Blog do Menon

Vitória de campeão
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Em campeonatos de pontos corridos, teoricamente todo jogo é igual. Contra o lanterna ou contra o líder, três pontos são três pontos. Mas há sempre jogos que ficam na memória. Aquela vitória diferente, que é marcada como fundamental para o título.

O Corinthians teve várias: Grêmio, Palmeiras e Galo, todas fora de casa. E, agora, mais uma. Contra a Chape.

Era jogo atrasado. O Corinthians venceu e chegou a dez pontos de diferença. E foi uma vitória suada, com gol esquisito de Jô, no penúltimo minuto. E com direito a Léo Santos salvar em cima da linha.

Tinha de ganhar. Ganhou. Como campeão que será.



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Oscar, Marcel, eu, você e todos nós derrotamos o Império.
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A casa estava cheia naquele domingo, há exatos 30 anos. Bem, a casa estava cheia todos os dias. A casa era cheia. E às vezes, em época de campanha eleitoral, ficava mais cheia ainda. Nas festas, também. Naquele dia, estávamos eu, o Carlão, Cristiano, Bia, Valtinho, Pangola, o irmão do Valtinho, o Sueco, o Mineiro, outro irmão do Valtinho, o Cavuco, o Simão, mais um irmão do Valtinho (como tinha irmãos o Valtinho) e…mais um monte de gente.

Tinha acabado o almoço e estava aquela conversa toda. Assunto de um lado e de outro. Assunto era o que não faltava. De agulha a avião. Então, o Carlão, largado em um sofá, disse:

Não sei se interessa, mas o Brasil está encostando neles.

Eles, os EUA. Decisão do basquete masculino no Pan. Lá na casa deles.

Bem, a possibilidade de dar um calor neles, trouxe todo mundo para frente da televisão.

E começou a catarse.

Cada cesta de três de Oscar era um festa. E foram pelo menos 25, só que eu vi.

E cada cesta de três de Marcel era uma bagunça. Eu vi 18. E você? Não viu? Azar seu.

E cada passe do Guerrinha…E cada…

Encostou, encostou e…passou.

Passamos. A casa não caiu por pouco. Gritos, abraços, beijos.

Cala a boca, que ainda tem jogo, não adianta comemorar que dá azar, berrou o Carlão.

Gente do céu, com quantos pontos acaba o jogo?, perguntou o Cristiano, que não é muito de esporte.

E acabou. A ca bou. 120 x 115. O Brasil ganhou com 13 bolas de três. Oscar fez 35 pontos no segundo tempo.Marcel? Apenas 20. Juntos, fizeram 55 dos 66 pontos marcados pelo Brasil, fundamentais para tirar a vantagem, que era de 14 no intervalo e que chegou a 20.

E a gente gritou:

ei, ei, ei, fuck you USA

Abaixo o Imperialismo

Viva o Brasil.

Viva o Brasil. Aquela vitória uniu a nação.

Em maio do ano seguinte, a seleção se reapresentou. E foi meu teste para entrar no jornalismo. Fui até a USP, entrevistei alguns deles e mandei o texto para o Popular da Tarde. Fui para casa e esperei por um telefonema. Quando ele veio, a matéria já estava publicada. E, aos 34 anos, pisei pela primeira vez em uma redação. Então, a culpa é de Oscar (46 pontos), Marcel (31), Israel (12), Gérson (12), Guerrinha (2), Cadum (8), Paulinho Villas Boas (7), Pipoca (2) e Rolando.

