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Menon

Onze camisas brancas e um destino

Menon

29/10/2015 11h11

As onze camisas brancas são uma dádiva para o futebol mundial. Deveriam ser tombadas como uma das maravilhas do mundo. Quer saber? Melhor, não. Tombamento seria algo muito estático, muito acadêmico. E as onze camisas brancas não nasceram para ser domadas, não nasceram para serem domesticadas. Não nasceram para a admiração e sim para o temor.

Imagino, como na franquia Uma Noite no Museu, as portas do museu mundial do futebol se fechando, os visitantes voltando para casa e as camisas brancas se rebelando, deixando as paredes e começarem a brincar.

Sim, porque brincar é o que elas fazem de melhor. Alegria, dribles, passes, velocidade… O DNA do mais belo futebol está ali, presente nas camisas brancas. Sempre foi assim, sempre será assim e é impossível que seja de outra maneira.

As camisas brancas são o contrário das camisas negras do fascismo. Elas são a senha de que tudo é permitido, nada – a não ser a caretice – é proibido. E nem me fale em comparação com outras camisas brancas. Aquelas também escreveram uma história maravilhosa, mas à custa de muito, muito dinheiro. Assim, é mais fácil.

No Santos, não. Meninos da Vila é o sobrenome da equipe que constrói sonhos a partir de garotos revelados desde a base. Todos aprendendo a jogar futebol. Ou melhor, todos aprendendo a brincar futebol.

Todos mesmo, mesmo os que vem de longe…

Por que, se é fácil colocar um sorriso na cara de quem gosta de futebol com

Pelé, Coutinho e Edu

Nilton Batata, Juari e João Paulo

Diego, Leo e Robinho

Neymar e Ganso

Lucas Lima e Gabigol

Por que, se é fácil humilhar os amigos na brincadeira de qual a melhor escalação histórica, jogando na mesa um royal straight flush, com Robinho, Neymar, Coutinho, Pelé e Edu…

Eu juro, dou meu testemunho de sexagenário, que o Santos jogava bonito também com

Tato, Guga e Cilinho.

Tá bom para vocês?

 

 

Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.