Blog do Menon

Vasco, gigante no futebol, no esporte, e na integração racial
Comentários 3

Menon

O Vasco comemora 120 anos. O time de Roberto, o garoto Dinamite, de Romário e Edmundo. Os três maiores artilheiros da história do Brasileirão, com 190, 154 3 153 gols, respectivamente. O Vasco, Expresso da Vitória, base da seleção na Copa de 50. Do mártir Barbosa. Do Juninho Pernambucano. Vasco, do Paulinho e do Martinho. Da Teresa Cristina. Do Pitangão e do Jamelão. Chacrinha, Zé Keti e Aldir. Do Benevides e da Marluce. Do Menon, quando pensa no Rio.

O Brasil deve comemorar o Vasco, ele é uma aquisição fantástica para o nosso povo. Aquisição? Sim, o Vasco é um nascido na colônia e que deixou de lado qualquer nicho. É representante da paixão popular. Aquisição? Não é bem assim. O Vasco não precisou ser seduzido ou adquirido para ser parte de uma integração. O clube, nascido na colônia portuguesa, nunca fechou as portas para os brasileiros. Sempre aceitou todos.

Todos, mesmo. Brancos, negros, todos. Toda nossa miríade de cores. Nossa santa miscigenação. E aí está a sua grandeza. Sempre entendeu que o futebol é paixão do povo. E lutou por isso.

Mário Filho conta que em 1924, América, Botafogo, Flamengo e Fluminense resolveram formar uma nova liga, a AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos) em lugar da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMTD). Para atuar na nova Liga, os atletas deveriam ter um ''emprego decente, nada subalterno'', além de saberem ler e escrever. Mais que elitização, quase eugenia. O Vasco foi convidado, mas teria de afastar 12 jogadores do seu elenco, campeão carioca do ano anterior. Não aceitou e ficou ao lado de clubes menores.

Em 1927, com intensa mobilização popular, construiu seu estádio, o São Januário.

A história gloriosa do Vasco se construiu assim, na luta, na democracia popular e com grandes jogadores.

De há tempos, o clube sofre. Com o euriquismo. E com  seus substitutos. Roberto Dinamite foi tão ruim quanto. O atual presidente se elegeu graças a um acordo com ele, Eurico.

São figuras menores na vida de um gigante.

Longa vida ao Vasco.

 



*As opiniões expressas neste blog são de responsabilidade do autor.


Felipão nocauteia a modernidade
Comentários 34

Menon

Alguns fatos sobre Felipão e Palmeiras:

O aproveitamento é espetacular, com sete jogos sem sofrer gols. É incontestável, não há o que discutir.

A vitória por 2 x 0 sobre o Cerro, fora de casa, foi ótima. E nem vi o jogo. Foi ótima por vencer um time aguerrido for de casa e por encaminhar a classificação na Libertadores.

Tirando esse jogo, os outros foram contra adversários fracos. Nenhum time de primeira linha, como o Palmeiras é.

Então, é bom ter o pé atrás, é bom se preparar para novos jogos mais difíceis. E também é bom não ficar procurando defeitos.

Em resumo, e qui lí brio, como diz o Tite. O trabalho até agora é perfeito, mas exceção ao Cerro, os rivais eram fracos.

O que eu gosto no Felipão é que, com ele, o futebol é apenas futebol. Um jogo. Você tem de ganhar. Fazer com que seus onze jogadores derrotem os outros onze. Absolutamente, em hipótese alguma, você precisa jogar bem. Evidentemente, se você ganha jogando mal, está mais perto de perder no jogo seguinte.

Mas, no futebol brasileiro, com jogadores que não se comparam aos das médias ligas da Europa, eu não acho aconselhável ficar analisando treinador para mais além do resultado. Afinal, ninguém é gênio, ninguém tem um trabalho autoral, ninguém vai fazer história.

Felipão quer ganhar. E trabalha para vencer, sem frescura.