A campanha e a delegação brasileira:

Campanha do Brasil 
Brasil 110 x 79 Uruguai
Brasil 100 x 99 Porto Rico
Brasil 103 x 98 Ilhas Virgens
Brasil 88 x 91 Canadá
Brasil 131 x 84 Venezuela
Brasil 137 x 116 México
Brasil 120 x 115 Estados Unidos

Delegação do Brasil 
André Ernesto Stoffel (11pts), Gerson Victalino (62), Israel Machado Campello Andrade (78), João José Vianna ''Pipoka'' (23), Jorge Guerra ''Guerrinha (55), Marcel Ramon Ponikwar de Souza (187), Maury Ponikwar de Souza (12), Oscar Daniel Bezerra Schmidt (249), Paulo Villas Boas de Almeida (47), Ricardo Cardoso Guimarães ''Cadum'' (47), Rolando Ferreira Junior (12) e Sílvio Malvezi (6). Técnico: Ary Ventura Vidal. Assistente Técnico: José Medalha.



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Carta a Jaílson, o Pantera Negra
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Caro Jaílson

Nós nunca pudemos conversar ao vivo. Não sou setorista do Palmeiras, o que poderia ajudar em uma resenha ou outra. Então, segui o caminho indicado e pedi duas vezes para fazer entrevista com você e não fui autorizado. Ainda espero pela oportunidade. Você é o tipo de jogador de quem e para quem eu gosto de escrever.

Sabe por que? Porque futebol (e esporte em geral) é muito mais que táticas e números. Elas ajudam a contar uma vitória, mas não trazem para todos as histórias de vida que o estão por aí, pululando qual peixe na piracema. Você é o peixe que eu gostaria de ter fisgado. ''Mãe, eu vou ser goleiro e você não vai morrer antes de me ver no Palmeiras''. Porra, Pantera, precisa mais do que isso? Que história de vida.

Ah, vou fazer uma confidência. Eu sempre quis dar apelido a jogador. É um tipo de jornalismo ultrapassado, mas seria, para mim, como uma realização. O cara que deu apelido de Divino a Ademir da Guia deveria entrar na Academia Brasileira de Letras. Então, eu passei a te chamar de Pantera Negra. É tão óbvio que talvez outros tenham tido a ideia antes de mim, mas vale a pena. Pantera Negra.

E no início, Pantera, eu nem acertava escrever seu nome. Era Jaílton. Errava sempre. A memória afetiva me levava ao amigo Jaílton, auxiliar de enfermagem e o melhor Mestre Sala que já houve em Aguaí e também porque você era apenas um desconhecido. Um goleiro de 33 anos, chegado da reserva do Ceará para ser o terceiro goleiro do Palmeiras e nunca jogar. Bem, quem sabe um dia, quando os principais estivessem machucados, você entraria. Com a torcida morrendo de medo.

E foi assim. Chegou sob desconfiança e causando críticas à diretoria. Demorou um ano para jogar. Entrou e ninguém sabia o que esperar. E você, Pantera, deu um bico no roteiro que escreviam para a sua vida, utilizou o livre arbítrio e escreveu você mesmo o resto dela. Com treino, suor, personalidade, nos presenteou com um final feliz de sonhos.

O Palmeiras foi campeão brasileiro e você era o goleiro titular. Sem perder um jogo sequer. Perdeu a posição para Fernando Prass, que voltou de contusão. E a verdade prevaleceu. Você voltou novamente. E não perdeu. E pegou pênalti na Ilha do Urubu.

Pantera, eu não gosto da palavra vencedor. Mesmo entre os que não têm um grande mérito esportivo, há boas histórias de vida. E, se há um vencedor, há um perdedor. É uma divisão muito cruel, coisa da competitiva sociedade norte-americana, com seus losers e winners. Para mim, somos seres humanos, todos nós. Com seus méritos e defeitos. A nossa história é escrita por nós mesmos, a cada dia. É o seu caso. De um nome que nem apareceria nos almanaques da vida, transformou-se em um titular indiscutível. Não gosto da simplificação vencedor/perdeor, mas, você é realmente um vencedor. Nunca perdeu um jogo de Brasileiro pelo Palmeiras. Você é vencedor e isso não é subjetivo. É incontestável.

