Blog do Menon

Corinthians, o time invisível
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Termina a super-quarta com e Roberto Carlos merece ser lembrado. São emoções, muitas emoções. O Botafogo atropela o Galo sem dó nem piedade, o Flamengo leva quatro e se classifica, o Santos aponta e não prova interferência externa, o Palmeiras consegue uma virada espetacular e não a mantém….

E o Corinthians?

Vai bem, obrigado.

Passou sem sustos e sem brilho pelo Patriotas e se classificou na sul-americana. O Corinthians vence com a naturalidade com que um aposentado passa todo mês no banco para receber um dinheirinho, o Corinthians vence com a pontualidade de um relógio suíço, o Corinthians faz de tudo e ninguém percebe. E depois, todos reclamam, falam em retranca, em arbitragem, em jogo feio, falam….

O Corinthians é assim mesmo. Desde o início do ano. Quem quiser supera-lo que o decifre. E até agora, repito, quem melhor decifrou o Corinthians foi o próprio Corinthians. Sabe que, se não mantiver concentração, pode perder. E não a perde. Está sempre firme, com desfalques ou não.

O Corinthians é o contrário do Metrô de São Paulo, vai cada vez mais longe.

Para não dizer que o Corinthians passou invisível uma vez mais, houve Pedrinho. Um belo gol do garoto. O primeiro como profissional. Vem mais por ai.



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Homenagem à mãe de Etiene Medeiros, que adora carne moída
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Etiene Medeiros é campeã mundial dos 50m costa. Um feito espetacular e um momento de crise na natação. Para homenagea-la, recupero aqui uma matéria que fiz com outra Etiene, a mãe da nadadora. Foi em agosto do ano passado, durante a Olimpíada do Rio.

 

Vida de atleta deve ser saudável. E a mãe de Etiene Medeiros, também Etiene, estende a ordem para toda a família. Ao final das competições da manhã desta quarta-feira, pediu a Jamison, o marido, que distribuísse os cinco sanduíches que trouxe do hotel, guardados em uma mochila. A nadadora conseguiu uma das vagas nas semifinais dos 100m livre.

Pão integral com carne moída refogada. Não parece tão natural assim, mas ela defende a criação. ''A carne é magra, refogada com pouco óleo, tomate e cebola. Fica muito bom, ninguém engorda e a gente não gasta, porque aqui é caro''.

A torcida de Etiene ia além da mãe, pai e irmão, também chamado Jamison. Havia amigos e conhecidos. Aproximadamente 20 pessoas, com uma bela camiseta ''Vai, ETI,'', em letras garrafais.

O comando da torcida cabe à mãe, com a bandeira de Pernambuco e um pequeno guarda-chuva do frevo. Dança muito, ao som de Ivete Sangalo. Os gritos vêm também de Larissa Lellys, pentatleta e amiga. ''Comecei na natação e conheço muitas nadadoras e também o pessoal da esgrima. Grito mesmo, estou perdendo a voz e preciso me cuidar porque vou comentar o pentatlo moderno na televisão''.

A família de Etiene adotou todos os atletas. O famoso ''Vai, Tiago'', presente em todas as piscinas do planeta, foi puxado por eles. Vai, Henrique, também. ''A gente incentiva todo mundo, gosta mesmo é de gritar Vai, Brasil'', diz Jamison.

Etiene, a mãe, sente saudades de Etiene, a filha, apesar de já ter se acostumado com as competições. ''Mando muita energia para ela, mas queria mesmo conversar um pouco, mas é impossível''.

Se houver o encontro, não haverá gordura na comida. ''Nunca, eu cuido da saúde de todo mundo''.



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Zé Ricardo tem brevê para Boeing?
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O Flamengo é um Boeing. Desculpem-me se a metáfora é ultrapassada e se já há avião muito melhor que o Boeing. Como não entendo nada desse assunto – e de outros também – recorri a Murici Ramalho, que a utilizava ao falar do São Paulo. O Flamengo é um Boeing, mesmo quando tem um time ruim.

É juntamente com o Vasco, o primeiro grande time nacional. Através das fortes ondas da rádio Nacional, saiu de Flamengo, saiu do Rio e tomou conta do Brasil. O Santos é outro time nacional, mas por conta de Pelé e sua mágica troupe. Como não se apaixonar pelas onze camisas brancas com seus negros artistas da bola? Mas, no caso do Santos, não era paixão. Era simpatia, quase amor. Todos com o Santos contra Benfica, Milan, Boca etc. Mas, somos Flamengo. Ou Vasco.

