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Palmeiras é culpado por omissão. Como outros brasileiros
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A Conmebol definiu a punição do Peñarol por um jogo (UM JOGO) como mandante na próxima Libertadores uma multa de 150 mil dólares. Uma vergonha, não é uma punição, é um agrado. Um prego a mais na credibilidade da competição maior do continente. Só o fato de os portões estarem fechados, impedindo a saída tranquila de jogadores, que foram jogados à sanha dos rivais e de torcedores, que poderiam ter invadido o campo do Campeón del Siglo, ocasionando uma tragédia gigantesca.

O Palmeiras, que não tinha nada a ver com o jogo, foi punido por três jogos como visitante, por conta do comportamento selvagem de sua torcida organizada ao enfrentar (ou provocar, não se sabe) o comportamento selvagem da torcida do Peñarol.

Penas desproporcionais que mancham a promessa de mudanças na Libertadores.

E o que o Palmeiras tem a ver com isso?

Tudo.

O Palmeiras, como outros clubes paulistas, deram aval a Reinaldo Carneiro Bastos, obscuro presidente da Federação Paulista de Futebol para defendê-los na Conmebol.

O Palmeiras, como outros grandes brasileiros, votaram no Coronel Nunes para presidente da CBF. Coronel Nunes, um preposto de Marco Polo del Nero. Sabe o quê Marco Polo del Nero pode fazer pelo Palmeiras? Nada. Ele não pode viajar até o Paraguai para esbravejar, argumentar, defender o clube. Se for lá, pode ser preso.

Os clubes brasileiros não respeitam sua força. Eles se apequenam, mostra fraqueza. Então, as hienas se aproveitam e fazem a festa.

 


Três heróis improváveis do campeão Palmeiras
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tresporquinhosNo ano passado, Alexandre Mattos foi às compras com vontade. Muitos e muitos jogadores, alguns até como forma de “pedágio” a empresário, algo comum e necessário a todos os clubes. Em 2016, também não faltou dinheiro e disposição, mas as compras foram mais específicas, mais pontuais. E três delas se revelaram um sucesso incrível. Três heróis improváveis do merecidíssimo título palmeirense.

Jaílson, que eu chamo de Pantera Negra, foi a maior delas. G0leiro veterano, sem currículo expressivo, veio ao Palmeiras para ser o terceiro goleiro. Era reserva no Ceará. E, uma digressão, vemos aqui como é importante um clube grande ter um grande elenco. O Palmeiras tem três jogadores para cada posição. Só para lembrar de Arouca, contratado com grande nome e de Mateus Salles, destaque no ano passado, que nem são lembrados hoje. Mas, voltando a Jaílton, veio e assumiu a bronca quando Prass se contundiu e quando Vagner falhou.

Prass vai voltar e assumir o posto de titular. Jailson, porém, já inscreveu seu nome na história palmeirense, como alguém que apostou em seus sonhos e os concretizou. Ele pode, agora, escolher entre ser uma sombra para Prass ou buscar o sucesso como titular em outro time. Tem o poder de escolha, o que para ele, era apenas um desejo maluco.

Tchê Tchê é o menos improvável dos três heróis improváveis. Afinal, é enorme a lista de jogadores que se destacam em um time menor e são contratados para um grande clube. De cabeça, eu me lembro de Leão, Eurico, Luis Pereira, Baldocchi, Dudu, Nei…. O que impressiona nele é a rapidez com que assumiu a camisa de titular. Mais ainda. A rapidez com que se transformou em destaque do time, mostrando um futebol moderno, de contenção, bom passe e chegada ao ataque. O futebol moderno aponta para a extinção (exagero?) do jogador de meio campo com função específica. O volante cão de guarda. O armador talentoso e preguiçoso. Espera-se do meio-campista que seja “todocampista”, com, no mínimo, dinâmica e bom passe. E a revelação do Audax transformou-se rapidamente em confirmação do Palmeiras.

