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Carille apostou em rebaixados e o Corinthians sofre
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O Corinthians foi campeão brasileiro em 2017, com 50 gols marcados em 38 jogos. Palmeiras (61), Grêmio (55) e Galo (52) foram superiores. Vitória, Fluminense e Bahia foram iguais. Dos 50 gols marcados, Jô contribuiu com 18, ou seja 36%. Os números comprovam o que todos já sabem: a importância de Jô na conquista.

A diretoria talvez não pensasse assim, tanto que pagou comissão acima do normal para que ele saísse.

Bem, Jô é passado e havia a necessidade de contratar, afinal você, eu e a Anitta sabemos que Kazim não daria conta. O ''gringo da favela'' pode ser entendido como uma piada futebolística ou uma indicação errada de Carille.

E as indicações erradas continuaram. Para o ataque, o Corinthians trouxe Lucca (13 gols), Júnior Dutra (9 gols) e Sheik (4 gols). E há muitas dúvidas sobre eles.

Os três foram rebaixados, com Ponte e Avaí.

Lucca já esteve no Corinthians e foi soterrado pelo peso da camisa.

Sheik se contundiu, jogou pouco e ficou mais marcado por frases polêmicas.

Júnior Dutra tem 29 anos e uma carreira de nenhum brilho.

Bem, há sempre o outro lado.

Lucca pode ter voltado diferente, com mais personalidade.

Sheik é um ídolo inconteste e nem precisa ser titular o tempo todo. Pode ser decisivo quando entrar.

Júnior Dutra pode estourar agora.

Bem, não é o que está se passando. E era o esperado, pois o Corinthians tentou Henrique Dourado e também se interessou por Trellez. Que, aliás, pelo que não está jogando no São Paulo, não ajudaria muito.

E, se o ataque corintiano fez apenas 50 gols no Brasileiro, a defesa foi ótima, com 30 gols sofridos. E ela também sofreu baixas. Pablo viu a propaganda da Caixa na camisa e pensou que teria direito à Mega Sena. Pediu o que não vale e o que a o clube não tinha. Saiu e para seu lugar veio Henrique, uma contratação inquestionável. Pode até não dar certo, mas é experiente e tem currículo.

Na lateral-esquerda, há controvérsia sim. Para o lugar de Arana, veio Juninho Capixaba. Um meia que foi deslocado para a lateral esquerda do Bahia durante o campeonato. Fez boas partidas, é habilidoso e técnico, mas mostra fragilidades imensas na marcação. E nem estamos falando do gol contra, de cabeça, a favor do Red Bull.

Então, vemos no início do ano o Corinthians com a defesa, que era ótima, caindo. E o ataque, que era médio, piorando. A comparação vale para o primeiro turno do Brasileiro, porque o segundo, como mostrou o PVC, já não foi bom. O time já mostrava declínio.

Você, eu e a Cristiane Quase Ministra Brasil só no Brasil sabemos que o trabalho de um treinador não começa no primeiro jogo. Vem lá de trás, nas indicações. E, se Carille acertou ao desistir de sua promessa de nunca desistir de jogador (cadê o Kazim?), precisa correr rapidamente para corrigir seus erros. Ou esse ano não vai ser igual àquele que passou.



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Willian foi mais que Messi. E Renato Augusto?
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Quando for um velhinho aposentado e quiser impressionar seu netinho, Willian poderá dizer que no dia 20 de fevereiro de 2018, jogou bem mais do que Messi. Se houver alguma dúvida, é só mostrar a gravação do jogo. Os dois fizeram os gols do empate, mas Willian superou o gênio. Além do gol, acertou as traves, uma de cada lado e sofreu faltas duras.

Messi, ao contrário, sucumbiu à marcação do Chelsea, principalmente de Kanté. Não conseguiu escapar, não conseguiu um espaço para atacar e chutar. Mas, Messi é Messi e, quando Iniesta roubou a bola e cruzou para trás, todo mundo, inclusive Courtois, sabia que o argentino não erraria. Pela primeira vez, marcou no Chelsea. Um tabu a menos.

A atuação de Willian é daquelas que, se compararmos com F-1, é como um carro se aproximando do líder e pedindo passagem. Galvão Bueno diz que chegar é uma coisa, ultrapassar é outra, mas a verdade é que a batata de Renato Augusto está assando. Precisa fazer muita coisa na China para se comparar com o que Willian tem feito na Inglaterra e na Liga dos Campeões.

