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Richarlison e Arthur, que bela realidade!
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Richarlison entrou aos vinte do segundo tempo e mudou o comportamento da seleção brasileira. Aberto na direita, foi ao fundo e cruzou. Entrou em diagonal. Veio de trás e também posicionou-se como centroavante. Tudo isso? Sim. Tudo o que Jesus não fez.

Arthur jogou desde o início. Desfilou. Desarma. Passa. Arma. Um volante moderno, todo terreno, uma dupla com Casemiro para a próxima Copa.

E fica a pergunta a Tite? Por que só agora? Por que não na Rússia?Neymar foi bem pelo meio. Bons passes e muitas faltas recebidas. Na esquerda, foi dominado por Saravia, exceção a uma escapada, quando sofreu violenta falta.

Philippe Coutinho foi mal. Nunca o vi tão disperso em campo.

Miranda foi muito bem. Discreto, como sempre.

Os outros, foram mais ou menos. Nada que empolgadas, nada que assustasse.



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Dadá Maravilha vê o Corinthians vivo para a decisão
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Dadá Maravilha dá seus palpites para a finalíssima da Copa do Brasil (Reprodução/YouTube)

Se o Cruzeiro tivesse Dadá Maravilha, um dos maiores goleadores do futebol brasileiro em seu elenco, certamente o título da Copa do Brasil já estaria decidido. É a opinião do eterno centroavante de Atlético-MG, Internacional e da seleção brasileira, hoje comentarista da TV Alterosa.

Artilheiro por onde passou, acha que o time mineiro desperdiçou a chance da vir ''passear'' em Itaquera ao fazer somente 1 a 0 no jogo de ida e agora o coloca em enorme perigo diante do Corinthians, sobretudo pela força da torcida alvinegra. Dadá vê o Timão bem vivo na luta pelo título da Copa do Brasil, diferentemente dos rivais do Palmeiras no Brasileirão, para ele o time que encanta e vai erguer a taça sem ameaças. ''Tem de tirar o chapéu pro Felipão, botou o time pra correr, os jogadores dão a vida por ele, o que não ocorre em outras equipes. Se precisar dar cabeçadas, vão fazer''.

O ex-camisa 9 está satisfeito plenamente com o trabalho de Scolari e ainda dá voto de confiança a Tite, mas exigindo mais rigidez no comando da seleção brasileira, principalmente na hora de cobrar empenho de Neymar, em sua opinião ''um craque sem senso de profissionalismo'' que mais se preocupa com vaidades, ''frescurinhas'', do que em jogar bola.

O Cruzeiro mandou no primeiro jogo da final da Copa do Brasil diante do Corinthians, mas ganhou por apenas 1 a 0. Foi pouco ou a final está decidida em sua visão?

O Cruzeiro fez muito pouco, ainda mais pela tradição do Corinthians, que tem muita força diante de sua torcida. Se fosse 2 a 0, acho que estaria decidido pelo toque de bola dos mineiros. Com a vantagem mínima, corre riscos. O Cruzeiro, quando apertado, se perde em campo. Ficou comprovado na derrota para o Vasco, que está bem fraco. Fosse 2 a 0 e só perderia a taça por W.O.

Mesmo com o Corinthians atuando pouco na ida? O que achou da postura corintiana naquele jogo, foi covarde?

Não teve covardia, o Corinthians foi malandro, jogou para empatar ou perder por 1 a 0, resultados que sabia ter condição de conseguir virar em casa. Ele foi estratégico e agora atuará com muita vibração em casa. O Cruzeiro é um time cascudo, mas ainda está fragilizado com a eliminação diante do Boca Juniors na Libertadores. O Corinthians tem de aproveitar isso e nessa hora a torcida faz a diferença.

Qual deve ser a estratégia do Cruzeiro?