O Flamengo é um Boeing que foi dirigido muito mal durante muito tempo. Houve, então, uma direção saneadora. As dívidas foram equacionadas e chegou a hora de investir. O primeiro nome foi Guerrero, tirado do Corinthians em crise. Depois, veio Diego. E o comando já estava com Zé Ricardo. Ele fez um Brasileiro muito bom, sucedendo Murici. Foi o Brasileiro do ''cheirinho'' quando a torcida viveu o grande sonho do hepta. Não deu, mas Zé Ricardo foi saudado como a grande revelação, como o homem do ano.

E o Boeing foi tomando mais forma ainda, agora com uma tripulação de altíssimo nível. Chegou Conca, que não joga por questões físicas ou táticas. Chegou Everton Ribeiro. E vieram outros, menos brilhantes como Geuvânio e Rhodolfo. E agora, Diego Alves, o tapapenales.

Zé Ricardo tem muitas opções. Pode montar um time com dois jogadores de velocidade pelos lados do campo, como Berrio e Geuvânio. Pode ter uma trinca de armadores com Diego, Everton Ribeiro e Mancuello. Ou Conca. Pode jogar com um volante só e quatro meias. Tem opção para todos os gostos. E não tem conseguido fazer o Flamengo jogar melhor do que no ano passado.

O cheirinho de 2017 é insistência e não esperança.

Zé Ricardo está se comportando como um cozinheiro de restaurante caseiro, famoso pelo tempero e que, ao ser contratado por um restaurante com estrela Michelin não sabe o que fazer. E se mantém fiel aos velhos temperos: Márcio Araújo, Gabriel, Rafael Vaz e Alex Muralha.

E, pior, diz que Muralha jogou bem contra o Santos. Jogou bem e levou quatro? Então, o resto do time foi péssimo.

Zé Ricardo precisa ousar mais no final de temporada. Fazer com que o time renda de acordo com as expectativas que foram criadas a partir da contratação de virtuoses (estamos falando de futebol brasileiro).

Caso contrário, em vez de pilotar um Boeing, estará no comando de um Titanic. E sem a dignidade daquela orquestra.



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Melo e Borja, a cara do fracasso. Libertadores é obrigação
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Palmeiras foi eliminado após uma reação heroica que não se concretizou. Saiu perdendo por 3 a 0, reagiu, fez 4 a 3 com uma bola desviada e não conseguiu segurar a bronca por 20 minutos.

Eliminado na Copa do Brasil e muito atrás no Brasileiro. Quase impossível. E o Paulistão, muito fraco.

E por que a obrigação? Porque desde o início do ano a cada jogador contratado se fala de Mundial. E Mundial sem Libertadores não pode.

O final do jogo mostrou Felipe Melo esbravejando. Um retrato do fracasso. Ele custou muito e deveria estar em campo ajudando e não fora dele.

Quem esteve em Campo foi Borja. A outra contratação caríssima e que não deu certo.

Muito dinheiro não é sinônimo de títulos.



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Jair Ventura, estrela solitária de uma constelação operária
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Rogério, Gérson, Roberto Miranda, Jairzinho e Paulo César. Um ataque espetacular. Chegou perto de outro, formado por Garrincha, Didi, Vavá, Quarentinha e Zagallo.

Época de grandes craques, que se mantinham no Brasil por muito tempo.

Época de Jairzinho, o Furacão da Copa, um dos destaques de uma constelação brilhante.

Agora, a constelação é operária. E a estrela solitária é Jair Ventura Filho, o filho de Jairzinho.

No banco, ele construiu um Botafogo vibrante, com marcação fortíssima, com ataque de velocidade. Com contra-ataque muito bem armado. Um timaço.

Precisava vencer o Galo, time de elenco caríssimo, por 2 a 0. Fez três.

O primeiro, logo aos cinco minutos, após uma blitz. O 1 a 0 permitiu ao Botafogo jogar como gosta. Firme atrás e pronto para contra-atacar. E ficou melhor ainda quando Roger marcou após um cruzamento perfeito de João Paulo.

Impressionante como Roger está jogando bem. E como é possível ver as digitais de Jair Ventura em sua evolução. Deixou de ser um nove nove, um encostado em campo para se transformar em mais um jogador voluntarioso e pronto para ajudar os companheiros. Foi o que fez no segundo tempo. Defendeu e ainda puxou contra-ataques.

