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Leco: "CEO foi demitido porque não conseguiu dinheiro do Abílio Diniz"

Menon

15/09/2015 15h18

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Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, foi apontado como pivô da demissão de Alexandre Bourgeois, ex-CEO do São Paulo. Segundo entendimento da diretoria, Leco hoje é oposição a Carlos Miguel Aidar e o CEO nunca deveria ter se encontrado com ele. Em entrevista ao blog, ele desmente esta versão e mostra sua preocupação com o futuro do clube. "Os interesses estão acima da confiança", diz.

O senhor foi a causa da demissão do CEO Alexandre Bourgeois? Por causa de um encontro?

Alegar isso como causa da demissão é uma estupidez monumental. A demissão já estava definida há muito tempo, o Carlos Miguel já havia me comunicado. O motivo é muito simples. Ao aceitar o conselho de Abílio Diniz e contratado o CEO, Carlos Miguel esperava por um grande aporte financeiro do Abílio Diniz, que não veio. Esse é o motivo.

O senhor não é oposição ao Carlos Miguel?

Minha postura, como presidente do Conselho Deliberativo, é de total imparcialidade. Eu tenho uma posição política clara no clube, mas não faço política como presidente do Conselho. Estou acima de tudo isso.

E o que foi tratado no encontro?

Quanto ao encontro, ele foi feito no meu escritório. Meu escritório tem endereço e tem agenda. Ele faltou sobre o receio que estava sentindo de que suas ações fossem creditadas ao Instituto Áquila, por exemplo.

E o que o senhor achou da demissão?

Parece que ele foi vítima de uma avalanche. É muito triste ver um funcionário do clube ser demitido por um assessor de imprensa e não por um diretor ou pelo presidente. E, pior ainda, o assessor de imprensa trabalha para o São Paulo e para o Andrés Sanches.

Por que o Abílio Diniz não deu o dinheiro com que o Carlos Miguel sonhava?

Não deu porque não tem confiança. Ele escreve isso de forma amiúde. Hoje, no São Paulo não existe confiança. Existe interesses.

Essa impressão não é resultado ainda do fato de Cinira Maturana, namorada do presidente ter direito a 20% de comissão. Agora que ela saiu…

Ela não saiu. Continua lá todo dia. O que mudou é que não está mais escrito. Mas continua. Eu me orgulho de haver derrubado esse caso dos 20% e o outro, de 15% da Far East, relativo ao contrato da Under Armour. Comissão em caso especial de um grande negócio eu posso aceitar, desde que não passe de 6%.

O Abílio Diniz queria mandar no São Paulo?

Não. Ele queria participar. E como é um empresário de carreira exitosa deveria ter o direito, se tivesse dado o dinheiro esperado. Iria acompanhar o dinheiro, ver como estava sendo utilizado. Mas agora ele resolveu pagar uma consultoria independente.

Carlos Miguel deve aceitar?.

Deve. Ou então, explicar porque não aceitou.

Como é a situação do clube hoje?

Muito preocupante. Segundo o Bourgeois, o clube não tem como honrar a folha de outubro. A dívida real é de R$ 270 milhões, não adianta o Aidar dizer que é menos. Eles não estão conseguindo administrar. Quando você deve a alguém e não tem dinheiro, precisa negociar. Oferece pagar 50%, 60%…Nem isso estão fazendo.

E o time?

Bem, não dá para ser campeão brasileiro. E em 2016, não tem Ceni, Luís Fabiano e Pato. Precisa construir novamente.

 

 

Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

Menon