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Corinthians vence com futebol lento, ritmo de valsa
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menon

Fabio Carille disse que o Corinthians era favorito ao título. E é mesmo. Mas precisa melhorar o futebol mostrado na vitória por 1 a 0 pe de valsasobre o São Bento, em Sorocaba. Em tempos de jogo intenso, de marcação alta, o Corinthians foi todo lento, apostando em passes e mais passes. Nada de rock. O Timão foi pura valsa.

Marcou um gol de pênalti, bem batido por Jô. O atacante se enrolou com o zagueiro Pitty em um daqueles incontáveis pênaltis que alguns dão e outros ignoram.

Depois do gol, no início do segundo tempo, o São Bento pressionou com algumas bolas altas. O Corinthians se defendeu bem. Carille disse que o Corinthians seria um time compacto e bem posicionado na defesa. Cumpriu a promessa. Mas faltou velocidade. O meio campo do Corinthians tem Rodriguinho, Marlone, Giovanni Augusto, Marquinhos Gabriel, Romero e Camacho para a criação. Não são maus jogadores. São bons. Mas dificilmente jogam bem ao mesmo tempo. Em um jogo, alguém se destaca. No outro, afunda. A inconstância não permite que o time tenha um rendimento uniforme.

Enfim, são três pontos. Importantes, como toda vitória.

O futebol precisa melhorar, precisa ser mais intenso, mais veloz, mais intenso. Mais rok n roll.


Corinthians, com cara de Tite, começa bem o ano
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menon

O Corinthians – com um time em cada tempo – venceu o Vasco por 4 a 1 e está na final da Florida Cup, no sábado, contra o vencedor de River Plate x São Paulo.

É o Corinthians de Carille, mas com jeitão de Tite. Um time bem compactado, com duas linhas defensivas bem treinadas e com triangulações pelo lado do campo.

Os gols do primeiro tempo foram muito bonitos e parecidos. No primeiro, uma tabela entre Camacho e Rodriguinho, pelo meio do campo. Camacho subiu e Rodriguinho ajeitou.

No segundo tempo, a tabela foi novamente pelo meio, mas com jogadores que atuam pelo lado do campo. Marlone recuou, avançou pelo meio e tocou para Romero, que estava no meio.

Nos dois gols, Jô fez um bom papel, saindo da área. Ele, no começo do jogo, acertou bons chutes. A defesa corintiana, bem postada, foi vencida apenas em um lance de bela técnica de Eder Luis. De fora da área, iludiu a compactação.

No segundo tempo, os gols vieram pelos lados do campo, algo que pouco se viu no primeiro. Havia triangulações, mas não profundidade. Ela apareceu na boa jogada de Marquinhos Gabriel, que deu lindo passe para Kazim. Logo depois, Kazim retribuiu. O Vasco estava todo desorganizado e aceitou o contra-ataque.

É lógico que é o primeiro jogo do ano. É lógico que falta muito. Mas o Corinthians estava bem organizado. Bem treinado. A torcida pode comemorar, enquanto espera reforços mais significativos. Mas foi um bom começo de ano.

picadinhomenon

VIVA A VILA – A Vila Belmiro, pequenina Vila, é um dos estádios mais emblemáticos do mundo. É o estádio onde Pelé construiu a história do maior jogador da história do futebol mundial. E a Vila, gigantesca Vila, estádio de Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, ganhou um livro à sua altura. Escrito por Almir Rizzatto e Ted Sartori, é uma grande pedida. Abaixo, um texto do Ted sobre sua bela obra.

vilabelmiro“A edição do livro Histórias da Vila Belmiro – 100 anos de magia do estádio santista foi uma epopeia tão grande quanto a que o próprio local viveu neste centenário. A diferença é que em bem menos tempo.

A ideia veio em 2014. Em uma conversa informal com Almir Rizzatto, também jornalista e colega de curso, além de proprietário da RZT Comunicação, comentávamos de fazer algo sobre o Santos. O centenário do clube, porém, tinha passado há dois anos. Aí lembrei que a Vila Belmiro faria 100 anos em 2016. Foi o mote para começarmos.

A intenção inicial era reunir exatas 100 histórias em função do número do aniversário. No entanto, passamos disto nas 240 páginas da obra, lançada neste mês pela Editora Realejo – licenciada pelo Santos, com prefácio de Pepe, o Canhão da Vila, e posfácio de Milton Neves, após intensa campanha de crowdfunding (financiamento coletivo).

