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Pinotti coloca os pés no chão

Menon

A entrevista de Vinicius Pinotti foi boa. Direto, sem pestanejar, foi muito claro. ''A situação é horrível. Estamos temerosos. Estamos trabalhando bastante e não é de agora''. Reconhecer que a situação é horrível é um avanço muito grande para os lados do Soberano, que, aliás, é um apelido que Pinotti sempre repudiou.

É um avanço porque Pinotti falava, lá atrás, ainda com Ceni, que o São Paulo estar na zona de rebaixamento era algo circunstancial. E Leco chegou a dizer que não tinha responsabilidade nenhuma na situação ruim do São Paulo. Agora, pelo menos um sabe que tudo está mal. Horrível, como ele disse.

O clube aceitou uma conversa com um comitê de torcedores de todos os tipos, de organizados a sócios. Sempre sou contra receber torcedor, mas, pelo menos dessa maneira afasta-se a possibilidade de invasão. A barbárie precisa ser evitada. E a torcida, por tudo o que tem feito, merece ser ouvida.

Pinotti afirmou ainda que aceita opiniões contrárias e que sabe conviver com a democracia. Importante alguém, seja quem for, falar isso nos dias de hoje. Ele abriu as portas para Muricy e disse que está satisfeito com Dorival.

Bem, estar satisfeito não significa manutenção. Se faltarem dez rodadas e o São Paulo ainda não tiver reagido, Dorival cai, sem dúvida. E é normal que caia. Se não resolveu agora, vai esperar o quê? A Segundona?

Por fim, nada foi falado sobre laterais. E a permanência na Série A será facilitada se resolverem o assunto.