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Kazim não tem jeito. Pode desistir, Carille
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Fábio Carille é adepto do chavão ''eu não desisto de jogador''. Bacana, politicamente correto, mas até quando isto é bom para o time? Qual o limite?

O limite é Kazim. Está há um ano lá e nunca jogou nada. Como também não havia jogado no Coritiba. Eu nunca entendi porque veio.

Contra a Ponte, foi horrível de novo. Jadson está gordinho e com sono? Ele emagrece e acorda. Guilherme Romão é afobado? Ele se acalma. Tudo tem solução. Menos Kazim.


São Paulo brinca com a sorte e coloca jovens na fogueira
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O São Paulo terminou o ano passado comemorando a fuga do rebaixamento. Perdeu dois jogadores importantes, Pratto e Hernanes. E começa 2018 com quatro garotos fazendo seu primeiro jogo como profissional – Paulo Henrique, Pedro Augusto, Marquinhos Cipriano e Ronny – e ainda Bissoli, que tinha 20 minutos no ano passado. Terminou levando olé. E com uma derrota por 2 x 0.

O lançamento de jogadores iniciantes em massa veio terminar com o que estava errado desde o início. Desde que o ano começou o site do clube trouxe expectativas imensas sobre os jogadores. Criou-se ate a hashtag #abasevemforte. Quem viu, soube que Pedro Augusto gosta de psiquiatria e psicologia. No ano passado, soubemos que Araruna é ótimo aluno. Soubemos também que Paulo Henrique é amigo de Pedro Augusto. Que o pai de Bissoli jogou no sub-20 do São Paulo. Que Ronny era maior que os garotos de sua idade, quando tinha 12 anos. E que Petros mostrou toda sua importância e liderança ao raspar a cabeça dos garotos que estavam subindo.

E no jogo? Contra o São Bento? Nada de impressionante. Nada de maravilhoso. E não se deve criticar, é muito cedo. Todos podem se dar bem na carreira, todos podem ajudar o time no futuro, mas, por enquanto, ninguém justificou o lançamento. Bissoli, Sara (que não estreou) e Cipriano seriam mais importantes na Copinha.

Foi muito marketing. E muita pressão sobre meninos.

O que se pode criticar é Sidão. Como ele não vai naquela bola do primeiro gol? Fica debaixo dos paus, não vai de encontro com a bola. Não vai porque não sabe ir. Porque é baixo. Porque não tem currículo para comandar o São Paulo e ser garantia para nada.

E Maicosuel? Dois dribles antológicos de Régis. Não pode, não é.

Bem, foi o primeiro jogo da base. No sábado, atuarão os mais experientes. Como Brenner. 18 anos.


A base vem forte. No Santos
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Uma bolada no rosto de Bruno Henrique, que, momentaneamente, lhe tirou a visão, abriu caminho para a entrada de Arthur Gomes, de 19 anos. O garoto se deu bem. No primeiro tempo, aberto na esquerda, aproveitou o lançamento de Vechio e abriu o marcador. No segundo tempo, aberto na direita, aproveitou o lançamento de Copete, lá da esquerda e fez o terceiro. Jogadas iguais e que não são coincidência. O time vai todo para um lado e a bola chega para alguém do outro. Lição de Guardiola.

Entre os dois gols, houve uma maravilha. Um chute longo, mais de 30 metros, de Rodrigão. Na gaveta. Com o jogo definido, Jair Ventura tirou o centroavante e colocou o garoto Yuri Alberto, de 16 anos. É assim que se faz. O garoto é lançado com uma base a sustentá-lo. Jogadores experientes como Renato estão em campo para orientar.

O jogo foi tranquilo para o Santos. Trocou passes sem pressa e sempre teve o domínio tático e técnico do jogo. Romário, o novo lateral-esquerdo é do tipo que prefere a defesa ao apoio. Vecchio começou lento, mas depois melhorou bastante. Sem sustos, o Santos fez três pontos e começou a lançar seus jovens. Precisa de reforços, é lógico, mas foi um início promissor.


São Paulo está fraco e erra ao colocar pressão na base
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O ano tem sido de perdas para o São Paulo.

Perdeu Hernans para os chineses.

Perdeu Pratto para o River Plate.

Perdeu Scarpa paa o Palmeiras.