A meta a ser atingida era R$ 25 mil. Em 60 dias, conseguimos perto de R$ 15 mil. Mais 28 dias foram necessários – dos 30 previstos – para alcançarmos o valor. Por muitas vezes achei que não ia dar. E deu. Foram 1500 exemplares impressos e 770 vendidos só na campanha, o que equivale a mais da metade. Fora os comercializados depois.

O que nos chamou a atenção foi a forma carinhosa e emotiva com a qual todos tratam da Vila Belmiro, sejam jogadores, ex-atletas, dirigentes ou jornalistas. Parece até um ser vivo, um ente da família. E não deixa de ser, levando em conta que sua mística é carregada pela presença da torcida e pelo poder que dá ao time, somado ao nível técnico e ofensivo. Alçapão, por sinal, é apelido carregado desde 1930, justamente por essa fama.

Mas nem tudo é vitória. Há também derrota, como o jogo Santos 2 x 3 Novorizontino, pela fase final do Paulistão de 1993 (e que causou a eliminação do Alvinegro), que não acabou. Houve invasão de campo e o árbitro João Paulo Araújo se esquivava das agressões dos torcedores, que vinham em fila para agredi-lo. Quando foi levado pela Polícia para o vestiário, foi colocado de cara a cara com um torcedor que o tinha agredido e também a um policial. A Polícia, então, autorizou que o torcedor fosse agredido pelo árbitro, que não teve dúvidas e revidou, conforme contado por ele a mim em entrevista. João Paulo Araújo saiu do estádio após 1h30.

Há também curiosidade, como a levantada pelo Almir em entrevista com o ex-presidente Marcelo Teixeira. Em sua primeira gestão à frente do Santos, em 1992-93, surgiu uma ideia de que o entorno da Vila Belmiro, do lado de fora, fosse coberto por trepadeiras. A má fase da equipe na época tornava o local suscetível a pichações e não teria como fazer isso com a presença da planta. Porém, alguém lembrou que tudo ficaria verde e a cor remetia ao Palmeiras. A inciativa foi abortada de imediato.”


Olho na meritocracia, Tite!
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menon

Agora que o Corinthians está fora da Libertadores, como já ficara fora do Paulistão, é preciso ter cabeça no lugar. O time é um dos favoritos ao título do Brasileiro. Fica entre os cinco primeiros, no mínimo.

Para isso, Tite tem de mudar Apostar na meritocracia.

Tite fala muito em meritocracia. Joga quem está melhor. Mais do que isso, ele respeita a fila. Se um jogador deixa o clube, um outro éjustiça contratado. Mas a vez é do reserva que lá estava. Tite também gosta de manter os jogadores que estiveram com ele nos momentos bons. Em 2013, morreu abraçado com Romarinho e Jorge Henrique, heróis de 2012.

É hora de praticar.

Balbuena deve entrar no lugar de Yago. Joga mais, é mais experiente, tem mais senso de colocação.

Bruno Henrique precisa sair. Nesse 4-2-3-1 que se transforma em 4-1-4-1 ou 4-1-3-2 dependendo da velocidade da projeção de Elias, é necessário um parceiro que garanta a barra lá atrás. Bruno Henrique não está conseguindo. Não desarma como Ralf – já era sabido – e não está acertando passes. É hora de Malcon, que passa muito bem. Na verdade, seria a hora de Marciel, que marca bem e passa bem. Mas Tite autorizou sua troca por Willlians, que nunca joga.

Romero deve entrar no lugar de Lucca. Romero é muito mais empolgado e empolgante. Acredita em todas, corre muito. Lucca é muito blasé.

Rodriguinho quando é bom, é ruim. É hora de Marlone. Ou de fazer o Guilherme acordar do sono profundo que o acomete. Ou de Marquinhos Gabriel. O que não pode é Alan Mineiro. O ex-gordinho foi muito mal em Montevidéu, perdeu um gol certo contra o Audax e ninguém sabe ninguém viu contra o Nacional, em Itaquera.

Arana joga mais eu Uendel.

Walter ou Cássio? Tenho dúvidas, mas a verdade é que aquelas mãozonas de Cássio estão parecendo um tipo de alface gigante,

O time precisa de um centroavante. André não dá conta.

São muitas mudanças? São. Mas também são duas eliminações.

Está na hora da meritocracia funcionar.

Outra coisa, Tite. Um treinador que ganha o seu salário não pode permitir que o time erre tantos pênaltis. Quem é o cobrador oficial? Por que Marquinhos Gabriel furou a fila da meritocracia, contra o Nacional? Puro desespero.

 


Onze micos e muita decepção
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menon

Alguns foram contratados. Outros, já estavam no elenco esperando a sua hora. Outros, retornaram ao porto seguro. E todos, de uma micoleaomaneiro ou outra falharam. Decepcionaram muito. É a seleção das decepções nesse semestre de 2016.

