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São Paulo promete toda força à base. Mas é possível?

Menon

28/10/2016 06h01

Alguns dirigentes do São Paulo reafirmaram ontem que o clube dará todo apoio aos jogadores da base. O time do primeiro semestre será montado com muitos deles. Não vamos contratar de baciada. Não vamos segurar a ascensão dos garotos. Marco Aurélio Cunha foi o mais enfático. "Futebol se vive com ciclos. E há muito tempo, talvez desde os tempos de Silas e Muller não vejo tanta gente capaz na base. Serão aproveitados. Apenas porque são bons e competentes. Simples, assim. Quando não se tem uma safra muito boa, não sobe. Agora, tem e vai subir".

Ele citou nomes como Lucas Fernandes, David Neres, Lucão ("é muito bom, não vamos deixar que se transforme em um Casemiro, que perdemos), Luiz Araújo, comemorou a volta de Wellington e citou nomes consagrados como Rodrigo Caio.

A ideia é dar espaço para os garotos e reforçar o time com dois grandes jogadores. Em outra ocasião, Leco disse que serão um camisa 10 e um camisa 9.

Mas, é possível fazer tudo isso?

A Federação Paulista de Futebol e a Rede Globo permitem apenas a inscrição de 28 jogadores no Paulistão. Como subir mais gente se o elenco atual tem 35 nomes? Cortando, é lógico. Evidentemente, não haverá reposição para Kelvin. E Michel Bastos. Quem mais pode ser cortado? Robson, Jean Carlos, Chávez, Gilberto? Mena vai sair?

Mesmo assim, o elenco terá, salvo algum erro:

Denis, Renan Ribeiro e Leo

Buffarini, Bruno, Auro e Caramelo

Maicon, Rodrigo Caio, Lugano, Lyanco, Douglas e Lucão

Carlinhos, Matheus Reis

Thiago Mendes, Hudson, João Schmidt, Wellington e Artur

Daniel, Wesley, Cueva, Lucas Fernandes

David Neres, Luiz Araújo, Ytalo e Pedro

Chegamos a 28 nomes. Vamos cortar mais? Caramelo, Rodrigo Caio (pode ser vendido). São 26. Daniel. Carlinhos e Wesley, que a torcida odeia, mas que estão jogando bem. Ytalo.

Sobram 22. Não coloquei a saída de Leo, goleiro, porque acho melhor Lucas Perri, do sub-20, ficar jogando na base do que apenas treinando no clube. Mas, vá lá, que seja.

Então, o elenco ficaria:

Denis, Renan e Lucas Perri

Buffarini, Bruno e Auro

Maicon, Lugano, Douglas, Lyanco e Lucão

Thiago Mendes, Hudson, João Schmidt, Wellington e Artur

Matheus Reis

Cueva e Lucas Fernandes

Neres, Luiz Araújo e Pedro

São 22 nomes. Mais os dois reforços, ficam 24.

Sobram quatro vagas. A não ser que você queira tirar Auro e Lucão, que também são da base.

Bruno? Aí entra outro problema. Ficar riscando nome aqui é fácil, é um exercício, uma brincadeira. Mas é preciso saber até quando vai o contrato, é preciso colocar em outro lugar, é preciso um trabalho muito duro. Ou vocês querem que afaste o Bruno para trazer o Foguete? Não inscreve no Paulista e deixa o cara treinando, encostado, desvalorizado?

Enfim, nesse meu desenho aleatório, sobrariam mais quatro vagas.

Uma delas precisa ser na lateral esquerda. Sobrou só o Reis. Viria o Junior Tavares ou o Caíque.

Precisaria de um reserva para Neres e Araújo. Caíque, que tem jogado no ataque? Matheus Lu, seu reserva?

E como matador? Apenas o reforço e Pedro? Gabriel Nunes.

Eu acho difícil. Dificílimo. Quase impossível você afastar 12 jogadores, muitos com contrato, vender o Rodrigo Caio e contratar apenas dois, abrindo vaga para cinco meninos.

Seria perfeito se a FPF permitisse 33 nomes. Mas, não.

Pode até ser um bom time: Denis, Buffarini, Maicon, Lugano e Reis, Thiago Mendes e Hudson; Neres, REFORÇO e Araújo, REFORÇO

E os reservas? Renan, Bruno, Lyanco, Douglas e BASE, Schmidt, Wellington, BASE, Lucas Fernandes e BASE, Pedro

Além desses, haveria Auro, Lucão, Artur, BASE, BASE E BASe

É uma boa ideia. Mas desde que não se pense em título. Os jogadores da base teriam chance, seriam aproveitados e novos reforços viriam para o brasileiro.

Resumindo:

1) é uma operação muito complicada, por causa da FPF e porque não se pode afastar jogadores sem contrato, é jogar dinheiro fora. Colocar em outro clube também demanda tempo. Ninguem vai pagar nada por jogador encostado.

2) dá certo para "canchar" jovens, mas pensar em títulos é uma ilusão muito grande.

 

 

Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

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