Hernanes e Scarpa eram totalmente inevitáveis diante do poderio econômico da China e do Palmeiras. Eles não disputam com clubes brasileiros, eles passam por cima.

Pratto poderia ter ficado, mas o River Plate, hoje em dia, é mais que o São Paulo. Tem mais dinheiro e disputa a Libertadores. Ah, e havia também a imensa saudade da filha, que aumentou muito no último ano… Se  proposta fosse do Olimpo de Bahia Blanca, a saudade seria controlada facilmente.

Mas, se Pratto saiu, Diego Souza veio e a situação está resolvida? Não é bem assim. O ideal seria ter os dois. Ter um elenco mais forte do que aquele que terminou o ano deixando a angústia para trás e a esperança pela frente. A esperança que a presença do São Paulo no mercado diminuiu.

Esperança de quê? De ganhar um Brasileiro? Melhor diminuir expectativas e pensar na Sul-americana ou na milionária Copa do Brasil, que, por ser mata-mata, permite surpresas.

Há ainda o problema Cueva. O quanto ele estará comprometido com o clube, em ano de Copa? E é possível que receba uma boa oferta após o Mundial e deixe o clube, despedindo-se com um vídeo ou uma cartinha melosa, como é moda agora.

E então, diante de uma situação nebulosa como esta, o clube aposta, pelo menos midiaticamente, na base. O site traz matérias sobre o número de jovens de Cotia prontos para jogar. Há até uma hashtag, #abasevemforte, com filmetes diários, muito bem feitos.

A base é futuro, a base é esperança e todos sabemos que futuro e esperança combinam também com incertezas.

Shaylon vai desencantar e tornar aqueles rasgos de ousadia mais constantes?

Brenner vai confirmar as expectativas e se transformar em um atacante de alto nível. Ficará perto de um Gabriel Jesus? Ou, pelo menos, ficará longe de ser um Ademílson?

Lucas Fernandes superará as contusões e uma certa timidez (dentro de campo) que tem atrapalhado seu despertar? Voltará a driblar, ali pela esquerda, a chutar de fora da área, a cobrar faltas?

Marquinhos Cipriano, Gabriel Sara, Bissoli? Caíque?

Pedro Augusto e Paulo Henrique chegam, a meu ver, com expectativas menores.

Eu gosto de Liziero, que está na Copinha. Me parece um Junior Tavares menos brilhante e mais aplicado à marcação.

O São Paulo não deveria colocar pressão nestes jogadores. Nada contra escalá-los em profusão contra o São Bento ou em outros jogos. Tem de ir para o fogo mesmo. Mas não deveria dar tanta mídia a eles, enquanto ainda nem jogaram.

Mas o raciocínio me parece o contrário. A gente fecha treino, fecha filmagem e enche o site com informações e filmetes da molecada. É o momento bom para dar espaço ao trabalho de Cotia.

Não é uma boa, eu acho.

E, assim que Raí resolver a contratação de Lugano, é bom voltar ao mercado. Fazer com que haja notícias, enquanto os jovens não confirmam todas as expectativas que o clube está jogando sobre eles.


Emerson Sheik é piada
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Ah, o passado… O passado, onde e quando fomos felizes. Pelo menos é o que mostra nossa lembrança seletiva. Só a lembrança de um passado feliz é que pode justificar a contratação de Emerson Sheik pelo Corinthians. Ele foi campeão mundial em da Libertadores em 2012. E foi mandado embora em 2015, porque o Tite, que sofreu com sua irresponsabilidade em 2013, não aguentava mais.

E agora, volta. Com 39 anos, depois de uma temporada ridícula com a Ponte Preta, quando não ajudou em nada o time que acabou rebaixado. Esteve presente no instagram e no departamento médico mais do que em campo.

Realmente, não entendo não. O próximo presidente concorda com esta chegada?

É uma volta ao passado, à falta de profissionalismo… Sheik e Kazim. Tá difícil, não?


Palmeiras optou pela ação predatória no caso Scarpa
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O Palmeiras tentou contratar Scarpa diretamente do Fluminense. Não deu negócio, aparentemente porque Roger Guedes não aceitou fazer parte do pacote. Então, Alexandre Mattos se recolheu. E quando Scarpa conseguiu a rescisão contratual na justiça, deu o bote perfeito. Trouxe o jogador de muito futuro de graça, sem pagar nada ao Flu. Negociou diretamente com o jogador.

