Blog do Menon

São Paulo em coma. Tem remédio ou troca o médico?
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O  São Paulo não reage. Cinco partidas seguidas sem vencer. Muda esquema, entra  jogador, sai jogador e o time continua igual. Não está jogando um futebol pavoroso, tem coisas boas, mas vitórias, nada… Nos dois últimos jogos, por exemplo, terminou sufocando o rival, com Lugano de centroavante, com trocas de passes, mas…nada de finalização de Pratto. A bola não chega ao melhor jogador, que, por sua vez, sai muito da área.

Cueva não recupera seu futebol. Marcinho é o melhor dos atacantes de lado, o que mostra que não está nada bem o time. O garoto é esforçado, bacana, corre muito, mas…pense um pouco e você se lembrará de dez atacantes melhores que ele na história recente do São Paulo.

Tem remédio novo chegando: Arboleda, Gómez e Petros. Vão fazer o doente reagir? É preciso ver o que o médico, conhecido da família, amigo de todos e com uma história admirada por todos (em outra profissão) vai fazer? Ou é hora de agradecer os seus serviços e trazer outro médico.

O ano já acabou. O doente chega vivo a 2018?


L I O N E L M E S S I
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Lionel Messi faz 30 anos. Em outubro de 2017, completam-se 40 anos do último jogo de Pelé. E entre os dois, houve o gênio Cruyff que transformou o futebol, fazendo do retângulo verde um espaço tridimensional.

E houve Diego Armando, que fez o futebol voltar a ter gosto de brincadeira, de molecagem, todo estádio do mundo era apenas uma Vila Fiorito metida a besta. Como Garrincha fez com Pau Grande.

Antes de Pelé, houve Di Stefano. E Zizinho. E Leônidas. E muitos outros. E cada um cite o seu.

Não é hora de comparações. É hora de ser feliz por termos a oportunidade de ver o gênio nascer em 2005 e acompanhar o seu crescimento desde então.

O mundo muda, o futebol muda. Messi é sua cara atual. E a certeza de que seremos felizes por mais cinco anos, pelo menos. Será que a gente merece? Sei, lá, eu quero é aproveitar.

 

 

 

 


Saudades do futebol-raiz, com bola e sem fantasy game
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Parodiando a tentativa de uma nova linguagem futebolística, eu já estou no terço final da vida. Melhor seria dizer, no

Um gênio da música brasileira

quinto final. E detesto saudosismo. No meu tempo era melhor, agora não tem nada de bom. O Neymar não serve para amarrar a chuteira do Zezinho Cachoeira que brilhou no América de Teófilo Otoni e que fazia o Tupi de Juiz de Fora suar frio.

O que é claro para mim é que o futebol que se jogava no Brasil é melhor do que o que se joga hoje. Por um motivo simples: a grande maioria dos grandes craques brasileiros estava aqui. Outra coisa que parece saudosismo, mas que me soa como incontestável é a melhor qualidade e variedade da música do ''meu tempo''. A geração Paulinho da Viola, Chico Buarque, Gilberto Gil e Caetano Veloso só se compara a Garrincha, Didi, Pelé, Gérson, Rivellino….

Então, sem mania de passado, há coisas no futebol de hoje que acho desprezíveis.

Fantasy game, por exemplo. Guerra, do Palmeiras, fez um jogo muito bom contra o Atlético Goianiense. O fantasy game da moda lhe deu nota negativa. Então, muitos torcedores, inclusive palmeirenses, em vez de questionarem os critérios do joguinho, foram ofender Guerra nas redes sociais. Saudades do tempo em que se torcia incondicionalmente para um time e não por algo virtual, longe da realidade.

A mistura realidade x ficção é incentivada nos programas da organizadora. Ligo o rádio e ouço dicas para se dar bem no fantasy. Ligo o computador e vejo dicas de escalação. Até já decorei que tem um prêmio de dez dias de pague para ver aos melhores. Prêmio chinfrim.

Quem é o melhor patrocinador? Quem é o melhor diretor de futebol? Caramba, essa pauta tenta entrar até na sagrada mesa de bar. E aplauso para renda.

Analista de desempenho está atingindo níveis de adoração também. O Corinthians contrata Pablo e os elogios vão para os analistas. Foram os mesmos que indicaram Kazim? Os analistas do São Paulo aprovaram Petros. Mas o Petros jogou no Corinthians um bom tempo, e todo mundo sabe que ele tem qualidades. E o Edimar, foi aprovado? Quando vai estrear.