Mas ele já estava fora quando o contra-ataque matador apareceu. O Galo milionário não se cansava de cruzamentos e cruzamentos. No final, em um deles, Gílson, o substituto de Roger, escapou pela esquerda, tocou para Bruno Sílva e completou a vitória

Botafogo passou o carro. Um grande time sem nenhum grande jogador. E um ótimo treinador, Jair, o filho do Furacão.

 



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Prass e Jaílson: duas lindas histórias e somente um final feliz
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Fernando Prass é camisa 1. Homenagem à escola palmeirense de revelar goleiros como Nascimento, Oberdan, Marcos, Velloso, Zetti, Diego Cavalieri.

Jaílson é camisa 14. Uma homenagem à data de fundação do clube. O Palmeiras não usa a camisa 12, imortalizada por causa de Marcos. Usa a 42, ano da Arrancada Heróica e 51, pelo Mundial.

Fernando Prass e Jaílson são donos de histórias emocionantes no futebol. Eu me lembro de que, quando cheguei ao Lance! em 1998, Leão Serva e Maurício Stycer deixaram claro que uma marca do jornal seria a de contar histórias de vida. Dramas. Eu, que sempre gostei, me lambuzei.

Fernando Buttenbender Prass, gaúcho de Viamão, começou a ter seu nome notado apenas com 28 anos, quando chegou ao Vasco em 2009. Na verdade, culpa de um olhar da imprensa muito focado no Sudeste. Por isso, ninguém percebeu que já era um goleiro promissor no início da carreira no Grêmio, em 1998 e que já havia confirmado suas qualidades no Coritiba, de 2002 a 2005. Francana, Vila Nova, União de Leiria? Ninguém sabe, ninguém viu.

Com salários atrasados, deixou o Vasco e chegou ao Palmeiras, na Série B, em 2013. Com 35 anos e na Série B. E sucedendo o maior ídolo da história do clube. Um dos maiores. Qual o roteiro que se anunciava? Um fim de carreira digno. Nada más.

Foi muito mais que isso. Prass foi o esteio do Palmeiras na segundona. Foi destaque em 2014, apesar da contusão no cotovelo, que o tirou de combate de maio a outubro. Veio 2015 e o Palmeiras estava renovado e muito forte. Prass foi grande destaque na Copa do Brasil, defendendo e marcando nas decisões por pênalti. Foram cinco em 2015 e mais cinco em 2016.

Ídolo da torcida, Prass caminhou para o grande reconhecimento de sua carreira. Foi convocado para a Olimpíada. Seria o comandante de garotos rumo à medalha de ouro. Mas uma fratura no cotovelo direito, o mesmo de 2014, deixou seu sonho de lado. Nada de seleção.

CORTA. VOLTEMOS UM POUCO NO TEMPO

No final de 2014, o Palmeiras buscou um novo goleiro. Afinal, Prass havia contundido o cotovelo direito. A escolha surpreendeu a todos. Jaílson, quem? E a explicação era difícil. Jaílson, do Ceará. Titular? Não, reserva. É novo? Não, tem 33 anos. Mas, pelo menos tem currículo. Nem tanto. Jogou até agora no Campinense, São José, Ituano, Guaratinguetá, Juventude e Oeste.

Bem, não vai jogar mesmo. Revezaram-se Sávio, Aranha, Deola..Em 2015, fez três jogos. E em 2016, com a contusão de Prass, ele assumiu….o banco. O titular era Vagner. Não durou três jogos. Entrou Jaílson.

Jogou 19 vezes e nunca perdeu, com 14 vitórias e cinco empates. Titular absoluto. Um sucesso para quem estava cumprindo seu sonho de criança de jogar no Palmeiras, seu time de coração. Ele comprova, com o uniforme de goleiro que o pai lhe deu quando ainda era criança. Do Palmeiras.

E chegou 2017. Seria o ano de Jaílson. O ano da confirmação.

CORTA

Fernando Prass se recuperou e assumiu a camisa de titular. Nada mais natural, diante de tudo o que significa para o clube e para a torcida.

O final feliz sonhado por Jaílson estava acabado. Ou adiado?

A volta de Prass não foi feliz. Errou várias vezes. O goleiro ídolo passou a ser questionado. Cai para trás.

E o final feliz volta para Jaílson. Assumiu e pegou um pênalti.

Será o titular da decisão contra o Cruzeiro.

Qual dos dois veteranos terá um final feliz?

Aquele que o cotovelo tirou da Olimpíada?

Aquele que foi a contratação mais inexplicável de todas?

