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Futebol do São Paulo deixaria marcianos confusos. Cinco gols por jogo
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Se um alienígena chegasse ao Brasil com a missão de conhecer o mais belo esporte de todos e começasse sua tarefa vendo os cinco jogos do São Paulo no Paulistão, levaria a seu planeta uma visão equivocada do que é o futebol normalmente jogado. Bom? Ruim? Cada um tem sua visão, mas que é diferente, não resta dúvida. São 26 gols em cinco jogos. Mais de cinco por jogo.

Se olhasse especificamente para o São Paulo veria uma equipe desequilibrada. O melhor ataque. A pior defesa. Poderia o nosso estranho visitante ficar entusiasmado com toda a emoção, com a velocidade do time, com os gols de um Pratto voador, três em dois jogos, todos de cabeça, mas sofreria uma decepção muito grande no final do campeonato ao saber que aquele time não foi campeão.

Impossível ser campeão sofrendo dois gols por jogo. Não é possível manter o que se vê agora, com o ataque superando os erros da defesa. Evidentemente, Rogerio Ceni sabe disso e luta para que as coisas melhorem. Já recuou Rodrigo Caio, mas é pouco. O fato de a equipe sair atrás em quatro dos cinco jogos que disputou também prejudica muito. Quem corre atrás, corre mais. O desgaste é grande.

Ceni conseguiu um feito extraordinário em pouco tempo. O time, muito apático, hoje é brigador, marca alto, joga um futebol dinâmico. Fazia um gol por jogo no ano passado. Agora, faz três. A defesa, porém, desandou. Sofria também um gol por jogo e agora, perdeu eficiência.

O treinador, que aposta na inovação, talvez pudesse se render ao velho chavão de que o bom time começa com uma boa defesa. Fechar a casinha.

Por fim, mas tão importante quanto. O pênalti foi um absurdo. Cueva, que não tem nada com isso, cobrou muito bem. Justamente ele que perdeu três gols feitos durante o jogo.

PS – Revi o lance e não foi um absurdo. Foi penalti, sim. Pitty puxa Chavez.


Gols? O São Paulo quer muito mais de Lucas Pratto, o Urso
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pratto2O São Paulo sonha com Lucas Pratto, não apenas por suas qualidades técnicas, mas por traços de sua personalidade. Quer o artilheiro e também o líder.

O parágrafo abaixo faz parte de uma matéria do repórter Frederico Ribeiro, do Hoje em Dia, de Belo Horizonte. Ela mostra o treinador Roger, do Galo, falando sobre uma conversa que teve com o jogador que o São Paulo pretende apresentar domingo, no Morumbi, antes do jogo contra a Ponte.

“Conversei muitas coisas sobre a profissão, do nosso ano, dos objetivos do ano. Ouvi o Lucas a respeito dos objetivos profissionais dentro do clube, da seleção. Ele se entrega em todos os treinos, e o envolvimento dele com o clube, até esse momento, é excepcional, mesmo tendo a dúvida, em alguns momentos, se vestiria a camisa de titular ou não. Externei que compreendo os objetivos pessoais de cada atleta, mas que isso não pode sobrepor os objetivos do clube. E disse que não gostaria de não contar com ele. Como vocês viram que eu me virei de costas justamente para que vocês não vissem…Foi do jogo e outras coisas mais”, disse Roger Machado.

As informações que o São Paulo conseguiu sobre Pratto caminham na mesma direção: é um jogador com alto senso de profissionalismo, com liderança no vestiário e também no campo. Na Argentina, o chamavam de “Urso”, pela força física e por estar sempre lutando em campo, com muita combatividade. Parecido com Calleri.

Tecnicamente, há a certeza da elevação de nível do time, mesmo que Pratto não seja um especialista naquilo que o time mais precisa: gols. Pratto não é exatamente um artilheiro. Pelo Galo, tem 42 gols em 107 jogos. Pelo Velez, seu time anterior, tem 43 gols em 128 jogos. No total, são 85 gols em 235 jogos. No auge da forma. São dez gols a cada 27 jogos, pouquinho mais que um gol a cada três jogos. Média de meia e não de centroavante.

As negociações estão em fase final. O São Paulo gostaria de pagar 6 milhões de euros por 50% do jogador. Exatamente o que espera receber por Lyanco, que está saindo para Juventus ou Atlético de Madri. Outra opção seria pagar 10 milhões de euros pela totalidade de Pratto. O Galo pede algo mais. Deseja 15% do valor de uma possível venda para a Europa. Se não houver transação até o final de 2018, receberá 15% dos 10 milhões. Ou seja, no final, a negociação fecharia em 11,5 milhões de euros.

