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Felipe Melo merece parabéns. Grande personagem
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Felipe Melo veio a público dizer que deu mole, vacilou (palavras  dele) quatndo disse que bateria na cara de uruguaio. “Nunca bati na cara de ninguém e não vou fazer isso agora”, explicou. Eu, como critiquei muito a frase dele, dou parabéns à sua atitude. Minha crítica nunca foi sobre a possibilidade de ele cumprir a promessa literalmente. O que eu acho errado é a mensagem da frase: “Libertadores é porrada e temos de dar porrada para vencer”. É um enfoque que considero errado. Basta ver os últimos campeões. Todos praticavam bom futebol, com raça sim, mas predominantemente com bom futebol. Acho que esse enfoque guerreiro cobrou sua conta do Palmeiras naquele jogo contra o Atlético Tucuman. Bastava jogar bola que a vitória viria. Não veio.

Enfim, parabéns ao Felipe Melo. Pela atitude e pelo futebol que tem jogado. Marcador implacável, bom passe e alguns lançamentos. Joga duro, mas nada de violência. Inclusive, levou dois amarelos – que eu me lembre – mais pela fama do que pela atitude. Tenho concordado com ele também no modo como vê o futebol. Provoca rivais e aceita provocações. Não é de mimimi. Não cai no chão a qualquer toque. É contra torcida única. O fim dos clássicos com torcida única é fundamental. E ele está do lado certo.

Felipe Melo fez outra retratação. Disse que, ao contrário do que afirmara na chegada, sabe sim que jogador depende de jornalista e que jornalista depende de jogador. Eu discordo. Para mim, ninguém depende de ninguém para fazer um bom trabalho. Nós, jornalistas, temos cada vez menos acesso a jogadores. E a culpa não é deles. É de nossos colegas jornalistas que trabalham com assessoria de imprensa. Dificultam ao máximo e ainda por cima, ficam presentes na entrevista “exclusiva” conquistada depois de milhões de pedidos.

A gente se habituou a esse tipo de distanciamento e tocou a vida. Já há uma outra geração de jornalistas que nem sabe como era o acesso há alguns anos. E os jogadores também se habituaram a falar menos.

Eu vejo dois casos específicos em que jornalista depende de jogador e em que jogador depende de jornalista;

  1. Quando queremos fazer aquele tipo de matéria mais humana, com o jogador fora do campo, no lar, mostrando a família…
  2. Quando jogador vai fazer caridade. Distribuir ovo de páscoa par meninos carentes. O ovo e doado, o jogador não gasta nada, mas faz questão de ver sua bonita atitude amplificada. Então, chama os jornalistas. Distribui o ovo, beija crianças doentes, tudo com um amor sincero (não estou sendo irônico). Só não entendo porque precisa mostrar. Fazei o bem sem olhar a quem, diz a Bíblia. Acho que nem deveriam avisar a gente.

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