O que comandou o time na conquista da Copa do Brasil?

O que comandou o time na conquista do Brasileiro?

O veterano negro de 36 anos?

O veterano branco de 38 anos?

Os dois têm um lugar na história do clube. O futuro registrará. Mas o presente é cruel. Apenas um terá final feliz em 2017. E é difícil que ambos continuem em 2018.

Sorte do Palmeiras, que se orgulha de ser a grande escola de goleiros e que soube contratar muito bem.



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Leila Pereira, Primeira e Única, Salvadora do Palmeiras
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Eu vi a entrevista de Leila Pereira no Bola da Vez e fiquei sabendo que:

Paulo Nobre foi um zero à esquerda. Nem merece ser nominado, é apenas o ex-presidente

Leila chegou e salvou o clube

Quem a critica ou desconfia de tanto amor desinteressado é burro

O pai da Leila é Vasco, os irmãos da Leila são Vasco, mas Leila é Palmeiras, desde que conheceu o marido.

Mancha Verde é cultura

Na faculdade da Leila, sócio torcedor do Palmeiras paga menos. Uma maneira interessante de ensinar valores para jovens universitários, algo do tipo, me ajuda que eu te ajudo.

Leila é jornalista

Leila fala houveram.

Leila fala plus a mais

Leila é candidata

Leila se parece, inclusive no tom de voz, com a grande Vanderleia

Desconfio que Leila não saiba rezar o Pai Nosso palmeirense: Leãoeuricoluispereiraalfredoezecadudueademireduleivinhacesarenei

 



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Corinthians goleia e Flamengo perde. Palpites do blog
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Alguns palpites baseados em intuição e apenas em intuição.

Santos vence o Flamengo

Cruzeiro e Palmeiras empatam

Universidad de Quito vence o Fluminense

Corinthians goleia o Patriotas da Colômbia

Furacão e Grêmio empatam



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Mano coloca pressão perigosa sobre árbitro da decisão
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A arbitragem brasileira é ruim. Não sei comparar com as outras, mas a nossa é ruim. São árbitros autoritários, muitos deles vêm da PM, que entram em campo para, primordialmente, exercerem uma autoridade que consideram absoluta e inquestionável. A orientação do Coronel Marinho, também PM, é acabar com comemorações, dar amarelo por qualquer coisa. O futebol, deixa pra segundo plano.

Arbitragem ruim e que fica pior porque ninguém colaboras. Jogadores entram em campo para simular tapas na cara, em qualquer lance. Parecem de circo. Treinadores e dirigentes adoram colocar pressão no árbitro.

É o que fizeram Mano Menezes e Klaus Câmara, treinador e dirigente do Cruzeiro, antes ainda do anúncio de Wilton Pereira Sampaio como responsável pela arbitragem de Cruzeiro x Palmeiras, que vale vaga na semifinal da Copa do Brasil. O primeiro jogo terminou empatado por 3 x 3.

Vejam o video  postado pelo Rafael Del Manto, do Midia Palmeirense, a partir de uma entrevista de Mano Menezes e de Câmara.

Mano coloca muitas insinuações no ar. Repete várias vezes que o adversário é uma potência, é um time que investiu muito e que está priorizando as decisões por mata mata, na Copa do Brasil e na Libertadores. Diz que o jogo precisa ser definido em campo, que o Cruzeiro está atento a todos os detalhes para que o jogo seja decidido em campo e, por fim, diz a seguinte frase, totalmente irresponsável: ''a torcida do Cruzeiro precisa estar atenta''.

Ora, as insinuações fazem aparecer perguntas: a) quais são os detalhes que garantem a definição do jogo em campo b) como a torcida do Cruzeiro deve ficar atenta? O que significa estar atenta?

Para mim, dizer que a torcida precisa ficar atenta significa que a torcida precisa fazer da vida do árbitro, que ainda não estava definido, um inferno.

Com a bola levantada por Mano, o dirigente Klaus Câmara termina o serviço.

Por três vezes, ele pede uma atenção especial da comissão de arbitragem. Justifica dizendo que o Cruzeiro tem sido prejudicado pela arbitragem nos últimos jogos. Uma atenção especial para evitar problemas.

O que é atenção especial?

Que tipo de problemas uma atenção especial pode impedir?

É muita coisa jogada no ar, é muita insinuação, é muita pressão contra um árbitro que eu não conheço, mas que se for pela média dos outros, é ruim.

O campo está armado para mais um dia ruim no futebol brasileiro.

 

 



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