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Timão x Tricolor: qual a melhor base?
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Menon

São Paulo e Corinthians disputam o título da Copa do Brasil Sub-20. Quem, historicamente, revela mais? Fiz uma seleção dos dois times. É muita qualidade. Não me atrevo a fazer uma seleção única.

O que acham?

Corinthians – Ronaldo, Fagner, Marquinhos, Luiz Carlos e Wladmir; Roberto Belangero, Malcon e Rivellino; Luizinho , Casagrande e Willian.

Também lembrei de Gilmar, Jô, Gil, Everton Ribeiro, Idário, Zé Elias, Betão, Adãozinho.

São Paulo – Rogério, Cafu, Mauro, Roberto Dias e André; Casemiro, Bauer é Kaká; Muller, Serginho e Zé Sérgio.

Também lembrei de Ederson, Hernanes, Lucas, Silas e Muricy.

Concordam?

Qual seria a melhor, juntando os dois times?

 

 

 



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Corinthians perde, São Paulo vence
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Menon

Vamos aos palpites. Não me fuzilem, sou apenas o pianista. Trago também os palpites de Bruno Grossi, setorista do São Paulo, aqui no UOL.

Fluminense x Chapecoense – Estou vendo a Chape em queda livre. Fluminense ganha. O Bruno também acha.

Palmeiras x Sport – Apesar de o Palmeiras se sentir melhor fora de casa, o Sport não terá chance. Bruno Grossi me acompanha.

Galo x Flamengo – O Galo ganha e mantém liderança. Flamengo jogou de maneira muito cautelosa contra o River. Falta vibração. O Bruno vê empate.

Paraná x Furacão – O carrossel mágico de Fernando Diniz vai engrenar é ganhar uma, para azar de seus admiradores, que acham vitória uma coisa feia. Bruno Grossi apostou no empate.

Bahia x Vasco – Os dois apostamos no time da casa. BBMP.

Botafogo x Vitória – Menon Mãe Dinah prevê empate. Bruno acredita no Fogão.

Santos x Cruzeiro – Eu sou Santos. Ele, raposa.

Inter x Corinthians – A lei do ex vai funcionar com Lucca e vai falhar com Loss e Roger. Apostamos igual.

Coelho x São Paulo – Aguirre vai ganhar fora. Pensamento igual.

Ceará x Grêmio – Sou empate. O Bruno é Grêmio, para ficar bem com o Gustavo Franceschini, que é chefe dele.

 



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Tite é o melhor, mas o blábláblá…
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Menon

Na redação do UOL, me encontrei com Jorge ''Delgado'' Correa. Conversamos um pouco e ''Flaco'' Correa disse uma verdade absoluta. ''Desde 2002, a seleção brasileira não era dirigida pelo melhor técnico brasileiro''.

Claríssimo, não é? Felipão, quando substituiu Leão em 2001 era inquestionável. Seus sucessores em Copas, Parreira, Dunga e ele próprio foram mistura de experimentação com banzo. Nomes buscados apenas para tirar a responsabilidade dos chefões.

Além de ser o melhor, os resultados são bons. Correspondem às fama.

O que eu não gosto é o blábláblá é o endeusamento. Aquelas entrevistas com voz pausada, com mídia training saindo pelos poros, aqueles pingos de autoajuda e aquele gauchês com exóticas regras de concordância verbal: ''tu me inspira'. Quando Muricy fala ''dibre'', a casa cai.

E o massacre? Adoro ver trailer no cinema. Atualmente, são substituídos pela cantilena titesca.

E o endeusamento? O Dassler explicou com logica:  Tite é menos criticado porque é o melhor é erra menos.

Mas, e se o Zagallo levasse o Zagallinho para a comissão técnica? O Dunga foi criticado até por usar aquela camisa que a filha criou. Nepotismo.

Toda decisão de Tite é respaldada por um batalhão de opiniões. Desconfio que tem argumento ali que nem o Tite pensou.

Ausência de críticas e de questionamentos atrapalham muito e ajudam nada.

Por isso tudo, peço um novo treinador para o próximo ciclo. No mínimo, poderei ir ao cinema sem ouvir o titês na tela grande.

 

 

 



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Corinthians joga bem e perde. Sinal de alerta
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Menon

Perder é ruim. Perder em casa é pior. Mas a derrota para o Millonarios não é para desespero. Foram 20 finalizações, sete delas no gol. Em seu gol, foram três bolas. Uma entrou, em lindo chute.