É um direito do Palmeiras. Não há nada de errado em seguir a lei. Errado é o Fluminense que não pagou o que devia ao jogador. No Brasi, pelo menos no futebol, quem não paga, perde a razão. A negociação tem embutido, um certo risco. Nunca é bom negócio enfrentar advogados do Fluminense.

A ação predatória do Palmeiras é diferente do que o São Paulo havia proposto. Raí pensou em uma negociação triangular unindo os dois clubes e mais os responsáveis pela carreira de Scarpa. Foi atropelado pelos fatos. Não estou dizendo aqui que o São Paulo é, como seus cardeais gostam de dizer, um exemplo de ética ou coisa assim. O clube cansou de usar a mesma tática nos anos anteriores. O Daniel Perrone lembra o caso Dagoberto, que azedou de vez as relações entre São Paulo e Furacão. E o Furacão fez o mesmo com a Portuguesa no caso do lateral Cascardo.

O meu ponto é que os clubes estão perdendo o bonde da conciliação. De criarem um acordo para que as ações predatórias parem. Um acordo bem costurado e que tivesse como ponto principal a união entre os clubes. Como seria? Não sei. É preciso pensar bem. Logicamente que um acordo de cavalheiros para deixar no limbo jogador que vai à justiça, seria uma canalhice também. Os clubes adotariam o calote como norma de conduta, sabendo que os jogadores, além de lesados, não conseguiriam lugar para trabalhar.

Mas um tipo de união poderia ser conseguido. Uma união que fica mais longe com a ação – totalmente legal, repito – do Palmeiras.


Neymar, mimado, pode ser o melhor do mundo?
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A rádio ''El Larguero'' deu a notícia e os jornais AS e Sport repercutiram: Florentino Perez, presidente do Real Madrid, estaria disposto a tudo para contratar Neymar na próxima janela. E ''tudo'' significa incluir Cristiano Ronaldo no negócio, como parte do negócio. Sim, daria CR7, que tem monopolizado prêmios de melhor do mundo e mais dinheiro por Neymar.

Poderia ser um impulso para que a previsão de Xavi, grande destaque do Barça há alguns anos, pudesse se concretizar. Ele disse que após a aposentadoria de Messi e Cristiano Ronaldo, haveria um período de três ou quatro anos com Neymar dominando o mundo do futebol.

Concordo com a previsão, mas vejo Neymar sofrendo concorrência dura de jogadores em ascensão, como Mbappé. Não há no horizonte nenhum jogador que seja entronizado como o melhor, sem concorrência. Como Pelé, como Maradona….

O que poderia facilitar a vida de Neymar é ter uma atitude mais profissional em campo. Melhorar o seu jeito de encarar as constantes vitórias e parcas derrotas. É difícil porque nunca lhe ensinaram isso. O empresário Wagner Ribeiro e o pai, Neymar, sempre o trataram como alguém especial, destinado a brilhar, a ser o maior de todos. E, se a realidade ainda não confirmou a previsão, azar da realidade.

Cada zagueiro, cada volante, cada juiz é considerado alguém como um intruso, alguém disposto a fazer com que a previsão não se concretize. Um bandido a impedir a estrada do heroi. Neymar tem sempre um sorriso irônico para o zagueiro. Sempre tem um ar de superioridade com o árbitro que não aceitou sua versão sobre a queda. Difícil acabar com a fama de piscineiro.

Quando a situação fica mais difícil, Neymar apela. Em outubro de 2016, empurrou um zagueiro Vezo, do Granda, na escada que levava os dois times aos vestiários, em jogo na Espanha. Faz por mal? Logico, afinal sabe o risco que ocasionaria uma queda. E por que faz? Porque não aceita ser desrespeitado por um inferior.

Para ser o melhor do mundo, Neymar tem duas opções. A primeira é esperar a aposentadoria de Messi e de Cristiano e esperar o trono cair no seu colo. Há o perigo, pequeno na minha opinião, de ser atropelado por algum novo jogador. A segunda opção é supera-los antes da aposentadoria ou antes da queda física. Para isso, é necessário se espelhar em Messi e Cristiano Ronaldo, que possuem uma postura mais profissional em campo. Eles sabem que jogadores inferiores têm o direito de estar em campo e que estão em campo para impedir que seu enorme talento prevaleça. São obstáculos a serem suplantados, não seres desprezíveis que nem deveriam estar ali. Ou que, já que estão, que se limitem a aplaudir.

