Blog do Menon

A triste opção da Globo pela boleiragem.
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Menon

“A toda ação sempre há uma reação de mesma intensidade e direção, porém sentidos opostos.”

Assim é o enunciado da terceira lei do físico Isaac Newton.

Sem a mesma intensidade (aliás, intensidade tendendo a zero), eu reajo à opção preferencial da Globo pela boleiragem. Já fui à 25 de Março e comprei um belo fone de ouvido. Verei os jogos pela televisão e ouvirei os comentários pelo rádio. Com algum jornalista.

Como Dom Quixote em sua luta contra moinho de ventos (tá bom, a semelhança física é com o parceiro do Quixote), como os que deram a vida em busca do Santo Graal, eu me dedicarei a procurar um jornalista para me informar sobre o jogo. Serei como ornitólogos que caminham pelo mundo em busca do canto do último passarinho de rabo azul.

Não sou corporativista, apenas prefiro jornalista a ex-comentarista. Aliás, vou ampliar um pouco: prefiro jornalismo ao que os outros me oferecem: palhaçada, sabujice, falta de noção sobre limites. Ah, tem jornalista fazendo igual? Também não vejo.

O conflito de interesses é o que mais influencia na minha escolha. O que Ricardo Rocha pode me acrescentar quando comenta jogo da seleção brasileira? Ora, ele pode ser convidado a qualquer momento para fazer palestra para os atuais jogadores, pode fazer parte do ''puxadinho'' de comissão técnica que havia no tempo do Dunga… Como ele vai dizer que há algo de errado na seleção? Ou, pior ainda, como vai criticar alguma coisa dessa entidade corrupta chamada CBF?

E o Ronaldo, comentando Copa do Mundo? É  a mesma coisa que o Marin comentar. O Fenômeno sempre esteve ao lado do dirigente da vez.

Eu escrevi um livro sobre o Corinthians. Escrevi dois livros sobre o São Paulo. Não acho certo escrever para um clube. Como o Muricy pode comentar um  jogo e fazer palestra para jogadores do São Paulo?

E  comparação sobre o que o boleiro fez e fala? Já vi o Roger falando sobre dedicação em campo, justamente ele que flanava pelos gramados, com chuteiras marca havaianas. E há muitos outros exemplos.

Jogador de futebol geralmente vira comentarista com aquela arrogância toda. Você chupou laranja com quem? Dividiu quarto com quem? Só pode falar quem esteve lá.

Eu não penso assim. Prefiro quem estudou futebol e não quem jogou. Ah, como sou chato, também não gosto de comentarista professor. Tenho o direito de ser chato, eu pago por mês. Preciso das imagens para o meu trabalho. E escolho o que quer.

Então, me aguardem Cláudo Zaidan, André Coutinho, Mario Marra, Raphael Prates, Gabriel Dudziak, Massini, estarei na caça de vocês. Mauro Beting e Bruno Prado, me desculpem, mas não ouço a jovem kan.

Sabe o que minha opção pelo fone de ouvido vai fazer com a Globo? Nada. Mas vai fazer um bem danado para mim.


Neymar, Coutinho e Jesus. Um trio de ouro que ninguém mais tem
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Menon

Trio de Ouro

Dalva de Oliveira, Herivelto Martins e Nilo Chagas criaram o Trio de Ouro, que fez grande sucesso nos anos 50 do século passado.

Gabriel Jesus marcou na dura vitória do City 100% sobre o ótimo Napoli. Coutinho fez um dos sete gols do Liverpool sobre o fragílimo Maribor. Firmino fez dois, mas vamos falar dos outros dois. Jesus e Coutinho formam uma dupla de coadjuvantes para Neymar que ninguém mais tem. Um trio de ouro.

Cristiano Ronaldo é mais que Neymar, mas não tem ninguém a seu lado. Ninguém de nível. Bernardo Silva é o melhor.

Messi é o maior de todos. Tem Dybala e Di Maria, mas eles ainda não renderam. A Argentina, enquanto time, não existe. É um bando de bons jogadores esperando Messi resolver. Tudo pode mudar, pois Sampaoli é bom treinador, mas ainda não.