Eu, quando jogava, entrava em campo falando para meus companheiros que iríamos ganhar o jogo, não importa o adversário. Tem de deixar o adversário nervoso e amedrontado. Fala que vai para cima, sem medo.Mas muitos times no Brasil estão jogando por uma bola, o 1 a 0 virou placar gigante…

O Corinthians perdeu jogadores, sofreu com a saída do Rodriguinho e está se arrumando, por isso a postura. A verdade é: desde que levamos os 7 a 1 nosso futebol ficou medroso, na seleção e também nos clubes. Onde vamos jogar, os rivais já fazem o sete com as mãos e isso irrita. Tem de esquecer as provocações. Argentino, por exemplo, passa a mão no nosso jogador e ele quer responder com porrada, é burro. Se passar a mão um vez, vai lá e faz um gol. Repetiu, marca outro. Temos de esquecer o passado e mostrar personalidade em campo, responder com sacanagem, na malandragem.

Quais times conseguem encantá-lo atualmente?

Me encantando mesmo está o Palmeiras. Tem de tirar o chapéu pro Felipão, botou o time pra correr, os jogadores dão a vida por ele, o que não ocorre em outras equipes. Se precisar dar cabeçadas, vão fazer. Veja o carinho que fez com o menino lá, o centroavante (Deyverson). Ele estava em baixa e agora, além de gols, vem jogando muito. Devia ir à missa agradecer pelo Felipão.

Algum time o decepciona?

O Flamengo, que parou de jogar depois da Copa do Mundo. Até deu uma recuperada agora, mas, assim como o Internacional, sofre com a irregularidade.

Então, o senhor não vê ninguém com capacidade para desbancar o Palmeiras na corrida pelo título? (O líder soma 14 jogos seguidos sem derrota no Brasileirão, vem de quatro vitórias seguidas e tem três pontos de vantagem sobre o Inter)

Pelo futebol apresentado pelo Palmeiras, ele tinha apenas de seguir os passos do Grêmio, único capaz de superá-lo e de quem acabou de ganhar. Ninguém mais tem condição de derrubar o Palmeiras, agora com total pinta de campeão e que não acho que vá mascarar.

Isso é fruto apenas do trabalho do Felipão?

Total mérito dele, que chegou e arrumou a casa. Com carinho e pela imposição. O que precisar fazer, os jogadores farão pelo Felipão.

Além dele, Renato Gaúcho, Mano Menezes e Cuca vêm se destacando pelo ótimo trabalho. É o momento dos técnicos mais experientes?

Eles têm a experiência, mas os mais jovens também podem ser copiados, como o Fábio Carille. O cara é bom e não ficava só falando bonito, como muitos que vêm com papo de linha de frente e outras coisas. Linha de frente é o caramba, é futebol jogado.

Teremos Brasil x Argentina nas duas semifinais da Libertadores. Acredita em final brasileira?

Temos totais condições, mas times argentinos são cascudos, sabem disputar jogos decisivos. Nessa hora precisamos fazer o que sabemos, sem querer inventar, ficar tentando dar lençol, carretilha, isso é coisa do passado. Quanto mais simples jogar, melhor. A seleção brasileira de 1970 foi a melhor de todos os tempos e não víamos ninguém querer fazer o que não sabia. Dribrar três, quatro é para Garrincha e não o temos mais. Temos de saber das nossas fragilidades e ganhar fazendo o arroz com feijão, mas bem temperado como o Dadá Maravilha fazia.

A seleção brasileira decepcionou na Copa do Mundo, mas mesmo assim a maior parte daqueles jogadores está sendo chamada. Acha correto?

Nosso treinador tem de pensar diferente, mas não tiro sua razão em querer dar uma moral aos jogadores. Para mim, porém, quem saiu desmoralizado não precisa de uma chance tão rápido, pois pode não voltar a produzir, tem de buscar alternativas, dar oportunidade a quem vem bem. Senão ele desanima, fica triste por estar melhor e não ser lembrado.

Qual sua avaliação do trabalho de Tite?

Gosto do Tite, faz um trabalho excelente, e tem direito de errar. Mas precisa buscar alternativas, dar chance a outros, usar mais o grupo e parar com algumas frescuras do Neymar. Chegar de helicóptero no treino, levar família para hotel… Isso não é profissionalismo e o Tite tem de mostrar quem manda. O Zagallo foi um baita treinador e apesar de dizerem que qualquer um seria campeão com a seleção de 70, era ele quem mandava. Ele participava da peladinha, brincava, mas na hora da concentração, de cobrar seriedade. Se impunha e todos o respeitavam.

