Palmeiras-96, o maior time dos últimos 20 anos
A temporada se inicia com o Paulistão, irremediavelmente destinado a uma lugar secundário na importância do futebol atual. Não era assim há 2o anos, quando o Palmeiras venceu com uma campanha espetacular: 30 jogos, 27 vitórias, dois empates, uma derrota, 83 pontos ganhos de 90 possíveis (92% de aproveitamento).
Foi o melhor time dos últimos 20 anos, apesar de durar tão pouco. Um semestre apenas, um título apenas. E logo, houve o desmanche. O treinador era Luxemburgo e a base era formada por Velloso, Cafu, Sandro Blum, Cleber e Júnior; Amaral, Flávio Conceição, Muller, Djalminha, Rivaldo e Luizão. Uma linha de quatro – com dois laterais de altíssimo nível – dois volantes muito fortes na contenção, três meias de alta técnica e poder ofensivo e um matador.
Era pura poesia. Muller, Rivaldo e Djalminha deslocavam-se muito, atacavam e armavam com muita eficiência. Era um time letal. Muller fez 15 gols, Djalminha outros 15 e Rivaldo, 18. Cléber e Júnior fizeram nove gols cada um.
O Palmeiras fez oito clássicos – estou considerando a Portuguesa, que foi terceira colocada – e conseguiu sete vitórias. Apenas o Corinthians conseguiu um empate. Foram 23 gols marcados e sete sofridos. Dos 30 jogos, venceu oito por cinco gols no mínimo.
Desde então, outros grandes times surgiram no Brasil. Ganharam mais títulos, mas nenhum foi tão fiel às primícias do verdadeiro futebol brasileiro. Vejamos:
PALMEIRAS-99, de Felipão – campeão da Libertadores – Marcos, Arce, Júnior Baiano, Cléber e Júnior, Rogério, Galeano, Alex e Zinho; Paulo Nunes e Oséas.
CORINTHIANS-98/00 de Luxemburgo e Osvaldo – bicampeão basileiro e campeão mundial – Dida, Indio, Gamarra, Fabio Luciano e Kleber, Rincon, Vampeta, Ricardinho e Marcelinho, Edilson e Luisão.
CRUZEIRO-03, de Luxemburgo – campeão brasileiro – Gomes, Maurinho, Edu Dracena, Cris e Leandro; Maldonado, Augusto Recife, Wendel e Alex, Aristizabal e Mota
SÃO PAULO-05, de Paulo Autuori – campeão mundial – Rogério Ceni, Fabão, Lugano e Edcarlos, Cicinho, Mineiro, Josué e Júnior, Danilo, Amoroso e Luizão.
SANTOS-11, de Muricy – campeão da Libertadores – Rafael, Danilo, Edu Dracena, Durval e Leo; Arouca, Adriano, Elano e Ganso, Neymar e Zé Love.
CORINTHIANS-12, de Tite – campeão mundial – Cassio, Alessandro, Chicão, Paulo André e Fábio Santos, Ralf, Paulinho, Danilo e Jorge Henrique, Sheik e Guerrero.
Impressionante como Alex, Junior e Danilo são constantes.
Não coloquei o São Paulo de Muricy, tricampeão brasileiro porque não era um time só. Mas, aí vão as escalações
2006 – Ceni, Ilsinho, Fabão, Miranda e Júnior; Josué, Mineiro, Souza e Danilo, Leandro e Aloísio
2007 – Ceni, André Dias, Breno e Miranda; Souza, Hernanes, Richarlyson e Jorge Wagner; Leandro, Dagoberto e Borges
2008 – Ceni, Rodrigo, André Dias e Miranda, Joilson, Hernanes, Zé Luiz e Jorge Wagner; Dagoberto, Hugo e Borges.
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