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São Paulo, candidato, humilha Corinthians violento
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Menon

Do Morumbi lotado, veio o recado em alto, claro e e bom som. O São Paulo é, sim, candidato ao título. Ganhou por 3 x 1, com direito a olé, de um Corinthians violento e nada mais.

O domínio tricolor veio desde o início do jogo, marcando a saída de bola do Corinthians. Com Edimar e Reinaldo dobrando na direita, o caminho ficou fechado para o Corinthians. Principalmente porque do outro lado, Militão dominou totalmente Marquinhos Gabriel.

O início do segundo tempo trouxe o gol de Ânderson Martins. O Corinthians tentou reagir com Jadson. Não adiantou. Vieram dois gols de Reinaldo. No primeiro, ficou a impressão de Cássio estar adiantado. No segundo, Peru.

O Corinthians foi muito violento, principalmente com Gabriel, Clayson e Fagner. Clayson foi o pior.

O São Paulo é um time equilibrado e que sabe o que deseja. Finalizou dez vezes corretamente, contra só três do Corinthians.

O Corinthians fez 21 faltas no jogo. Muita coisa. Terminou com onze por complacência do juiz. No fim, fez um gol que deveria ter sido anulado. E perdeu Rodriguinho.

Em 14 rodadas, o São Paulo tem dez pontos a mais que o Corinthians. Explica o 3 x 1. Injusto. Podia ser mais

 



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O clássico de Jean e Osmar Loss
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Menon

Paulo Batista

De olho no Flamengo, São Paulo tem o Timão pela frente. (Paulo Batista)

Um clássico é a ocasião ideal para que jogadores marquem presença na história do clube ou, no mínimo, para serem vistos com outros olhos, com mais benevolência por parte da torcida.

Ronaldo estreou defendendo pênalti de Dario Pereira. Cueva marcou, com cavadinha, em Cássio. Ronaldo é ídolo até hoje. Cueva desperdiçou a chance, ao tratar a instituição como um animal de estimação que já não merece estima.

Jean, o goleiro, tem sua chance hoje. Uma boa partida, uma defesa marcante e será esquecido ou diminuído o vexame contra o São Caetano.

Na boa? Acho difícil. Jean não me parece um goleiro capaz de grandes façanhas. Não é um tipo para marcar época. Teve boa sequência e não conseguiu tirar o posto de Sidão. Para mim, vai acabar superado por Lucas Perri.

Osmar Loss assumiu o posto de Fábio Carille e sofreu uma avalanche de derrotas. Uma vitória contra o São Paulo, embora seja algo recorrente nos últimos tempos, pode lhe dar novo fôlego. E dar início a uma carreira vitoriosa?

Na boa? Não acredito. Loss me parece um treinador rolando lero, cheio de termos modernosos, de personalidade forte e de resultados fracos.

Outro dia, soltou a seguinte frase sobre a data de estreia do atacante Jonata  “jonatas depende de sua biotipia… precisa de mais aquisição para jogar”.

Mas é Majestoso. Quem sabe as valências cognitivas e esportivas de Jean e Loss estejam de acordo com seu mapa astral…

 



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Cássio, o maior de todos
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Menon

Há defesas que mudam a vida de um goleiro e o colocam em um novo patamar. Mas a defesa que põe um goleiro na história de um clube não pode ser fato único. Ela deve ser amparada por uma carreira constante.

Rodolfo Rodrigues contra o América de Rio Preto. Zetti na Libertadores-93, por exemplo. Já eram grandes goleiros. Ronaldo, do Corinthians, é exceção. Sua defesa mais lembrada foi a da estreia, um pênalti cobrado por Dário Pereira. A constância veio depois.

Agora, é Cássio. Desde 2012, construiu uma carreira sólida no Corinthians. E, em 2018, contra o Botafogo, encontrou seu lugar na história.

Foram duas no mesmo lance. A primeira, força e elasticidade para buscar a bola no pé da trave. A segunda, puro reflexo, para esticar o pé e fazer dele uma terceira mão.