O goleiro Farinez, venezuelano de 19 anos, foi o melhor em campo. Seu trabalho, apesar de bom, foi facilitado pelo excesso de chutes de fora da área.

E aí está o sinal de alerta. Foram muitos chutes de fora porque o Millonarios se fechou bem, resistindo até às investidas muito boas de Maycon.

E o centroavante? Aí está o problema. A carta ''cruza na área'' não deu certo. Faltava o nove. Roger não está inscrito. E Júnior Dutra não é bom. Fica ruim quando a opção ''falso nove'' não funciona.

É um aviso. Mas, é bom lembrar que o time jogou bem.



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Zagallo, o melhor de todos, merece a homenagem de Tite
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No mesmo dia, a seleção brasileira, recebeu a visita de um dos dois maiores vencedores da história do futebol brasileiro (o outro é um tal de Pelé) e de dois cartolas insignificantes, o coronel Nunes (quem?) e Rogério Caboclo (quem?) futuro presidente da CBF, ambos intimamente ligados ao banido Marco Polo.

Mas vamos falar da visita boa. Mario Jorge Lobo Zagallo, bicampeão mundial como jogador em 1958 e 1962, campeão como técnico em 1970 e auxiliar em 94, vice campeão mundial em 1998, novamente como treinador. Aos 86 anos, foi, com certeza, um dos últimos dias felizes de sua vida. Até o próximo convite. Porque Zagallo vive a seleção, vive da seleção, vive para a seleção. Pela ''amarelinha'', faz tudo. É sua vida. Um amor, uma ligação, que remetem a tempos antigos, quando havia orgulho  em torcer pelo ''scratch''.

Zagallo sempre foi contestado. E sempre foi vitorioso. Como jogador, era muito ridicularizado pelos jornalistas de São Paulo, quando a rivalidade com o Rio era imenso. Quando as pessoas ainda se importavam com o número de jogadores que cada estado cederia à seleção. Em São Paulo, era impossível imaginar sua convocação, ele seria apenas o terceiro homem, atrás de Canhoteiro e de Pepe.

Canhoteiro era considerado o Garrincha da esquerda. Maranhense, era um malabarista com a bola nos pés. Seus dribles, pelo São Paulo, eram temidos pelos adversários. Pepe jogava no Santos. Ponta-esquerda com chute potente, o ''Canhão da Vila'', é o segundo artilheiro da história do clube, com 405 gols. ''Sou o primeiro e não o segundo, porque Pelé é um ET. Ele não conta'', diz sempre.

Em 1958, o treinador da seleção era Vicente Feola, que dirigia Canhoteiro no São Paulo. O chefe da delegação era Paulo Machado de Carvalho, ligado ao São Paulo. E Canhoteiro foi cortado. E Zagallo foi o titular. Feola, que havia trabalhado com o húngaro Bella Guttmann no São Paulo, trocou o WM pelo 4-2-4 na seleção. Um 4-2-4 que virava 4-3-3 porque o ponta era Zagallo, que voltava ao meio para ajudar Didi. E cobrir as avançadas de Nilton Santos, um lateral à frente de seu tempo. Foi assim o trabalho de Zagallo em 58 e 62, quando o treinador era Aymoré Moreira. Fez um gol em cada Copa.

Em 1970, seu trabalho também foi diminuído. Muitos dizem que ele recebeu uma seleção pronta de Saldanha, afastado por ser comunista e por denunciar a tortura no Brasil em entrevistas no Exterior. E também por ter resultados ruins, após a brilhante participação nas eliminatórias, quando o Brasil venceu os seis jogos, contra Colômbia, Venezuela e Paraguai, com 23 gols a favor e apenas dois contra.

Saldanha foi demitido após uma vitória sobre a Argentina, por 2 x 1, em março de 1970. Zagallo assumiu e foi campeão mundial em 21 de junho.

A seleção de Saldanha, que se classificou com 1 x 0 sobre o Paraguai, tinha Felix, Carlos Alberto, Djalma Dias, Joel Camargo e Rildo, Piazza e Gérson; Jair, Tostão, Pelé e Edu.