Em 2014, ele chegou perto de Oscar, mas a ultrapassagem não ocorreu. Oscar foi até o final e fez o gol contra a Alemanha, no dia do vexame vergonhoso que Scolari chamou de apagão.

Muito bom para Tite porque Renato Augusto tem um bom histórico na seleção, sob seu comando. Caiu nos últimos jogos, mas, quando todos estiverem reunidos para a preparação final, poderá crescer e lutar por sua posição. Não vai ser fácil, não. Quem supera Messi em um jogo, pode muito bem superar Renato Augusto na briga pela vaga junto a Paulinho, Coutinho e Neymar.



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Leões sequestram pizza e prometem público zero para novo treinador da Lusa
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O treinador Alan Aal estreará na Portuguesa na quarta-feira, dia 21, contra o Audax, em casa. E terá muito pouco apoio vindo das arquibancadas. A torcida organizada Leões da Fabulosa promete boicote total ao jogo, em protesto à situação atual do clube, 14º colocado, a um ponto da zona de rebaixamento. É um protesto programado, ao contrário do que ocorreu na noite de 30 de janeiro, após a derrota por 3 x 0 para o Oeste. Os torcedores interceptaram um motoboy que chegava ao Canindé com dez pizzas para o jantar dos jogadores. Pagaram a conta de R$ 350 e se fartaram de mussarela, frango com catupiry e calabreza.

A Portuguesa tem seis pontos ganhos. O Audax, lanterna, tem quatro. Os dois times tem sete jogos realizados, enquanto Água Santa (cinco pontos) e Juventus (seis pontos) fizeram um jogo a mais. Mesmo diante da necessidade urgente de uma vitória, o novo treinador fala em equilíbrio. ''É o caminho mais fácil para vencer. Vi o último jogo do time (0 x 0 contra o Nacional, fora de casa) e o primeiro tempo foi muito bom. No segundo, a ansiedade criou desequilíbrio e demos oportunidades aos rivais'';

Aal veio à Portuguesa por indicação de Mateus Costa, treinador do sub-20 do Paraná, que assumiu o clube quando Lisca saiu e levou o clube ao acesso à Série A do Brasileiro. Foi convidado para assumir a Lusa, mas não aceitou e indicou Aal, que levou o Foz do Iguaçu à semifinal do campeonato paranaense. Foi eliminado nos pênaltis, já sem Aal, que havia se acertado com a Portuguesa.

Ao explicar o motivo a troca utiliza um recurso recorrente nos últimos tempos. ''A Portuguesa é grande, tem enorme representatividade e está momentaneamente em um lugar que não é seu. Vim para ajudar''. O contrato é até o final do ano, o que significa que dirigirá o clube também na Copa Paulista, torneio que dá ao campeão uma vaga na Série D.

Além de público zero, o novo treinador terá de lutar com o fantasma de salários atrasados. Foi o principal motivo da saída de Guilherme Alves, o ex-técnico. O zagueiro Fabão foi demitido após comandar uma greve de um dia, quando ninguém aceitou treinar. Ele diz que não indicou novos jogadores, mas é certo que se busca um novo centroavante para a fase final do campeonato. Guilherme Queiróz pediu rescisão de contrato antes do início do campeonato e William Batoré repetiu a atitude, depois de duas partidas.

Um reforço pode ser o meia Rodrigo Vilares, que fez uma Copa São Paulo muito boa pela A.D Guarulhos. Tem 20 anos e foi treinado pelo português João Mota, que assumiu o sub-20 da Portuguesa. Ele tem o curso A da Uefa e se prepara para cursar o Pro, o mais qualificado de todos. Está no Brasil há três anos e tem a filosofia de que não adianta ganhar jogando mal. É preciso ganhar jogando bem. Um luxo que Aal não pode ter. Ele tem oito jogos para impedir que a Portuguesa caia para a série A-3.



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Capixaba, Cássio e, vá lá, o juiz prejudicam Corinthians
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Me pareceu que não houve falta de Sheik na jogada do gol anulado de Rodriguinho. Mas foi um erro bem menor que aquele da dupla Capixaba e Cássio no gol do Red Bull.

A cabeçada foi para trás, ridicula, mas a saída do gol de Cássio foi muito preocupante para quem se incomoda com a seleção brasileira.

