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Estilo de Aguirre está falindo. São Paulo precisa parar de sofrer
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Menon

Diego Aguirre faz um ótimo trabalho, mas está na hora de reagir. Precisa mudar o estilo do São Paulo. A história de ''controle de jogo'' está falida, desde o início do segundo turno. O São Paulo precisa muito mais do que a falsa tranquilidade de ter um gol a mais e a posse de bola preguiçosa. Precisa pressionar, ter a bola, marcar pressão, não deixa time menor respirar e decidir o jogo.

O São Paulo precisa ser muito mais que um time difícil de ser batido. O time precisa vencer partidas como esta que empatou com o América.

Se o time perder o título, terá mais um resultado a apontar como aquele que não poderia ter acontecido. O empate com o América se soma a outro empate, no início do returno, contra o Paraná. Não que o América seja igual ao Paraná. É muito melhor. Mas o jogo tinha de ser ganho e não foi. A necessidade se impunha já antes da partida. Mas o transcorrer do jogo fez com que a necessidade se transformasse em obrigação.

Um gol no último minuto do primeiro tempo. Fruto da parceria entre Nenê e Diego Souza, a dupla de velhinhos que tem comandado o São Paulo. Então, qual era o panorama do jogo para o segundo tempo? Previsão de vitória. 48 mil torcedores. Apoio total. Jogo no sábado, antes dos outros. Uma vitória deixaria o Inter a quatro pontos. E garantiria ao São Paulo uma rodada a mais na liderança. Tinha de ganhar.

E o que se viu? Na verdade, o time até melhorou em relação ao primeiro tempo. Com as saídas de Liziero e Everton Felipe, ficou mais agressivo, com mais jogadas pelo lado. E, como o América se abriu um pouco, com Pacheco e depois, com Matheusinho e Robinho, atacou um pouco e deu o contra-ataque ao São Paulo. Tudo estava propício para o segundo gol.

Mas o São Paulo não consegue. Ou, quando consegue, é com suor e sangue. Foi assim com o Bahia (1 x 0) com a Chape (2 x 0), com o Ceará (1 x 0) e até para conseguir o empate com o Fluminense (1 x 1). Quando ganha no sufoco, sem fazer o segundo gol, o que se fala é que o São Paulo ''controla o jogo''. E não é assim. O São Paulo não controla nada. Ele ganha no sufoco, no suor. Cada vitória é um alívio, não é uma alegria.

Aguirre precisa mudar o time. Buscar fórmulas que possibilitem o segundo gol e a tranquilidade. Contra o América, por exemplo, poderia ter entrado com Régis e Caíque. Ou Brenner. Não seria pior do que foi.

No segundo turno, o São Paulo jogou sete vezes. Marcou cinco gols e sofreu quatro. Ridículo. Ou muda, ou ficará um ano a mais na fila.

PS – Amigos, vi agora que este é o post número 3000. Estou feliz. Agradeço ao Murilo Garavelo, que me contratou e a todos os colegas do UOL que sempre me ajudam. E a vocês, é lógico, com elogios e críticas. Um abraço a todos.

Ah, aceito parabéns.

 



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Com Reinaldo na ponta, Tricolor quer sabadão feliz
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Menon

Todos jogos são importantes. Todos valem três pontos. Mas alguns são mais importantes que os outros. O do São Paulo contra o América, por exemplo.

O Coelho está bem atrás na tabela. É um adversário bem acessível. Se o São Paulo vencer o único jogo do sábado, ficará quatro pontos à frente do Colorado. Que terá mais pressão para vencer o Corinthians no domingo.

A vitória, pois, é importantíssima. E o São Paulo tem defalques importantes. Rojas e Everton, os homens do lado de campo.

Na esquerda, jogará Reinaldo, um passarinho me contou. Aguirre gostou do rendimento do lateral, quando adiantado. Brenner, que poderia ser uma opção, ainda está em processo de recuperação de autoconfiança.