E agora, Jaílson Pantera Negra, sua história de vida ganha um novo capítulo. Dramático capítulo. O livro estava prontinho, com um final feliz e ela, a Vida, coloca um novo tema. Ruptura no tendão do quadril. Ora, que merda é essa? Apenas três casos na literatura médica? Nenhum esportivo?

Olha, Pantera, seria bonito terminar isso aqui dizendo que a caneta (ainda existe?) está em suas mãos e que, se a Vida colocou o tema cruel, quem vai escrever a história é você. Mas, não somos crianças. Sabemos que não é assim. Que agora está nas mãos de médicos. Você, que foi protagonista no ansiado título do Palmeiras, você que é adorado pela torcida, você que tem o respeito de outros torcedores, você, o Jailsão da Massa, você sabe que é o coadjuvante do capítulo mais duro de sua vida.

O que a gente sabe é que seu papel será feito como foi feito o outro, dentro de campo. Com personalidade, com amor à vida, com luta. Você não vai entregar de bandeja. Se o Gabriel Jesus (opa, os médicos) segurarem lá na frente, aqui atrás você dará conta.

Pantera, gostaria de ver você novamente em campo.

Seria o último capítulo feliz na vida esportiva de um trabalhador honrado.

Se não der, vamos todos nos emocionar com uma última entrevista com todos explicando que não dá mais.

Seria o último capítulo triste e muitíssimo digno na vida esportiva de um trabalhador honrado.

Sim, Jaílson, porque você, voltando ou não, está na história da Sociedade Esportiva Palmeiras e no coração de todos que amam essa praga chamada futebol.

 

 



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Sete contratações que se transformaram em micos
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Todos os grandes clubes apostam em seu departamento de estatística para diminuir a possibilidade de erros em contratações. Nada que envolva julgamento humano tem 100% de possibilidade de acerto, o que se tenta é errar menos. E, apesar do trabalho feito, sempre há o que parecia ouro e se revela pó. Alguns exemplos, a seguir. É uma lista em ordem alfabética e que não tem a pretensão de abarcar todos os nomes.

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Na hora mais terrível, o gigante Vasco chama Zé Ricardo
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O jornalista Mauro Cezar Pereira anunciou, minutos após o anúncio da demissão de Milton Mendes, que Zé Ricardo, recém demitido do Flamengo, é a primeira opção do Vasco da Gama para o Campeonato Brasileiro. Ele chegaria em um momento muito ruim da tabela para o time da Cruz de Malta.

A sequência começou com derrota para o Bahia, em Salvador. Em seguida, virão Fluminense (f), Grêmio (c), Corinthians (f) e Sport (f). No primeiro turno, a série de jogos aqui descrita rendeu nove pontos ao Vasco, que lhe deram um fôlego razoável no início do Brasileiro. O time aproveitou bem o direito de jogar em sua casa.

A dificuldade para o segundo turno era prevista. O que não se podia imaginar é que viesse após um jejum de cinco partidas sem vitórias, com apenas dois pontos conseguidos em 15 possíveis. A caminhada que seria dura, vem precedida da perda de alguns cantis cheios de água. E a torcida tem parcela de culpa, pois a invasão de São Januário após a derrota para o Flamengo, custou ao clube a proibição de jogar em seu alçapão. E tome derrotas.

Nesse panorama crítico, o nome favorito é o de Zé Ricardo. Apesar de novo, ele surgiu no futebol fazendo um trabalho de recuperação parecido, ao assumir o Flamengo, após a saída de Murici, no ano passado. Conseguiu fazer um bom trabalho em um momento duro, mesmo sem ter experiência. Agora, é mais duro, diga-se.

No Flamengo que sucedeu ao da crise, com jogadores famosos e contratações caras, Zé Ricardo não foi bem. Acabou demitido, para a chegada de Rueda.