Alemanha, Bélgica e França são concorrentes fortes do Brasil na Copa do Mundo da Rússia. São times bons, com alguns trios (Pogba, Mbappé e Griezman; Hazard, De Bruyne e Lukaku; Kroos, Muller e Draxler) mas não tem um destaque. Podem até vencer a Copa, principalmente Alemanha e França.

Mas ninguém tem um trio tão homogêneo como o Brasil. Neymar tem companheiros que fariam inveja a CR7 e Messi, os melhores do mundo. Com esses três, Tite tem uma base muito boa. Um trio de ouro, com coadjuvantes ótimos como Paulinho, Marcelo e Daniel Alves. Dá para fazer um grande time.


Kaká só vale a pena se for uma pechincha
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Menon

BLOG DO PERRONE , do chef Ricardo, conta que o São Paulo pensa em fazer um plano de marketing para que possibilite a vinda de Kaká para o clube no ano que vem. Precisa ser um plano que permita um drástico corte de gastos. Na verdade, tenho dúvidas sobre o papel que Kaká poderia ter no time do ano que vem. Mas reconheço que a possibilidade de sua chegada deixa a diretoria em uma enrascada: como dizer não a Kaká? Imagine se ele vai para outro time.

O São Paulo tem muitas dificuldades financeiras e não pode gastar muito. E, antes de tudo, é preciso saber que:

Kaká não não é mais o garoto que surgiu em 2001 como grande revelação.

Kaká não é mais o melhor do mundo, como em 2007.

Kaká não é mais o jogador de 2014, que foi muito melhor de grupo do que em campo. Naquele ano, Michel Bastos foi mais importante par ao time do que ele.

Sua vinda poderia ser um porto seguro para o lançamento de novos jogadores como Brenner, Rodrigo Nestor, Helinho, Paulo Boia e outros, mas…também pode ser que sua presença impeça o lançamento de muita gente boa chegando.

Tecnicamente, acho que Kaká pode acrescentar algo ao time do São Paulo. Com certeza, ali pela esquerda, renderia mais que Lucas Fernandes (que está muito tímido em campo) ou Maicosuel. Mas esse algo que ele com certeza vai acrescentar não pode valer um dinheiro que o clube não tem.


Vitória. Do Corinthians
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Menon

Impressionante a campanha do Vitória fora de Salvador. Cinco vitórias e dois empates. A última derrota foi em 16 de julho, um 4 x 2 contra o Palmeiras

No 2 x 2 contra o Santos, o Vitória mostrou-se um time sem nenhum sentimento de inferioridade. Jogou de igual para igual e não temeu.

Esteve à frente duas vezes e o último empate veio em grande infelicidade de Ramón.

O jogo foi muito disputado, com muita velocidade. Não foi muito pensado. Bem ao estilo toma lá dá cá de Levir.

Bom para o Corinthians, que continua a nove pontos dos seguidores que não aparecem no retrovisor.

Bom também para o São Paulo, que não foi ultrapassado pelos baianos.

 


Timão precisa recuperar valores e conceitos do primeiro turno
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Menon

Imaginemos o pior cenário para o Corinthians nos próximos dias: Santos vence Vitória e Sport e Grêmio vence…o Corinthians. Uma hecatombe.

Mesmo assim, o líder teria 58 pontos contra 54 do Santos e 52 do Grêmio. Faltando nove rodadas. Perfeitamente administrável. Ainda teria uma rodada garantida na liderança. Se a hecatombe continuasse.

A simulação do pior cenário corintiano serve para mostrar como a situação atual é mais favorável do que há dez rodadas. Basta administrar a gordura conquistada com tantos méritos.

E como fazer isso? Mudando de estilo? Nem pensar. Nada de tática diferente. Não dá tempo. Nenhum acréscimo técnico. O elenco não permite esse sonho.

A chave para o Corinthians é voltar a cultivar valores fundamentais do primeiro turno. As duas linhas precisam muito da compactação perdida. Jadson e Romero perderam muito da força defensiva que mostravam. As duplas com Arana e Fagner estão falhando.

Tirar Jadson parece uma solução natural. Mas colocar quem? Marquinhos Gabriel para abrir mais? Camacho para fechar mais? Não. Jadson precisa render mais.