Foi mais uma partida ruim do Corinthians, agora na versão 4-2-3-1 com ele, Camacho. A entrada de um volante a mais deu segurança ao time, que não foi muito exigido. Mas o fogo amigo falou mais alto.



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Gracias, Wigan. O futebol agradece. Eos técnicos perderam uma muleta
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O Manchester City, embora não saibamos números concretos, é infinitamente mais rico que o Wigan. Então, imaginemos que cada um dos clubes montasse um time de basquete, outro de vôlei e uma equipe de atletismo ou de judô. Com certeza, o City ganharia todas as partidas, em seu estádio ou no do rival, em quadra aberta ou fechada, no Senegal ou no Alasca.

No futebol, a diferença também é abissal. Mas, olha aí, o futebol sempre nos proporciona um mas, o Wigan, da terceira divisão, eliminou o City, virtual campeão da primeira divisão e candidato forte ao título da Liga dos Campeões.

Além de ganhar, dá um chega para lá na muleta de muitos treinadores. O cara perde e vai na coletiva dizer que teve mais posse de bola. Aliás, fala com intimidade ''nossa posse foi maior''. E cita outros números e dados. E se esquece do placar.

O Wigan perdeu o duelo pela posse de bola e, mesmo estando apenas 17% do tempo de jogo com ela, a bola, ganhou o jogo.

Aí, está uma outra lição. Há mais de uma maneira de jogar futebol. Há mais de um jeito de ser digno, mesmo perdendo. Os treinadores brasileiros precisam se virar, buscar coisas novas, conceitos novos. Na Inglaterra, um time mais fraco ataca o rival. No Brasil, não.

Bem, e por que o futebol e só ele nos permite a vitória de Davi contra Golias?

A explicação pode estar em uma velha entrevista de Cesar Luis Menotti. Ele explicou que, se em uma ''peneira'' de vôlei ou basquete, você reprovar, sem ver, um aleijado, um anão ou um obeso, você não correrá o risco de errar. Se fizer no futebol, deixará de lado Garrincha, Maradona e Coutinho.

PS – Para ser justo, rendo minha homenagem à seleção brasileira masculina de basquete, medalha de ouro no Pan de Indianapolis, em 87. Golias perdeu em casa.



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Dorival, Raí e a comédia de erros
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O vexame do ano passado ainda ecoa e faz com que os são-paulinos tenham pavor e rebaixamento no Brasileiro. Seria a última estaca cravada em um coração muito magoado. Time grande não cai, é o que resta a todos gritar. O que fazer se até isso ocorrer? O medo faz com que as reações ao momento atual sejam muito exageradas. A meu ver, o São Paulo não corre o mínimo risco em 2018. O time vai melhorar, como melhorou no segundo turno do Brasileiro de 2017.

O problema é que a melhora é muito lenta. E a conta cai no colo do treinador, que não é o único culpado. Tudo o que se passa agora, tem início lá atrás. É uma comédia de erros que faz chorar.

1) Mentiras no final do ano – Leco contratou Hernanes e disse que ele ficaria até junho, com possibilidade de continuar por mais tempo. A verdade é que ele ficaria até junho, com possibilidade de sair antes, em janeiro. E foi o que ocorreu. A consequência é dar à torcida, um dos pilares da reação no Brasileiro, um grande motivo de desânimo.

2) Dorival e seus planos frustrados – O treinador disse a mim, no ano passado, que buscava jogadores que facilitassem uma saída de jogo mais rápida. Lembremos que, no Santos, ele tinha Gabigol, Marquinhos Gabriel, Geuvânio, Bruno Henrique, não juntos, é lógico, mas sempre uma boa opção pelos lados. A segunda parte do plano era dar espaço a jogadores da base, como Shaylon e Brenner.

3) Pacote errado de Raí – Quando eu ouço a expressão ''oportunidade de mercado'' penso em amadorismo. É como se eu fosse ao shopping comprar um livro sobre a Batalha de Stalingrado e adquirisse um grill do George Foreman, porque havia essa oportunidade de mercado. Dorival queria um lateral, para usar Militão como zagueiro e um atacante rápido. Recebeu um zagueiro (Anderson Martins), Nenê e Trellez. Depois, veio Valdívia.