Não sou contra analista e não sou contra que se faça uma análise mais profunda sobre o jogador a ser contratado. Mas daí a tratar esse profissional como a última novidade no futebol, é demais, né?

O Palmeiras não precisou de analista de desempenho para contratar O Divino. Foi um olheiro. Como aquele que levou o neguinho Gasolina para o Santos. Analista de desempenho que indica Kelvin, Mendoza, Noguera, precisa acertar muito para sair do vermelho.

Tags : cartola


Ceni: entrevista decepcionou diretoria
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Após a derrota para o Furacão, a quinta em nove jogos, Rogério Ceni falou sobre a dificuldade de se montar um grande time quando se tem troca incessante de jogadores, o que ocasiona dificuldade para de alcançar excelência e, a partir daí, uma regularidade em alto nível.

Rogério disse uma obviedade que decepcionou a diretoria. Viram na argumentação do treinador uma quebra de confiança, uma tentativa simplista de ''tirar o corpo'' fora da situação ruim.

A mágoa é baseada em alguns dados:

1) Luiz Araújo: havia proposta do Lille em janeiro. Ceni pediu e o São Paulo rejeitou a oferta. Só saiu agora.

2) Thiago Mendes: o mesmo caso. Ceni pediu e o São Paulo segurou. Pode sair agora, que chegou Petros.

3) A situação de hoje não se compara à que Osório sofreu com Osório, que viu o time se desmanchar, sem reposição.

4) A diretoria considera que Ceni tinha, em janeiro, um time melhor que o de dezembro (será?). Que tinha, no início do Brasileiro um time melhor que o do Paulista (correto, basta lembrar as chegadas de Jucilei e Pratto). E que terá, a partir de agora, um time ainda melhor, com Petros, Gómez e Árboleda.

5) O time está se reforçando e não se desmanchando. Maicon, por exemplo, já não conseguia bom desempenho. Ceni, mesmo estava descontente.

6) Em resumo, Ceni teria jogado para a torcida, em um momento crítico

Abaixo, um texto do advogado aguaiano José Ricardo Bulgarelli. Ele fala de Ceni

  1. EGO DE CENI

Jose Ricardo Bulgarelli

Leco, presidente do São Paulo Futebol Clube, achou um jeito de fazer a torcida tricolor ficar calada. Contratou o até então ''mito'' Rogério Ceni. Os fanáticos confundem o joio com o trigo, idolatrando um ex goleiro (isto mesmo), Ceni foi o melhor goleiro e recordista do Tricolor. Verbo no passado. Como treinador, não da padrão de jogo a um time, faz rodízios em todas as partidas, como se no São Paulo tivesse jogador no nível de Barcelona e Real Madrid.

Ceni demonstrou e demonstra uma arrogância e prepotência de outro mundo, lado este pouco conhecido do torcedor são paulino.
A que ponto chega jogadores como Kevin e Gilmar saírem rapidamente do time. São Paulo este que era um exemplo de organização e administração. Hoje é o um dos times mais medíocres do Brasil, fato este que achei que nunca veria como torcedor.
Isto sem contar que fizeram do coitado do Lugano um bode expiatório para Leco ganhar as eleições. Contrataram, o jogador chegou no aeroporto há um ano atrás aos gritos de ''Dios'', e agora, em vez de renovar o contrato do mesmo, fazem esta novela. Não têm coragem de falar na cara do jogador que ele está fora dos planos. Com certeza Rogério Ceni tem medo de perder o trono de eterno mito ao lado de Diego Lugano. Dá para notar que Lugano incomoda o ex goleiro.
Isto sem contar com as contratações de jogadores de segundo nível (exceto Prato). Um absurdo.
O Tricolor perde o jogo e lá vem o Rogério Ceni com sua arrogância falar que teve posse de bolas que a cada jogo escala um time de acordo com o time adversário, E a torcida quieta, em silêncio porque confunde um excelente ex goleiro com um treinador de futebol sem a mínima noção. Todos pedem paciência com o ''Mito'' , que tem de dar tempo ao tempo. Tempo este que, com toda certeza, acabará na segunda divisão do Brasileirão no ano que vem se continuar dando tempo ao tempo E se isto acontecer, o que será que Rogério Ceni vai falar na entrevista após a queda?
Quem viver verá! Quero estar errado mas não consigo ver a paciência render
José Ricardo Bulgareli 


São Paulo começa a pré-temporada para 2018
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A Portuguesa está na Série D. A primeira fase do campeonato é um quadrangular. Cada time faz seis jogos e dois se classificam. Depois de quatro jogos, o time tinha quatro pontos. Precisava vencer os dois últimos, contra Bangu, em casa, e Desportiva Ferroviária, fora. E o que aconteceu antes do quinto jogo, que a Lusa venceu por 3 a 0? Seis jogadores deixaram o elenco. E quatro chegaram. E agora, chega mais um. Planejamento?