E do outro lado?

Há duas opções: Everton Felipe, que entrou bem contra o Santos, ou Régis, no esquema 3-5-2, com a volta de Rodrigo Caio.

É um sabadão feliz no horizonte. Com obrigação de vitória.



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Gustagol pode salvar Ceni. Poderia salvar o Corinthians?
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Menon

O Corinthians vai precisar de ao menos um gol para vencer o Flamengo e chegar à decisão da Copa do Brasil na Arena de Itaquera, dia 26. O Fortaleza, de Rogério Ceni, vê sua liderança ameaçada na Série B, após um início fulminante. Precisa vencer o Vila Nova, em casa. Ceni pode contar com uma arma que o Corinthians desprezou.

Artilheiro do Brasil em 2018 com 26 gols marcados mesmo ficando dois meses parado, Gustavo, o Gustagol, poderia ser a esperança do Timão, mas foi desprezado pelo clube desde 2016, quando chegou e jogou pouco (apenas nove vezes), e agora faz sucesso emprestado ao Fortaleza – o Timão ainda o cedeu ao Goiás e ao Bahia.

O goleador que trocou a várzea pelo futebol profissional somente aos 20 anos acredita que sua história com a camisa corintiana ainda pode ter um final feliz, sonha com volta marcante em 2019, ''ganhando mais oportunidades'', e pretende provar seu valor na Série A. Não sem antes colocar o Fortaleza na elite. O camisa 9 abriu mão de várias propostas de fora do país por gratidão ao clube cearense que o abriu as portas, graças ao técnico Rogério Ceni, seu ídolo e conselheiro, responsável por levá-lo para lá e que fez seu futebol crescer. ''Um treinador fora do normal, com o qual aprendi muito''. De bem com a vida e com a confiança retomada, Gustavo, o ''Rei de Fortaleza'', sonha, até, em vestir a camisa amarelinha da seleção brasileira. Repetindo os gols na elite… ''O Gustagol está só começando''.

Nenhum jogador fez mais gols que você em 2018 no País (são 26). Qual o motivo de tamanho sucesso?

É resultado de muito trabalho e dedicação, o elenco do Fortaleza é muito unido e isso facilita as coisas dentro de campo.

Com o Fortaleza bem encaminhado ao retorno à elite, mas com contrato no clube só até dezembro, quais os planos para o futuro?

Primeiramente quero manter o foco no Fortaleza, quero ajudar a equipe a conquistar seu objetivo que é o acesso, depois juntamente com meu agente e com o Corinthians iremos ver o que será melhor.

Diversos clubes de fora do País se interessaram pelo seu futebol. Qual o motivo de ainda seguir no Brasil?

Sim! Meu agente recebeu inúmeras  sondagens do exterior, porém tenho como principal objetivo ajudar o  Fortaleza a subir para a Série A, pois foi um clube que me recebeu muito bem e vivo um grande momento em minha carreira. Acredito que outras situações irão aparecer, mas como disse: foco total na Série B.

Falando da Série B, são quatro jogos sem vitórias do Fortaleza, curiosamente o período que você não marca um gol, e a vantagem folgada na liderança caiu para apenas um ponto. Como está encarando essa situação?

Como todos sabem, a Série B é uma competição nivelada, todos os clubes que a disputam brigam por alguma coisa, tanto para acesso quanto contra o rebaixamento. Infelizmente os resultados nas últimas rodadas não foram satisfatórios, porém acredito que possamos reverter essa situação nas
próximas rodadas.

O jogo contra o Vila Nova, um dos candidatos ao acesso, ganhou ares de decisivo. O que vocês devem fazer de diferente para espantar a má fase?

Será um jogo de suma importância, haja vista que ambas as equipes têm condições de acesso. Acredito que nosso grupo está fechado e dentro de campo iremos dar o melhor de nós e vamos em busca da vitória.