4) Consequências do pacote errado de Raí – Anderson Martins pode reagir, mas hoje está atrás de Rodrigo Caio, Arboleda e Bruno Alves. Militão, o melhor da base dos últimos anos tem dado mostras de estagnação na direita. Marca muito bem, mas não é uma opção muito válida para as triangulações de lado de campo, no ataque.

5) Dorival se rendeu ao pacote – Ao receber Nenê, que não era uma opção (foi ''oportunidade de mercado''), Dorival passou a utilizá-lo. E, ao escalá-lo juntamente com Cueva, Diego Souza, Petros e Jucilei, deu adeus a duas de suas prioridades: time rápido e apoio aos jovens. Brenner marcou contra Corinthians e Madureira e…cadê ele? Não estou dizendo que Brenner é um gênio, o cara que vai resolver tudo, apenas notando que sua evolução foi brecada. Uma evolução que vinha desde o final do ano passado.

6) Projeto Copa de Cueva e de Diego Souza – Cueva, jogador pouco profissional, deixou de forçar a barra para sair, após receber duras de Gareca e de Guerrero. Se quiser ir à Copa, tem de jogar no time em que estiver. E como Raí impediu (muito acertadamente) que saísse, o lugar que ele tem de jogar bola é no São Paulo. Tite deixou claro a Diego Souza que ele tem alguma chance de ir à Copa como centroavante. Coisa que ele nunca foi. E o que o São Paulo tem a ver com os sonhos de seus jogadores? Nada, não é? Nada obriga a escalação de  Cueva. Nada obriga a colocar Diego Souza no comando do ataque.

7) Valdívia – O Galo não o queria. O Inter não aceitava receber de volta. O São Paulo ficou com ele. E lhe deu status de ''primeiro reserva'', de homem que entra para dar velocidade ao time. Mas, e Brenner? E Caíque? Estão piores do que ele?

8) Dorival ama o 4-1-4-1 – O treinador do São Paulo é adepto do esquema com quatro meias e muita posse de bola. Tudo bem, nada contra, mas ele tem Militão que não é lateral, Petros que não é meia, Diego Souza que não é centroavante e Nenê que não é jogador de recompor, pelo lado. Com esses jogadores, não dá certo. Ele poderia mudar o esquema, ou mudar os jogadores. Para mudar o esquema, basta recuar Petros para jogar na mesma linha que Jucilei. E sair de trás, com a bola dominada, aproximando-se dos atacantes. Um 4-2-3-1. O importante é ''sacrificar'' Diego, Nenê ou Cueva. Um deles precisa sair. Eu colocaria o Marcos Guilherme na direita, Diego, Brenner e Cueva. É uma tentativa, há outras. Nenê e Cueva, com Brenner. Nenê e Diego, com Brenner. O que não pode é usar a lentidão com a vagareza, como tem sido.

9) Vai melhorar – Amigos, se eu estou vendo, o Dorival já viu antes. Ele sabe de futebol. E vai arrumar o time. Rumo a um ano bem melhor do que o outro, mas não vejo chance de ganhar um título importante.

PS – O post foi construído também a partir de conversas com o amigo Luiz FC Almeida. @luizfcalmeida



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Mancini fez um papelão no Ba-VI
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Vinícius foi ridículo ao provoca a torcida do Vitória, após seu gol. Fernando Miguel foi demagogo ao agarra -lo e pedir satisfação. Kanu foi covarde ao dar-lhe dois murros, aproveitando-se do agarrão de Fernando Miguel. Denílson também foi covarde, repetindo Kanu. Neilton foi tonto, até porque não tem tamanho para provocar ninguém.

Mas o pior, para mim, foi Mancini. Ele, que tem ares de liderança entre os treinadores, ele que briga por estabilidade, teve uma atitude que envergonha a profissão.

Ele ordenou que seus jogadores provocassem mais duas expulsões? Enlameou a profissão. Ele aceitou ordem superior e não disse nada? Foi conivente, covarde e sujou a profissão. Não houve ordem superior, foi ideia dos jogadores? Ele não foi contra, não criticou e mostrou não ter comando.

Além de tudo, tentou justificar a palhaçada, colocando a culpa de tudo na estúpida dancinha.

Com uma liderança assim, o que se esperar dos treinadores?



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Gabigol define o clássico “injusto”
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Bem, é uma piada falar em justiça no futebol no país que juiz ganha auxílio moradia tendo casa própria. Mas, a torcida do São Paulo pode até achar que faltou sorte ao seu time, que teve números melhores que o rival. Mais posse de bola, mais finalizações, tudo. Mas Gabigol estava lá e definiu muito bem. E o Santos venceu.

