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Menon

#66 A melhor geração chilena é apenas a melhor geração chilena

Menon

23/06/2014 16h56

O Chile é agressivo, tem postura tática ousada, tem jogadores que não se intimidam, mas é vulnerável. O jogo contra a Holanda mostrou isso. Teve muito mais posse mas perdeu para a Holanda por 2 a 0. Um resultado justo, uma decepção para La Roja. A partida contra o Brasil, nas oitavas como em 98 e 2010, deve sacramentar a volta dos chilenos para Santiago.

Os chilenos toparam com uma retranca holandesa no primeiro tempo. O goleiro Cillesen era protegido por Janmat, De Vrij, Vaar e Blind. Não apenas isso. Kuyt voltava bastante para brecar Alexis Sanchez. Havia então cinco zagueiros. Protegidos por De Jong, Wijanldum e até Sneijder. Sim, o camisa 10 recuou bastante e fez uma partida de área a área. Quando a Holanda tinha a bola, Janmat e Kuyt avançavam para tornarem-se opções para Sneijder. O ataque tinha Robben e Lens.

O Chile também tinha uma linha básica de três no fundo, com Francisco Silva, Medel e Jara. Isla e Mena faziam parte da segunda linha, com Marcelo Diaz e Gutierrez. Aranguiz repetia Sneojder com um vaivém de muita dinâmica. Ele era mais radical ainda,  chegando a ser um NOVE, esperando jogadas de Vargas e Sanchez.

A Holanda resistiu e foi ganhando o domínio tático do jogo a cada momento que o Chile avançava. O empate não servia e Sampaoli voltou com Beausejour na esquerda, centralizando Alexis. Depois, colocou Valdivia. Era todo ataque.

E então, Leroy Fer, de 1m88 acertou uma cabeçada de manual, vencendo Medel, de 1m71 e Jara, de 1m80. O Chile é um time baixo, isso já está no laptop de Felipão, pode ter certeza. Entrou Pinilla, jogador de área, em lugar de Vargas. Em momentos do jogo, o Chile tinha Medel e Jara na defesa, Diaz na contenção, uma linha com os laterais Mena e Isla e Aranguiz, o meia Valdivia, além de Pinilla, Sanchez e Beausejour no ataque.

Alguma coisa como um 2-3-3-2. Como nos anos 30.

A louca tentativa pelo empate permitiu espaços. E a Holanda tem o mais letal contra-ataque da Copa. Robben para Depay e gol.

O Chile merece respeito. Mas é o melhor adversário a se enfrentar.

Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.