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Seleção é refém do cabelo de Neymar
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Menon

Em fotos no Instagram, é possível ver que Neymar mudou o corte de cabelo. É o que temos para hoje, na seleção brasileira. Seu midiático jogador em busca de mais mídia. O que nos reservará contra a Sérvia? Podia ser algo no estilo Sampaoli, pelo menos essa ansiedade de saber qual será o seu novo look deixará de existir.

A seleção brasileira representa um futebol glorioso. Grandes e grandes craques estiveram lá, vestiram esse uniforme antes de Neymar. Mesmo em derrotas. Leônidas da Silva, o Homem Borracha, José Carlos Bauer, o Monstro do Maracanã, Julinho Botelho, Didi, Garrincha, Tostão, moleque em 66, fazendo seu primeiro gol, Clodoaldo, Carpegiani, Nelinho, Falcão, Zico, Dunga, Bebeto, Rivaldo…Sem falar dos grandes vencedores, de Pelé, Garrincha, Romário, Ronaldo…

Hoje, somos a seleção do cabelo de Neymar.

Não é possível que tenhamos nos rendido ao marketing de um jogador.

É muito injusto com o futebol brasileiro.

E é falso. Falso, porque o Brasil poderia ser um grande time, mesmo sem Neymar. Criou-se uma dependência Neymaristica que o futebol apresentado por ele, não justifica.

Ou melhor, só se justifica porque os outros aceitaram. Sou contra causos do passado, mal comprovados. Mas é verdade, ouvi do próprio Pelé, que Zito mandava no time. Dava bronca em Pelé, em Garrincha, em quem fosse. Dunga tinha ascendência sobre Romário. Havia líderes.

Hoje, os jogadores do Brasil se submetem totalmente ao modo como Neymar se comporta em campo. Ninguém pede a bola, mesmo que esteja desmarcado. Neymar é que decide se o pobre coitado merece um passe. E, se Neymar, faz a opção errada, ninguém tem coragem de gritar com ele, de dizer que ele errou na leitura do jogo.

E, se Neymar se comporta em campo como o dono da bola, isso corresponde à sua maneira de entender o futebol. Ele acha que prender a bola, que buscar a falta, que cair sempre e monopolizar o time, é o melhor para o Brasil.

Mas, e Tite? Tite concorda com a visão tática de Neymar? Tite também acha que o caminho tático escolhido por Neymar é o melhor para o Brasil?

Essa é a versão menos ruim da coisa.

A outra é pior.

Neymar joga assim porque acredita que é melhor para…ele. E Tite, que pensa de forma diferente, se submete a ele, o Craque, que está sendo mais inventivo e ousado nos cortes de cabelo do que em campo, onde é monotemático e incessante na busca por ser o jogador que mais recebe faltas na Copa. Na média, porque se continuar assim, serão poucos jogos.



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Tite quer um time de escoteiros
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Menon

Eu escrevo sempre aqui que o comportamento dos jogadores no Brasileirão é lamentável, com agressividade absurda sobre os árbitros.

Posto isso, acho errada a postura de Tite após o jogo. Ele disse que os jogadores brasileiros não devem reclamar de nada em campo. ''Há muita gente para decidir essas coisas, gente mais capacitada do que eles. Quero um time equilibrado'.

E QUI LÍ BRIO.

Não dá para ficar calado quando você acredita que foi prejudicado em dois lances importantíssimos.

É preciso reclamar, sim. Com civilidade, com respeito, mas com ênfase. Pelo menos, o capitão.

Mas, quem é o capitão? Foi o Marcelo. Amanhã, será outro. Tite não quer um escoteiro mais brilhante que outro.

Todos são iguais, quietinhos e respeitadores.

E os escoteiros não ganharam canivetes suíços.

Tite não aceitaria que Miranda caísse quando levou o empurrãozinho. Não quer simulação. Escoteiros ou monges?

E, se Tite fala tanto em jogo coletivo, precisa falar para o loirinho tocar mais a bola, buscar tabelas e desistir das faltas. Tem gente boa para ajudá-lo. Não precisa ser egoísta.

 



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Neymar sem ousadia e seleção sem alma
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Menon

Faltou paixão, ousadia e protagonismo do craque.

Sabe aquela pressão total que o México sofreu da Alemanha?

Sabe aquele sufoco que a Argentina impos à Islândia?

Sabe aquela história de coração no bico da chuteira? Como o Uruguai venceu o Egito na última bola?

Pois é, o Brasil não foi assim, apesar dos cinco minutos de acréscimo, quando realmente a Suíça limitou-se a defender.

No primeiro tempo, o Brasil foi melhor e fez o gol, com Coutinho, em jogada desequilibrante.