Moisés foi outra grande surpresa. Com passagem em muitos clubes, sempre mostrou força e vontade, mas nunca foi protagonista. No Palmeiras, com um canhão nos braços, com uma projeção vertical impressionante e com a mesma vontade de sempre, foi o grande destaque do time. Para mim, foi o grande destaque do Brasileiro. E sem que se possa dizer com desdém, se o Moisés foi o melhor, que bela porcaria foi o campeonato. Ele foi o melhor, o que dignifica, de certa forma, o Brasileiro. Um jogador que sua é muito importante nos dias em que vivemos.

Outras contratações muito boas fizeram o Palmeiras campeão. Roger Guedes é o mesmo caso de Tchê Tchê. Jean é um jogador muito regular há anos. Nunca tira menos que seis. Alecsandro é um matador, algo que, para mim, inexplicavelmente é pouco valorizado. E há outro herói improvável e que deve encher o palmeirense de orgulho. Gabriel Jesus e a prova que a base do Palmeiras existe. Está aí para ganhar títulos e encher os cofres do clube.

Parabéns ao Palmeiras. Por seu título inquestionável e por seus heróis improváveis, frutos de uma ótima política de contratação.

PS  – Peço desculpas aos leitores por haver chamado Jailson de Jaílton. Minha memoria afetiva me traiu. Estava pensando em Jailton, meu velho e finado amigo, mestre sala da Vila Braga, escola de samba comandada pelo senhor Ferreira, lá em Aguaí. O erro não tem desculpas, mas mostra ainda mais o valor de Jailson. Sua ascensão, tão justa e tão meteórica, surpreende até jornalistas que deveriam estar atentos a tudo. Desculpas a todos. Ah, e eu sei que ascensão meteórica é um clichê absurdo, principalmente porque ninguém viu ou verá um meteoro subir.

 

 


Voa, periquito, voa….Título vai ser na gaiola
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O belíssimo estádio palmeirense será palco do título brasileiro. Na próxima rodada, contra o Botafogo, ou na seguinte, contra a Chapecoense. A dúvida é esta. A certeza é que o Vitória jogará suas últimas fichas contra o rebaixamento, recebendo o campeão Palmeiras na última rodada.

Por que tanta certeza, se a diferença diminuiu? O Santos está a quatro pontos. O Flamengo a cinco.

Esqueça os números. O Palmeiras vai ser campeão porque quer ser campeão. Quer, mas não fica esperando cair do céu. Luta cada minuto, cada segundo, disputa cada centímetro de campo. Não cede nada sem suor. A exceção fica por conta do jogo contra o Santos, quando o time se portou muito mal. Especulou o empate e acabou perdendo.

No mais, o que se vê é um periquito de briga. Um pássaro selvagem.

Foi assim contra o Galo. Postura aguerrida, mente de campeão. Luta intensa, marcou primeiro, sofreu o empate e… foi buscar o segundo gol. Não ficou atrás, em busca do empate. Não fez, mas segurou o Atlético, que também lutou muito pela virada. Foi um jogo brigado, com jogadas de bom nível.

Se tudo der certo para os rivais, se todos venceram, o Palmeiras precisará de seis pontos para o título. Para não depender de ninguém. Eles virão. A torcida pode preparar a festa que Paulo Castilho não deixará acontecer.

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CRF X SEP – Tem cheirinho de….uma grande final de campeonato
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cabeca cabeçaO mantra da torcida do Flamengo está cada vez mais forte. “Tem cheiro de hepta no ar” se espalhou pelas redes sociais, pelos botecos (as redes sociais mais saborosas), pelas reuniões familiares, até as discussões de relacionamento estão suspensas temporariamente. A virada sobre o Vitória e o empate entre Palmeiras e Grêmio levaram a diferença entre Flamengo e Palmeiras a apenas um ponto.