Vê alguma injustiça mas convocações. Alguém que merecia estar há mais tempo na equipe nacional?

Os meninos do Grêmio deviam ir antes, esse Artur, agora do Barcelona, joga muito, assim como o Luan. E pela bola que vem jogando esse Cebolinha (atacante Éverton), tem de dar mais chance a esse menino.

Dadá Maravilha jogaria fácil em qualquer time atual ou alguns têm centroavantes à altura do que o senhor fez no futebol?

Dadá, para ser sincero, foi muito bom. Dadá é Dadá, jogador de velocidade incrível, impulsão fenomenal. Não existia quem subia 90 centímetros parado. O companheiro cruzava e era gol. Mas eu treinava muito. Dava 100 cabeçadas e 100 chutes depois dos treinos. Quem faz isso hoje. Atualmente vejo os caras perdendo gols que eu vendado não perdia.

Não me venham com a problemática que eu tenho a solucionática foi uma das frases marcantes do senhor. Quem poderia fazer a diferença no nosso futebol hoje em dia?

A frase mais marcante do nosso futebol. Olha, continuo acreditando no Neymar, mas o problema dele é a vaidade boba. Se preocupa demais com o cabelo, com relógios, calça… Coisinhas que não entram em campo. Deus deu tudo para ele ser um dos maiores. Mas tem de ser profissional. Eu era profissional. Se tivesse a técnica dele daria um Pelé. Me dê 15 minutos de conversa com o Neymar e ele se tornará o melhor do mundo. Como jogador é bom, mas tem umas frescurinhas. Precisa ser humilde, não ficar querendo driblar, dar caneta o tempo todo. Isso é para Gerson, Rivellino, Garrincha… Pelé foi o maior e não queria ficar dando canetas.

Algum outro dos que jogam em solo verde amarelo?

O (Philippe) Coutinho é outro grande jogador, mas também está lá fora. Aqui temos o Pedro, que vai se tornar um grande goleador, é uma boa revelação.

O fato de nossos jovens irem rápido para o futebol europeu e lá ficarem ''encostados'' por falta de adaptação está prejudicando nossas novas safras?

Não concordo com esse negócio que precisam de tempo para adaptação. A bola é redonda em todo lugar. Se eu for para a Argentina, para o Japão, vou fazer gol, pois o futebol é o mesmo.



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Fiel é mais importante que tática de Jair Ventura
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O Corinthians enfrenta o Cruzeiro na quarta-feira, para definir o título da Copa do Brasil.

Na segunda (hoje), faz um treino fechado, sem a presença de jornalistas. A ocasião ideal para Jair Ventura testar as novidades com que pretende surpreender Mano Menezes.

Na terça, um treino aberto com a presença de torcedores. Aqueles que precisariam fazer um empréstimo bancário de longo prazo para incentivar seu time in loco.

Fico aqui pensando que o treino aberto é mais importante que o fechado. Os jogadores serão incentivados barbaramente, haverá toda uma troca de energia, fundamentais para uma decisão.

A torcida cruzeirense também vai agir. Levará os jogadores até o aeroporto. Praticamente os colocarão dentro do avião. Prova de amor que só faz bem.

E o que os professores farão no treinamento fechado? Aliás, nada tenho contra. Cada treinador trabalha como deseja, não é?

Mano Menezes decidirá se vai ficar atrás desde o início, apostando em contra-ataque ou se pressionará o Corinthians em busca de um gol. Pouco tempo. Se o gol não sair, recua.

Jair Ventura não tem a opção de jogar atrás. Precisa fazer um gol. Algo que seu time não consegue há quatro jogos.

Então, sua dúvida se resume a ter um centroavante ou a jogar com dois meias por dentro. Ou, ainda, uma solução híbrida, com Romero de centroavante.

Romero ou Jonatas?

Por isso, né parece claro que o treino aberto é mais importante que o fechado. O amor da Fiel, diante de opções tão frágeis, é fundamental.



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Aguirre muda o São Paulo ou fica fora do G-6
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O São Paulo terminou o jogo contra o Inter apostando em cruzamentos e lançamentos para Trellez, Diego Souza e Gonzalo Carneiro. Que pobreza tática! Que pobreza técnica!

