother. O próprio lance de Fagner é um exemplo de manipulação, não da RGT, mas das redes sociais. A paulistinha é o ponto fina de uma discussão entre os dois, com empurrõezinhos e cabeçadinhas, aquela dança do acasalamento típica de jogador de futebol. Uma briguinha que deveria ser parada com uma advertência verbal. Depois, Fagner apela. E o que roda nas redes sociais é apenas a paulistinha. Que merecia, repito, o vermelho.

Resumindo: 1) sou contra punição pós jogo por princípio; 2) sou contra prova baseada na RGT porque ela tem expertise em manipulação e há uma terceira razão.

O caso cairia nas mãos dos midiáticos juízes do TJD. O presidente, em São Paulo, é um delegado de polícia que se elegeu deputado. Quantos votos ele vai ganhar aparecendo na televisão, falando em punir Fagner? Ou em inocentar Fagner?

Futebol não é Big Brother

 


Neymar era roubado pelo pai. Delcir Sonda é quem diz
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Um dia após entrevista coletiva no Brasil, o empresário Delcir Sonda subiu ainda mais o tom contra Neymar (o pai) em entrevista publicada hoje pelo Diário As, da Espanha. O empresário mostra-se muito magoado com a  postura atual do craque e não poupa críticas ao progenitor. Um resumo:

“Desde o início, seu pai exerceu uma má influência sobre ele. O pai de Neymar é como dizemos no Brasil, um vagabundo. Um pedreiro que ficou rico da noite para o dia, graças ao filho. A ganancia deste homem o levará para o mau caminho. Desde o início, ele se aproveitou de Neymar. ” 

“Neymar tinha muitos contratos publicitários e só recebia metade do combinado. O resto ficava com o pai. Neymar percebeu quando fez um anúncio publicitário da Gilette junto com Ganso, seu amigo. Conversando entre eles, viu que Ganso havia recebido mais. Foi reclamar e ficou sabendo o real valor e percebeu que a metade havia ficado com o pai”.

Depois, Sonda repete o que disse o Brasil, em coletiva. Que Neymar estava acertado com o Real e que terminou no Barcelona porque seu pai foi subornado com 10 milhões de euros por Bosell, presidente do Barça. A mágoa é grande. Diz que pode perdoar o craque, mas nunca o pai.

Sempre considerei o pai de Neymar uma péssima influência. É do tipo que se comporta como um amigo de balada e não como um conselheiro. E, se Delcir Sonda está dizendo a verdade, o Pai Herói de herói não tem nada.

 

NOVENA POR CUEVA – A TORCIDA DO São Paulo, além de confiar na excelência do departamento médico do clube, deveria   contribuir com uma novena pela recuperação do peruano. Cueva é o melhor jogador do São Paulo e, em sua posição, o melhor do Brasil. E, além disso, só agora o São Paulo conseguiu um reserva. Thomaz é uma aposta e Shaylon, uma esperança. Cueva é a certeza

Junior Cohen e seu magnífico Cartola de camisa listrada. Verde e rosa, é lógico

de um rendimento muito maior para o time.

UM SAMBA – O chefe da polícia/pelo telefone/mandou me avisar/que na Carioca/Tem uma roleta/para se jogar (Pelo Telefone – Donga)

INJUSTIÇADOS DA COPA – Dois jogadores saíram muito marcados da Copa: Fred e Jô. Fred, que era titular, jogou realmente mal e passou a ser considerado um poste, um grosso, um atraso. Na verdade, ele é um centroavante. Dos bons. E tem provado a cada dia. O outro foi Jô, que praticamente não jogou. Depois, Jô andou pela China e voltou sob desconfiança. Sua contratação parecia um ato de favor da diretoria. E está provando que será muito útil ao Corinthians.

OUTRO SAMBA – Mulher, tu não me faz carinhos/Teu prazer é me ver aborrecido/Ora, vai mulher, tu estás contrariada/Tu não és obrigada a viver comigo (Me faz Carinhos – Ismael Silva)

EDU DRACENA – Como se fosse Ayrton Senna atrás de Alain Prost, Edu Dracena pede passagem para Vitor Hugo. Com sobriedade, fora no combate e bom posicionamento, a cada dia o veterano mostra que não é um multicampeão por acaso. Tem ainda muita lenha para queimar.