Em um mundo ideal, ele não deveria assumir o Vasco e a difícil tarefa que se avizinha. Poderia ficar em casa, ou, seguindo a moda, viajar para algum estágio na Europa. Aqui, uma regressão. Se treinador brasileiro acha difícil  estudar na Europa, porque não faz cursos na Argentina, que é pertinho:? Os cursos são reconhecidos internacionalmente, ao contrário do que a CBF proporciona.

Tirado o fim de ano para estudos, Zé Ricardo poderia esperar um convite para iniciar um trabalho do zero, com indicações suas e sem pressão inicial. Poderia, sem dúvida. Mas seria conhecido como o cara que, com menos de dois anos de profissão, teve a ousadia de recusar o Vasco.

E o Vasco, apesar do mau momento que dura uma década, com três rebaixamentos e vivendo à deriva, com Dinamite substituindo Eurico e sendo substituído por Eurico, bem, o Vasco, ainda é o Vasco. É um gigante. E todo treinador deve ansiar por ter um gigante em seu currículo. No caso de Zé Ricardo, o segundo.



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Por que não chutamos mais? E não driblamos? Pelo menos, ainda tem Boldrin
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Rolando Boldrin no programa Sr. Brasil, da TV Cultura, em São Paulo (SP). 2006. Foto: Pierre Yves Refalo/Divulgação.
Atenção: Uso exclusivo para divulgação do programa Sr. Brasil ou para ilustrar matéria jornalística sobre o trabalho do Rolando Boldrin. Para qualquer outra utilização favor entrar em contato com a produção do artista. (boldrin@rolandoboldrin.com.br)

Descobri um tesouro na televisão. Ou,  melhor, redescobri. Rolando Boldrin e o Sr. Brasil, na TV Cultura. Um bálsamo na televisão aberta, um programa simples, cheio de causos e boa música caipira. Viola sem universidade. Fiquei me perguntando, como pude perder tanto tempo sem ver o programa. Acho que era medo de zapear na Cultura e dar de cara com o Villa ou o Nunes.

É ruim quando perdemos contato com nosso passado. O que fomos um dia, somos para sempre. E ouvir, lá no Boldrin, gente como Renato Teixeira e Maria Odette (Boa palavra, rapaz, é assim que um homem faz) é inigualável. Como inigualável é nossa capacidade de produzir sinapses.

Vendo o Boldrin, fiquei pensando nesses valores que deixamos na poeira e…pimba, sou surpreendido com uma observação do amigo Nelson Nunes, grande jornalista. Ele está impressionado como os chutes brasileiros não chutam a gol. Exemplifica dizendo que em um jogo do campeonato inglês, um time pequeno chuta a gol, mesmo que dominado o jogo todo. Aqui, no Brasil, acrescento, tem jogo em que o time grande domina o jogo e não chuta a gol.

E, do Nelson, o pensamento voou até Pablo Martinez Carignano (primeira foto) e Sergio Ferraro (com o filho), dois amigos argentinos que conheci durante as andanças para cobrir sucessivas edições da Copa América.

''!Como pateán los brasileros, Luis. Como pateán''

Eles falavam assim, admirados de nossa qualidade de chutar de fora da área. A lembrança vinha de Nelinho, de Rivellino e dos mais recentes, como Neto, Rivaldo e outros. As conversas eram no anos 90. Além dos chutes de fora da área, a lembrança era também das cobranças de falta de Zico e tantos outros.

E é verdade. Por que não chutamos mais de fora da área? Por que não fazemos mais gols em cobranças de falta? E, minha contribuição, por que não driblamos mais.

O drible nunca se concretiza. Ele não é pensado para ser o início de um cruzamento e sim para ser a prévia de uma queda anunciada. O cara dribla para cair, para fingir pênalti.