A de Zagallo, que ganhou a Copa dez meses depois tinha Feliz, Carlos Alberto, Brito, Piazza e Everaldo, Clodoaldo e Gérson, Jair, Tostão, Pelé e Rivellino.

Deu força ao meio campo com Clodoaldo e ao meio-campo, com Rivellino. Piazza foi para a zaga porque Sebastião Leonidas, seu favorito, se contundiu.

O time de Saldanha poderia ser campeão? Sim, mas dizer que Zagallo nada fez e pegou o trem andando é uma bobagem.

Zagallo não é perfeito. Ninguém é. Em 1974, foi surpreendido por Rinus Mitchel e sua Holanda. O futebol revolucionário recebeu de Zagallo o apelido de ''tico tico no fubá''. Depois, esclareceu que era uma forma de incentivar seus jogadores. E o Brasil poderia ter vencido se Paulo César Caju não errasse como errou, quando ainda estava 0 x 0.

Ele fez coisa feia também. Eu vi uma. Em 1993, o velho Barbosa, a quem todos culpavam pela derrota de 1950 (é fácil culpar Barbosa e Bigode, os dois negros) foi até a Granja Comary para atender a um trabalho publicitário. Ganharia um cachê (não me lembro de quem) para uma foto e algumas palavras com Taffarel.

Parreira não deixou. Para ele, seria uma carga emocional muito forte para o goleiro de uma seleção que não ganhava a Copa há 24 anos e que ainda buscava a classificação. Taffarel nem soube da visita. Zagallo recebeu e despistou Barbosa. O treinador, que no dia da derrota para o Uruguai, em 1950 – aquela que marcou para sempre a vida de Barbosa – estava no Maracanã, como soldado do Tiro de Guerra, trabalhando na segurança do estádio, bateu papo, trocou lembranças, sorriu, acenou, mas Barbosa se foi sem foto e o cachê.

Em 1998, Zagallo se rendeu à vontade de Ronaldo e o escalou, mesmo após uma convulsão durante a madrugada, para a final contra a França. Hoje, muitos jogadores contam que o Fenômeno não deveria ter entrado e que eles jogaram preocupados com a saúde dos companheiros. Mas, como culpar Zagallo? Alguém tiraria Messi ou Cristiano Ronaldo de uma final.

É possível que alguns jogadores que receberam Zagallo não tenham ouvido falar dele. Com certeza, não têm noção de sua importância para o futebol brasileiro. O  homem que foi vencedor contra a desconfiança de todos e que fez do amor pela amarelinha a sua marca.

 

 



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Martín Cáceres é quem definirá o Uruguai da estreia na Copa
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Menon

Luis Suárez, um matador que não se importa em jogar pelo lado do campo, para que Cavani fique na área. Foi assim em vários jogos da Eliminatória. Cavani, um matador que não se incomoda em recuar muito, atuando na segunda linha de quatro, como Samuel Etoo na final da Liga dos Campeões em 2010. Foi assim em jogos que o Uruguai recuou muito e apostou no contra-ataque. Diego Godin, um zagueiro que é um perigo na área do rival.

São os três pilares da seleção uruguaia para o Mundial de 2018. E há um quarto elemento: Martín Cáceres. O curinga de Oscar Tabárez estará em campo no dia 15 de junho, na estreia contra o Egito. Falta saber a posição. A escolha de Tabarez em relação a Cáceres definirá a escalação da Celeste e o destino de cinco outros jogadores: Maxi Pereira, Guillermo Varela, Diego Laxalt, Cebolla Rodríguez e De Arrascaeta.

Martin Cáceres tem 31 anos. Foi revelado pelo Defensor e transferido para o Villarreal, da Espanha em 2007, com 20 anos; Não foi utilizado pelo Villareal, que o emprestou ao Huelva e depois o vendeu para o Barcelona. Jogou pouco no Barça e foi emprestado para o Sevilha e depois vendido para a Juventus, que defendeu de 2012 até 2016, quando ficou sem contrato e sem clube, por seis meses. Em 2017, foi para o Southampton, depois Verona e, desde janeiro, está na Lazio.

Não é uma carreira brilhante, apesar dos 110 jogos pela Juventus, nada que se compare com sua importância para a Celeste, que defendeu por 71 vezes, desde que Tabarez o chamou em 2007. Tem 30 jogos em Eliminatórias, seis em Mundiais, cinco em Copas Américas e quatro na Copa das Confederações. Fez quatro gols e foi expulso apenas uma vez. Os números poderiam ser melhores, não fosse a ruptura do tendão de Aquiles, que o tirou do futebol de fevereiro a outubro de 2016.