Talvez, na infância, os pequenos Lionel, Cristiano e Neymar, tivessem, diante de uma vitrine com muitos brinquedos, a mesma reação. Bater o pé e exigir que os pais lhes dessem o presente. No futebo, Cristiano e Lionel já superaram essa fase. Neymar precisa fazer o mesmo urgentemente.


Guilherme: “time com salário atrasado, não sobe”
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Em seu terceiro ano seguido na Série A-2 do Paulista, a Portuguesa contratou um especialista em acessos para voltar à elite do

futebol paulista. É Guilherme Alves, centroavante artilheiro em muitos times grandes, como Galo, Corinthians e São Paulo, e que conseguiu três acessos em cinco anos de carreira. Em 2012, levou o Marília para a Série A-2, repetiu o feito no ano seguinte com o Novorizontino e, em seguida, levou o Novorizontino para a principal divisão do estado.

O blog conversou com ele:

Qual é o segredo para tanto acesso?

A receita é a montagem do elenco e ter salário em dia. O treinador precisa participar das contratações, trazer pessoas em quem confia e trabalhar bastante. Mas nada vai dar certo se o salário atrasar. Eu sou um treinador muito exigente, peço muito aos meus jogadores e sou atendido porque ele sabem que eu luto por eles. Agora, se não tiver salário, quem vai confiar em mim? O presidente Alexandre Barros concorda comigo e está fazendo tudo por nós.

É preciso ter jogador cascudo para jogar a segunda divisão?

Olha, eu discordo. Isto é coisa dos anos 90. Para subir, jogador precisa ser bom, precisa ter qualidade. Eu gosto muito de montar os times para jogar no campo do adversário e para ter posse de bola. Precisa jogador bom para fazer isso.

Dá para fazer isso com o elenco atual da Lusa?

Sinceramente, não. Em muitos jogos, sim, mas em todos, não. Quando estivermos fora de casa, muitas vezes vamos jogar atrás, de forma reativa para ter transição rápida.

Então, vai jogar muito pelos lados do campo…

Exatamente. E tenho três jogadores para fazer isso muito bem. Tem o Luizinho e o Matheus Nolasco que são muito rápidos. E o Fernandinho que é um extremo de muita força. Estamos bem servidos assim.

E no centro do ataque?

Nosso centroavante seria o Guilherme Queiróz, que preferiu sair. Nós trouxemos o William Batoré, que tem menos mobilidade e mais presença de área. A finalização dele é melhor que a do Queiróz.

E o Raul? Um amigo me disse que fez uma pesquisa e que ele fez sete gols nos últimos sete anos…

A estatística que eu tenho é outra. Ele jogou 45 minutos na Portuguesa e já fez um gol. Eu vejo muito jogo de futebol por aí e estou apostando nele, que veio do Desportivo Brasil. Vai ser uma opção para nosso time.

E o meio campo?

Tem o Pereira, que eu quero ver na frente, perto do ataque. É o quinto campeonato que faremos juntos. O Carlinhos, lateral, também. Eu respeito jogador, não desisto de ninguém e estamos criando um grupo forte. Estou procurando um segundo volante com boa saída de jogo, que faça área até área. E vamos buscar ainda um novo reforço, mas vamos esperar um pouco.

Por quê?

Quando você tem dificuldade financeira, precisa ter sabedoria para contratar. Os nossos titulares ganham um pouco mais e os reservas ganham menos. Então, não tem dinheiro sobrando. Precisa ter criatividade. Tem jogador bom que está esperando um contrato mas que não consegue. Então, começa o campeonato e ele está livre. Então, vamos atrás.

A zaga, como está?

Vou jogar com três zagueiros. O Gabriel é veterano, mas está em ótima forma. Trabalha duro e não perdeu um treino. Estamos esperando o Fabão, que não está em forma. Temos também o Léo Coelho e o Marcos Vinícius. Estou tranquilo nesse setor. Fizemos dois jogos na Copa Rubro-Verde e não sofremos gols. Mais ainda, houve apenas cinco finalizações contra nosso time.

A Portuguesa saiu invicta do torneio e perdeu o título por causa dos erros na decisão por pênaltis. Vai mandar a moçada treinar?

