PUBLICIDADE
Topo

Histórico

Categorias

Menon

O que é pior: vender Vilson baratinho ou contratar Cris?

Menon

30/08/2013 13h08

Duas negociações envolvendo zagueiros me causaram estupefação: a contratação de Cris, lentíssimo, sem recuperação e sem tempo de bola, recém fracasso no Grêmio – pelo Vasco ou a cessão de Vílson pelo Palmeiras ao futebol alemão por um dinheiro desprezível. R$ 700 mil é o que um jogador médio recebe por três meses de trabalho na Alemanha. Foi isso, apenas isso o que o Palmeiras recebeu para ceder seu melhor zagueiro.

Ao se desfazer de Vílson, o Palmeiras perde também um forte argumento para dizer que a troca de Barcos por jogadores do Grêmio. Dizia-se que Barcos foi navegar no Guaíba mas, que em troca, o Palmeiras havia recebido jogadores por empréstimo como Leandro e Rondinelli e um zagueirão em definitivo. Oras, se o bom zagueiro valia apenas R$ 700 mil, Barcos saiu por pouco.

O que o Palmeiras vai fazer com esse dinheiro? Não dá para contratar um novo zagueiro com a qualidade e o comprometimento que Vílson estava mostrando. A Ponte Preta pediu R$ 10 milhões pelo lateral Cicinho. Vendeu por menos do que isso, mas por muito mais do que R$ 700 mil. O Atlético-MG pagou R$ 3 milhões ao Coritiba por 80% dos direitos do zagueiro Émerson.

Já que não conseguirá contratar um zagueiro, o que dá para fazer com R$ 700 mil? Pagar 15 dias de folha salarial? Ou o presidente estaria recuperando um pouquinho do que dizem que investiu no clube?

Eu não sou CEO e nem entendo muito de dinheiro. Apenas tento fazer algumas relações para entender negócio tão estranho. E faço de tudo para afastar desconfianças da minha cabeça.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

Menon