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Em busca do amor, Rodrigo Caio optou pela demagogia

Menon

Rodrigo Caio deu à torcida do São Paulo todos os motivos para ser admirado.

É nascido no clube. Chegou com .12 anos, quase metade de sua vida.

É um jogador versátil, já atuou na lateral, como volante e como zagueiro.

É um zagueiro bom.

É campeão olímpico.

É convocado para a seleção principal.

Teve uma atitude muito digna em um campo de futebol, eximindo um colega de profissão de receber um amarelo injustamente.

E aí, começou o seu martírio.

A torcida não quer fairplay, a torcida não quer comportamento digno.

A torcida chama os outros de favelados, diz que é diferente, mas não quer saber de comportamento ético.

A torcida, seja ela qual for, quer é sangue, quer subjugar  o outro. E exterminar, se houver oportunidade.

Como teve alguns erros, criou-se o caldo de cultura ideal para a imbecilidade aflorar. Então, Rodrigo Caio, bom jogador, nascido no São Paulo e sujeito ético, passou a ser chamado de leite com pera, todinho e outras tonterias.

Agora, as coisas vão mudar.

Rodrigo Caio pode até jogar mal, mas como ele disse que a imprensa é toda corintiana, vai virar ídolo novamente. Em uma mesma frase, ele atingiu dois inimigos: o Corinthians e a imprensa.

Pode até falhar novamente, mas agora ele mostrou que é homem, que não tem medo, que enfrenta a torcida, que detesta o Corinthians. Mostrou que tem culhões.

Só falta balançar em direção à torcida corintiana. Como Gabriel.

Aí, será Rei. Merecerá estátua.

Porque o futebol e a ética são secundários no mundo das redes sociais em que os imbecis perderam o medo de mostrar sua imbecilidade e onde os que odeiam, resolveram odiar explicitamente.