Saudade imensa desse futebol. Saudade imensa dos amigos argentinos. Trabalhamos juntos em um sitio Todogol, que teve também a presença de Luis Augusto Monaco, hoje no www.chuteirafc.com.br , espetacular. Guto não gosta de Boldrin, prefere Jethro Tull, assim como Maurício Noriega gosta de Phil Collins e Elis. Dos meus amigos, só o Marcelo Laguna gosta de MPB  principalmente do pessoal que ele acompanhou no nascimento, como o famoso trio Pixinguinha, Donga e João da Baiana.

Hoje, Pablo, que é Independiente, tornou-se advogado e grande especialista em segurança viária. E Ferraro foi meu chefe em um trabalho online com ingleses e indianos.

Amigos eternos. Desde um tempo em que patear era algo inerente ao bom futebol brasileiro.



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ESPN explica a saída de Sorín. Plihal fica com o Resenha
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Juan Pablo Sorin anunciou ao final do Resenha, que não continuará na ESPN. O anúncio surpreendeu a emissora, pois havia um acordo que ele seria anunciado por ambas as partes na semana que vem, quando o contrato se encerrasse.

O Resenha, programa de domingo à noite, continua, com a apresentação solo de André Plihal e a manutenção do grupo de ex-jogadores, com Amoroso, Luizão, Fabio Luciano, Djalminha e Alex.

O blog divulga a versão oficial da ESPN a respeito da saída.

''A ESPN optou por não renovar o contrato do comentarista Juan Pablo Sorín. Foram cinco anos de parceria desde o Campeonato Argentino da 2ª divisão, quando o River Plate voltou à elite, passando por Copa do Mundo, programas, transmissões e o Resenha ESPN. Agradecemos a dedicação neste período e desejamos ao Sorín muito sucesso.''

O programa era um dos pontos a favor de Sorín durante o processo de renovação de contrato, que acabou não se concretizando. A ESPN considerava que ele praticamente abriu as portas da emissora para os jogadores.

A discussão de um novo contrato também passou por questões de salário e de aproveitamento na grade da programação. Como, quando e onde deveria aparecer, além do Resenha.

 



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Cuca e Dorival fazem trabalho decepcionante
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Cuca e Dorival Jr chegaram a Palmeiras e São Paulo, respectivamente, como salvadores. Com eles, os problemas estariam resolvidos. O Palmeiras seria campeão da Libertadores, sem dúvida. E, se os rivais bobeassem, ainda faturaria  Brasileiro e a Copa do Brasil. Dorival afastaria o São Paulo de suas angústias e misérias futebolísticas em pouquíssimo tempo. Corrigiriam tudo de ruim que Eduardo Baptista e Rogério Ceni haviam feito.

A bem da verdade, a confiança em Cuca era maior. Evidente. Ele havia sido campeão brasileiro há cinco meses. Voltou como Dom Sebastião voltaria se não tivesse realmente morrido a batalha de Alcacer Quibir. Voltaria para dar ao Palmeiras glórias recentes, como dom Sebastião resgataria glórias antigas de Portugal.

E nada foi como se sonhou. O trabalho de Cuca é sofrível. O time foi eliminado pelo Barcelona do Equador e pelo Cruzeiro. E continua léguas de distância do Corinthians o Brasileiro. Já era. A confiança dos palmeirenses em Cuca é inabalável. Ainda neste domingo, almocei em Santos com amigos da família Simão. Maria, futura arquiteta, me disse que teria coragem de ler um post meu após a vitória sobre a Chape com o seguinte título. ''Pintou o campeão''.

Não deu, amiga. O Palmeiras jogou muito mal. O time parece travado em campo e há muitos jogadores superavaliados. Jean, Michel, Tche Tche, Thiago, William, Deyverson e Borja, quem mostra em campo a mesma desenvoltura e vontade de uma irmã de caridade em uma aula de pole dance.