A seleção brasileira fracassou na Copa do Mundo por não ter centroavante de ofício. Tite agora se rendeu que necessita de um 9. Sonha em vestir a amarelinha?

Todo jogador sonha em vestir a camisa amarelinha, trabalho duro dia-dia, quem sabe um dia possa vestir esse manto tão cobiçado por nós atletas.

Seus gols servem de recado para alguém?

Meus gols servem para ajudar a equipe à qual me identifiquei que é o Fortaleza.

Qual a importância do técnico Rogério Ceni em seu sucesso atual?

O professor Rogério Ceni é um profissional fantástico dentro e fora de campo, aprendi muito com ele, é um treinador moderno, que vem conquistando bons resultados no comando do Fortaleza, estou muito feliz aprendendo dia-dia com ele.

O que o treinador tem de diferente? Ele também te dá orientações sobre a carreira?

Rogério Ceni é fora do normal, pois dentro de campo foi um atleta vitorioso e fora dele, com sua vasta experiência, passa para nós atletas muitas coisas boas, aprendo muito com ele.

O Rogério Ceni sempre abraça os jogadores após os jogos. Isso mostra que não é antipático como dizem. O treinador também é paciente nos treinamentos?

Rogério, como disse, é diferente em todos os aspectos, na vitória ou na derrota é um verdadeiro profissional diferenciado. Quanto aos treinamentos, ele faz muita cobrança, até porque temos como objetivo vitórias e o acesso. Mas também incentiva muito. Na véspera da nossa estreia na Série B, fiquei treinando falta. Ele viu, me deu algumas dicas e me incentivou bastante. Então, contra o Guarani, no primeiro jogo, estava empatado. Aos 49 do segundo tempo, teve uma falta e eu fui lá e marquei. Desempatei o jogo. Comemorei muito com o Rogério.

Você estava se destacando no Criciúma em 2016, foi para o Corinthians, mas não deu certo. Foram nove jogos, apenas quatro como titular e nenhum gol.

Tive poucas oportunidades, naquele momento a equipe não vivia um bom momento, talvez isso tenha atrapalhado um pouco minha passagem pelo Corinthians. Fiz um gol legítimo contra o Galo, mas o juiz anulou.

Saiu com mágoa de alguém? Algo te chateou por não brilhar por lá?

Não saí com mágoas de ninguém, ao contrário. Hoje no Fortaleza, assim como no Criciúma, vivo um grande momento em minha carreira, espero quem sabe em um futuro próximo voltar ao Corinthians e mostrar o bom futebol que venho vivendo hoje.

Rei de Fortaleza, já existem negociações para que fique no Leão da Pici?

Até o momento nada foi discutido, até porque todos estão focados na Série B.

Você já provou sua capacidade ao ser artilheiro do Criciúma e agora no Fortaleza, ambos na Série B. Brilhar na Série A virou questão de honra?

Sim, acredito no meu potencial, sou ciente que a Série A, assim como Série B, o nível é bastante nivelado, mas acredito que eu possa fazer meus gols na elite também, basta ter oportunidades.

Você teve uma infância difícil, trabalhou até de pintor para sustentar a família. Hoje pode-se definir um vitorioso?

Sim, hoje graças a Deus me considero uma pessoa vitoriosa, agradeço a Deus por tudo que vem acontecendo em minha vida.

Seu irmão também começa a dar os primeiros passos como jogador profissional. Qual sua importância nisso?

O Gabriel vem se destacando no CATS Taboão da Serra, é um atleta determinado que quer buscar seu espaço também. Dou conselhos a ele sobre o mundo da bola, acredito que este menino terá um futuro brilhante.

Qual o seu futuro no futebol?

Por onde passei, graças a Deus tive o privilégio de alegrar os torcedores. Espero que aqueles que gostam de mim possam vibrar muito
mais ainda, pois o Gustagol só está começando.