MAIS UM SAMBA – Gosto tanto tanto de você/Que os meus olhos falam o que não vê/Ainda há de chegar o dia/Que eu hei de ter tanta alegria/Quando você souber compreender/Num olhar o que eu quero dizer (Fita meus olhos – Cartola)


Rogério corre contra o tempo e Corinthians busca corintianos
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A partir de 2 de abril, o São Paulo passará por muitas decisões, envolvendo Paulista, Sul-Americana e Copa do Brasil. Um resumo:

2/4 – Paulista, quartas de final, contra Linense ou Red Bull, provavelmente fora de casa

6/4 – Sul-Americana, primeira fase, contra Defensa y Justicia, fora de casa

9/4 – Paulista, quartas de final, contra Linense ou Red Bull, provavelmente em casa

13/4 – Copa do Brasil, quarta fase, contra o Cruzeiro, em casa

16/4 – Paulista, semifinal, caso tenha se classificado contra Linense ou Red Bull, contra adversário indefinido

20/4 – Copa do Brasil, quarta fase, contra o Cruzeiro, em Minas

23/4 – Paulista, semifinal, caso tenha se classificado

Ainda há a possibilidade de estar na final do Paulista, mas é algo muito longínquo para se projetar.

E como o São Paulo está para enfrentar a maratona decisiva, em três frentes?

1- O time não tem goleiro definido.
2- O time não tem uma zaga reserva definida.
3- O time não tem um lateral reserva para o lado esquerdo
4- O time não tem um reserva para Cueva

As soluções precisam ser tomadas rapidamente. E algo está sendo feito, necessário saber se haverá tempo.

1- Renan Ribeiro terá uma nova chance como titular. Se for bem em Ribeirão, estará dando um passo grande para se manter como dono da posição. Ele jogou apenas uma vez, mas nenhum dos outros dois – Sidão e Denis – fez algo melhor nas oportunidades que tiveram.

2- Lyanco será inscrito para a segunda fase do Paulista e assumirá a posição de “primeiro reserva”, atrás de Maicon e Rodrigo Caio. Ao contrário de Lugano, principalmente, e de Breno, pode ser escalado seguidamente.

3- Edimar, do Cruzeiro está sendo contratado. Não acho uma boa ideia. Foi trazido por Paulo Bento e perdeu todo espaço com Mano Menezes. Tem dificuldades na marcação e, se for para ter um jogador apenas para atuar quando Junior Tavares for brindado com um descanso, melhor apostar em Caíque.

4- O São Paulo tenta contratar Everton Ribeiro. Se render como nos tempos de Cruzeiro, pode ser titular ao lado do peruano. Se não vier, Ceni precisa apostar em Lucas Fernandes ou Shaylon

O São Paulo luta para consertar erros de montagem de elenco. Mateus Reis e Reinaldo seriam mais úteis que Lucão, que não foi utilizado uma vez sequer no campeonato. A contratação de Sidão não resolveu o problema do gol.

O que Rogério poderia fazer é mandar um time com muitos reservas para enfrentar o Defensa y Justicia, principalmente se o resultado do dia 2 não for bom. Será preciso jogar com o time titular dia 9, o que favoreceria a ideia de um time mais fraco na Argentina. Denis, Buffarini, Lucão, Douglas, Wellington, Neilton, Chavez, Araruna..

E, depois de tudo o que for feito, ainda é necessário que o time pare de tomar gols como se fosse um time secundário e não um gigante. Enfim, o São Paulo está como o aluno que deixou para estudar às vésperas do exame.

CORINTHIANS BUSCA CORINTIANOS para uma pequena reforma em seu elenco. Tenta mandar Guilherme para o Coritiba, como pagamento de Kazim. E pode pintar uma troca de Marlone por Clayton. Os que podem sair, são jogadores de bom nível técnico, mas, como poderíamos dizer, sem um alto nível de testosterona. Falta tesão. Não é o tipo de jogador que cai bem para a  torcida. Giovanni Augusto e Marquinhos Gabriel, também. O Corinthians também tem uma série intensa de decisões, mas ao contrário do São Paulo, tem um esquema tático implantado. Dá sono, faz poucos gols, mas dá resultados. Não se sabe até quando. Mas, está classificado no Paulista e pode usar os três próximos jogos para ajustes.

