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Tite e Osorio são ótimos. Titismo e Osorismo, eu desprezo

Menon

21/09/2015 22h06

1) Tite é o melhor técnico do Brasil. Está fazendo um trabalho incrível no Brasileiro. Perdeu seu ataque titular, sofreu uma crise enorme com a eliminação na Libertadores e deu a volta por cima. O time lidera e tem muitas possibilidades de ser campeão.

2) Osorio é um grande técnico. Teve seu trabalho sabotado pela diretoria, perdeu muitos jogadores e ainda está na luta pelo quarto lugar. Que pode não valer nada, caso o campeão da sul-americana seja brasileiro. Adaptou, com muito êxito, Breno como volante e Carlinhos como ponta-direita.

Ficou claro minha admiração por eles?

O que eu não gosto é do titismo e do osorismo. Como também não gosto do bilardismo, o menotismo ou de todo outro ismo.

Não há ninguém perfeito. Não há ninguém que acerte sempre. E, para grande parte de torcedores, apontar um erro de Tite ou de Osorio é crime passível de cadeira elétrica. Depois de ouvir três músicas do Chimibinha.

Em relação ao Tite, há uma onda de beatificação. É citado como exemplo de cidadão, de grande pessoa… Acho isso tão falso. Principalmente, porque, para mim, não faz diferença alguma se o treinador é boa pessoa ou não.

Quem garante que os seus princípios de cidadania são os mesmos meus?

Aliás, é comum jornalistas dizerem que fulano é um exemplo tanto no profissional como no pessoa. Passo. Para mim, já é difícil entender um poquito de futebol.

Jogador sempre é elogiado quando visita e leva ovo de Páscoa para crianças com câncer. É muito importante para as crianças. Recebem um pouco de alegria. Mas,

1) não é o jogador que compra o chocolate.

2) os programas de televisão são avisados.

Por que? Para aparecer? Fazer o bem em troca de uma aparição?

É lógico que o exemplo acima não tem nada a ver com Tite ou com Osorio. É só para dizer como tudo pode ser enganoso.

Tite ajuda a criar um mito em torno de si. Como diz um amigo – não vou dizer o nome dele porque não consegui contato para pedir autorização – ele transforma um latera cobrado com força em direção ao gol como se fosse algo épico, monstruoso, fruto de suor e trabalho. A Maurine, da seleção feminina, faz isso muito bem.

E alguém tão incensado não pode ficar com briguinha contra zagueiro adversário expulso.

E o osorismo?

Seu dogma é o seguinte: "todo mundo sabe que ele é ofensivo. Contrataram assim, então não se pode reclamar".

Ora, somos parnasianos? A arte pela arte? Ganhar é uma cerejinha no bolo. E que ofensividade é essa que não vence. Que passa em branco vários jogos?

Osorio tem um estilo, tem uma filosofia, tem méritos.

Mas uma obrigação de treinador – seja qual for seu estilo – é decifrar problemas. Se um treinador sem as luzes de Osorio, sem seu brilhantismo, monta uma retranca, ele tem de resolver. Caso contrário, está errado.

Quando se fala algo nesse sentido, lá vem um caminhão de abóboras.

Tite é ótimo, mas não é exemplo de cidadania. E não tem obrigação de ser, como os titistas acreditam que seja.

Osorio é bom, mas não é gênio, como acreditam os osoristas. Não é a encarnação de Cruyff, mais Tite e mais Guardiola.

Que me desculpem os titistas e osoristas.

Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

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