Entrevista feita pelo jornalista Fábio Hécico



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Tite acerta com Jesus, Malcom e, principalmente, Douglas Costa
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Menon

Tite convocou Gabriel Jesus e Marcelo. Ótima notícia. Ao chamar o atacante, o treinador deixa claro que ele não está marcado pela má Copa que fez. Nenhum gol, mas ainda é um jogador de muito futuro. E, como é um início de trabalho, não se pode deixar de lado alguém que ainda vai crescer muito.

Marcelo não foi bem na Copa. Pela segunda vez. Já é veterano. Então, por que chamar? Porque é Marcelo. E joga muito. Pode ajudar esse início de trabalho. E não há ainda um substituto definido.

Pablo é um zagueiro muito bom. Fez ótimo trabalho no Corinthians. Merece a chance em uma seleção que se renova. Miranda, que foi chamado agora, dificilmente chegará ao Mundial.

Malcom é um grande nome. Foi bem na França e agora está no Barcelona. É uma opção ótima pelo lado do campo e também pelo meio.

Tite foi muito bem ao deixar claro que a cusparada de Douglas Costa foi fator determinante na sua ausência na lista. Vergonha.

Richarlison e Militão foram chamados novamente. Têm tudo para se firmar.

Esperemos, então, pela dupla Casemiro e Artur. Puro luxo.



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Corinthians, justo campeão. Parabéns, Palmeiras
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Menon

Terminou a briga do campeonato paulista. O STJD confirmou o título para o Corinthians. O Palmeiras desistiu de novos recursos.

Eu fico em cima do muro. Não sei quem está certo.

O título do Corinthians é justo. Foi conquistado no campo. O time não tem culpa nenhuma da confusão armada por Marcelo Aparecido Ribeiro da Silva, que deu um pênalti de Ralf em Dudu e depois, misteriosamente, mudou de ideia. O jogo foi paralisado por dez minutos. E eu acho que um jogo de futebol deve terminar com 90 minutos, não deve ficar se estendendo por aí.

Então, o Palmeiras não deveria recorrer?

Teoricamente, não. Mas o clube fez muito bem. Colocou o dedo na ferida. A arbitragem paulista é ruim. A brasileira, também.  E é possível desconfiar que o árbitro teve ajuda externa na decisão. O que não poderia ter ocorrido.

O Palmeiras lutou pelo que achou direito. Foi até aonde seria possível ir. Lutou por suas ideias. Enfrentou a FPF. Rompeu com ela. Fez um bem danado ao futebol brasileiro. Tomara que continue nesta trilha. Que comande uma cisão na FPF. Que enfrente o presidente que não faz nada pelos clubes.

Parabéns aos dois.

 



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Cruzeiro foi “roubado” na Bombonera
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Menon

Se não houvesse VAR e o juiz expulsasse Dedé pelo choque com Andrada, seria um erro grave.

Ao expulsá-lo, após consultar o VAR, o erro torna-se abissal. Muda de patamar. Deixa em xeque (injustamente) a própria eficácia do VAR.

E dá ao Cruzeiro, torcida e direção, todo o direito de pensar em complô. A versão do ''roubo'' vai prevalecer com razão.

A Conmebol é uma entidade sem moral. E a CBF é tão ruim quanto. Não fará nada pelo Cruzeiro.

Quanto ao jogo, o Boca foi melhor. Mereceu vencer. Mas, o Cruzeiro tem muito a lamentar. O erro de Edílson no segundo gol. A maravilhosa recuperação de Barrios, impedindo o empate.

E, principalmente, o ''roubo'' com ajuda do VAR.



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São Paulo e Inter precisam de oito vitórias para o título. Palmeiras, nove
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Sheldon Cooper, personagem principal de Big Bang Theory, costuma aparecer com uma camiseta que tem o número 73 na parte da frente. Ele explicou o motivo.

''73 é o melhor número; 73 é o 21º primo; O seu reverso (37) é o 12º e o seu reverso (21) é o produto entre 7 e 3. Em binário,73 é a capicua, 10010012 cujo reverso é 100100″.