DENIS – Chegou ao São Paulo em 2009 e pacientemente esperou uma oportunidade de substituir Rogério Ceni. E mostrou uma insegurança muito grande para sair do gol, principalmente em jogadas pelo alto. Debaixo das traves, vai bem, mas é pouco.

LUCAS – Veio para o Palmeiras respaldado por uma boa temporada no Botafogo e está indo muito mal. Tem boa presença ofensiva, mas falha bastante na defesa. Tenta compensar com vitalidade, mas fica na violência. Perdeu o lugar para Jean, volante.

LUGANO – A torcida esperava muito dele. Mais do que ele poderia dar. As contusões e a idade estão presentes e ele tem jogado pouco. Demorou para entrar em forma, fez algumas boas partidas e cometeu alguns erros graves. Seu lugar pode ser tomado também por LEANDRO ALMEIDA, herança de Marcelo Oliveira e que cometeu, contra o São Bento, o erro mais tosco do ano.

HENRIQUE – Pivô de uma disputa entre Flamengo e Fluminense, não tem dado segurança nenhuma à zaga do Flu. É um jogador muito caro que não corresponde. Difícil imaginar que fizesse parte da seleção na Copa de 2014. LUCÃO, do São Paulo é outro concorrente fortíssimo. Os erros que cometeu em Itaquera, contra o Corinthians, foram primários.

PIKACHU – É lateral pela direita, mas eu o escalei na esquerda porque tinha de estar na seleção. Foi a contratação mais cara do Vasco e não consegue render.

CRISTIAN – Esse é o grande erro do Corinthians. Voltou ao elenco depois de um tempo na Turquia e jogou pouquíssimas vezes. Quase nunca joga, mas recebe altíssimo salário. Sua contratação foi uma cara e frustrante homenagem.

DIEGO SOUZA – Veio do Sport para o Fluminense, que superou concorrentes também interessados, ficou algumas partidas e voltou a Recife. Nenhum profissionalismo. Nenhum futebol.

CENTURIÓN – Veio no ano passado do Racing, em troca de R$ 14 milhões. Começou bem, fez gols decisivos, mas caiu muito. Com Bauza, teve muitas oportunidades mas mostrou apenas vontade de ajudar a marcação. No ataque, errou muito.

ERIK – Veio do Goiás por R$ 13 milhões, após um bom Brasileiro. Fez algumas boas partidas, mas caiu muito. Hoje, entra pouco e quando o faz não acrescenta qualidade ao time.

PAULINHO – Veio para o Santos e logo teve de explicar porque havia posado com a camisa do Corinthians. Mas não foi o único problemas. Não jogou nada e perdeu lugar para Serginho, Ronaldo Mendes e outros. Quando entra em campo, vem a saudade de Geuvânio e Marquinhos Gabriel.

FRED – Uma enorme seca de gols e ainda protagonizou a ópera bufa “A volta dos que não foram”. Sente-se dono do Fluminense e entrou em rota de colisão com Levir Culpi. Prometeu sair e voltou rapidamente.

Há outros nomes que poderiam estar na lista: Régis, Cleiton Xavier, Carlinhos, Guilherme, Barrios, Rildo e André.

 


Corinthians dá o bote certo. Palmeiras também
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menon

Dassler Marques, nosso Capitu, informa que o substituto de Jadson, senhoras e senhores, não é Marlone. É ou será ou tem tudo para ser – aguardemos – Marquinhos Gabriel. O que faz muito sentido.

O estilo agressivo e veloz, o chute de fora da área e a boa dinâmica são características presentes também em Jadson,

Se tudo de certo, será difícil ter um rendimento tão bom e tão constante como o de Jadson, mas o estilo estará lá.

Ruim para o Santos, que fica com o elenco ainda mais curto. Em 2015, jogou com Lucas Lima, Marquinhos, Gabigol e Ricardo Oliveira. E Geuvânio no banco. Agora, como fica? Geuvânio vai para campo, o que é ótima solução. E quem fica no banco? Tem algum novo Menino da Vila vindo por aí?
Contratação boa é a que dá certo. Mas, em uma primeira análise, só merece aplausos a ação palmeirense em trazer Dracena. Jogador de bom nível, com uma história construída no futebol, capitão e líder. Fez um ano ruim no Corinthians, sem dúvida. Mesmo assim, o passado pesou. Pode ajudar Marcelo Oliveira a arrumar a defesa verde, que não fez, em 2015, jus ao hino do clube


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