Na véspera da nona rodada, o São Paulo contratou dois jogadores. Ou três? Ou quatro? Faltam detalhes. E dois saíram. Quando estrearão os que chegaram? No jogo contra o Furacão, estrearam dois, Denílson e Brenner, o garoto nascido em 2000. Na quinta rodada, estreou Maicosuel, que havia chegado um dia antes. Jogou 45 minutos, saiu e não voltou mais. Planejamento?

É praticamente uma pré-temporada com o campeonato andando. Está trocando pneu com o carro andando. E quem é o piloto? Um treinador inexperiente, estreante e que, além da troca de jogadores, trocou o esquema.

Troca de jogadores.

Troca de esquema.

E erros individuais terríveis. Erros que definiram a derrota contra o Cruzeiro, saindo de lateral, contra o Galo, com um passe de Lucão. E  contra o Furacão, com escorregão de Militão, o garoto sensação. (Rimou, não?)

Contra o Furacão, o time teve:

linha de três, com Thiago Mendes na ala

linha de quatro, com Militão na lateral e Thiago Mendes adiantado.

linha de quatro, com Thiago Mendes de volante, Cícero no banco e Denílson estreando.

linha de quatro, com Marcinho na lateral, Nem no ataque e Militão no banco.

linha de quatro bem adiantada, sem proteção, com Nem, Jucilei, Denílson e Cueva (depois Brenner)

Muita troca e pouco chute a gol.

Thomas não entrou. Gilberto não entrou. Bruno não entrou.

O São Paulo busca uma formação. Busca um esquema. Será mantida a linha de três? Ou Gomez será o segundo meia, juntamente com Cueva. Haverá um 4-1-4-1, com Jucilei recuado, Petros e Mendes por dentro, Marcinho e Cueva por fora? Não sei. Não sei se Ceni sabe.

Nada será definitivo antes da 15ª rodada, quando os reforços já estiverem definidos. Muito tarde. Lá pela rodada 25, Ceni terá um bom time montado para o Paulistão de 2018.


Proposta a Lugano é uma piada cruel de Leco e Ceni
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A respeito de Lugano, Ceni disse que:

Seria uma covardia colocá-lo para enfrentar Robinho, mano a mano

Seria uma covardia coloa-lo para enfrentar Neílton (sim, Neílton), mano a mano

Ele pode jogar apenas como o zagueiro central de uma linha de três, como o Maicon joga, mas estou contente com o futebol apresentado pelo Maicon

Se o Lugano não está jogando, outros 17 também não estão

A série de afirmações leva, seguindo um raciocínio lógico, à não renovação de contrato que termina em dias. Por que ficar com um jogador que atua pouco, em apenas uma situação de jogo e que é igual a outros 17 do elenco?

Ceni, entretanto, recorreu à muleta sobre a importância de Lugano para o elenco, como liderança e exemplo e disse que gostaria de contar com ele  por mais um semestre. Recomendou que o clube fizesse uma festa no final do ano em sua saída do São Paulo. Sabe aquele cara que trabalha 30 anos em uma empresa e, quando é demitido, ganha um relógio? E um pique pique?

A opção oferecida por Ceni é ofensiva. Ele não perguntou se Lugano quer continuar a carreira em outro clube, em outro país e logo foi tratando de aposentar o ídolo, depois de lhe dar um contrato de seis meses para ser exemplo de vida a garotos. Uma sobrevida.

A ideia de Ceni logo foi aceita por Leco. E, a dez dias do final de contrato, veio a oferta. Salários mantidos, mas sem direito de imagem. E no final do ano, a festa de despedida. Uma festa em que o São Paulo faturaria um bom dinheiro. Ficaria com 60% do lucro.

Ora, se Lugano ganha R$ 230 mil por mês, até o final do ano, o clube gastaria R$ 1,4 milhão com ele. Para conseguir esse valor, bastaria a festa de despedida produzir R$ 2,5 milhões de lucro. Não é difícil.

Resumindo: Ceni acha que Lugano não faz falta, mas aceita ficar com ele e promete uma festa no final do ano. O São Paulo aceita, mas a festa vai produzir o dinheiro que gastaria com Lugano.