O preço é alto, mas inferior ao que o Galo esperava arrecadar em uma transação para a Europa. O pedido era de 15 milhões de euros, mas não houve ofertas concretas. E o atacante recusou a China, para manter suas possibilidades de jogar na seleção.

Leco não tem muita margem de negociação. O Galo sabe que o São Paulo arrecadou 12 milhões de euros (pode chegar a 15 milhões) por David Neres e faz jogo duro, mesmo estando com problemas financeiros. Deve ao Grêmio, por exemplo, pela transação do goleiro Vitor em 2012. Deve a Diego Tardelli. Deve a Ronaldinho.

O presidente do São Paulo também é pressionado por pedidos de Rogério Ceni, que deseja um time mais competitivo, é pressionado pela goleada contra o Audax e é pressionado pelas eleições.

Pratto é uma arma eleitoral, sem dúvida. Mas no Conselho, não é unanimidade. Há os que pedem a aplicação total do dinheiro arrecadado com Neres no financiamento das finanças do clube e a valorização da base. Mesmo quando o centroavante da base é Pedro, garoto forte e de parcos recursos técnicos.

A verdade é que os ânimos estão tão acirrados no São Paulo, que reclamariam até se Messi fosse contratado por 200 reais e uma caixa de Paçoquinha Amor.


Galo deixa boa impressão. Mas não é favorito contra o São Paulo
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Se a última impressão é que fica, pode-se dizer que o Atlético está melhor que o São Paulo para decidir quem vai à semifinal da bobcuspeLibertadores da América.

O Galo precisava vencer. E venceu. Venceu um adversário pegador, raçudo e bom de bola. E perdeu um pênalti, que não existiu.

Teve alma e repertório para vencer.

Teve Lucas Pratto em ótima noite.

O São Paulo podia perder e entrou para perder.

Com Ganso no banco, a bola não parava no ataque.

E o Toluca abusou de uma única jogada. Cruzamentos no segundo pau. E dois gols saíram assim. O primeiro,  veio também em cruzamento, mas por baixo.

A péssima atuação do São Paulo tem apenas uma atenuante. Quando Michel fez o gol, o Toluca precisava de cinco. Então, Bauza tirou Calleri, que seria expulso. Tirou Michel, que sentiu uma fisgada. E, no final, colocou Caramelo para fechar o lado.

Foi uma derrota feia. Principalmente pela atitude de Centurión Cuspe.

O Galo chega com mais moral.

Mas não tem favorito


Um pratto sem ética e inteligência
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menon

O fundo do poço não tem fim. Chegou à Coreia, que nos derrotou na estreia do Mundial sub-17.

Os vexames se acumulam e nada indica que vão parar. E por que parariam, se nada é feito?

E o que se faz é de maneira errada.

Sai Teixeira. Entra Marin. Sai Marin e entra Del Nero.

Sai Felipão e entra Dunga.

Sai Parreira e entra Rinaldi.

Quem quiser que preencha a próxima. Há muitas opções.

Sai….Entra….

E agora, a grande novidade. Lucas Pratto, um argentino que nunca foi chamado para sua seleção é cotado para defender o Brasil.

Uma naturalização às pressas passaria por cima dos impedimentos burocráticos.

Mas e os impedimentos éticos? Não existem mais.

Uma seleção deve representar o futebol de um país. De preferência, o estilo de jogo do futebol de um país. Como já abandonamos nosso estilo – passes, dribles, bom cuidado com a bola etc – adotado por uma gama de seleções e times, do Barcelona ao Chile, agora vamos importar um atacante.

A solução é essa? Falta um centroavante, busca na Argentina. Falta um beque, busca no Paraguai. Goleiro? Traz algúem da Romênia, País de Gales, Bolívia….

Assim, não se resolve nada.

Naturalizar Pratto servirá apenas para manchar nossa historia. Nosso futebol nunca naturalizou ninguém. Nunca entregou jogo. É o maior de todos os tempos.

Se não é o maior agora – estamos muito atrasados – é culpa de uma série de erros. A hora – já passou pelo menos um ano – é de analisa-los e enfrenta-los. Olhar para o problema cara a cara. Mudar com seriedade. E enquanto o resultado não chega, purguemos nossa vergonha. Vamos até o fundo do poço, vamos chafurdar na lama, vamos reagir.

E, se não é ético naturalizar, é estúpido naturalizar Lucas Pratto.

Se é para trazer um centroavante, que se busque alguém de nível, alguém indiscutível. Não alguém que tem menos gols marcados que o Ricardo Oliveira.

Lucas Pratto na seleção pode ser resumido assim: levamos de 7 a 1, fizemos um monte de coisa errada no ano seguinte e então….compramos uma solução baratinha.

É muita vergonha, sem ética e sem inteligência


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