A certeza quase mística que tomou conta do Palmeiras é um engano. Não tem nada de mística. É baseada na história do clube. O Flamengo tem duas famas que se justificam: é time de chegada e que, se não for brecado, consegue uma ascensão fulminante. Quem já não ouviu o tal “deixou chegar, agora aguenta”.

Foram cinco finais de brasileiro. E cinco títulos. E há mais uma série de títulos conseguidos contra o senso comum. O Mundial contra o Liverpool – goleado por 3 a 0 – o gol de Pet em 2001, jogando água no chopp do Vasco, a Mercosul vencida contra o próprio Palmeiras e tantos outros títulos. Historicamente, o Flamengo faz mais pontos no segundo turno do que no primeiro.

E o Palmeiras, historicamente, domina quando tem grandes times. As duas Academias, o time feito em cogestão com a Parmalat, grandes e grandes craques, grandes e grandes títulos. E o que pega para o Flamengo, é que o Palmeiras está jogando muito bem.

Então os dois fatores históricos se encontram: o gigante que supera suas dificuldades contra o gigante que vence quando tem um grande time. Como é o caso.

Os dois se enfrentam no campo do Palmeiras. A torcida verde fará seu papel em campo, lotando o estádio, como tem feito o ano todo. À torcida do Flamengo, restará a torcida virtual, fazendo o tal cheirinho ficar mais forte.

Seja qual for o resultado, não haverá definição. As emoções continuarão. Ainda bem


Palmeiras é o meu favorito ao título
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academiasegundaacademiaO Palmeiras não é o time maravilhoso que, em 1965, teve a honra de vestir a camisa da seleção brasileira e enfrentar o Uruguai naquele 7 de setembro que inaugurou o Mineirão. Valdir, Djalma Santos, Djalma Dias, Waldemar Carabina e Ferrari, Dudu e Ademir, Julinho, Servílio, Tupãzinho e Rinaldo. A primeira Academia, formada pelo argentino Filpo Nunes.

Não é a segunda Academia. Um time que todos da época, torcedores ou rivais, sabem de cor. Começa com Leão e termina em Nei. LeãoEuricoluispereiraalfredoezeca;dudueademir;eduleivinhacesarenei.

 

Também não é o time espetacular que venceu o bicampeonato brasileiro em 93 e 94, com Edmundo, Evair, César Sampaio, Edilson, Zinho, Mazinho, Antônio Carlos, Roberto Carlos, Cléber….

palmeiras9394Não é. Mas quem é?

Hoje, um favorito não depende apenas de suas qualidades. Há outros fatores em jogo: se o rival terá desfalques pela Libertadores, o que a janela fará com os elencos, quem virá para reforçar o time. Antigamente, um time se mantinha por décadas ou anos. Hoje, o time que faz o primeiro jogo é diferente do que termina o 38º. Quem está aqui, pode ir para lá.

É difícil apontar o favorito. Principalmente, porque a opinião fica gravada e serve para cobranças enormes nas redes sociais.

Mas o Palmeiras é favorito.

1) Tem um bom elenco

2) Tem um bom time

3) Tem dinheiro para melhorar o bom time

4) Tem um bom treinador

5) Chega em ascensão anímica. Não foi eliminado com derrotas. Na Libertadores, saiu após um 3 x 3 espetacular em Rosario e uma goleada sobre o River. No Paulista, caiu nos pênaltis.

Os três primeiros jogos do Palmeiras são Furacão, em casa, Ponte, fora e Fluminense, em casa. Pode chegar com nove pontos à quarta rodada, quando enfrenta o São Paulo, no clássico.

Os rivais estão com mais problemas.

O São Paulo pode perder muitos jogadores: Calleri, Maicon e Rodrigo Caio.  Vai formar seu elenco durante a competição. O Corinthians ainda procura ser um time confiável. A substituição dos que saíram no início do ano não foi boa. O Santos sofrerá sem Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Gabigol.