Ou, seja: fica aí mais seis meses e continua ajudando a gente com sua personalidade, liderança e espírito de grupo, já que futebol não dá mais. E não vamos gastar nada mesmo. Quem sabe ainda lucramos um pouco?

É uma piada. Um acinte. Uma vergonha.

Fruto do quê?

Da falta de liderança. Da falta de coragem. Da falta do olho no olho.

São Paulo e Ceni têm todo o direito de achar que Lugano não dá mais. Não foi um bom investimento. Não será um bom investimento. Todo o direito. Muita gente concorda com isso. Muitos dos que discordam, não se baseiam no rendimento apresentado pelo uruguaio, mas sim em seu passado. Se Lugano tivesse marcado oito gols contra e cometido 24 pênaltis, ainda assim exigiriam a sua presença no clube.

O que não pode é não ter coragem de dizer isso ao jogador. Chamar de lado e dizer que os caminhos precisam se separar, que ele não está nos planos. Qualquer chefe de RH de empresa chinfrim faz isso com funcionários. O São Paulo e Ceni preferem subterfúgios indignos do clube e das histórias de Lugano e de Ceni no São Paulo.

Um treinador jovem que não tem coragem de dizer isso ao seu comandado está começando mal.

Um presidente veterano que não tem coragem de dizer isso ao seu comandado, está terminando muito mal.

PS – Se Lugano não pode enfrentar Neílton, como pôde enfrentar Denílson, do Avaí? Lembremos que Denílson veio para o São Paulo em lugar de Neílton, mandado para o Vitória. A verdade é que Lugano foi utilizado aquele dia porque era preciso vencer, era preciso mostrar coragem e personalidade. Tomara que tenha sido o último jogo do capitão. Seria um fim de carreira muito mais digno do que uma festa para dar dinheiro ao clube.

 


Keno e Roger Guedes pedem passagem
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Keno matadorOs últimos jogos do Palmeiras mostraram um avanço muito grande da dupla Keno e Roger Guedes. Pelos lados do campo ou com um dos dois entrando pelo meio, pode-se dizer que formam um trio muito forte com William, que é um tipo de falso nove, um atacante que não fica muito preso à àrea. E ainda tem Guerra. É um quarteto de boa técnica, velocidade e finalização.

E o bom, para o Palmeiras, é que as opções não se esgotam aí. O elenco é bom e faz com que os torcedores percam o sono imaginando combinações. Borja, por exemplo, no lugar de William, com dois pontas abertos e Guerra chegando. Mas, e Dudu, como fica?

Dudu é ótimo e merece ser titular. Pode-se apostar em um quarteto ainda mais móvel, com Guerra, Dudu, Keno e Roger Guedes, que tem capacidade, eu acredito, de fazer a função que tem sido feita por William, com um ajuste ou outro. Cuca deve estar pensando em muitas alternativas, mesmo sem Richarlison.

Um ponto fundamental é arrumar o lado esquerdo da defesa. Zé Roberto e Egídio não estão bem, apesar de Egídio ter feito boa partida contra o Bahia. Juninho, em um esquema com três zagueiros, pode consertar o que ainda não está funcionando a contento.

Na minha montagem, o lugar de Guerra está garantido. Moisés, se voltar como em 2016, também. Gosto do Thiago Santos, mas gosto do Felipe Melo também.

São muitas ideias. Deixemos Cuca, que ganha muito bem e em dia, cuidar disso. Depois, a gente fala do que gostou e do que não gostou.

Tags : cuca


Fluminense teve muita dignidade no caso Richarlison
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Richarlison jogou contra o Flamengo. Jogou bem. Mas, não vem o caso. O importante é que fez o sétimo jogo. E o que está por trás disso: o Fluminense mostrou ao jogador e ao seu empresário que merece respeito. Fez valer os seus direitos, fez valer o que está na lei. Cabe ao clube a última palavra e ele a usou. O jogador tem vínculo com o clube e vai ficar no clube.

Todos os clubes deveriam fazer o mesmo. Pensar nos seus interesses primordialmente e não ficar abalado com biquinho de jogador. Richarlison teve a ousadia de pedir para não jogar contra o Palmeiras (clube que fez oferta por ele) por estar balançado e não estar com a cabeça boa. Um desrespeito enorme ao clube.

O São Paulo teve atitude semelhante há poucos dias. Recusou oferta de 7,5 milhões de euros do Lille por Thiago Mendes. Fez valer seus direitos. E o jogador, o que fez? Pediu aumento. Não vale o que está escrito?