Não pintou um Palmeiras campeão, mas pintou um São Paulo novamente no inferno futebolístico. Novamente entre os quatro piores. Novamente no vexame. Dorival analisou o empate contra o Avaí e disse que o São Paulo foi muito bem. E, para justificar a afirmativa, diz o seguinte:

''Construímos alguns bons lances, em alguns momentos em uma defesa muito bem montada.''

Muito pouco, não é Dorival? A construção de alguns lances não significa uma grande partida.

Ele fala em evolução. Fala que o time está começando a criar confiança maior. Começando.

E termina com outra frase, que tem jeito de esperança, mas que, na verdade, é uma confissão de fracasso.

''Estamos aguardando por uma arrancada, mas está demorando a acontecer''

Dorival, Dorival… São nove jogos e a tal arrancada já deveria ter vindo. O Bahia teve uma arrancada. O Vitória está tendo uma arrancada. O Furacão subiu mais que a desconfiança do povo com o Michel. Temer, não o Bastos. E o São Paulo? Em nove jogos, foram três vitórias, três empates e três derrotas.

Muito pouco.

O discurso de Dorival parece não levar em conta o momento. Está melhorando, está solidificando, está ganhando confiança, estamos esperando uma arrancada. E o tempo passa. E nada. Na próxima rodada, pega o Palmeiras, fora de casa. E poderá ser ultrapassado por Vitória e Avaí, que visitam Coritiba e Chape, respectivamente.

Arrancada deveria tem começado com uma vitória contra o Atlético-GO, na estreia de Dorival. E foi empate, no Morumbi. Arrancada teria havido em caso de vitória contra o Coxa, no Morumbi. Derrota.

Com Dorival, o São Paulo tem aproveitamento de 44%. Se ele for mantido, o São Paulo terminará o campeonato com 45 pontos. Muito provavelmente, escapa. E quem não escapará será Dorival.

 



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Timão perde, mesmo com ajuda do juiz
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Aconteceu. Depois de 34 partidas e 20 rodadas no Brasileiro, o Corinthians perdeu. E foi justo. Quem pode reclamar é o Vitória que teve um gol anulado, do zagueiro Kanu, no início do segundo tempo. Um impedimento que não houve. E não houve por muito, 1,4m segundo a Rede Globo.

Se quando o Corinthians vence não há aquele domínio enorme, aquele massacre, quando perde, também não. Foi um bom primeiro tempo do time de Carille, que atacou com Clayson, Rodriguinho e teve ainda o aporte de Gabriel, como um rompe linhas. O Vitória, bem postado, fez o seu gol em um belo contra-ataque.

No segundo tempo, o Corinthians piorou muito. A entrada de Moisés em lugar do contundido Arana ajudou o Vitória. Houve grande posse de bola, mas poucos chutes do Corinthians. E, além do gol mal anulado, houve contra-ataques bons para o Vitória, um deles salvo com bela defesa de Cássio. O juiz errou também contra o Corinthians, em um lance de impedimento que não houve, mas com poucas chances de gol.

Carille, ao ver Balbuena pedindo substituição, arriscou e colocou Jadson. Recuou Gabriel para a zaga. Não foi o suficiente para superar a defesa do Vitória, que teve grande atuação de Wallace.

A derrota do Corinthians mexe nos dois lados da tabela. Na parte do desespero, o efeito foi imediado. O Vitória chegou a 22 pontos, ultrapassou o Avaí e chegou ao 18º lugar, com o mesmo número de pontos de Chape e São Paulo. A Chape, com um jogo a menos, enfrenta o Palmeiras em São Paulo. E o Avaí, com 21 pontos, recebe o São Paulo. A briga é de foice no escuro.

Na parte de cima, o Grêmio pode diminuir a diferença em relação ao Corinthians, caso vença o Furacão, em casa. Ficaria com 42 pontos contra 47, sempre lembrando que o Corinthians tem um jogo a menos. Acontece que Renato prometeu escalar um time de jovens no Brasileiro, guardando os titulares para a Copa do Brasil e Libertadores.



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