Gabigol estava lá não significa um acaso. Não. É a posição em que ele tem se colocado. Sai da ponta, vai para o meio, recebe e finaliza com qualidade. Tudo combinado, nada ao acaso. Não foi o primeiro gol assim. Outros virão.

Há uma diferença entre os dois times. O Santos está bem definido taticamente. Tem Copete de um lado, Sasha do outro e Gabigol pelo meio. Há troca de posição, mas o importante notar é que são jogadores que sabem cumprir a missão proposta a eles.

O São Paulo, não. Parece aquelas crianças bem pequenas que começam a brincar com peças quadradas, retangulares, circulares. Eles precisam colocá-las em espaços semelhantes. E tome quadrado sendo enfiado no círculo e círculo se recusando a entrar no retângulo. O São Paulo tem um 4-1-4-1 que não se sustenta. Petros não é 8. Nenê não é 11 e Diego Souza não é nove.

Nada combina. E a culpa não é só do treinador. Ele recebeu peças que não pediu. E, como já se falou aqui várias vezes, não dá para jogar com Jucilei, Petros, Diego Souza, Nenê e Cueva todos juntos aqui e agora. E, se Dorival quiser recuar Diego Souza, teria que colocar Trellez, que tem entrado muito mal.

O São Paulo fez um ótimo primeiro tempo, o melhor do ano. Mas, após o gol, se perdeu. E as substituições não foram boas. Trellez, se fosse para entrar, deveria ser em lugar de Petros, com o recuo de Diego Souza. Cueva estava melhor que Nenê ao dar espaço para a entrada de Brenner. E, no final, Valdívia estava jogando pelo meio. Valdívia não demonstra estar bem fisicamente.

Dorival, se quiser manter o esquema, poderia, por exemplo, escalar Jucilei, Marcos Guilherme, Diego Souza, Cueva e Caíque. Brenner no ataque. Um exemplo da busca pela velocidade e o fato de se colocar jogadores certos nas posições certas pode melhorar.

Como o Santos vai melhorar com a chegada de Dodô. E melhorar muito mais se tivar um 10 mais rápido. E um 9, o que permitiria Gabigol mais pelo lado do campo.



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Tite e os oito últimos passageiros rumo a Moscou
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Em entrevista aos repórteres Danilo Lavieri, Dassler Marques e Pedro Ivo Almeida, do UOL, Tite definiu 15 nomes para a Copa do Mundo. Faltam, então, oito nomes. E eu me lembro do colega Roberto Benevides, com quem cobri a seleção brasileira lá no início dos anos 90. Eu dizia ''Parreira deve chamar fulano'' e ele me explicava: ''você está raciocinando com os seus conceitos. Precisa raciocinar como se você fosse o Parreira, com os conceitos dele. Assim, fica mais fácil''.

Vou tentar fazer isso. E vou, já que eu sou muito aparecido, dar meus palpites também.

O interessante – e muito bom – é que vejo muitas notícias sobre o fato de o tal ''radar'' de Tite estar muito aberto. A cada semana, fala-se de outros nomes. Tite está aberto a novas chamadas.

Os nomes definidos por Tite são:

Goleiros – Alisson

Laterais – Daniel Alves e Marcelo

Zagueiros – Miranda, Marquinhos e Thiago Silva

Volantes – Casemiro e Fernandinho

Meias – Renato Augusto, Paulinho, Coutinho, Neymar, Willian

Atacantes – Gabriel Jesus e Firmino.

Defini a lista baseando-me no esquema 4-1-4-1 e as especulações também serão feitas pensando assim.

O que falta então?

Goleiros

EDERSON – é uma certeza, acredito mesmo que Tite tenha tido um lapso de memória ao não dizer seu nome.

CASSIO – Teve uma chance contra o Japão e falhou, sofrendo um gol de cabeça, em que ficou estático no gol. Mesmo assim, tem muita confiança do treinador.

Os outros nomes perderam espaço. Wendell é terceiro goleiro do Palmeiras. E Tite deixou claro que Vanderlei não é uma opção concreta para ele. Talvez Diego Alves tenha uma oportunidade, mas o jogo parece definido.

