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O Colorado amarelou. O saci é cor de rosa, como o da Arlene Padrão

Menon

02/12/2016 11h31

Arlene Padrão é uma escritora aguaiana. Ela lançou O Saci Cor de Rosa, um lindo livro infantil, que trata de inclusão e combate ao preconceito. Pensei em usar o nome do livro como uma metáfora para o papelão que a dupla Píffero e Fernando Carvalho está fazendo no futebol brasileiro, apoveitando-se da tragédia da Chapecoense. Desisti, seria uma falta de consideração com a Arlene, como o Saci e com o próprio Internacional. ga

Ou será que não? Se a torcida do Inter, se os conselheiros do Inter não se revoltarem com o tapetão que a dupla está montando, então fica difícil culpar apenas os dois. Será mesmo o Inter, o grande Inter, a cair na vala comum dos que preferem os subterfúgios da lei ao maravilhoso ato de cair lutando. Como o Grêmio fez. Como o Corinthians fez. Como tantos fizeram.

O Internacional argumenta que os jogadores não tem condição psicológica para trabalhar. Quando minha mãe morreu, voltei em cinco dias. Mas, acreditemos nos jogadores do Inter. Acreditemos que eles tem vontade própria, acreditemos que eles foram posar para aquela foto sem armação dos dirigentes. Acreditemos em tudo. Então, fica aque o depoimento de Jose Alberto Andrade, jornalista gaúcho: "O Inter flertou com a dignidade suprema. Bastava pregar cancelamento da rodada e admitir o rebaixamento. Ficou no flerte e queimou o filme feio".

É isso. A gente acredita que voces não tem condição psicológica de jogar. A gente aceita o WO. A gente perdoa a multa de R$ 100 mil. Mas não venham fazer marmelada. Não venham criar um fato consumado que leva o campeonato a não ter fim. Não cai ninguém. Sobem quatro.

O Inter que tenha ao menos a dignidade de assumir seu papel covarde. O uso de uma tragédia para apagar todos os seus erros do ano. Assuma que virou um piu piu. Amarelinho. Amarelão. Um filho de galinha.

Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

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