Entenderam? Nem eu. Ah, a explicação foi dada no episódio 73 da série.

Mas o que o número 73 está fazendo aqui, em um blog preferencialmente de futebol, embora o blogueiro também seja fã dos nerds da deliciosa Big Bang, que, convenhamos, perdeu um pouco a graça?

Bem, 73 é o número mágico para ser campeão brasileiro.

Desde 2006, quando o campeonato passou a ter 20 clubes, nunca houve um vice-campeão com 73 pontos.  Todos fizeram menos pontos. Os que chegaram mais perto foram o Galo em 2012 e o Grêmio em 2008. Os dois, com 72 pontos.

O que significa isso?

Que todos os campeões brasileiros desde 2006 teriam conseguido seus títulos com 73 pontos. Nem precisava ter 81, como o Corinthians de 2015 ou 80,  como Cruzeiro-14 ou Palmeiras-16. E, além disso, os títulos de 2009, 2010, 2011 e 2017 foram conquistados com menos de 73 pontos.

Quem fizer 73 pontos será campeão.

São Paulo e Internacional precisam de mais oito vitórias. O Palmeiras, nove.

O São Paulo enfrenta Inter em Porto Alegre e Palmeiras em casa. O Palmeiras visita o São Paulo. O Inter recebe o São Paulo.

Vejamos agora quais adversários os três primeiros enfrentam em seus domínios.

SÃO PAULO – América (rodada 26), Palmeiras (28), Furacão (30), Flamengo (32), Grêmio (34), Cruzeiro (35), Sport (37)

INTER – Vitória (rodada 27), São Paulo (29), Santos (30), Furacão (32), América (34), Galo (36), Flu (37)

PALMEIRAS – Cruzeiro (rodada 27), Grêmio (29), Ceará (30), Santos (32), Fluminense (34), América (36), Vitória (38)

Cada um dos três primeiros tem ainda sete jogos em casa. Os três recebem o América. O Inter tem duas sequencias de dois jogos como local.

E como visitantes?

SÃO PAULO – Botafogo (rodada 27), Inter (29), Vitória (31), Corinthians (33), Vasco (36), Chape (38)

INTER – Corinthians (rodada 26), Sport (28), Vasco (31), Ceará (33), Botafogo (35), Paraná (38)

PALMEIRAS – Sport (rodada 26), São Paulo (28), Flamengo (31), Galo (33), Paraná (35), Vasco (37)

Olhemos agora a sequência final de cada time. Os três jogos que podem ser decisivos.

SÃO PAULO – Vasco (f), Sport (c), Chape (f). – Um em casa e dois fora. Três adversários na luta contra o rebaixamento. Talvez algum já tenha caído.

PALMEIRAS – America (c), Vasco (f) e Vitória (c) – Duas em casa e uma fora. Adversários fracos, lutando contra o rebaixamento. Talvez algum tenha caído.

INTER- Galo (c), Flu (c), Paraná (f) – Dois em casa e um fora. Um rebaixado, um médio e outro difícil.

O Palmeiras e o Inter ainda jogam contra o Paraná, o pior time. O São Paulo, não.

Além de números, há outras condicionantes a serem analisadas. São Paulo e Inter disputam apenas um campeonato. O Palmeiras ainda está na Copa do Brasil e na Libertadores.

Enfim, façam suas apostas.

73 é o número do campeão;

E do Sheldon também.



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Messi brilha. Tomara que esteja na decisão em 1 de junho
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Menon

Lionel Messi fez três gols na estreia do Barça na Liga dos Campeões. Três dos quatro a nenhum contra o PSV. O primeiro, com uma cobrança de falta perfeita, cirúrgica, e os outros dois mostrando o seu poder infinito de definição. Simplicidade como requisito para letalidade. Tomara que seja assim a temporada toda, até a final em 1 de junho do ano que vem no Metropolitano de Madri.