O Inter está forte, mas há tempos não corresponde. Sem Allison e com Argel, não sei não.

O Flamengo de Murici patina.

O Galo, sim, é um adversário forte.

O Cruzeiro está buscando um treinador.

Enfim, se não é uma academia, o Palmeiras está na frente dos outros.

É o favorito.

Dificilmente ficará longe da Libertadores.


Palmeiras fora fragiliza a Libertadores. Mas não se pode falar em injustiça
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E o que os torcedores mais racionais esperavam – e temiam – se confirmou. O Palmeiras venceu o periquito2River Plate mas está eliminado da Libertadores. O roteiro só não se confirmou porque em Montevidéu não houve empate e nem jogo combinado. O Rosario venceu.

A eliminação de um time em ascensão deixa mais fraco o campeonato. O Palmeiras, se passasse, poderia ir longe. Poderia complicar muito a vida dos outros times. Principalmente porque não vejo um favorito na Libertadores-16. Há muito equilíbrio. E as três vitórias seguidas no Paulista mostram que o time de Cuca está jogando bem. Mais do que isso, está jogando cada vez melhor.

Foi injusta, então, a eliminação do Palmeiras?

Difícil defender essa tese.

1) O Rosario é um bom time, tem muita qualidade e não está abaixo do Palmeiras.

2) O Nacional, que pode ser considerado inferior tecnicamente, venceu o Palmeiras duas vezes. Ou seja, 66,7% dos seus pontos foram conseguidos em cima do Palmeiras.

O torcedor palmeirense pode lamentar alguns azares que teve no campeonato.

1) Na primeira rodada, esteve duas vezes à frente do River Plate e não conseguiu vencer.

2) Ainda na primeira rodada, o Rosario empatou com o Nacional em casa. Empatou no último minuto, com um penal inexistente. Um ponto a menos poderia dar menos moral aos argentinos, mesmo sabendo que a diferença final foi maior do que isso.

3) Na derrota contra o Nacional, em casa, o segundo gol uruguaio começou após uma falta não periquitomarcada a favor do Palmeiras.

4) O grupo, desde o sorteio, aparecia como difícil. Não tanto como o de Toluca, Gremio, LDU e San Lorenzo, mas difícil.

Não deu.

Ao Palmeiras, resta a certeza de estar no bom caminho. Cuca está fazendo um trabalho muito superior ao de Marcelo Oliveira. Ele prometeu um Palmeiras muito competitivo no Brasileiro. Pode entregar a promessa antes. O time está com boas chances no Paulista.


Palmeiras, sem brio e sem vergonha
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Deve haver uma explicação tática para a derrota do Palmeiras. Algo que fale em losango de base baixa, 4231 reativo, quadrado mágico, flutuação, transição etc e tal.

Deve haver uma explicação psicológica, que englobe Freud, Jung e outros gênios.

Deve haver uma explicação gerencial, com Mattos gastando mal o dinheiro do Nobre.

Deve haver alguma explicação esotérica, que fale do signo dos jogadores, da conjunção de Sol e Lua.

Deve haver uma explicação técnica que explique os dois gols em cobrança de escanteio e o terceiro gol do Água Santa, com oito passes sem interrupção.

Tudo pode explicar o 4 a 1.

Eu vou me ater a uma outra linha.

Faltou brio.

Faltou vergonha.

O jogo estava 4 a 1 e os jogadores trocavam passes como se estivesse 8 a 0 a favor. Como se o calor fosse de mil graus. Como se fosse um time sem passado, sem torcida, sem camisa a ser honrada.

Quando um time está perdendo de 4 a 1 é comum – e não digo que seja aceitável – que os jogadores se desesperem, corram feito loucos, participem das divididas com raiva e vergonha, apelem, façam faltas feias e sejam expulsos.

O Palmeiras?

Nada disso.

Perdeu de quatro sem nenhuma reação. Sem nenhum espasmo.

