Blog do Menon

São Paulo precisa manter a luz vermelha acesa

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Na luta para fugir do rebaixamento, o São Paulo conquistou duas vitórias oriundas de viradas. Heroicas e enganosas, como se vê AQUI. Nos dois casos, 4 x 3 no Botafogo e 3 x 2 no Cruzeiro, o São Paulo foi o pior em campo. E o senso comum também preocupa. É dificílimo, quase impossível um time conquistar seis pontos, sofrendo cinco gols. Isso é coisa do futebol dos anos 60;

E o que se viu após a virada construída em oito minutos contra o Botafogo? Derrotas para o Coritiba, em casa, e Bahia, fora. As duas, por 2 a 1. Voltou a normalidade numérica. Um time que sofre dois gols hoje em dia, dificilmente ganha a partida. Um empate já é difícil.

O São Paulo precisa de menos heroísmo e mais constância. Não adianta nada vencer no desespero e perder em seguida. Agora, por exemplo, depois de vencer o Cruzeiro, o time fará dois jogos fora de casa. Precisa ganhar pontos, principalmente na primeira partida, contra o Avaí, adversário direto na zona de baixo. Se vencer, pode ganhar moral para o duríssimo clássico contra o Palmeiras, fora de casa.

A primeira vitória heroica contra o Botafogo trouxe uma falta de concentração ao São Paulo. Muita entrevista e um certo deslumbramento que recebeu dura dose de realidade nas derrotas seguintes.

Acredito que o São Paulo conseguirá escapar. Defini os motivos nesse TEXTO. São sete, mas podem ser resumidos em apenas um: tem times piores. O Vasco, por ter um início difícil de turno, e a Chapecoense, com suas viagens para fora do país, vão entrar em queda. O São Paulo, que também tem um início de turno complicado, precisa aproveitar. E conseguir uma gordura mínima até a nona rodada do returno. É a linha de corte para se ter uma certa tranquilidade. Não se pode deixar tudo para as dez rodadas finais.

Para isso, é preciso consertos urgentes. Desde que Dorival assumiu, há um mês, o São Paulo fez oito jogos e conseguiu 11 pontos, com 45% de aproveitamento. Muito pouco. Mas há um número muito mais assustador. O time sofreu 14 gols. Praticamente dois por jogo, o que torna vitórias inviáveis e, quando conseguidas, muito mais fruto de entrega, vontade do que de organização.

Dorival precisa arrumar a defesa, mesmo que isso signifique, em caso de não se conseguir equilíbrio, prejudicar o ataque. É muito mais fácil, muito mais comum, muito mais plausível vencer por 1 x 0 do que por 3 x 2. Dos oito jogos, o São Paulo sofreu dois gols em cinco deles. Só venceu o Cruzeiro. Perdeu para a Chape (2 x 0), Bahia e Coritiba (2 x 1) e empatou com o Dragão (2 x 2).

Se nada mudar e se mantiver os 45% de aproveitamento, Dorival conseguirá mais 24 pontos. Um total de 46 ao final do campeonato. Um número que historicamente garante o clube na Série A, mas que garante também muito sofrimento e a demissão do treinador.



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