As defesas levaram à pergunta: Cássio é o maior da história corintiana? Sim. Gilmar dos Santos Neves deixou o clube após uma derrota por 7 x 3 para a Portuguesa. Caiu sobre ele a injusta suspeita de suborno.

Ronaldo foi um goleiro espetacular. Seguro, elástico e midiático. Foi o goleiro do primeiro título brasileiro. É mais ídolo que Cássio.

Qual o melhor?

Eu fico com Cássio, que fez duas defesas milagrosas no mesmo lance, em um dia de julho em 2017 ou 2018, eu acho. Parece que foi contra o Botafogo ou Vasco, quem sabe o Flamengo, dirá um pai corintiano ao seu filho, em 2058.



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Militão: 5 milhões de euros
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Menon

Valdo, pai de Militão, disse ao jornal A Bola, de Portugal, que seu filho se despedirá do São Paulo no clássico, antes de se integrar ao Porto.

Dirigentes do São Paulo me garantiram na semana passada que só liberariam o jogador em caso de uma compensação de 5 milhões de euros. Caso contrário, preferiam contar com ele até o final do ano, quando termina seu contrato e depois cedê-lo de graça.

O argumento? Um, dois, três milhões de euros não resolvem o problema. Melhor continuar com um jogador muito importante para o sonho do título.

 



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Lucas Lima, vítima da introlerância no bom clássico
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Menon

Desde o apito inicial, Lucas Lima foi vaiado a cada toque na bola. Será sempre assim, a cada novo encontro com a torcida santista.

Aos seis minutos, recebeu sozinho na área, fez o giro e marcou. Foi comemorar junto a torcida santista e levou amarelo.

Por que não comemorou com a própria torcida?

Porque ela estava em casa. Os luminares do MP não permitem duas torcidas no mesmo estádio.

E o que ele fez na comemoração?

Mostrou o seu nome na camisa.

Não ofendeu, não mostrou o dedo, não agrediu?

Não.

Não cometeu o crime de colocar a mão no ouvido? Gesto que o Coronel Marinho considera provocação? a

Não.

É o futebol paulista. Uma torcida só. Torcida que precisa torcer como uma freira, sem sinalizador, sem samba. E com jogadores que precisam decorar uma cartilha sobre maneira correta de torcer.

O jogo foi bom. Aberto. Os dois times em busca da vitória. O Palmeiras foi bem melhor. Hyoran perdeu o segundo gol, que definiria a parada.

Gustavo Henrique salvou, como zagueiro e empatou, como centroavante.

O Santos se entusiasmou e buscou a virada. Mas foi o Palmeiras quem teve, nos acréscimos, as duas maiores chances para virar. Vanderlei e a trave impediram.

Se fizesse os dois gols, talvez levasse dois amarelos.

 

 

 

 

 



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Andrés assume impotência e cutuca Palmeiras
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Menon

Andrés Sanchez é dono de estilo repetitivo. Quando há algum problema no Corinthians ele aponta o dedo…para o Palmeiras. Antes, era o São Paulo. Travou duelos inesquecíveis com Juvenal Juvêncio, até que avisou um golpe baixo.

Após a vitória contra o Botafogo, Andrés mostrou toda impotência corintiana para lutar contra o assédio de clubes estrangeiros. Falou da alta do dólar e da impossibilidade de reagir, quando o jogador decide sair.

Até aí tudo bem. Mas, para desviar o foco, colocou, mesma sem citar nome,o Palmeiras na roda. ''Vocês vão ver o que vai acontecer do outro lado, segurando jogador''.

O que Andrés não vê a diferença atual entre Corinthians e Palmeiras. É simples: um tem dinheiro faltando e perde jogador. O outro tem dinheiro sobrando e decide quem sai.

A diferença monetária é grande, mas poderia ser menor. Se Andrés, por exemplo, tivesse conseguido vender o naming right do estádio. Foi sua tarefa nos últimos quatro anos. Nada conseguiu. Mãos abanando.