No segundo, a Suíça empatou e não recuou. Sempre teve uma saída de bola pela direita, com Shaqiri.

E Neymar? Muito abaixo do que pode e deve jogar. Foi dominado por Behrami. E, depois que ele saiu, sofreu uma exagerada sequência de faltas.

Jogou mal? Não. Mas não teve o fogo que habita a alma dos gigantes. Messi perdeu um pênalti, mas foi muito ativo na busca de um gol. E nem vamos falar de Cristiano Ronaldo.

Neymar precisa salvar o Brasil, quando o Brasil não está bem.

O Brasil precisa se se superar quando Neymar não está bem.

PS – Foi falta em Miranda. Não foi pênalti em Jesus.



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Sargento Garcia prendeu o Zorro. Osório foi muito bem
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Menon

Apareceu!!! Há duas horas, eu disse que estava órfão de uma seleção outsider, underdog (estou colonizado hoje), para admirar. Falava da decepção com Peru e Costa Rica, quando…o México acaba com a Alemanha.

Uma goleada por 1x 0. Contra-ataque no primeiro tempo, com Speedy Gonzalez no plural. Três ou quatro.

No segundo tempo, apesar do Ricardinho discordar, continuou havendo chances, sempre na transição rápida.

Mas futebol é futebol. Quem esta perdendo, ataca. Quem está ganhando, se defende.

A Alemanha fez sua Blitzkrieg, com Mário Gomez, Klinsmann, Gerd Müller, Klose, Uwe Seeler, Hemuth Hahn e Konrad Adenauer.

O México se defendeu com Rafa Marques, Carbajal, Herrera (todos eles), professor Girafales, o Santo, el Diablo, el Perro Aguayo, Tigre Paraguaio, que devia ser mexicano, Trio Los Panchos e Manuel Lopez Obrador.

Um muro. Muro de suor, de raça, de oprimidos defendendo sua cidadela, jogando com honra e fazendo história.

O campeão do mundo está de joelhos.

Sargento Garcia prendeu o Zorro

 

 

Arriba, México.

Que el cielito seja lindo em Moscou.



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Costa Rica, Peru e o fim das ilusões
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Menon

A Copa é, quando se fala em títulos, é para poucos. Mas, quem diz que a Copa é só título. Sempre há o aparecimento de uma seleção que seduz o mundo com futebol alegre, que vence algum grande e caminha longe. As quartas, geralmente, são o teto para o sonho.

No início, eram os africanos. Camarões, de Milla, Nigéria de Okocha, mas, se renderam a um estilo rude. Diziam que, quando os africanos perdessem a inocência e ganhassem cultura tática, seriam quase invencíveis. Ao contrário. Transformaram-se em times violentos.

A globalização, é claro, mudou muito. Na aldeia global, rareiam as surpresas futebolísticas.

Mas, sempre há uma ''costa rica'. Foi assim, em 2014, vencendo o Uruguai, eliminando Inglaterra e Itália, mandando a Grécia para casa e caindo nos pênaltis, para a Holanda.

Era a Costa Rica de Navas, Bryan Ruiz e Campbell. Em 2018, continuam no time. Navas impediu uma derrota maior contra a Costa Rica, mas Ruiz e Campbell foram mal.

A Costa Rica não será a ''costa rica'' de 2018.

E o Peru?

Era minha aposta para ''seleção queridinha'' do Mundial, mas Cueva mandou meus sonhos para o espaço. Juntamente com a bola do pênalti que cobrou.

Ainda há um restinho de ilusão. Ao contrário da Costa Rica, o Peru jogou bem. Perdeu para a Dinamarca, mas foi bem.

Tomara que reaja. Afinal, se já não temos surpresa em cima, que tenhamos algo fugaz e brilhante em baixo. Caindo como um meteorito no meio da festa já programada de um gigante que acaba chorando na cama, que é lugar quente.



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Cueva destroi plano do São Paulo
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Menon

Cueva não quer mais jogar no São Paulo.

E o São Paulo, como um cônjuge surpreendido e civilizado, aceitou o fato consumado.

Também não quer Cueva.

Nem liga mais para suas ''puladas de cerca'', com seus atrasos e falta de atenção.

Não vê a hora, me disse uma fonte, de se livrar do pequenino Christian.

E embolsar uma boa grana.

São todos Cueva na Copa.

E agora, com o pênalti perdido contra a Dinamarca, a irritação aumentou.

O dinheiro que já estava contabilizado em planilhas imaginárias, virou fumaça.

A esperança não acabou de vez porque, apesar do erro imperdoável, Cueva jogou bem.

Quem sabe…



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