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Sampaoli goleia Dunga

Menon

08/10/2015 22h35

Pode-se explicar por vários vieses a vitória do Chile. Mas a principal explicação começa pela postura. O Chile buscou sempre ser o protagonista do jogo. Buscouo a vitória sempre,  com uma postura de time grande. Como se ele tivesse o currículo brasileiro.

O Brasil? Como sempre, nos últimos anos, apostou no contra-ataque. E sem Neymar.

As substituições de Sampaoli sempre foram em busca de protagonismo. Começou com Jara, Medel e Silva na zaga. O Brasil ganhou o meio campo e o argentino mudou ainda no primeiro tempo. Tirou Silva, colocou Mark González e passou a jogar com linha de quatro. Nem tanto, porque Islas e Beausejour continuaram avançando.

A substituição deu resultado imediato. O Chile passou a ameaçar muito mais. Protagonismo.

E o Brasil? Contra-ataque, com Willian, Douglas e Oscar. Só isso. O Brasil não jogava mal, havia equilíbrio, não era um show de bola, mas a sensação é que um time queria mais, queria mandar. O outro apostava na bola maldita.

O segundo tempo começou com domínio do Chile. Valdivia armando para Vargas e Alexis. Mas Valdivia errava muito. E o Brasil contra-atacava. Cada vez mais.

Então,  Sampaoli tirou Valdivia e colocou Matias Fernández. Acabaram os erros. E acabaram os contra-ataques. Acabou o Brasil. Protagonismo.

O gol saiu. Marquinhos e Jefersn falharam.

E, só então, aos 37 minutos, Dunga tentou reagir. Colocou Ricardo Oliveira, muito mais referência de área. Mais um pouco e….surpresa. Dunga saca ousadia da cartola. Troca Luis Gustavo, volante, por Lucas Lima, meia.

O Brasil, no sufoco, tentava o que sua história exige. Protagonismo.

Coube ao Chile o contra-ataque.

E ele foram melhores.

2 a 0.

Dunga pode até dizer que se um contra-ataque desse certo, o Brasil teria vencido. Verdade. Concordo com ele.

O errado é o Brasil ter apenas essa arma. A eterna postura do contra-ataque.

Sem protagonismo.

Isso é para Sampaoli.

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Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

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