Ainda na questão Richarlison, não vejo nada a criticar na postura do Palmeiras. Queria o jogador e fez uma oferta. Uma oferta, diga-se, maior do que a do Lille por Luiz Araújo. Ou seja, o Palmeiras tem capacidade financeira atual para ser um clube comprador no mercado interno. Não é um clube vendedor. Quer o jogador e oferece dinheiro. Está certo. O Fluminense acha que não vale a pena e não vendeu. Está certo.

Não entendi bem a postura de Cuca. Abel disse que o treinador do Palmeiras o procurou e disse que o Fluminense não ficaria descoberto, poderia levar dois jogadores de uma lista de quatro a ser apresentada. Não é a postura ideal. Treinador deve se restringir a treinar o time e a indicar jogadores. A busca de reforços deve ficar por conta da diretoria. São funções diferentes.

Por fim, há a questão financeira. Dizem que o Fluminense foi duro e perdeu dinheiro. Mas dinheiro é tudo? Onde ele conseguiria outro Richarlison por esse valor? E, não pode valer mais daqui a um tempo, para o mercado estrangeiro? Tem gente que usa o dinheiro para justificar tudo. Tenho um amigo que não quer eleições diretas agora porque custa caro. Ora, não dá, né? A Constituição prevê eleição indireta em caso de queda de Temer. Não é um belo argumento? Usar dinheiro para isso é muito frágil.

HOJE, ESTAREI NO ZÉ NO RÁDIO, o podcast do grande Ze Trajano na Central 3, a partir das 20h30, com o Trajano, o Paulo Júnior e o Leandro Iamin. Em um tempo em que o rádio tem caído tanto (veja a nutelização da Rádio Globo) a Central 3 é um oásis. São programas ótimos, como o das Dibradoras , da TRIVELA e do Fernando Vives .

O programa pode ser acompanhado na página da Central 3 no facebook, assim como no Ultrajano, também no facebook.

O programa de hoje com certeza falará da rodada, mas não é só isso. Trajano é um poço de sabedoria e vai falar de suas efemérides e de sua memória afetiva, sempre ligada às boas causas e ao amor ao país.

O Trajano, para meu gosto jornalístico, faz muita falta na televisão. Sem ele, há uma overdose de opinião em programas diferentes. Muita gente falando sobre os mesmos jogos, os mesmos temas, os mesmos gols e os mesmos possíveis erros de arbitragem. Eu escolhi o Linha de Passe para ver. Apenas um. Um olho lá e outro no Zé Trajano no celular.


Lucão precisa sair. Tem bola para ser feliz em outro clube
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Lucão é uma das joias da badalada geração 96, orgulho de Cotia. Foi o primeiro a ter chance no time principal e, aos 21 anos, tem 88 jogos pelo clube. Foi capitão das seleções de base em várias categorias. Seu início mostrava longa vida no time de cima. E a Europa era uma possibilidade concreta.

Não foi o que aconteceu. Ele não se firmou e teve o azar de ter erros fatais. Quando erra, o rival marca. A torcida não tem confiança alguma nele. E nem paciência. A cada partida boa, aposta-se em um erro próximo. E ele sempre vem.

Ao final do jogo, em uma entrevista emotiva e corajosa, ele disse que está perto de sair. Ou seja, percebeu que tudo o que se previa de bom não aconteceu e…não vai acontecer. Não, no São Paulo. Não neste São Paulo que não se acerta há anos, neste São Paulo em que há pouca proteção para a zaga.

Lucão não é o único a errar. Maicon erra mais. Mas, Lucão e o único que  não pode errar. Culpa dele também, que errou muito mais que o normal.

Ele tem bola para jogar em outro time. Tem futuro, sem dúvida. É hora de buscar outro caminho. Não pode, apesar de seus erros, ser culpado por tudo de ruim que acontece.

PS – Se Rogério Ceni acha que Lugano não tem condição de jogar mais que Maicon ou Lucão, então não deve pedir sua renovação de contrato.


Luto em Curitiba. O futebol agoniza
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Um torcedor corintiano foi dado como morto em Curitiba, após uma emboscada envolvendo torcidas organizadas. Depois, a PM  desmentiu a morte. O torcedor está no hospital, em estado grave.

Mais um caso sem solução. Mais um exemplo da incapacidade do poder público em dar segurança ao cidadão. Até quando?

Mesmo se não houver morte, é preciso o luto. Luto por uma sociedade violenta, com assassinatos diários que transcendem o futebol. E luto pelo próprio futebol, fonte ideal para alegria e confraternização. E vítima da violência cotidiana.

E o jogo? O Coritiba foi melhor. E o Corinthians teve um gol mal anulado.