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São Paulo tem ataque de Z-4. Assim, não vai longe. Volta, Renato. Picadinho

Menon

23/06/2016 23h22

renato 3Nos anos 80, o São Paulo contratou Renato, grande revelação do Guarani. Com o tempo, ganhou o apelido de Renato Pé Murcho, pelo chute pouco potente. Grande injustiça. Renato fez 100 gols em 299 jogos pelo clube. Um gol a cada três jogos. É o 18º artilheiro na história do clube. Faz muita falta no time de hoje. Vejamos algumas comparações.

O América-MG é o lanterna do campeonato. Tem nove gols marcados. O Botafogo, 18º colocado, tem oito gols, o pior de todos os ataques. Apenas esses dois rivais, ambos na zona de rebaixamento, tem menos gols que o São Paulo. Isso explica o zero no placar contra o Sport.

O São Paulo é o melhor entre os que marcaram dez vezes. Como sofreu apenas oito, está em sétimo lugar. Seus companheiros de dez gols em dez jogos são Furacão (nono), Ponte (décimo), Figueirense (11º), Fluminense (13º) e Sport, o primeiro no Z-4. O Coritiba, 19°, tem 13 gols marcados.

A dificuldade em marcar esteve presente também no Paulista. O São Paulo fez 18 gols em 16 jogos. Foi eliminado nas quartas de final pelo Audax, com uma goleada.

Na Libertadores, onde é possível ir longe com poucos gols, o São Paulo é o melhor dos Brasileiros. O único nas semifinais. Tem 20 gols em 12 jogos, contando o Cesar Vallejo.

Ou o São Paulo começa a mudar de estilo, ou não chegará longe no Brasileiro. Mesmo com as derrotas do Corinthians e do Vitoria, o time não conseguiu se animar e a vencer. Teve 68% de posse de bola e finalizou 21 vezes. São números expressivos. O que pega é ter acertado apenas três das 21 finalizações.

A péssima fase de Kardec – desde o início do ano – faz com que o clube não tenha um reserva para Calleri. A dependência é enorme. E as chances de ele ficar no clube só aumentarão em caso de título na Libertadores.

Fazer gols.

Está aí o grande desafio para Bauza.

Decifra-me ou te devoro.

picadinho

1) ODIO AO FUTEBOL MODERNO é o que eu consigo sentir quando leio que São Paulo e Santos vão juntos ao Pacaembu, no domingo. Juntos. No mesmo ônibus. Trocarão playlists do spotfy? Aonde querem chegar. Transformar o esporte mais popular do mundo em uma agradável tertúlia? Em uma pelada de final de semana? Já o fato de o jogo ser em campo neutro…

Não pode ser. Jogador precisa entrar em campo com vontade de destruir o rival. Futebolisticamente falando, é claro. O jogador precisa se sentir amado por sua torcida. Alguns – os melhores – precisam se sentir odiados pela torcida rival. Isso já diminuiu com a pantomina de os dois times entrarem juntos em campo.

Deve ter algum artigo na Constituição contra isso. Como me tiram o direito de vaiar a entrada do rival em campo? Isso é básico, é a essência do futebol.

Estou assustado com essa gourmetização toda. Quais os próximos passos?

Entrarão de mãos dadas em campo?

Darão volta olímpica no campo?

Haverá casais de torcedores adversários juntos, obedecendo a câmara do beijo?

É muita frescura junta.

2) robeisiROBEISIS RAMIRES CONSEGUIU A CLASSIFICAÇÃO para a Olimpíada Rio-16. O cubano da categoria 56 quilos foi, com 18 anos,  ouro em Londres na categoria 52 quilos e também campeão da Olimpíada da Juventude. Depois de Londres, subiu de peso e teve um período de maus resultados. Foi afastado por indisciplina, um termo que serve para tudo no fechado esporte cubano. Perdeu a vaga na equipe cubana para Andy Cruz, um garoto de 20 anos.

Cruz conseguiu a vaga para a Olimpíada, mas os treinadores decidiram que ele deveria mudar para os 64 quilos. E a vaga ficou abera. Robeisis tentou a classificação no Pré Olimpico da Argentina, mas perdeu na primeira luta para um argentino. Agora, depois de quatro vitórias – contra representantes da Finlândia, Quirgiquistão, Jordânia e Quênia – classificou-se.

Assim, a equipe cubana está completa, algo que não ocorria desde 2000. São dez pugilistas competitivos, alguns de alto nível. A equipe tem dois campeões olímpicos e quatro campeões mundiais. Um deles, Lazaro Alvares, dos 60 quilos, ganhou três mundiais seguidos e foi bronze na Olimpíada de Londres. Cuba espera ganhar pelo menos três ouros. Três ouros significam muito. O Brasil sonha com dez ouros no total.

3) GETTERSON ME EMOCIONOU com a entrevista que deu ao amigo Ciro Campos, do Estadão. Disse que nem se lembrava mais que tinha twitter e que aquelas postagens eram bobagens de um garoto que ele já não é mais. Perdi a chance da minha vida, desabafou. Eu continuo achando que a diretoria não tinha muito a fazer. Como ter no elenco alguém que se diz corintiano e que chama o clube de bambi. Como enfrentar a torcida tricolor, a vaiar Getterson a cada jogada. E um pênalti errado contra o Corinthians?

A se lamentar o papel de dedo duro dos torcedores. O cara sabe que o time contratou alguém. Em vez de ir no youtube procurar lances e gols – há gols impressionantes de Getterson, de esquerda e de direita, sempre com força – vai fuçar na vida do cara. Uma invasão de intimidade, o exercício de um poder discricionário a ele concedido por quem mesmo?

4) GIL, LÁ DA CHINA, CONSOLOU PEDRO HENRIQUE, o jovem zagueiro corintiano que deixou o campo aos prantos, após errar feio na derrota para o Galo. Uma grande atitude do zagueiro da seleção. Quem se preocupa assim com o amigo, quem tem sentimentos de solidariedade e amizade pode envergar a faixa de capitão da seleção.

5) FAGNER E MAIS 21 ME PARECE algo definido na próxima convocação da seleção, a primeira de Tite. Forte na defesa, com ótimo senso de colocação e cruzando cada vez melhor, Fagner pode até sonhar com um lugar entre aos 11.

Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

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