Roger Machado, após deixar o Galo, ficou seis meses sem trabalhar. Ele argumenta que não gosta de pegar um time ''em andamento''. Quer pegar desde o início e ir moldando o grupo às suas ideias. Ou ir moldando suas ideias ao grupo. Como um Michelângelo diante da alva Capela Sistina. Como Gabriel Garcia Márquez diante da folha em branco de sua máquina de escrever. Ou Chimamanda Ngozie Adichie diante da tela do computador.

Scolari chegou no meio de competição, sem tempo de treinar e já melhorou o time do Roger. A defesa parou de sofrer gols.

Eu acho irritante treinador jovem dizer que o time não tem tempo para treinar. Ora, é assim que a banda toca em Pindorama. Quer tempo para treinar, vai para a Europa. Ou peça que o presidente de seu clube enfrente a CBF. Ou faça, ele mesmo, uma tentativa de calendário decente. Dê sua contribuição ao futebol brasileiro. Pois, sim. Dizem que não têm tempo para treinar não para melhorar o futebol e sim para ter uma muleta que diminua a cobrança pelas derrotas.

A verdade é que não tem tempo para treinar mesmo. Mas também verdade que Osmar Loss e Roger Machado não apresentaram nada de novo após 40 dias de treinamento proporcionados pela parada da Copa. Barbieri também não. E reclama de gramado. Muletíssima.

Com Felipão, Deyverson e Borja estão fazendo gols. Ele tem dois centroavantes para escolher.

Para ele, isso é fundamental. Felipão não vive sem uma casquinha. Sem um cruzamento que termina em cabeçada. Sem um contra-ataque mortal, que termina no pé matador, após um passe bem feito.

É ultrapassado? Não tem posse de bola? Muito cruzamento? A verdade, amigos, é que não existe uma única maneira de vencer. E o que importa é vencer.

Outro ponto a favor de Scolari é ter uma linguagem acessível ao jogador. Ele sabe explicar o que deseja. Não precisa falar uma coisa em ''tatiquês'' e depois traduzir em ''boleirês''.

E ele, que é grosseiro com muita gente, trata seus jogadores como um paizão. É a tal família Scolari, que se transformou em comédia após o grande vexame de 2014, mas que pode ajudar agora. Em 2014, o Brasil era um time muito ruim, mal treinador e ultrapassado. Scolari foi engolido por outros treinadores e a tal família Scolari não serviu para nada. Agora, por enquanto, está ajudando. Mas, se vier um time muito melhor, vira fiasco de novo.

Esperemos, mas por enquanto é notório que Scolari está rendendo muito mais que os treinadores universitários. A turma do bloco médio, da amplitude, da valência física e técnica, da biotipia, da vitória pessoal (drible)…

 

 



*As opiniões expressas neste blog são de responsabilidade do autor.


São Paulo, mais líder, tem rodada quase perfeita
Comentários 7

Menon

O São Paulo venceu a Chape por 2 x 0, chegou a 41 pontos no final do primeiro turno, algo que nunca havia conseguido antes, e aumentou de um para três pontos a vantagem para seu escolta. Agora o Inter, não mais o Flamengo.

E tudo isso com um time com vários reservas. É preciso lembrar que o time terminou sua última partida as 23h45 da quinta-feira. Em Santa Fé, na Argentina.

E 67 horas depois, com viagem e tudo, estava em campo novamente.

Não era mais líder. A pressão era grande.

E voltou a ser líder aos três minutos, com Shaylon completando cruzamento de Edimar.

Tudo resolvido?

Nada disso.

A Chape foi trocando passes e ganhando espaço. Nada que ameaçasse muito. Mas o São Paulo, recuado, não tinha contra-ataque.

Se marcasse mais um gol, o São Paulo poderia, por exemplo, descansar Everton, que joga muitas vezes seguidamente.

Ao contrário, precisou tirar Nenê, Rojas e Hudson do banco. E o sossego só chegou com o segundo gol, jogada de Hudson e Rojas. Vindos do banco.

Rodada perfeita?

Quase.

Poderia ser se Camilo não tivesse feito aquele maravilhoso gol de falta no último lance do jogo.

Líder, com muita justiça, o São Paulo precisa evoluir ainda. Poderá, sim, se não tiver problemas com cartões e contusões.

 

 



*As opiniões expressas neste blog são de responsabilidade do autor.