Sem nenhum brio.

Sem nenhuma vergonha.


O Paulistão e os grandes
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Cumpridas dez rodadas do Paulistão, temos Corinthians e Santos com campanhas dignas e o Palmeiras patinando feio. O São Paulo, ainda pior, pois, além de jogar mal, não lidera o seu grupo.

Todos podem pensar em título. Ainda há cinco jogos – quatro no caso do Santos – para arrumar o que está errado antes de embarcar nas fases de eliminação direta, onde um grande, mesmo que em má situação, pode surpreender.

Além da luta pelo título, o que cada grande deve fazer no Paulistão?

CORINTHIANS – Tem sete pontos à frente do segundo colocado (Red Bull) e dez à frente do terceiro (Água Santa), o que praticamente lhe garante a vaga em primeiro lugar. Com tamanha tranquilidade, pode poupar jogadores e fazer experiências para a Libertadores: o Paulistão pode, por exemplo, definir se Balbuena deve ser titular ou não.

SANTOS – Tem 22 pontos, cinco à frente do São Bento e nove à frente do Linense. Como o Corinthians, também tem a vaga definida. Busca o primeiro lugar, o que também está bem encaminhado. Não está na Libertadores, o que tira do Paulistão a pecha de “campeonato experimental”. Precisa vencer, é isso. Em segundo plano, o Paulistão serve para definir qual será a aposta para substituir Lucas Lima, que pretende sair no meio do ano. Há um homem no elenco? É preciso buscar no mercado ou a base dará a solução, uma vez mais?

PALMEIRAS – Tem 15 pontos e lidera, ao lado do Ituano. Em terceiro, vem São Bernardo e Ponte Preta, com 13 e o Novorizontino, com 12. É o grupo mais enrolado. Além de garantir a vaga, Cuca precisa definir o time ideal para vencer o Central em Rosario, no dia 6 de abril. Se não vencer, está fora da Libertadores. Até lá, enfrenta Red Bull, Agua Santa, Rio Claro e Corinthians. É necessário também apontar as necessidades para o Brasileiro. Nesse caso, não há muito espaço para pedidos, pois Alexandre Mattos já contratou muita gente. Foi o time que se reforçou mais e mais cedo que os outros. Paulo Nobre diz que o Palmeiras tem três times e que a meta é ganhar o Mundial. Contratar ainda mais seria dizer que o planejamento foi errado.

SÃO PAULO – Tem 14 pontos e está em segundo, atrás do Audax, com 16. Ferroviária, com 13 e XV de Piracicaba, com 12, o escoltam. Bauza tem muita coisa a resolver até dia 5, quando o time enfrenta o Trujillanos. Centurión continua como titular? Como fazer Calleri não jogar tão isolado? E muito mais…. Ao contrário do Palmeiras, que contratou muito, o São Paulo precisa já pensar no elenco para o Brasileiro. Calleri e Maicon, boas contratações, devem sair. E há problemas técnicos enormes para sanar. Para o São Paulo, o Paulistão ainda é uma esperança de título, mas serve para, a curto prazo, arrumar o time para a Libertadores e, a médio prazo, definir o elenco para o Brasileiro. Ou seja, em abril, o São Paulo não tem nada.

 


Corinthians e Palmeiras, exatamente como no ano passado
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A rodada teve vitória corintiana e empate verde. E os dois times mostraram o mesmo estilo do ano passado. O que é bom para o Corinthians, que, mesmo sem seis titulares, entra em campo bem organizado, compacto e com cada jogador sabendo qual é sua função. Pode até não fazer direito, mas sabem o que precisam fazer.

O Palmeiras é o contrário. Manteve a base, trouxe os reforços e manteve os velhos vícios. O maior erro é individual. Não vejo em Leandro Almeida condições técnicas para ser titular do Palmeiras. Marcelo Oliveira, que entende muitíssimo mais do que eu, vê. E Leandro Almeida faz de tudo para me dar razão. Seu erro no gol de Morais foi absurdo. E a falta duríssima que fez, merecia cartão vermelho e não amarelo.

