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Finlândia indeniza atleta cubano condenado injustamente por estupro

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27/09/2017 15h00

O cubano Luis Tomas Sosa, jogador de vôlei, receberá uma indenização de 181 mil euros do governo da Finlândia por haver sido condenado injustamente por estupro. A informação é do jornal Helsingin Sanomat.

O estupro ocorreu em junho de 2016 e é um dos mais vergonhosos casos envolvendo esportistas. Oito jogadores cubanos foram detidos sob a acusação de haverem estuprado uma mulher finlandesa no hotel onde estavam hospedados. Dois deles foram imediatamente soltos. Os outros seis ficaram presos.

Dos seis presos, Dariel Albo foi inocentado durante o julgamento. Foram condenados Sosa, Rolando Cepeda, Osmany Uriarte, Abraham Alfonso e Ricardo Calvo. Todos faziam parte da seleção cubana que disputaria a Olimpíada no Brasil, dois meses depois. Faziam parte de uma boa geração do vôlei cubano, que havia conseguido uma vaga olímpica após 16 anos de ausência.

Eles foram julgados em setembro do ano passado. Tomas Sosa foi condenado a três anos e meio de prisão. Em junho de 2017, em novo julgamento, chegou-se à conclusão de que não havia provas suficientes para comprovar sua participação no crime. Os outros atletas tiveram pena reduzida e, em virtude disso, Abraham Alfonso foi libertado.

O pedido de indenização de Sosa era de 400 mil euros e incluía uma indenização de 20 mil dólares pelo cancelamento de um contrato para atuar na Argentina, que foi suspenso.

O valor da indenização foi definido da seguinte forma: 500 euros por dia em que esteve preso, mais uma compensação de 17 mil euros, além de 2 mil euros para cubrir gastos extras feitos pelo jogador. Um total de 199815 euros.

Um valor que parece alto, mas não esconde que houve um erro grosseiro de julgamento. Um erro tão criminoso como o crime abjeto cometido, em maior ou menor nível, pelos outros cinco atletas cubanos.

Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.