Meu primeiro treinador foi Telê Santana e ele exigia muito dos fundamentos técnicos. A gente cobrava pênalti e falta. Eu repito isso na Portuguesa. Pode ter certeza que treino não falta.

E o gol?
Estamos muito bem no gol. O João é uma revelação do Flamengo e vai ter sucesso. O Leandro veio de duas temporadas no Guarani, com 50 jogos realizados.

Por que jogador de clube grande não quer vir para a Lusa?

Porque não temos calendário no segundo semestre. Jogador quer ter garantia de trabalho, no mínimo de Série B. Não temos nada a oferecer.

Quem é o favorito para subir?

O campeonato é muito duro e deveria permitir o acesso de quatro times. Dois é muito pouco. Os favoritos são o Água Santa, que tem muito dinheiro, além de Guarani e Oeste que estavam na Série B do Brasileiro. O Oeste quase subiu.

Tem alguma surpresa boa para a torcida?

Tem sim. O lateral esquerdo Cesinha, da base. Eu já queria que ele tivesse subido, mas preferiram que fosse para a Copinha. Esse menino joga muito e a Portuguesa vai ganhar muito dinheiro com ele. O zagueiro Brunetti também vai subir, mas o Cesinha está bem à frente.

 


Vasco não precisa de Eurico. Eurico precisa do Vasco
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Menon

''Eurico Miranda é o câncer do futebol brasileiro''.

A frase acima sempre me incomodou. Não gosto de comparações com doença, principalmente câncer. E sempre achei que, se Eurico saísse de cena, pouca coisa mudaria. Tem muita gente como Eurico na direção do futebol brasileiro. Gente mais elegante, mais fina, mais educada, mas também compromissada com a falta de gestão na CBF, por exemplo. Nenhum dirigente brasileiro se diferencia de Eurico na hora de manter del nero, marin, ricardinho teixeira no comando do nosso esporte preferido.

Eu cheguei – tolinho que sou – a me iludir. Eurico é tosco, mas ama o Vasco.

Perdão.

Eurico ama Eurico.

E é mentira que o Vasco precisa dele, como repete sempre, com empáfia.

Não saio porque o Vasco precisa de mim.

Tudo indica que Eurico é que precisa do Vasco. Que Eurico ama Eurico e euriquinho.

Quem ama o clube não permite que chegue às manchetes como chegou. Com suspeita de saque. Com rescisões apressadas de jogadores de Carlos Leite.

A relação é complicada. Jogadores de Carlos Leite com bom mercado (Mateus Vital e Paulinho) saem ou podem sair. Jogadores sem mercado (ainda que bons) como Wellington e Breno assinam por três anos.

Eurico deixa o Vasco sob suspeita. A frase tem dois sentidos. Eurico está sob suspeita. O Vasco está sob suspeita. Quem ama, não mata. Eurico não mata, mas fere o Vasco.


Ano começa complicado para Vasco e Fluminense
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Menon

Tirando Palmeiras e Flamengo, a situação dos grandes clubes não está boa, não. Há pouco dinheiro para ir às compras e ninguém está esbanjando. É um tal de me da 50% do seu jogador que eu te dou 35% do meu e mais um troco que eu tenho de receber o time tal, além de uma caixa de paçoca e um chickabon. Tem mais escambo do que compra.

As piores situações são de Vasco e Fluminense. O Vasco sofre com a instabilidade política, algo que pode melhorar após a definição sobre a tal urna 7. É preciso definir quem manda. Assim, fica mais fácil negociar. O time já perdeu Anderson Martins (São Paulo), Madson (Grêmio) e Matheus Vital (Corinthians).

O Fluminense sofre com a falta de dinheiro. Acabou já há um ano a parceria com a Unimed e não houve reposição. Com os salários atrasados, jogadores vão buscar seus direitos na Justiça. Scarpa conseguiu a rescisão e vai para o São Paulo. Cavalieri está tentando. Henrique conseguiu também a rescisão e vai para o Corinthians. Henrique Ceifador também está na mira do Corinthians e Wendel foi para o Sporting.

Com as rescisões, o Fluminense perde força no mercado. Como vai receber por um jogador que está livre? O Vasco, ao menos, conseguiu Erazo e Henrique Almeida está próximo.

Se nada mudar, o Vasco fará numeração na Libertadores. E o Flu correrá muitos riscos de rebaixamento no Brasileiro.