As opções ajudam a explicar a derrocada tricolor no segundo turno. Já são cinco jogos sem vitória.

Mas não é só isso, não. Tem mais.

Tática

A pior coisa para um são-paulino é ver seu time fazer um gol. Ele sabe que, ato contínuo, o time vai recuar muito. Deu até certo por um tempo, mas com a contusão de Everton, acabou. Não hã opção alguma.

A outra tática foi explicada no primeiro parágrafo. Quando o time está perdendo, saem os armadores e lota-se a área rival de postes. É o que Aguirre tem a dar.

Qualidade técnica do time

É difícil e errado fazer análises definitivas, mas é claro, no momento que:

Sidão e Jean não são goleiros de alto nível. Estarão entre os dez melhores do Brasil?

Bruno Peres não ajuda o ataque.

Ânderson Martins está muito mal. Perde pelo alto e é lento por baixo.

Jucilei muito lento. Impede transição rápida.

Nenê caiu muito no segundo turno. Parece em má forma física.

Diego Souza ajuda pouco.

Qualidade de elenco

O time não tem reserva para a lateral-direita.

Nenê não tem reserva, já que Shaylon não tem alma de protagonista.

Diego Souza não tem reserva. Trellez e Gonzalo Carneiro são toscos.

Éverton não tem reserva.É preciso mudar para conseguir uma vaga na Libertadores. O Santos vem aí.

 



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Quem analisa o analista de desempenho?
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A primeira vez que ouvi falar em analista de desempenho foi no Corinthians, em 2013, em uma entrevista com Edu Gaspar.

Ele falou de um grupo de especialistas, que trabalhava em uma sala. Os profissionais passavam o dia analisando vídeos de jogadores de todo o mundo. Viam as qualidades ofensivas e defensivas de cada analisado.

Achei a ideia muito boa. E me surpreendi, dias depois, com a contratação de Diego Macedo. E, no ano seguinte, de Stiven Mendoza. Diretamente da Índia. Como assim? Tanta gente para contratar um jogador mediano, que já havia rodado o Brasil?

Ora, todos sabemos que o Brasil é um exportador de matéria prima: café, soja e, qual é a surpresa?, jogador de futebol. Sabemos que o dinheiro é curto. E que o conseguimos em troca de nossas revelações são jogadores que a Europa não quer ou que está devolvendo, após anos de bons serviços prestados.

Sim, é o que tem para hoje. Mas, é preciso contratar tão mal?

Vejamos o atual campeão brasileiro, que perdeu Jô, seu melhor jogador. Trouxe Roger, atacante que já andou de clube em clube, com pouco sucesso. E Jônatas, que veio da Europa e tem demonstrado pouca intimidade com o balão de couro.

E na esquerda? Sai Arana e vem Sidcley. Sai Sidcley e vem Avelar. A queda de qualidade é contínua.

E a lateral direita? Fagner não tem substituto.

Não é só o Corinthians. O São Paulo contratou Gonzalo Carneiro. O Flamengo, Geuvânio. E há muito mais. Quem nunca fez besteira, que levante a mão.

O dinheiro é curto e não se pode errar tanto. Os analistas de desempenho vieram para ajudar. Precisam ser cobrados também. Não só eles. Os que indicam também, como na dobradinha Lugano/Carneiro.

 

 



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Neymar e mais nada
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O que um jogo como esse contra a Arábia Saudita pode trazer de bom para Tite? Que tipo de observação? Aquela que já deveria ser uma realidade há tempos: Neymar é muito bom para ficar restrito à ponta-esquerda.

Ele jogou solto, flutuando e sobrou no jogo. Ótimos passes, mudança de ritmo, inversão de jogadas e um belo passe para o gol de Gabriel Jesus. E a bola na cabeça de Alex Sandro, para o segundo gol.

Um outro passe, tão belo quanto, foi desperdiçado bisonhamente por Lucas. A dupla entre eles pode melhorar muito. É algo a ser incentivado.

O que mais? Pouca coisa.