ROQUE JÚNIOR É UM dos jogadores mais inteligentes com quem convivi. Inteligente não significa diferenciado. Diferenciado é aquele tipo que usa bem a concordância verbal e nominal, repete uma série de platitudes e….não diz nada de diferente. Geralmente vira comentarista de televisão. Inteligente é quem tem ideias claras, que fogem dos clichês e, pelo menos a meu gosto, caminham contra a corrente. Roque é assim, sempre foi. Ele se preparou para ser treinador, fez muitos cursos e ainda não dirigiu um grande clube. Assumiu o Ituano há duas rodadas e mostrou serviço, com um empate contra o São Paulo e uma goleada sobre o Linense. Está no bom caminho.


Luiz Flavio deu segurança para o São Paulo vencer
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O São Paulo é um time ofensivo. Corre muitos riscos. Em sete jogos no Paulista, fez 21 gols e sofreu 14. Média de 3 a 2 por jogo. O bom trabalho de Rogério Ceni é prejudicado pela falta de segurança que o time tem, defensivamente falando. Faz um gol e leva outro em seguida. Mesmo atuando bem, a torcida não tem sossego.

Na vitória por 4 a 1 sobre o Santo André, a segurança veio através do árbitro Luiz Flávio de Oliveira. Logo no início, ele validou o gol de Cícero, marcado em impedimento mais ou menos de 1,5 quilômetro. Assim, o time, que já estava bem, pôde jogar com calma. Veio o segundo gol, em bela jogada com Luiz Araújo e Júnior Tavares, com Cueva conferindo.

A defesa falhou no gol do Santo André e Leonardo diminuiu. O Santo André sonhou em repetir as proezas de Novorizontino e Mirassol, buscou o empate. O São Paulo passou a ser pressionado, mas Luiz Flávio interferiu novamente. Validou o gol de braço de Luiz Araújo. Veio o sossego que terminou com o quarto gol de Gilberto.

Uma pergunta: Luiz Flávio sabia que havia errado no primeiro lance. Não seria plausível que ele, se não soubesse o que realmente ocorreu no lance, anulasse o gol? Preferiu apitar para o lado maior, uma vez mais.

Deixando o árbitro de lado, é possível ver muita coisa boa no São Paulo.

Foram 13 finalizações, nove delas no alvo.

A jogada ensaiada de escanteio curto.

Atuação segura de Douglas. Lugano também estava bem, mas perdeu uma bola dominada.

Wellington Nem entrou bem e mostrou-se ótima opção.

Cueva e muito bom. Araruna é bom jogador

Gilberto tem sido uma digna opção a Pratto.

Luiz Araújo fez um cruzamento de direita para o primeiro gol. Fez um cruzamento de esquerda para o segundo gol. E fez o terceiro.

 

 

 

 


Futebol do São Paulo deixaria marcianos confusos. Cinco gols por jogo
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Se um alienígena chegasse ao Brasil com a missão de conhecer o mais belo esporte de todos e começasse sua tarefa vendo os cinco jogos do São Paulo no Paulistão, levaria a seu planeta uma visão equivocada do que é o futebol normalmente jogado. Bom? Ruim? Cada um tem sua visão, mas que é diferente, não resta dúvida. São 26 gols em cinco jogos. Mais de cinco por jogo.

Se olhasse especificamente para o São Paulo veria uma equipe desequilibrada. O melhor ataque. A pior defesa. Poderia o nosso estranho visitante ficar entusiasmado com toda a emoção, com a velocidade do time, com os gols de um Pratto voador, três em dois jogos, todos de cabeça, mas sofreria uma decepção muito grande no final do campeonato ao saber que aquele time não foi campeão.

Impossível ser campeão sofrendo dois gols por jogo. Não é possível manter o que se vê agora, com o ataque superando os erros da defesa. Evidentemente, Rogerio Ceni sabe disso e luta para que as coisas melhorem. Já recuou Rodrigo Caio, mas é pouco. O fato de a equipe sair atrás em quatro dos cinco jogos que disputou também prejudica muito. Quem corre atrás, corre mais. O desgaste é grande.

Ceni conseguiu um feito extraordinário em pouco tempo. O time, muito apático, hoje é brigador, marca alto, joga um futebol dinâmico. Fazia um gol por jogo no ano passado. Agora, faz três. A defesa, porém, desandou. Sofria também um gol por jogo e agora, perdeu eficiência.