Minha opinião – Também levaria Cássio e Ederson

Laterais

DANILO – Teve chance de jogar como titular contra o Japão e rendeu bem. Como Fagner está caindo muito, ficou bem perto da Copa. Edílson deve ter alguma chance, mas não creio que ameaçará.

ALEX SANDRO – Jogou bem contra o Japão e, como é mais talentoso, deve ganhar a vaga de Filipe Luiz. Arana pode ser uma surpresa.

Minha opinião – Levaria Danilo e Filipe Luiz. Sou retranqueiro.

Zagueiros

RODRIGO CAIO – Jémerson falhou feio contra o Japão. Foi superado na bola alta, o que é lamentável, quando falamos de atacantes japoneses. O zagueiro do São Paulo tem sido muito constante nas chances que teve na seleção (mais do que no clube) e tem a admiração de Tite pela conduta na seleção olímpica e por uma certa liderança.

Minha opinião – Eu levaria Geromel, sem dúvida. Tem jogado em alto nível há tempos. E, para esticar um pouco, não levaria Thiago Silva e teria muitas dúvidas em relação a Marquinhos. Mas, como eles estão definidos…

MEIAS E ATACANTES

Com Casemiro e Fernandinho definidos, não haveria mais vagas para um volante, para o homem mais atrasado do meio. Mas é importante notar que Tite tem dado chances a Fernandinho na linha de frente (como um dos 4 e não como o 1), o que abriria uma vaga mais atrás. Tite também busca um atacante mais incisivo pelos lados do campo. O tal radar estaria olhando para Richarlison, David Neres e Malcon. E um atacante de área, mais fixo também seria uma opção. Por isto, fala-se em Willian José, que se machucou. No meio, há Lucas Lima, Diego Souza e Talisca, que está sendo observado, além de Giuliano. Douglas Costa, Taison e Luan.

Acredito que os nomes de Tite serão:

ARTUR – Penso que as experiências com Fernandinho abrem uma fenda enorme para o garoto do Grêmio.

MALCON – Está jogando muito na França.

GIULIANO – Teve muitas chances com Tite, correspondeu e não vejo ninguém ''atropelando'' em sua posição.

Eu levaria Artur, Malcon e Jô. Para mim, é fundamental ter um atacante de área, com presença, bom de cabeça.

Assim, acredito que os oito passageiros de Tite serão: Ederson, Cássio, Danilo, Alex Sandro, Rodrigo Caio, Artur, Giuliano e Malcon.

Os meus seriam Ederson, Cássio, Danilo, Filipe Luiz, Geromel, Artur, Malcon e Jô.

E vocês?



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Gabigol tenta escapar do abismo que criou com seus pés e com seu ego
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CRISTIANO ACONSELHA GABIGOLAngenor de Oliveira nasceu ''errado'' até na hora do batismo. Pobe e preto em um país desigual e racista, o menino que era pra se chamar Agenor e ser, sei lá, um flanelinha, transformou-se um poeta dos maiores. Poeta popular. Tinha o apelido de Cartola e compôs maravilhas. Uma delas é A vida é um moinho, que reproduzo abaixo.

Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho
Vai reduzir as ilusões a pó
Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés
E criou-se, no meu cérebro, uma dessas sinapses malucas, sem pé nem cabeça. O samba do gênio Cartola poderia servir para Gabriel Barbosa, o Gabigol, o garoto que se acha(va?) gênio.
''Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
O mundo é um moinho
Vai reduzir as ilusões a pó
Quando notares estás a beira do abismo
abismo que cavaste com teus pés.

Puro Gabigol. Saiu do Brasil sem ter estrutura emocional. E nem futebol suficiente para justificar tanta marra. Na Itália e em Portugal, foi caindo. As ilusões foram realmente trituradas. Estava à beira de um abismo que cavou com a cabeça mais do que com os pés. Mais especificamente, com a falta de cabeça e com o ego infladíssimo.Não sei a musa de Cartola teve outra chance. Gabigol está tendo, na velha casa. De volta ao Santos, já fez dois gols. Está em casa. E joga novamente um clássico. Torço muito por sua recuperação. Ele bem que poderia se mirar em Cristiano Ronaldo, que também tem um grande ego, mas que se esforça, a cada dia, como grande profissional, a construir uma carreira que justifique sua elevada autoestima. Gabriel, ao contrário, achou que era bom e que o mundo deveria reconhecer tamanho talento.

A vida não é assim. A vida é um moinho.



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