Além de Cáceres, estão garantidos o goleiro Muslera, os zagueiros Godín e Gimenez, os meio-campistas Nández, Vecino, Betancourt e os atacantes Suárez e Cavani.

E Cáceres, vai jogar em que posição? Há duas opções.

Lateral-esquerda é a posição em que ele fez sucesso na Celeste, embora seja destro. Marcador duro e com regular projeção no ataque, é uma garantia de poucos problemas. Com ele por ali, Tabárez pode fazer uma mudança tática. Basta levá-lo alguns metros para a direita, recuar um meia como Cebolla e…aí está uma linha de cinco, muito defensiva para aqueles momentos em que o Uruguai precisa ser Uruguai. E ele ainda pode ser deslocado para a frente da zaga, jogando como volante.

E por que, então, se está tudo bem na esquerda, com tantas opções, porque escalá-lo na lateral-direita, sua outra opção? Por uma conjunção de três fatores: Tabárez está muito impressionado com Diego Laxalt e preocupado com Maxi Pereira e Varela.

Laxalt, como Cáceres, também foi revelado pelo Defensor e transferiu-se para a Internazionale em 2013, aos 20 anos, depois de fazer sucesso no sub-19 do Uruguai, como armador pela esquerda. Da Inter foi emprestado para Bolonha, Empoli e Genoa, onde passou a jogar mais recuado, como lateral. Após as eliminatórias, Tabárez o chamou para a Copa da China, no início do ano. Apenas uma opção de banco, mas Cáceres se contundiu, foi cortado e Laxalt jogou contra República Tcheca e Gales. Ganhou um lugar no trem celeste para o mundial.

Maxi Pereira é lateral direito e o jogador com mais participações com a camisa do Uruguai. São 134 jogos, mas, aos 34 anos, já não tem rendido bem. Perdeu velocidade e já não é tão bom naquele trabalho constante de defender e atacar pelo lado direito. Sua presença ainda é importante, principalmente quando se lembra que veteranos como Arévalo Rios, Alvaro Pereira, Alvaro González e Diego Peres (há mais tempo) não fazem mais parte da Celeste.

Guillermo Varela é lateral-direito e considerado o substituto natural de Maxi. Foi muito bem na Copa da China e tudo parecia resolvido. Mas, teve uma queda de rendimento no Peñarol, que fez uma Libertadores ridícula, não se classificando em um grupo que tinha Libertad, Tucumán e Strongest.

Então, se tudo está complicado na direita, chama o Cáceres, que ele resolve.

E como a definição de Tabárez em relação a Cáceres implica na vida de outros jogadores?

Se ele for escalado na direita, Laxalt deve ser deslocado para a lateral. No momento, tem mais confiança de Tabárez em relação a Gastón Silva, o lateral do Independiente, jogador que não permite muitas mudanças táticas. Com Laxalt garantido, haveria apenas uma vaga em disputa para a estreia: Cebolla Rodríguez ou Arrascaeta. Mais chances para Cebolla em caso de reforçar a combatividade no meio. Melhor para Arrascaeta, se Tabárez optar por um time ofensivo, formando um tridente com Cavani e Suárez.

Se Cáceres estiver na esquerda, Maxi Pereira passa a ser o décimo escalado. E a briga pela última vaga, além de Cebolla e Arrascaeta, passará a ter Laxalt, que terá ares de favorito.

O Uruguai, então, na estreia, terá?

Muslera, Pereira, Gimenez, Godín e Cáceres; Nandez, Vecino, Betancourt e Laxalt (ou Cebolla ou Arrascaeta), Cavani e Suárez.

Ou

Muslera, Cáceres, Gimenez, Godín e Laxalt; Nandez, Vecino, Betancourt e Cebolla (ou Arrascaeta), Cavani e Suárez.

Depois do Egito, haverá Arábia Saudita e Russia. Nos três jogos, haverá trocas, buscando a classificação, é lógico, mas também definindo o time que deverá enfrentar Portugal ou Espanha na segunda fase. Quando, Cáceres também jogará. Ele joga sempre.