O treinador, que aposta na inovação, talvez pudesse se render ao velho chavão de que o bom time começa com uma boa defesa. Fechar a casinha.

Por fim, mas tão importante quanto. O pênalti foi um absurdo. Cueva, que não tem nada com isso, cobrou muito bem. Justamente ele que perdeu três gols feitos durante o jogo.

PS – Revi o lance e não foi um absurdo. Foi penalti, sim. Pitty puxa Chavez.


Majestoso na Florida. Bom para os dois. E para nós, também
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MAJESTOSO NA FLORIDATem São Paulo x Corinthians, tem Corinthians x São Paulo. Na Florida, em campo ruim, com pouca gente. E daí?. É a primeira decisão do futebol paulista no ano. É Majestoso. É o futebol de volta, para nos alegrar.

O jogo é bom para os dois. Para quem ganhar e para quem perder. Quem ganha, recebe aquele ânimo extra para o início de trabalho de seu treinador. Quem ganha, é campeão. Sempre bom, não é? E quem perde, não receberá uma pressão enorme, não será cobrado. E terá recolhido, porque é um bom treinador, subsídios para melhorar.

Os dois times devem começar no 4-1-4-1 e o São Paulo com alguma mobilidade a mais, graças a Rodrigo Caio. Ele pode retroceder alguns metros para formar uma linha de três com Maicon e Breno, liberando os laterais.

Camacho e Gabriel. Thiago Mendes e Rodrigo Caio. Duas duplas de volantes que reúnem quatro jogadores que tratam bem a bola. Não são apenas a turma do desarme, sabem passar e até chegar ao ataque. Gabriel, menos que os outros três.

Nas alas, estarão Nem, Araújo, Marlone e Romero. O Corinthians tem Marquinhos Gabriel, um substituto melhor que Neílton. Interessante será notar como eles conseguirão fazer a transição para o meio do ataque. Contra o Vasco, Romero e Marlone fizeram essa tarefa com grande categoria, com uma tabela de alto nível. Araújo e Nem também fizeram, juntando-se a Cueva. Houve muita movimentação, mas nada de gols.

Rodriguinho ou Cueva? No último jogo, Cueva teve uma liberdade absurda e matou o jogo.

E as defesas? Se equivalem?
Esperemos até as 21 horas.

Nosso velho amigo, o futebol, está de volta.

picadinhomenon

DUAS PALAVRINHAS SOBRE UM CAMPEAO – Carlos Alberto Silva morreu aos 77 anos. Cobri sua passagem no Corinthians. Vou levar comigo a imagem de uma pessoa agradável e conversadora. Piadista, gostava de fazer sempre a mesma brincadeira. “Pode ser uma palavrinha”, a gente perguntava. “Cu”, ele respondia. “Só tem duas letras”. E depois, falava bastante.

carlos alberto silvaFoi campeão brasileiro pelo Guarani, com o fantástico ataque Capitão, Careca e Bozó. Ganhou a medalha de prata na Olimpíada de 88, com um ataque formado por Romário, Careca e Bebeto. Foi trocado por Lazzaroni e seu 3-5-2. Fiel sempre ao estilo ofensivo, cometeu um grande erro quando estava no Palmeiras. Era decisão contra o Grêmio, que ganhava por 2 a 0 no Sul. Trocou o volante Amaral pelo atacante Alex Alves, desorganizou o time e levou de cinco. Já eram tempos de mais cuidados defensivos, já era o início de seu declínio.

No São Paulo, em 1980, inventou o maior quarto zagueiro da história do clube. Em depoimento ao meu livro “Tricolor Celeste”, ele contou como transformou o desacreditado meia Dario Pereyra em um mito na história do clube.

“O Dario havia custado muito dinheiro para o clube e mesmo assim nunca recebi pressão para que ele jogasse. Mas percebi que precisava fazer alguma coisa. Um jogador como aquele não podia ficar de fora. Falei com ele que precisava mostrar mais interesse, que não adiantava nada ficar triste, que todo mundo queria ajudar e que era hora de ele mostrar mais. A partir daí, ele começou a se interessar mais, se aproximou de mim e a perguntar se tinha ido bem no treino.”

