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Galo pede R$ 700 mil por Dátolo. São Paulo quer de graça, como Dona Xepa

Menon

30/08/2016 17h57

O São Paulo consultou o Atlético-MG para ter Dátolo. O Galo explicou que a multa é de R$ 1 milhão, mas que faria negócio por R$ 700 mil. O São Paulo quer o jogador de graça, algo difícil de acontecer porque uma proposta de R$ 400 mil vinda Fluminense foi recusada pelos mineiros.

Sem dinheiro, o São Paulo atua no mercado como tantos brasileiros pobres na feira de domingo. Esperam o final das negociações para comprar legumes e frutas mais barato. Ou de graça. Nem sempre conseguem. E, quando levam alguma coisa para casa, nem sempre há certeza de que o resultado será bom.

xeparecordNa televisão brasileira, duas vezes foi contada a historia de Dona Xepa, a feirante que lutava para dar estudo aos filhos. Na Globo, a personagem foi vivida por Yara Cortes. Na Record, por Ângela Leal.

O São Paulo adotou esse estilo no início do ano. Trouxe Mena de graça. Conseguiu o grande Calleri de graça. Por seis meses. Também veio Kelvin, que não mata a fome de ninguém. Lugano veio em troca de um amistoso em Assunção. Dinheiro foi gasto para ter Kieza, que preferiu deixar o clube ao primeiro dissabor. O dinheiro foi recuperado. Maicon também veio de graça, por seis meses. Depois, para ficar com ele, custou caro.

Cueva veio em 36 suaves prestações. Chavez em troca de Centurión. Gilberto, desempregado nos EUA, não poderia custar mais do que custou. Nada. Douglas, novo zagueiro, não custou nada. Buffarini custou. Pedido de Bauza, que se foi.

xepagloboO planejamento de reforçar o time sem gastar deu no que deu quando saíram Calleri (pedra cantada), Ganso e Kardec.

O elenco é curto. Tem pouca gente.

A solução? Novamente o São Paulo se acha a última bolacha do pacote e quer jogadores grátis. Marquinhos. Rildo. E Dátolo, que o Galo recusou.

Dona Xepa só se dá bem em novela.

Vivemos em um mundo capitalista. Dificilmente se escapa do drama e da tragédia sem gastar dinheiro.

Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

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