 



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No fio do Bigode
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Menon

O América-MG é um time que merece respeito. Tem o mesmo treinador há mais de ano e o trabalho de Enderson Moreira é bom. Time bem treinado, bem postado em campo…

Mas é o América e, apesar do trabalho meritório, o Palmeiras tem obrigação de vencer. É que o empate por 1 x 1, mesmo valendo vaga, foi decepcionante.

Ficou novamente a impressão, quase certeza, que o time tem uma certa dificuldade em mostrar entendimento do que é jogo decisivo. Muito blasé.

Dentro de um quadro como esse, é bom ressaltar e louvar William Bigode. Com certeza, o segundo melhor custo/benefício do elenco. Quase sempre resolve. Pode confiar. Nem precisa assinar nada, fica como antigamente: o fio do Bigode é certeza de promessa cumprida.

PS 1 – O melhor custo benefício é o de Jaílson, que nada custou.

PS 2 – E a lambança da CBF? Ridículo esconder a lista de 35.



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Duas meias-verdades entre Corinthians e Carille
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Menon

Existem dois pontos mal esclarecidos na saída de Carille do Corinthians. O primeiro é quando se diz que ele foi em busca de independência financeira. Ora, ele é profissional, tem todo o direito de buscar um salário muito maior do que o que recebe atualmente. Cinco vezes maior.  Ele não deve nada ao Corinthians e o Corinthians não deve nada a ele. Foi pago em dia e trabalhou duro. Recebeu uma nova oferta e vai ganhar mais dinheiro. Ponto. Mas, não me falem em necessidade ou urgência de independência financeira.

Quem está no Corinthians há 18 meses, ganhando R$ 300 mil por mês já atingiu independência financeira faz tempo. Pode-se dizer que ele não ganhava o que merecia, que tem treinador ganhando o dobro e produzindo metade, tudo bem. Mas independência financeira, não. O que ele vai conseguir, com méritos, é a independência financeira de seus netos. São mais de R$ 30 milhões. Uma mega sena.

O segundo ponto é Osmar Loss. Considero muito natural que ele seja escolhido como sucessor. Está no clube há um tempo, trabalhou na base, foi vitorioso e tem toda a capacidade de manter o fio condutor que se estabeleceu no clube. Um estilo de treinador. Um estilo de jogo mais cauteloso, compacto, com defesa forte e sem correr riscos.

A discordância é que, com o elenco do Corinthians, o treinador é obrigado a optar por esse estilo. Como se o Corinthians fosse um coitadinho, cheio de pernas de pau. Como se pudesse jogar apenas dessa maneira. Ora, o elenco do Corinthians tem Cássio e Fagner, na seleção brasileira. Tem Rodriguinho, que poderia estar na seleção. Tem Maycon, que estará na seleção. Tem Jadson, que já esteve na seleção e que voltou a jogar bem. Tem Henrique, um zagueiro de bom nível e que já disputou Copa. Tem Balbuena, um zagueiro ainda melhor que Henrique. Tem Romero, que considero bom jogador.

O grupo está no topo do Brasil.

Se Andrés quisesse contratar um treinador com estilo diferente, mais ofensivo, poderia, sem dúvida. Poderia dar errado, mas a culpa não seria dos jogadores. Mas ele, acertadamente, resolveu manter o que está dando certo.



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Corinthians perde o melhor técnico do Brasil
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Menon

Fábio Carille trocou o campeão brasileiro pelo campeão da segunda divisão da Arábia. Sabemos da força do petróleo, mas é triste ver como os cartolas brasileiros estão abaixo do nível de nosso futebol. Fossem mais organizados e menos jurássicos…

Feito o desabafo, me parece claro que a perda corintiana é enorme. Carille, em um ano e meio de trabalho, ganhou dois Paulistas e um Brasileiro. É transformou o Palmeiras em freguês.

Carille trabalhou duro e falou baixo. Recuperou Jô. Perdeu Jô, não recebeu ninguém e não ficou reclamando. Se virou e montou a dupla Rodriguinho e Jadson, sem centravante.

O time que mais gosto de ver jogar é o Grêmio, mas acho o trabalho de Carille melhor que o de Renato. Mais constante.

E agora? Tranquilo, é só colocar o Osmar Loss. Olha, esse é um raciocínio perigoso. O Corinthians tem um problemão pela frente. Perdeu seu condutor. O melhor técnico do Brasil.



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