A chance foi dada em 13 de julho de 1980, contra o Corinthians, que o São Paulo não vencia desde 1976. O jogo estava 0 a 0 até a metade do segundo tempo, quando Carlos Alberto tirou o zagueiro Gassen, que estava sofrendo com Geraldão, e colocou Dario na zaga. “Pedi para ele ficar atento na bola alta para o Geraldão. Não perdeu nenhum lance até o final do jogo. Em toda minha vida, só vi o Ricardo Rocha, que lancei no Guarani, como alguém do mesmo nível do Dario”.

 

 

 

 


Eduardo e Rogério: um muro que não separa ideias convergentes
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eduardomonica2Renato Russo embalou muita gente com a descrição do amor improvável entre Eduardo, do camelo, e Monica, da moto. Diferenças que englobavam Bandeira, Bauhaus, Van Gogh, Mutantes, Caetano, Rimbaud, novela e um avô que jogava futebol de botão. Um muro ideológico a separa-los. Um muro físico separa outro Eduardo, o Baptista, de Rogério, o Ceni.

Um muro a separar ideias semelhantes. Foi o que se viu na apresentação do novo treinador do Palmeiras e na segunda entrevista coletiva de Ceni, ao lado de Michael e Charles, seus auxiliares mais próximos. Com três horas de diferença falaram de visões parecidas e que apontam para um 2017 instigante

E o que os une?

VERSATILIDADE – Ambos trabalharão para ter equipes que possam mudar de esquema sem que necessariamente haja a troca de jogadores. Baptista chegou a mostrar um Dudu parecido com Elias, no 4-1-4-1. Um meia por dentro, capaz de chegar na área, mas também de recuar e marcar como volante. Ceni explicou a opção por Foguete e não por Auro por ver nele capacidade de jogar como lateral, de fazer o fundo em uma linha de três e ainda de ser um volante. Aí, há uma diferença brutal: Dudu é um jogador pronto e Foguete está começando agora. Não é uma coincidência, pois o elenco de Eduardo é mais caro e famoso, enquanto o de Ceni tem 14 dos 28 jogadores vindos da base.

TODOCAMPISTA E NAO MEIO-CAMPISTA – Eduardo foi explícito: “não gosto de falar em volante, para mim tem de ser jogador de meio campo. Tem de marcar e passar. Não adianta tirar a bola e não saber o que fazer com ela. Não adianta só passar e não saber marcar”. Ceni não falou, mas autorizou a saída de Hudson e está muito ansioso para que a diretoria consiga manter João Schmidt no elenco. Aqui, outra diferença: Ceni quer 28 jogadores e Baptista prefere 33.

OBSESSÃO – Rogério Ceni tem trabalhado 13 horas por dia com seus auxiliares para assimilar o melhor treinamento que será feio no dia seguinte. Eduardo Baptista, durante o último mês, viu 41 jogos do Palmeiras, 38 deles do Brasileiro e três do Paulista, quando o time estava mal. Os dois disseram que o treino não termina quando acaba e que o pensamento é sempre na bola.

BUSCA DO CONHECIMENTO – Eduardo Baptista terminou agora o curso da CBF, que lhe garante a licença A. Rogério Ceni abandonou os estudos na Inglaterra quando seu sonho de ser treinador do São Paulo – ele se ofereceu ou foi convidado? – se concretizou. São dois ex-jogadores (Rogério com história no futebol brasileiro e Eduardo restrito ao Juventus) que não se conformaram com os conhecimentos táticos dos tempos de boleiro.

Enfim, vai ser bacana o encontro entre ambos. Como Ceni reagirá quando Jean deixar a lateral para ser um volante? E quando Guerra,eduardomonica ao Palmeiras perder a bola, deixar de ser um terceiro homem de meio para ser um volante? E o que Baptista fará quando Breno e Rodrigo Caio abandonarem a linha de três para serem volantes? E quando Cícero deixar de ser volante para virar um meia ofensivo, com bom cabeceio? Alias, a transformação de Cícero em volante foi reivindicada por Eduardo Baptista em seus tempos de Fluminense? E David Neres será um ponta um ala? Qual dos dois obrigará o outro a ter uma posição reativa em campo, sufocado em seu campo? Quem sufocar o outro, terá de ter muito cuidado com contra-ataques puxados por Cueva, Guerra, Jean, Cícero, Roger Guedes, Neres, Dudu, Wellington Nem.