Sim, sou Messi F.C. Que alegria imensa seria vera final lá, no antigo Vicente Calderón! Se não for possível, será bom mesmo em alguma sala de cinema da querida cidade de São Paulo. É muito importante para quem gosta de futebol ver Lionel Messi no auge. Evidentemente, não sei se ele estará no auge, não sei se ele se classificará para a fase seguinte, não tenho garantia de nada. Só esperança. Mas sei que Messi na final é o melhor para o futebol. Bem, se não concordam, reformulo. Sei que é o melhor para mim. Posso ser egoísta, não é?

E Messi, apesar de marcar três, nem fez o mais bonito gol argentino do dia. O troféu fica com Icardi, aos 40 do segundo tempo, iniciando a virada da Inter contra o Tottenham. Se a Argentina sonha com um novo ciclo bem melhor que o anterior, não deve prescindir de Icardi, apesar da restrição do vestiário à sua presença. Ele é imprescindível, pode formar uma linda parceria com Lionel. Ou, quem sabe, um trio, com Dybala.

Golaço também foi o do belga Meunier do PSG contra o Liverpool. O início de uma recuperação que se fortaleceu com Mbappé, após a única boa jogada do apagado Neymar, mas que virou fumaça na definição perfeita de Firmino, já recuperado do dedo o olho da semana passada.

Foi só o começo. Golaços. Um gênio de volta. Ah, que inveja que dá. Como o nosso Brasileiro poderia ser muito melhor do que é. Bastaria que os treinadores um pouquinho (ou um poucão, melhor ainda) de ousadia. Que abandonassem o medo de perder.



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Ricardo Rocha: “Vibrei com Jandrei, mas confio muito em Sidão”
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''Grande defesa''.

''Que milagre''.

Ricardo Rocha, não nega, vibrou muito com Jandrei, da Chapecoense contra o Inter. No pênalti e, no último lance do jogos, sempre diante de Leandro Damião. ''Lógico que eu vibrei. Você acha que não comemoraram o nosso empate contra o Paraná'', pergunta. ''Não foi um pênalti mal batido, não. Foi uma grande defesa, com muita elasticidade''.

Os elogios de Ricardo Rocha ao goleiro da Chapecoense não se transformam em brincadeiras como se viu nas redes sociais, apontando Jandrei como o melhor goleiro do São Paulo no ano, por conta das duas defesas que levaram o time novamente à liderança do Brasileiro.

''De jeito nenhum, o Sidão é um goleiro muito bom e eu tenho toda a confiança nele. Eu, Aguirre e todo mundo'', diz o coordenador de futebol do São Paulo. ''Não levou um frango no Brasileiro, não levou um frango no ano. E a defesa que fez contra o Ceará, salvando o time? E contra o Santos, a maneira como ele saiu no Rodrygo, tampando todo o ângulo do garoto. É bom ou não''?

Rocha acredita que o campeonato seguirá muito parelho, até as últimas rodadas, talvez até a última. ''Nada vai ser fácil. Vamos suar sangue para conquistar o Brasileiro, estamos com muito foco, mas vai ser jogo a jogo. Sem moleza''.

O elenco do São Paulo será reforçado para 2019. Haverá pelo menos três grandes contratações. Ricardo não entra em detalhes, mas dá uma dica. ''Precisamos de reservas que façam o que o Trellez faz. Entra em capo e dá novas opções ao treinador, muda o jogo. Contra o Santos, quase que sai nosso gol no último lance por causa da jogada dele. Aliás, quem deu o passe foi o Everton Felipe, que entrou muito bem. O garoto está melhorando''.

Com a possibilidade de se classificar de forma direta para a fase de grupos da Libertadores, Ricardo Rocha sonha com o Paulista sendo um campo de oportunidade para jovens jogadores. ''Santos, Flamengo e outros estão com jogadores de 18, 19 anos. Vamos lançar os nossos no Paulistão. Estou com muita vontade de ver Helinho, Igor, Anthony, Walce, Rodrigo, Tuta e outros'', terminou Ricardo Rocha.



