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Flamengo não ouve Temer e está eliminado. Cheirinho de vexame
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“É preciso manter isso, viu”, teria dito o presidente Michel Temer ao pessoal da JBS.

Não sei se Zé Ricardo deu a mesma ordem verbal ao time do Flamengo. Mas a estratégia foi essa. Recuado ao extremo para garantir o empate e a classificação. Sufocado atrás. Plantado na defesa. Muralha fez defesa milagrosa, mas veio o gol da festa argentina. E da desclassificação. Mais um resultado ruim em competição internacional. Mais uma vez, o cheirinho virou fumaça queimada.

Era preciso manter isso, viu. Não deu certo.

O Furacão foi mais forte. Buscou a vaga no final, com um belo gol de Carlos Alberto. Foi o gol que colocou pressão no Flamengo e no San Lorenzo. Só um gol salvaria o time do Papa. E a coragem foi premiada.

O Santos, com um a menos, mostrou muita personalidade ae, beneficiado por uma ridícula cavadinha de Pablo Escobar, garantiu a vaga.

A Chape venceu o Lanus no final e o jogo vai para o tapetão. O zagueiro Luis Otavio, autor do gol da virada, estaria suspenso ainda pela expulsão contra o Nacional do Uruguai.


Tite pede apoio popular ao seu projeto. Temer, também
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Mesmo no mundo volátil das preferências populares, mesmo no mundo superhipervolátil das preferências populares quando o titeclaudioassunto é futebol, Tite tem mantido um grande respeito e um grande apoio entre os torcedores corintianos. Se consultados, muitos apoiariam um contrato eterno com o treinador. Uma monarquia, Tite 1 e único, comandando o futebol do time mais popular do estado de São Paulo.

O apoio conquistado por Tite (aqui representado pelo traço de Cláudio, amigo que conheci no Agora) não é aleatório. Tem base em conquistas eternas na história do clube, uma delas – o título mundial – por sua originalidade e grandeza.

Ao final do jogo contra o Grêmio, Tite pediu que o apoio do torcedor ao seu trabalho fosse transferido a alguns jogadores que não estão rendendo bem. Ele deixou claro que o apoio só fará bem ao time. ” “Se apoiar [os jogadores] vai melhorar. Senão esses ajustes que eu falo que o time precisa vão demorar a acontecer. A torcida do Corinthians sempre se caracterizou por apoiar, e essas manifestações têm me surpreendido”, disse o treinador corintiano.

Em seguida, Tite foi mais explícito. “Eu tenho um pouco de carinho, respeito ao torcedor, para pedir: não faça o que fez com o Rodrigo [Rodriguinho], com o André. Eu sei que daqui a pouco eu posso não ser o técnico ideal para bastante gente, só tenho é que passar critérios, ideias…”, acrescentou Tite.

E Tite lembrou o seu currículo, como respaldo do pedido. “Eu posso falar uma coisa: 2011, 12, 13, 14, 15… O Corinthians foi campeão, depois sexto, décimo, quarto e campeão. Um pouquinho de credibilidade num técnico que nos últimos quatro anos ganhou dois. 2014 eu passei o ano invicto”, completou Tite.

Um pedido assim, de quem tem apoio popular e tem um currículo de realizações tem boas possibilidades de ser atendido? Deveria ter, mas é incerto. A torcida é impaciente e não se esquece que Tite, campeão do mundo em 2012, morreu abraçado com Romarinho e Sheik em 2013. Mesmo com tudo o que foi feito, há uma leve desconfiança.

Michel Temer, também no final de semana, pediu apoio aos brasileiros para um governo de união nacional.

Tags : temer tite


Brasil será derrotado uma vez mais. Seja qual for o resultado
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Hoje, o 7 a 1 passa a ter um companheiro na galeria de vexames.

Escrevo antes do embate que decidirá pelo impeachment ou não da presidente Dilma Rousseff. O resultado do jogo não interessa. O jogo é a vergonha. Sua existência nos envergonha.

A realização deste jogo nos coloca no rol das repúblicas bananeiras. Ele mostra que não há a menor preocupação com a continuidade democrática. Desde que a República foi proclamada, quantas vezes tivemos um presidente passando a faixa para seu sucessor? Tivemos 15 anos de Vargas, tivemos 21 anos de golpe militar, impeachment de Collor e agora, novamente há a possibilidade de assumir alguém que não foi eleito para assumir.

O que será do Brasil após o resultado de hoje? Derrota e mais derrota. Talvez, mortes.

As duas opções:

1) Dilma consegue segurar o impeachment – E como continua a governar com pouquíssimo apoio no Congresso. Fará novas concessões? Atrairá novamente PMDB, PSD e outros partidos que estavam com ela até agora? Correrá para o braço dos movimentos sociais. Terá força para implantar alguma reforma radical? A certeza é que os seguidores do impeachment voltarão às ruas. E haverá novos pedidos, no Congresso  ou no TSE?

2) Dilma não consegue segurar o impeachment – Temer, sem nenhuma representatividade e com a marca da traição – nunca vi um vice conspirar à luz do dia – será o presidente. O vice será Eduardo Cunha, réu do STF e com contas no Exterior. Ele diz que é usufrutuário. Nem quem é a favor do impeachment acredita nisso. Terá força para implantar o programa “Ponte para o Futuro”, totalmente liberal? Conseguirá montar um governo que atenda às demandas dos derrotados.A certeza é que os movimentos sociais estarão na rua. Ocupações de terra, trancamento de ruas, paralização de Universidades. E a campanha de 2018 irá para as ruas. Os componentes do governo Temer ficarão com ele ou cuidarão de sua vida?

Em um cenário ou outro, haverá choques de rua.

Coxinhas e petralhas?

Não, amigos.

Brasileiros contra brasileiros. E todos sabemos que as forças de segurança – basta ver as PMs – não são treinadas para enfrentar uma situação dessas. São treinados para reprimir. E tenho muito medo que a situação saia de controle.

Tenho medo de mortes.

Pode ser a conclusão de um jogo que não deveria haver. Muito menos conduzido por um juiz ladrão. No sentido literal e literário.

Basta lembrar que o processo de cassação de Cunha foi aprovado na Comissão de Ética antes de ele aceitar o processo de cassação de Dilma. E como correu um e como correu o outro?

Sou um otimista. Nunca pensei que passaria – 52 anos depois – pelo mesmo processo. E ele está aí. Independentemente do resultado, o que vemos é um país desmoralizado.

14 a 1.

P S – Não escreverei mais sobre o assunto acima. Amanhã, falarei de Audax x São Paulo. O cidadão honesto, pagador de impostos, apaixonado pela Pátria dará lugar ao comentarista esportivo.

 

 


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