Vai ser bom, amigos. Não há muro que separe boas ideias.


Gigante Cueva humilha o Corinthians
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oleOs jogadores que estão em atividade sempre perdem na comparação com ídolos do passado. Em todos os times. A memória afetiva fala mais alto. Quem está em campo sempre perde para quem está no campo da imaginação. Mas a verdade precisa imperar. O São Paulo teve muitos e muitos jogadores melhores que Cueva. Poucos fizeram uma partida tão fantástica como o pequenino peruano – não acredito no 1,68m da ficha dele – contra o Corinthians.

Começou com a linda cobrança no pênalti que não foi pênalti. Fagner não pegou Kelvin. O gol veio com paradinha e cavadinha. E, se Fagner não pegou Kelvin, ninguém pegou Cueva. Williams, Rodriguinho, Camacho…ninguém.

Cueva foi o Maestro. Foi o dono dos tempos, dono dos ritmos. Soube segurar a bola, soube acelerar o jogo, soube dar passes perfeitos. Pelo menos quatro, três deles se transformando em gols. Cueva quebrou as linhas corintianas. Barbarizou o jogo. Comandou o oléééééééé´.

E os gols do São Paulo foram bons animicamente também. Neres e Luiz Araújo, garotos da base. E Chávez, que não fazia há dez jogos.

Foi um jogo redentor do São Paulo. No ano em que tudo foi mal, goleou o rival. Com um baile do pequenino gigante peruano.


Mais um vexame do São Paulo. O time é muito ruim
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Quando houve o sorteio das oitavas de final da Copa do Brasil, havia três bolinhas desejadas: Fortaleza, Juventude e Botafogo-PB, bravos representantes da terceira divisão. O São Paulo ficou com o Juventude. E está eliminado em dois jogos. Vexame. Vexame que tem explicação.

O primeiro grande erro foi na primeira partida. Ricardo Gomes escalou Bruno em uma lateral e Carlinhos em outro. O Juventude aproveitou as dificuldades de marcação de ambos e venceu por 2 a 1. Estava tão errado que, no segundo jogo, quando precisava da vitória, ele não colocou os dois laterais. Preferiu Mena, mais forte na marcação.

A segunda explicação é simples: o time do São Paulo é ruim. Muito ruim. Principalmente em dois aspectos.

1) Os volantes não tem saída de bola. Thiago Mendes e Hudson não colaboram com o ataque, não fazem a bola chegar. Na segunda partida, foram omissos nesse aspecto. Omisso não é a palavra correta. Eles não sabem fazer isso. João Schmidt sabe e não joga.

2) Falta qualidade no meio. Cueva é o único aceitável. Wesley não dá. Daniel? Não sei, nunca é escalado.

3) O principal problema é o ataque. O nível dos jogadores é fraquíssimo. Vamos ver?

Chavez é um lutador, um brigador. É o homem de última bola. O último toque. Um grosso que resolve. Desde que a bola chegue. E ela não chega.

Kelvin é um atacante de lado, que faz poucos gols. No São Paulo, são três, se não me engano. No mais, é incompleto. Dribla mais ou menos, cruza mais ou menos, sofre algumas faltas. Jogador para entrar no segundo tempo, tentar virar o jogo. No São Paulo, é titular.

E as opções?

Luiz Araújo é um atacante de lado que mostrou qualidades na base. No time principal já teve muitas chances e não mostrou futebol para se firmar como uma opção confiável.

David Neres é atacante de lado com muito sucesso na base. Luiz Araújo era seu reserva. Ainda não estreou. Não se sabe o que poderá fazer, o que poderá contribuir. No momento, é difícil dizer que possa ser a solução de alguma coisa.

Gilberto é centroavante de carreira irregular, com sucesso no Santa Cruz e Portuguesa e fracasso no Sport e Inter.

Robson estava na terceira divisão. Tem 25 anos e um currículo sem brilho. Com o tempo, talvez pudesse ter sucesso, mas não é o jogador para o momento atual. Não vai chegar e resolver o problema.

Quem mais? Pedro? Poupemos o garoto.

Um elenco fraco. Um time ruim. Perdeu muito com as ausências de Calleri e Ganso.

Está onde merece estar.

Tem grandes chances de escapar do rebaixamento.

Tem grandes chances de continuar dando vexame em 2017. Falta dinheiro para contratar.