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Os cinco maiores esportistas do Brasil
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Menon

Imagem: Divulgação/CBF

Adoro listas. Vou fazer uma por semana por aqui. Aguardo sugestões.

Hoje, falarei dos cinco maiores esportistas do Brasil. Logicamente, é uma lista opinativa, não há nada que a confirme com exatidão. Não é científico. É paixão.

Vamos a ela, então.

Imagem: Xinhua/Imago/ZUMAPRESS

Pelé – Edson Arantes do Nascimento foi eleito o atleta do século. Do século de Jesse Owens, Johnny Weissmuller, Carl Lewis, Michael Jordan, Muhammad Ali… Jogador inigualável em sua época, Pelé apareceu para o mundo e para o Brasil (era apenas um garoto mineiro) ao mesmo tempo. Em 1958. Com 17 anos. Em uma Copa do Mundo. Fazendo gols geniais. Ele fazia há 60 anos, o que os grandes craques fazem hoje.

Muito forte e muito profissional, Pelé não era um driblador, digamos, curvilíneo, como muitos. Era do drible reto, vinha de trás, como uma locomotiva. Imparável. Poder de decisão total, erro quase zero, com soluções criativas.

Pelé era uma mistura de Cristiano Ronaldo, Messi e Romário.

Imagem: AFP PHOTO/INTERCONTINENTALE

Garrincha – Se Pelé é a personificação do futebol profissional, Garrincha é apenas a confirmação do futebol lúdico. Levava aos campos do mundo as suas brincadeiras em Pau Grande.

Totalmente inabilitado para esportes de alto rendimento (tinha as duas pernas tortas para o mesmo lado), não gostava de treinar e tinha apenas um drible. O mesmo, sempre igual. Sempre indecifrável.

Decifra-me ou te devoro.

Garrincha devorou o mundo por décadas. Foi derrotado apenas pela terrível doença do alcoolismo.

Imagem: Folhapress

Éder Jofre – O Galo de Ouro, campeão mundial por cinco anos. Depois, campeão dos penas. O cartel é impressionante: 81 lutas, 75 vitórias, 52 por nocaute, duas derrotas e quatro empates. E pensar que um campeão desses poderia ser argentino, como Kid Jofre, seu pai.

Em 2011, entrevistei Éder para a revista ESPN. Ele tinha 75 anos. Me mostrou como era seu murro. A força não vinha do soco. Vinha do braço, do ombro, da impulsão.

Pedi que ele desse um murro na minha mão, aberta. Ele disse que eu não aguentaria. Insisti. Minha palma da mão ficou dormente por horas.

Imagem: AP Photo/files

Adhemar Ferreira da Silva – O Brasil ainda é um país monoesportivo. Imagine nos anos 50. E agora, imagine a frustração causada pela perda do Mundial de 1950. Pois, nesse cenário, Adhemar foi campeão olímpico do salto triplo em 1952 e 1956.

Mostrou o Brasil ao mundo. E, 60 anos depois, foi solenemente ignorado na Olimpíada do Brasil. Nenhuma citação. Uma vergonha para o esporte brasileiro.

Imagem: Pascal Rondeau/Getty Images

Ayrton Senna – Ele morreu trabalhando em um Primeiro de Maio, dia do trabalhador. Morreu na nossa sala de jantar, na hora do almoço.

Significa muito. Senna, além de todo o talento, era um trabalhador incansável. E, em um período de grande seca do futebol, era o representante do orgulho nacional, com seus três títulos mundiais. O brasileiro, quinzenalmente, vibrava com Senna, sentia-se orgulhoso de seu país e depois, lavava o carro e ia almoçar com a família. Até aquele maldito domingo, que deixou os brasileiros órfãos de seu motivo de orgulho.



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