Corinthians ou Palmeiras?

No momento, o Palmeiras tem mais e melhores jogadores. Contratou antes dos outros. O Corinthians está estreando pouco a pouco os que vieram.

Taticamente, o Corinthians está melhor. Mais compacto, com defesa mais bem posta, com maiores variações.

Como em 2015.

Será assim em 2016?

É cedo para dizer.


Palmeiras é o favorito
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Favorito significa ter mais oportunidade de vencer. Uma partida, um torneio, um campeonato. Não significa que levará o troféu para casa. Principalmente, quando se fala de um Paulistão com quatro grandes times. Ressalva feita, eu vejo o Palmeiras como o provável campeão paulista de 2016. E antes de uma análise, brindemos à volta do futebol. A abstinência estava grande. A porteira foi aberta. Vamos correr para os estádios ou para o sofá amigo.

PALMEIRAS – É o mesmo time do ano passado, reforçado com oito contratações. Não são incorporações de luxo, que causem entusiasmo, mas encorpam muito o elenco. Não haverá surpresas como no ano passado, quando a contusão de Gabriel deixou o time mais frágil por não haver peças de reposição. Marcelo Oliveira precisa, porém, dar mais solidez ao sistema defensivo. Em 2015 foram jogos seguidos – muitos – sofrendo gols. Não acho que tenha feito um bom trabalho e agora tem obrigação de se redimir. Mas há muita coisa boa, como Dudu, Eric, Jesus, Barrios, Rafael Marques. Material para um bom ataque. Arouca, Jean, Mateus Salles, gente boa para proteger a defesa que agora tem Dracena, jogador que merece respeito.

SANTOS – Perdeu dois jogadores que se revezavam na mesma posição. Marquinhos Gabriel e Geuvânio farão falta. Não vejo Paulinho com o mesmo potencial. David Braz está contundido e Lucas Veríssimo apareceu mostrando bom futebol. Impressionante como a base santista está sempre aí, pronta para o que der e vier! Tiago Maia, Renato e Lucas Lima continuam formando um meio campo de muito valor. E a Vila é um alçapão. Dorival precisa fazer o time responder na hora certa. O final do ano passado foi ridículo, perdendo posições no Brasileiro e a Copa do Brasil. Uma queda desse tipo, pelo segundo ano seguido, seria inaceitável,

SÃO PAULO – Foi o time mais decepcionante do ano passado, apesar de haver conquistado uma vaga para a Libertadores. Defesa frágil e time mentalmente muito fraco, sujeito a queda anímica ao primeiro insucesso. Bauza veio para mudar. Aposta em uma equipe mais compacta, mais organizada e com maior poder de marcação. O elenco perdeu Ceni, Pato e Luís Fabiano. Há muita expectativa a respeito de Calleri e incógnitas sobre os outros incorporados. Ninguém sabe quanto podem render Lugano, Mena, Kieza e Kelvin. Um ataque com quatro Ks. Kardec, Kieza, Kelvin e Calleri. Mais Rogério e Centurión. Bons nomes. Precisam render bem.

CORINTHIANS – O campeão brasileiro foi quem mais sofreu com saídas de jogadores. Ralf, Renato Augusto e provavelmente Malcon terminam com o meio campo. Sem Gil, a defesa fica mais fraca e Love, que se recuperou no fim do Brasileiro, fará falta no ataque. As reposições estão chegando – Marlone, Williams, André, Giovanni Augusto – mas Tite terá trabalho para armar uma nova equipe, para se decidir se manterá o mesmo esquema ou inovará. O que pode ajudar é o formato do campeonato, com uma série inicial de 15 jogos até que comecem as decisões. Bom tempo para Tite trabalhar. E, quando tem tempo, ele faz bom trabalho.