Fabinho e Alex Sandro foram mal ofensivamente. Nada de ultrapassagem. Fabinho, além disso, teve dificuldade com Al-Dawsari, sempre acionado por Al-Faraj. Os dois e também Al-Shahrani foram responsáveis pelo surpreendente toque de bola saudita.

E Fred? Inexplicável a paixão de Tite por ele. Levou para a Copa em má condições físicas, não usou e continua apostando nele.

Jesus? Fez um gol. Ponto.

Pablo? Boa partida.

Mas, é preciso relativizar. Um gol, um drible, uma antecipação…Mas do outro lado era a Arábia Saudita.

E a relativização precisa ser maior ainda, quando se lembra da expulsão (justa) do goleiro aos 40 minutos.

Tomara que tenha sido o calor. Taí uma boa desculpa.

 



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No Brasil, 1 x 0 virou goleada
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Menon

O título do post seria: ''No país do futebol, 1 x 0 virou goleada'', mas acho que seria uma informação falsa. Coisa dos anos 70.

Mas, vamos lá. Cruzeiro, Corinthians, Flamengo e Palmeiras são gigantes do futebol brasileiro. Controvérsias a parte sobre veracidade ou não dos títulos, possuem troféus maravilhosos.

Seus treinadores recebem, somados, pelo menos R$ 2 milhões por mês. Muito dinheiro. Mais do que….complete a frase.

Muito bem. O que esses gigantes, dirigidos por técnicos muito bem pagos, dois deles com passagem pela seleção, nos ofereceram nas cinco últimas partidas da Copa do Brasil? Quatro semifinais e uma final?

Sete gols em cinco jogos. Dois empates e três vitórias. Em apenas um jogo, houve mais que dois gols. Em apenas um jogo, um time fez mais que um gol.

Uma vitória por 1 x 0 é tratada pelo treinador como uma relíquia. E o derrotado retruca que teve mais posse de bola. Tão insossa quanto suco de carambola.

O Cruzeiro pode ser campeão com três gols nos quatro jogos finais. O Corinthians, também. Podemos ter pênaltis. Oh, fugaz emoção!!

A verdade é que são treinadores medrosos. Não são cautelosos, são medrosos mesmos. São incompetentes em montar times com personalidade, com capacidade ofensiva e sabendo o que fazer com a bola. Times que entrem na história.

A bola não é uma namorada, alguém com que se tem prazer de conviver. ÉÉ apena uma relação de que se tem vergonha. Foi assim o Cruzeiro contra o Corinthians. Ficou com a bola, pressionou, fez um gol e tá bom demais, toma a bola, eu vou para o contra-ataque.

E o  Corinthians? Tem postura de contra-ataque, mas não usa. Não tem saída rápida, não tem um definidor.

Jair Ventura é um técnico de uma nota só. Mano Menezes está se transformando em um. Tem um bom elenco e não consegue jogar bem nem no Brasileiro, sem a pressão do mata-mata.

O pragmatismo os engoliu. Só são suportados quando vencem. E correm riscos, sempre no fio da navalha. Seu futuro imediato depende de uma bola parada, uma cabeçada, um chute de longe, um morrinho artilheiro, um pênalti bem batido.

Emoção? Até tem. Mas, futebol? Poquito.

 



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Cruzeiro sai na frente. Mas podia ser mais
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Menon

O Cruzeiro venceu por 1 x 0 e joga por um empate em Itaquera. É uma boa vantagem, mas poderia ser maior.

O pragmatismo atrapalha o Cruzeiro. Jogou bem melhor no primeiro tempo. Fez um gol, acertou a trave e ainda exigiu uma grande defesa de Cássio.

E o que fez o Cruzeiro no segundo tempo? Deixou de pressionar e recuou em busca de contra-ataque. Teve uma chance ou outra, mas não acertou o gol.

Os jogadores do Corinthians deixaram o campo dizendo que o apoio da Fiel será fundamental. Sim, será. Mas os 45 mil que forem ao estádio não chutam a gol. Essa incumbência é dos jogadores. E eles não conseguem.

Por fim, nunca vi uma participação tão ruim como a do chileno Araos.



