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Títulos? Não são a meta principal da base do São Paulo em 2015

Menon

05/03/2015 14h31

Uma reunião entre Júnior Chávare, gerente-executivo do Centro de Formação de Atletas e Carlos Miguel Aidar, presidente do São Paulo, reafirmou que a revelação de jogadores é a maior prioridade para 2015. Mesmo que essa opção signifique uma possibilidade menor de títulos.

Por que?

"Vamos jogar com equipes bem jovens. O sub-17 vai disputar competições para sub-18, o sub-18 vai para o sub-20 e assim por diante. Assim, fica mais difícil disputar os títulos, mas os jogadores estarão sendo mais exigidos e buscando mais maturidade", diz Júnior Chávare.

Quanto ao sub-20, a ideia é que disputem a Copa Paulista no segundo semestre. Estarão no campeonato profissional defendendo as cores do Nacional. Um protótipo do acordo já está em uso, com seis jogadores atuando na série A-3.

Além de as equipes contarem com jogadores bens jovens, poderão sofrer desfalques constantemente. "Nossa ideia é aprofundar a técnica, a tática e a parte física dos jogadores. Se notarmos, por exemplo, que um zagueiro tem dificuldades com a perna esquerda ou um volante está passando mal, eles, mesmo que sejam titulares, serão afastados para realizarem treinamentos específicos", conta Chávare.

Novos jogadores serão contratados. Já vieram o goleiro Carlinhos (seleção sub-17), da  Portuguesa, o meia Shaylon, 17 anos, da Chapecoense, e o zagueiro Lyanco, 18 anos, do Botafogo. "O Carlinhos é ótimo e tem apenas 16 anos. O Shaylon é um meia habilidoso e veio por empréstimo, com preço fixado, em troca do lateral Caramelo. E o Lyanco já era profissional no Botafogo. É ambidestro". Também podem chegar o lateral Raul e o meia Everton, do Grênio, em troca por Maicon.

"Nós fizemos uma planilha com jogadores que dos 60 clubes brasileiros das séries A, B e C que possam interessar. Se houver possibilidades, vamos suprir nossas carências", diz o gerente.

Dois destaques da base tricolor estão discutindo seu futuro com o clube. "O Gustavo Hebling, nosso volante, tem contrato até 24 de junho. Fizemos nossa oferta e estamos esperando uma resposta. O Joanderson, atacante, não acetou nossa proposta. Quer sair, mas a prioridade da renovação é nossa. Ninguém apareceu para pagar a multa e talvez o caso tenha uma solução judicial".

O clube buscará também a profissionalização precoce. "Jogador bom vai queimar etapa", diz Chávare. O lateral Caíque, de 16 anos, da seleção brasileira, já assinou seu primeiro contrato como profissional.

 

Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

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