50 tons de Dudu
Comentários 6

Menon

Dudu fez o seu jogo 205 pelo Palmeiras. Marcou o seu 50° gol. E ainda cobrou um escanteio perfeito, com GPS na bola indicando a cabeça loira de Deyverson como destino final.

Um gol a cada quatro jogos. Não é para muitos. Gols como o último. Rápidamente se adiantou, tomou a bola diante de Aderllan, gigante de pés de barro e definiu com qualidade diante do goleiro.

Dudu é um ponta na ponta. É um ponta na meia. É um meia na ponta. Rápido e técnico. Oportunista, até gol de cabeça, o baixinho de 1,66m faz.

E é chato. Como é. Principalmente para os torcedores dos rivais.

É destaque do Palmeiras que não sofre gols há sete jogos.

Na briga pelo título. Não duvide.

 



*As opiniões expressas neste blog são de responsabilidade do autor.


Ninguém é tonto, Barbieri
Comentários 10

Menon

Amigos, não vi o jogo do Flamengo. Por isso, não escreveria sobre.

Mudei de ideia ao ler entrevista de Maurício Barbieri. Ele coloca como uma das causas da derrota por 3 x 0, a grama sintética do campo.

Aí, não, né Barbieri.

Só resolvi escrever pra deixar claro que não sou tonto.

Muito menos a torcida do Flamengo.

Vamos melhorar a argumentação.



*As opiniões expressas neste blog são de responsabilidade do autor.


Loss mata o Corinthians. Mata-mata salva?
Comentários 22

Menon

Depois da derrota para o Grêmio, fica mais forte a sensação de fim de feira para o Corinthians no Brasileiro. Está a 12 pontos do líder, que ainda não jogou na rodada.

A salvação está no mata-mata. Passar pelo Colo Colo e encarar o Palmeiras na Libertadores. Uma classificação seria sinônimo de redenção. Ou passar pelo Flamengo no jogo das multidões na Copa do Brasil.

Enquanto o mata-mata não chega, Loss vai matando o Corinthians. O time não se acerta. Foram oito derrotas em 18 jogos. E nada melhora. Contra o Grêmio, a ideia de falso nove fracassou.

E Loss reclama de falta de tempo para treinar. Mas, e a parada da Copa? Treinou, treinou e nada de melhorar.

E Loss sempre tem uma justificativa. Sempre. Fala bonito e…só.



*As opiniões expressas neste blog são de responsabilidade do autor.


Tite, Edu e a síndrome de Rolando Lero
Comentários 48

Menon

Edu Gaspar é um rapaz elegante. Cabelo com gel, barba aparada, roupa bem cortada e fluência no falar.

Tite tem a voz pausada. Tem o tempo certo da parada. De olhar para a frente, para o vazio ou para o interlocutor.

Os dois são adeptos do verbo oportunizar. Como vendedores de telemarketing. Edu tem sotaque paulistano, Tite, gaúcho, cheio de tu vai, tu vem.

Tite adora o novo linguajar universitário, com bloco alto, médio e baixo, regista, valência cognitiva, terço final…

A conversa de vendedor de enciclopédia inebria, ilude, mas…

Eles fizeram a imbecilidade de tirar jogadores de Cruzeiro, Corinthians e Flamengo da semifinal da Copa do Brasil para um jogo contra El Salvador.

El Salvador? Sim, mas é o início do novo microciclo.

Cantam de galo contra os clubes, mas são incapazes de dizer aos patrões que El Salvador não serve. É apenas um caça-níquel.

E Neymar? Continuarão na tática de colocar o craque nas nuvens.

É top 3.

Eu gosto de ti de um jeito que tu não imagina.

E Fabinho? Não foi na Copa, mas agora é a hora certa?

Ah, é? Agora?

A hora certa era de Taison.

Cadê o Taison que estava aqui?

E Courtois? Foi o melhor da Copa, foi para o Real Madrid por causa da grande partida contra o Brasil.

Nada foi errado. Tudo estava certo. A derrota foi azar.

Só faltou dona Lúcia.

O Brasil começa seu novo ciclo da mesma forma que o anterior.

Sem uma tevrevi dos erros.