A concentração precisa ser retomada. Aquela falha de Fagner é inadmissível para o atual momento.

O terceiro ponto é a recuperação técnica de Rodriguinho, longe do que foi.

O Corinthians precisa de ajustes e não de mudanças. É a forma ideal de garantir o título.

Para o ano que vem, se não mudar, será presa fácil. O time de Carille foi decifrado e não tem grande nível técnico para superar essa deficiência.

 


Homem paga e não entra. Porco não paga e entra
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Menon

Três vexames em Goiânia, mostrando a fragilidade organizacional do futebol brasileiro.

O Dragão talvez esteja com o porquinho cheio de dinheiro e resolveu jogar em seu estádio, com capacidade para 14 mil pessoas em vez do Serra Dourada, onde cabem 42 mil pagantes.

Quando o estádio estava praticamente lotado, a PM fechou os portões. 12600 entraram e muita gente não entrou.

Normal, a não ser por um mínimo detalhe: muita gente que pagou ingresso ficou de fora.

Ou seja, foi roubado.

O presidente Jovair Arantes fez o que sabe: colocou a culpa em quem estava sendo roubado.

A culpa é da vítima.

E, na arquibancada, torcedores do Palmeiras mostravam um porco vivo.

Na verdade, torturavam um animal.

Como é possível entrar em um estádio com um porco. Como o policiamento não vê? Os policiais estavam preocupados em impedir seres humanos com ingresso na mão de entrar no estádio e não viram o porquinho?

O terceiro vexame é do Coronel Marinho? Como o árbitro não viu o empurrão de Dudu no lateral do Dragão no primeiro gol?

É pior do que não ver o porco.

A CBF, a PM, o Coronel Marinho e o Jovair fazem de tudo para transformar o futebol brasileiro em uma porcaria.


Paupérrimo Corinthians!!! Bravo Bahia
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Menon

O Corinthians é um time sem imaginação alguma. Nada de criatividade, ousadia, drible… Foi assim contra o Bahia, como havia sido em outras partidas recentes. É um time que vive do coletivo e, com ele, mantém a espetacular vantagem conseguida em um primeiro turno de sonhos. O time não brilha, mas o sistema defensivo bem armado segura o rojão.

Quando um dos jogadores mais regulares, em alto nível, como Fagner, comete um deslize, está feito o desastre. ''Devia ter feito o simples'', ele se lamentou após o jogo. Sim, o simples. O simples é a marca do Corinthians, que tem tudo para ser campeão. Um campeão assim, que faz o simples, um campeão médio.

As substituições, como notou meu amigo o Engenheiro Pinduca, há um bom tempo, são as de sempre. Se é para defender, entra o Camacho. Se é para atacar, entra o Marquinhos Gabriel. Ele entrou e errou feio no segundo gol, quando o Corinthians, aproveitando seus cinco minutos de bom futebol, pressionava o Bahia.

Fábio Carille vai se manter fiel à sua receita até o final. Na verdade, mesmo se fosse um talentoso chef, não teria muitos ingredientes para mudar. Vai ser assim até o final, segurando a vantagem e (acredito) sendo campeão. Com méritos. Com mais mérito do que bola.

O Bahia comportou-se como time grande. Atacou o Corinthians e dominou o jogo. Mostrou organização tática e postura agressiva. Ótimo início de trabalho de Carpegiani, que empatou com o Palmeiras em São Paulo e venceu o líder. Resultados muito bons, quand se lembra que ele assumiu o clube em uma fase da tabela muito ruim. Depois dos gigantes paulistas, ele visita o Flamengo, tem clássico com o Vitória e visita o Flu.


Tá doido, Keno? Que passe maravilhoso!!! Se fosse do Radunalakanovilibic…
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Menon

Ah se o passe do Keno para o gol de Moisés tivesse sido dado pelo Radunalakanovilibic, da terceira divisão da Bósnia Meridional!!! Ganharia um fã clube imenso no Brasil. A geração futebol, sofá e leite de pera ia pedir sua contratação pelo Barça, Tottenham, Chelsea, PSG. Depende da velocidade nas redes sociais do Meuisso, Meuaquilo, Meuaquilooutro.