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A grande diferença entre Cruzeiro e Corinthians
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Menon

São equipes semelhantes, Cruzeiro e Corinthians. São adeptos da cautela e do jogo seguro. Reflexo  das convicções de seus treinadores. Jair Ventura é um seguidor natural da linha Tite e Carille. Ah, e do próprio Mano, que fez sucesso no Corinthians também. E Mano, no Cruzeiro, faz sucesso com receita contrária à história do clube, marcada por DNA ofensivo.

As filosofias são parecidas, mas há uma grande diferença. O Cruzeiro tem um nove. Até dois. Quem sabe três. Ou quatro. Barcos, Raniel, Sassá e Fred. Há problemas com os quatro: Barcos não é segurança de nada, Raniel também não é uma certeza, Fred está voltando e Sassá está suspenso, graças àquela agressão grotesca contra Mayke, do Palmeiras.

Vai jogar Barcos. Bem ou mal, é uma opção. Zagueiro adversário sempre tem uma preocupação a mais.

E o Corinthians?

Tem Roger. Tem Jonatas. Não tem nada.

E sem nada, Jair recorre a outras opções. Vem com o tal falso nove. O ataque vai com Clayson, Jadson, Romero e Mateus Vital. Dois atacantes abertos e dois meias. Se precisar de alguém mais centralizado, chama o Romero. Contra o Flamengo, há alguns dias, entraram até Sheik e Danilo (dois sub-40) e não entraram Roger e Jonatas.

Com nove ou sem nove? Qual é a melhor maneira de aproveitar as poucas chances do jogo?

O campo dirá. Eu sempre prefiro um centroavante.

 



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Ceni já recebeu proposta para renovar com Fortaleza
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Há duas semanas, o presidente Marcelo Paz, do Fortaleza, procurou Rogério Ceni para tratar da renovação do contrato do treinador.

Disse que sabe da valorização natural, devido ao trabalho realizado, mas que fará tudo para continuar com ele

Ceni respondeu que estava muito feliz no clube, mas que o foco é a conquista do acesso, praticamente garantido, e também do título. Quem lidera, tem obrigação de vencer, disse Ceni.

Em 2017, o Londrina ficou em quinto lugar, com 62 pontos. Então, o Fortaleza trabalha com a projeção de 63 pontos como garantia de acesso.

O time já tem 56 pontos e nas próximas rodadas, visitará o Oeste (dia 13) e receberá Paysandu (dia 20) e Ponte Preta (dia 23). Os tais 63 pontos podem chegar por aí. E o Fortaleza completa 100 anos no dia 18.

A ideia é uma grande festa da torcida, que seria ainda maior com a renovação de Rogério Ceni.

O Fortaleza tem 11 pontos a mais que o Guarani, quinto colocado, e seis a mais que o Goiás, segundo colocado. Faltam oito rodadas, o que aponta para a certeza do acesso e boas possibilidades de título. Seria o primeiro do estado. O Ceará, grande rival, não tem.

Resultados tão bons influenciaram, de maneira indireta, até na eleição para senador do Ceará.

Os favoritos eram Cid Gomes, atrelado à campanha do irmão, Ciro Gomes e Eunício Oliveira, presidente do Senado e candidato preferencial do governador Camilo, reeleito com 75% dos votos.

Cid ficou em primeiro, com 3,23 milhões. Eunício teve 1,313 milhão de votos e perdeu para Eduardo Girão, que teve 1,325 milhão. Oito mil votos de diferença.

Eduardo Girão é um empresário que foi chamado para dirigir o Fortaleza no ano passado. O clube estava em má situação financeira e se recuperou. Conseguiu o acesso da C para a B, perdendo a final para o CSA, de Alagoas.

Em sua campanha, ele citou o Fortaleza de passagem. Não foi algo de destaque, mas quando se pensa que a diferença foi de oito mil votos e que o Fortaleza está levando 40 mil torcedores aos seus jogos, é fácil ver que a vaga na no Senado tem a ver com a vaga na Série A.

Qual o final da história?

Fortaleza campeão e Ceni endurecendo a renovação.

Quem foi campeão, não gosta de passar sufoco para não cair.

Ele preferirá um time que lute pela Libertadores, no mínimo.



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