Com amistoso caça níquel.

Sem respeito aos clubes.

Tudo edulcorado com discurso pseudo moderno.

Tudo Rolando Lero.



*As opiniões expressas neste blog são de responsabilidade do autor.


São Paulo, gigante, só perde com a eliminação
Comentários 26

Menon

A teoria de que o São Paulo ganha ao ser eliminado da Copa Sul-americana, por agora, poder se dedicar exclusivamente ao Brasileirão, peca em três pontos cruciais: o desconhecimento da grandeza do São Paulo, o desconhecimento do momento atual do clube e um desprezo à Sul-americana.

Ponto um: o São Paulo é um clube gigante e com um currículo internacional invejável. Não pode manchá-lo com eliminações para Colón e Defensa y Justicia.

Ponto dois: o último título ganho pelo São Paulo foi em 2012. Precisa ser campeão e não pode ficar escolhendo.  Ser eliminado na Sul-americana, no Paulista e na Copa do Brasil é péssimo. Só resta o Brasileiro.

Ponto três: a Sul-americana é um campeonato internacional, com bons times. Botafogo, Fluminense e Bahia estão dentro. São Paulo, fora.

E onde está escrito que o São Paulo só pode ganhar o Brasileiro de estiver fora de todos os outros? É muito cedo para optar por alguma competição. Talvez depois. Talvez nunca.

Se o São Paulo vencer o Brasileiro – tem capacidade para tal – espero que não digam que tudo aconteceu apenas porque o time perdeu nos pênaltis para o médio Colón.

 

Tags : São Paulo



*As opiniões expressas neste blog são de responsabilidade do autor.


Tite rifa Jesus e abraça Fagner
Comentários 29

Menon

Começa com uma grande injustiça o novo período de Tite na seleção brasileira: o esquecimento de Gabriel Jesus.

Eu não acho que ele tenha feito uma grande Copa. Passou em branco e não tem desculpa. Mas, se eu não gostei, Tite gostou. E muito.

Então, ao não convocar, ele aponta o dedo para o garoto de 21 anos. A culpa foi dele.

E Tite mostrou novamente que não falta aos seus. Ele, que morreu abraçado a Romarinho e Sheik em 2013, agora está abraçado a Fagner, que levou um baile de Hazard contra a Bélgica.

Inexplicável a convocação de Willian. Já este em duas Copas e nada fez.

Gostei de todos os novos. Principalmente Dedé, grande zagueiro.

Fica para mim, uma sensação de desalento. Não acho que Tite deveria continuar. Continua a demagogia: sou um ser humano, permito todo o tipo de pergunta (nada mais que a obrigação), a voz pastoral, os verbos malucos como oportuniza, ''rebenta'', ''chego'', totalmente falso brilhante.

E Edu Gaspar ao lado. O mesmo que trata Neymar como um menino. O mesmo que fez aquela confusão toda da lista dos 35.

Mais do mesmo.

 

 



*As opiniões expressas neste blog são de responsabilidade do autor.


São Paulo cai nos pênaltis de novo
Comentários 17

Menon

Como no ano passado, o São Paulo foi eliminado por um time médio da Argentina. Como no semestre passado, o São Paulo foi eliminado nos pênaltis.

O que é péssimo. Uma eliminação a mais, como na Copa do Brasil. Não comungo da teoria de um fico único, que foi bom cair fora. Nada disso. O São Paulo é muito grande para procurar coisa boa em eliminação.

Agora, o time que não ganha nada desde 2012, luta apenas no Brasileiro, que lidera com méritos.

O segundo tempo do São Paulo foi muito bom. Não que o primeiro tivesse sido ruim. Mas, com a entrada de Everton e Bruno Peres, o time foi muito bem.

Necessário destacar Liziero, grande jogo e grande gol. E Jean, duas ótimas defesas.

A lamentar, Gonzalo Carneiro, muito parado, sem movimentação e animicamente frágil. Parecia aliviado na hora da substituição.

E, é lógico, a perfeição das cobranças de Colón. Perfeitas, sem chance para Jean.

 



*As opiniões expressas neste blog são de responsabilidade do autor.