Mas foi só no Brasil, o único país que participou de todas as Copas, o único pais com cinco títulos, o único país (um dos únicos) que não tem naturalizados, o país que cede talento para o pessoal de fora…

Desculpem, estou meio Corneta Europa hoje, mas me irrito um pouco quando vejo uma maravilha dessas ser pouco elogiada. Não foi o único lance. Keno fez uma partida espetacular. Deu o passe para os outros dois gols do Verdão. O primeiro gol saiu também com uma belo empurrão de Dudu no lateral do Dragão.

O Palmeiras de Valentim mostrou algumas diferenças com o de Cuca. Foi mais compacto, trocou mais passes e evitou a bola esticada. Sabe aquele lançamento alto para o centroavante dar uma casquinha na bola? Pois é, não teve. Deyverson e Borja eram banco. O time foi muito móvel, com muita troca de posições entre William, Keno e Dudu.

Houve um golaço também de Valter. Não sei vocês, mas pênalti com palomita é um golaço.


Grande vitória para um futebol médio
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Menon

Foi uma gigantesca vitória do São Paulo por vários motivos.

O time tinha obrigação de ganhar e ganhou. Fez o que precisava

Ganhou de virada, o que, nas circunstâncias atuais do time, dá mais ânimo e moral.

Cueva deu os passes para os dois gols e mostrou novamente sua importância.

O time foi muito raçudo depois de sofrer o gol.

Foi muito determinado para segurar o resultado. Jucilei comandou.

Pratto marcou, depois de 11 jogos.

Maicosueel jogou bem.

E…

O time saiu do Z-4.

Tem de comemorar.

Mas…

O futebol apresentado não dá garantia alguma de que o martírio vai terminar.

Não há indícios e muito menos certeza de que conseguirá duas vitórias seguidas.

Mas, o que importa, para o São Paulo é que faltam onze pontos nas próximas dez rodadas. Três vitórias e dois empates…

 

O casal Mike Ferreira e Carolina vibrou muito. Ele gritou tanto no segundo gol que ela disse: ''você gosta mais do Maicosuel do que de mim''

 


São Paulo não cai. Mas Dorival cai
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Menon

Dorival assumiu na 13º rodada, após 11 jogos sob o comando de Ceni e um com Pintado. Ao final da rodada 12, o São Paulo, como se vê na imagem, tinha 11 pontos e o Bahia, 16º colocado, tinha 12. Agora, o São Paulo tem 31 pontos e o Bahia…32. O Vitória tinha 12 pontos e agora….32. Ou seja, a evolução do São Paulo de Dorival foi igualzinha à evolução dos times baianos.

O que houve, na verdade, foi a queda de times como Fluminense (tinha seis a mais que o São Paulo) e agora está apenas um à frente e do Coritiba (tinha cinco a mais) e agora tem três a menos. Outra comparação, enquanto o São Paulo ganhou 20 pontos, o Atlético-GO ganhou 19. De que evolução estamos falando?

A verdade é que o campeonato está chegando em seu quarto final e o São Paulo continua na lama. A vaca está no brejo. Quando ela sai e chega até a margem (como na rodada anterior), a lama sobe.

Com tanto tempo de trabalho, Dorival Jr. já deveria ter levado o São Paulo, senão a um porto seguro, ao menos em uma posição que permitisse perder um jogo e continuar fora do Z-4.

Acho que o São Paulo não cai.

Acho que o Dorival cai.

No final do campeonato, como foi no Palmeiras, em 2014.

A não ser que a evolução que ele cante em prosa e verso seja capaz de produzir uma série de três vitórias seguidas que dê um pouco de paz ao time.

Se continuar sofrendo, não continua. Como Ricardo Gomes não continuou no ano passado.

A favor de Dorival, eu vejo a troca de Denis por Sidão (que eu critiquei) e o deslocamento de Militão para a lateral (deveria ter acontecido antes) da insistência com Bruno e Buffarini.

Também gostei da efetivação de Lucas Fernandes e das oportunidade que tem dado a Shaylon

Dorival precisa fazer com que Lucas Pratto faça gols. Ou então fazer com que jogue alguns metros mais atrás para que Gilberto possa entrar. Talvez seja a melhor opção para quando Cueva não puder jogar.