Andrés, homem do povo, devia prestar atenção à sabedoria popular e seu adágio: ''macaco, olha seu rabo''.



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São Paulo, sangue, suor e lágrimas
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Menon

O São Paulo pode não ser campeão. É muito difícil. Mas fez uma partida de campeão. Ou, no mínimo, de quem quer ser campeão. De quem pode ser campeão.

A vitória contra o Flamengo não veio como consequência de um grande futebol. Não. Mas veio avalizada por uma luta enorme. Defendeu sua área com a tenacidade de um cidadão que defende seu lar atacado. Como um animal que defende sua cria.

O Flamengo, segundo o site footstats, teve 58% de posse de bola. Finalizou nove vezes, contra duas do São Paulo. Finalizações corretas. Mas permitiu muitos contra-ataques. O São Paulo teve apenas duas conclusões corretas, mas teve outras doze.

E o contra-ataque do São Paulo mostrou uma surpresa para sua torcida: o equatoriano Rojas, que fez uma grande estreia, inclusive com o passe para gol.

O São Paulo mostrou uma vez mais ser um time guerreiro, além de bem ordenado em campo. Perdeu Jucilei no primeiro tempo. Entrou Liziero.

Piorou quando Rojas saiu. Entrou Araruna, mais defensivo. Terminaram as opções de contra-ataque pela direita. Depois, saiu Everton e entrou Trellez.

Nesse período do jogo, ali pelos 35 do segundo tempo, o time se defendia com linha de cinco. Desmanchada com a expulsão de Araruna.

E a resistência venceu. Com Anderson Martins e Militão, gigantes. Com Diego Souza deixando tudo em campo.

O time perdeu Jucilei, Everton, Sidão e Araruna para o clássico contra o Corinthians. Rojas não se sabe.

O que se sabe é que os que forem escalados, deixarão tudo em campo. O que não diminui a necessidade de reforços. Um volante, por exemplo.

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Minha visão da Copa que se foi
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Menon

A Copa foi boa pra mim. Participei de 13 edições do programa A Rússia é logo ali e fiquei feliz com o resultado. Fui melhorando a cada dia. É bom aprender sempre.

Mas, vamos falar de futebol…

O que a justa vitoria francesa aponta? Um futebol pragmático, com defesa forte, bons jogadores e um contra-ataque espetacular. Não é o caminho que me agrade, mas quem está achando ruim, que se prepare…A França tem time jovem e muito a crescer. Tendência?

Seleção não pode ser 1 + 10. Neymar, Cristiano e Messi não levaram seus times ao sucesso. Com Salah, o Egito perdeu para a Arábia Saudita.

Fim do tiki taka – A Espanha fracassou. Muito passe e pouco chute. Um tiki taka que pouco tem a ver com o estilo de Guardiola no Barça. Ainda bem. Sempre considerei a Espanha um campeão fraco.

Minha seleção, baseada apenas nos semifinalistas – Pickford, Meunier, Umtiti, Varane e Hernandez; Canté, Pogba e Modric; Hazard e Mbappé. Falta um. Griezmann ou Pericic, com as nuances táticas oriundas da escolha.

Minha seleção sem restrições – Quase a mesma, com Laxalt e Cavani. Saem Hernandez, Perisic e Griezmann.

Ótima geração belga – Desconfio que seja uma discussão restrita a jornalistas de Pindorama. A virtude está no meio: tem três ótimos jogadores – Courtois, De Bruyne e Hazard – e bateu no teto.

Melhor entre as decepções – Cristiano Ronaldo saiu nas oitavas, mas fez um jogo antológico contra a Espanha.

Pior entre as decepções – Neymar, que deixa a Copa com fama de trapaceiro.

Ódio a Neymar – Os ingleses, após sofrerem o gol da virada da Croácia, tentaram dar saída sem croatas em campo. O nome disso é canalhice. E ninguém crítica.

Infantino ridículo – O mundo pode ironizar Neymar, o presidente da FIFA, não. Buffone.

