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Pimenta comemora apoio de 100 conselheiros. E do cardeal Casal de Rey
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Uma reunião selou o aguardado apoio de Fernando Casal de Rey a José Eduardo Mesquita Pimenta na eleição do São Paulo, marcada para abril. Eles formaram a dupla que comandou o São Paulo na conquista das duas Libertadores e dois Mundiais em 1992/93. Pimenta era o presidente e Casal de Rey, o diretor de futebol. De Rey sucedeu Pimenta na eleição seguinte. O grande sucesso da dupla é o mote da campanha. Algo como “os bons tempos estão de volta”.

Com o apoio de Fernando Casal de Rey, Pimenta comemora a união da Oposição e garante ter o apoio de 100 conselheiros. Agora, o grupo conversa para escolher o vice-presidente e o coordenador da campanha, que será lançada no dia 22, na rua Amauri.

Pimenta e De Rey consideraram natural e esperada a renúncia de Roberto Natel. E não se surpreenderão com seu apoio e participação na campanha de Leco.


Casal de Rey: “não serei candidato, não quero ser desleal com o clube”
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Fernando Casal de Rey, presidente do São Paulo de 1994 a 1998, é cotado como um potencial candidato à eleição do São Paulo. Alguém com força para rivalizar com a candidatura de Leco. Uma possibilidade que ele nega, em conversa com o blog.

O senhor será candidato?

Não. O São Paulo vive um momento muito difícil e o presidente precisa se doar muito ao clube. Precisa estar presente em todos os momentos e precisa comandar, embora haja muitos diretores. Eu não tenho esse tempo. Por vaidade, não seria desleal com o clube.

Haverá uma outra chapa?

Acho muito difícil. É uma possibilidade muito remota, embora ainda tenha gente conversando e se articulando. Mas a falta de tempo torna difícil a montagem da chapa?

Falta de tempo?

Sim. O Leco marcou as eleições para 15 dias. Poderia ter marcado para um mês, com muito mais tempo para que o assunto fosse discutido. Ele mesmo teria tempo para fazer sua campana, para expor sua plataforma, para dizer o que vai fazer. Preferiu por outro caminho, que eu não acho o melhor.

Se não houver outra chapa, o senhor vota nele?

Muito difícil, justamente por isso que falei. Não se sabe o que ele pretende fazer. Por que votaria nele, ainda mais se pensarmos que é uma candidatura oriunda do mesmo grupo do Carlos Miguel, candidatura a quem me opus.

O senhor estava com o Kalil Rocha Abdalla….

Sim. E como foi importante ter duas chapas. Se não houvesse uma oposição forte, talvez tudo o que está aparecendo de errado continuasse escondido. O próximo presidente precisa abrir essa caixa-preta, precisa de uma auditoria realista e transparente. O que se passava na cabeça dessas pessoas que fizeram isso com o São Paulo?

O senhor se prejudicou financeiramente ao ser presidente do clube?

Houve sequelas, sim. Minha empresa é a Vidraçaria Piratininga e eu me afastei dela naquele período. Meus dois filhos trabalharam muito, fizeram tudo o que era necessário, mas faltava o comandante, que estava dirigindo o São Paulo. E hoje, meus filhos cuidam de seus negócios. Nem poderiam me ajudar da mesma maneira que fizeram da primeira vez. E houve também um inconveniente pessoal. Não pude acompanhar da forma necessária o crescimento de meu filho mais novo.

Diga uma coisa importante a ser feita no São Paulo?

É necessário acabar com tanta divisão, com tanto grupo. O novo presidente precisa escolher os melhores, os mais capazes e os que tem mais tempo para o clube, independentemente de tanta divisão. Só assim vai haver pacificação.

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Fernando Casal de Rey: “é muito importante que a eleição do São Paulo tenha duas chapas”
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Fernando Casal de Rey foi o diretor de futebol do São Paulo nas conquistas dos títulos mundiais de 1992 e 1993. De 1994 a 1998, foi presidente do clube. Nesse período, comandou uma reforma do Morumbi, que tinha problemas estruturais. Nessa entrevista, ele defende a eleição no São Paulo com pelo menos duas chapas. Acha que revigora as instituições.

Como são as eleições no São Paulo?

 Para você registrar uma chapa é necessário ter o apoio de 55 conselheiros vitalícios. São 160. Essas chapas concorrem para eleger 80 novos conselheiros. A escolha é proporcional ao número de votos que cada chapa teve. Esses 80 eleitos se juntam aos outros conselheiros e elegem o presidente 15 dias depois. 

E como analisa as possibilidades dos candidatos no pleito de abril do ano que vem?

A situação não terá dificuldade alguma em fazer a sua chapa. Ela será forte. E há um movmento que está sendo feito pelo Marco Aurélio Cunha para uma nova chapa. Eu vejo com muita simpatia porque eleição com chapa única é prejudicial ao clube, não oxigena o clube.

Mas é possível haver uma eleiçao com chapa única?

Sim, ou então com duas que representem o mesmo lado. O Juvenal poderia fazer todo o esforço e montar duas chapas, com dois candidatos seus. Mas eu não acredito que ele faça isso.

Por que?

O Juvenal já fez o terceiro mandato. Agora, se impedisse a circulação de ideias, se impedisse o debate, ficaria marcado por um ranço antidemocrático. Não creio que queira isso.

Então, o senhor dará sua assinatura à chapa do Marco Aurélio Cunha?

Sim. E outros ex-presidentes como o Pimenta, o Paulo Amaral, o Dallora também. 

Mas esse grupo tem força? Na última eleição, o Lapolla, que foi adversário do Juvenal, teve apenas sete votos…

Nós não fomos votar em protesto ao terceiro mandato. Foram mais de 70 pessoas que ficaram em casa. Nós consideramos que seria melhor não validar essa eleição. Agora, será diferente. Temos força ainda

E qual o legado que o Juvenal deixa para o São Paulo?

Ele é um homem inteligente, tem muito brilho e fez muitas coisas importantes no clube. Será lembrado. Infelizmente, ele foi seduzido pela ideia de mudar o estatuto para ter um terceiro mandato. Muita gente importante passou antes dele e deixou o seu quinhão dentro do que manda o estatuto. A mudança não era necessária.

Como o senhor está vendo o atual time de futebol?

Olha, não vai bem. Muitas tentativas foram feitas e não estão dando certo. Mas eu não gostaria de me aprofundar nessa questão porque não vivo o dia a dia do departamento de futebol. Poderia ser injusto com as pessas.

É preciso ter presença no dia a dia do clube?

Sim, eu trabalhava com quatro diretores adjuntos: o Herman Koester, o Kalef João Francisco, o Márcio Aranha e o Ademir Scarpin. E ia todos os dias no clube. Mas não estou dizendo que isso não é feito hoje. Como disse, estou um pouco afastado. Quando vou ao clube sou muito bem recebido pelos diretores atuais, não tenho queixa de ninguém. Mas, repito que  vou lutar para que a eleiçao tenha a presença de duas chapas que tenham visões diferentes. É bom para a democracia. É bom para o São Paulo


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