Notícia boa. Só que não. Thiago Silva e Miranda foram bem. A idade impede que estejam no Catar.

Craque da Copa – Hazard.

Melhor técnico – Robert Martinez

Pior técnico – Sampaoli

Pior goleiro – Caballero.

Melhor jogo – Bélgica 2 x 1 Brasil.

Segundo jogo – França 4 x 3 Argentina

Terceiro jogo – Espanha 3 x 3 Portugal

VAR – Veio pra ficar. Com o tempo, vai mudar o futebol dentro da área. O contato vai diminuir. Muitos pênaltis.

Um desejo: que Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar, Salah e Cavani tenham mais uma chance.

 

 



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Corinthians ganha e Palmeiras perde. Palpites da rodada 13
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Menon

Ceará x Sport – Lisca Doido conduzirá o Ceará à primeira vitória

Vitória x Paraná – Reação paranista continua. Empate

Flamengo x São Paulo – Desfalques rubro negros serão fundamentais no empate

Corinthians x Botafogo – Timão sofre e vence

Grêmio x Galo – Gremio fatura três pontos contra o renovado Atlético

Cruzeiro x América – Raposa ganha com facilidade

Chape x Bahia – Bahia conquista triunfo fora de casa

Vasco x Fluminense – Depois da vitória que nada valeu, Vasco  conquistará outra, importantíssima.

Santos x Palmeiras – Vitória do Santos contra Palmeiras sem Keno e Dudu

Furacão x Inter – Sem Fernando Diniz, vitoria do Atlético

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O drama de Son Heung-Min, vítima de uma Coreia militarizada
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Menon

Através do twitter de Leonardo Bertozzi (@lbertozzi), fiquei atualizado sobre o drama do sul-coreano Son Heung-Min, jogador do Tottenhan. Ele foi convocado pela confederação coreana para os Jogos Asiáticos, em agosto, nas cidades de Jacarta e Palembang, ambas na Indonésia. O Tottenham não tem obrigação alguma de liberá-lo. E o clube inglês tem outros problemas para o início do campeonato inglês, pois até nove jogadores do clube chegaram à fase final da Copa e terão férias. Fica difícil dispensar o talentoso e maior destaque da seleção coreana.

Mas, que importância tem os Jogos Asiáticos? Para a Coreia, é a possibilidade de manter o título conquistado há quatro anos. Para Son, a última possibilidade de ser dispensado do serviço militar que dura 21 meses. A penúltima chance foi perdida quando a Coreia foi eliminada na primeira fase da Copa. Se chegasse à segunda, a dispensa viria.

O serviço militar coreano deve ser completado até os 28 anos de idade. E Son vive um drama.

Se o Tottenham não permitir que participe dos Jogos Asiáticos, ele terá duas opções: 1) cumprir pena por não servir à Pátria, 2) terá de deixar a Europa e voltar à Coreia para cumprir o serviço militar, o que significará uma interrupção enorme em sua carreira. Talvez até o fim dela.

Ele pode também desertar da Coreia, o que significaria a impossibilidade de voltar a seu país. Para sempre.

Tudo parece uma imbecilidade muito grande. Son poderia ser usado pelo governo da Coreia para campanhas publicitárias envolvendo causas civis, coisas como o amor à Pátria, a necessidade de reciclar lixo, a importância da união de todos os habitantes do país, a necessidade de pagamento de impostos, o recadastramento eleitoral…

Mas as Coreias não podem se dar a um luxo assim. Apesar das tentativas de reaproximação, que podem levar até a um time unido na Olimpíada de 2020, a tensão sempre existirá. A guerra entre os dois países durou de 1950 a 1953, mas a paz nunca foi oficialmente assinada.

E por conta da guerra, uma carreira futebolística está prestes a terminar. E fica difícil dispensar Son do serviço militar, quando todos os outros coreanos dão dois meses de sua vida a essa prática.

É a lógica militarista de quem vive em guerra latente.

 



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