Blog do Menon

Arquivo : outubro 2017

Flu precisa seguir Nélson Rodrigues e não ouvir consultoria
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Menon

O áudio vazado, em que Fernando Veiga, vice-presidente de futebol do Fluminense, confessa, de forma dramática, as dificuldades financeiras do clube, contém uma armadilha para o clube. Armadilha terrível para um clube de futebol, paixão nacional.

Veiga disse que o clube não pode pagar salários de R$ 20 mil e que uma consulta encomendada à Young & Rubicam recomendou um corte no departamento de futebol. Tão grande que  nem quis dizer o valor.

Ora, salvar o futebol de um time cortando drasticamente gastos no… futebol não é uma solução plausível. Futebol não é business. Futebol é paixão que produz dinheiro. E, como dizia o tricolor Nélson Rodrigues, sem paixão não se chupa um picolé.

Em 2008, o Corinthians estava na segunda divisão e vivia grande crise. O clube recebeu dirigentes do Barcelona, que também havia sofrido uma debacle técnica e financeira.

Receberam um conselho: um clube de futebol sai da crise apostando no…futebol. E o Corinthians contratou Ronaldo, que foi parceiro em títulos e dinheiro, muito dinheiro.

O que o Fluminense deve fazer especificamente? Não sei, eu também tenho problemas grandes de caixa. Mas o que sei é que é hora de apostar na paixão de Nelson Rodrigues do que no tecnicismo de consultores que têm sempre a mesma receita, seja para clubes de futebol, hospital, seja o que for: cortar, cortar, cortar


Palmeiras pagou 50 milhões por seis gols. Artilheiros de pólvora molhada
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Menon

O Palmeiras, com o grande apoio da Crefisa (mérito do Palmeiras) não tem medo de errar. Se contrata um jogador que não corresponde às expectativas, vai logo buscar outro. O problema é quando o segundo também não resolve. É o que está acontecendo com os goleadores. Ou melhor, com os que foram contratados para serem goleadores.

Borja e Deyverson são artilheiros. De pólvora molhada. Cada um deles fez três gols no Brasileiro. Hernanes, que não é atacante, fez sete. E custaram pouco. E não recebem pouco.

O colombiano veio por 10 milhões de euros. Já não foi bem com Eduardo Baptista. Com a chegada de Cuca, caiu ainda mais. Chegou a ser escalado para os cinco minutos finais de um jogo. É um brigador, um atacante de área, um definidor. Não se espere mais do que isso. Cuca queria mais e pediu outro atacante.

E veio Deyverson, por 5 milhões de euros. É mais participativo, briga mais fora da área, faz pivô, disputa bola no alto, mas gol que é bom, é pouco, quase nada. Cuca diz que confia nele, que é titular e que está correspondendo dentro de campo. Fala, mas se não jogar bem em 2018, logo virá outro atacante. Antes dele, o Palmeiras tentou Richarlison e Diego Souza.

São 50 milhões de reais. Sem contar o que foi gasto com Felipe Melo. Muitos palmeirenses respondem com ostentação: o time é rico, a patrocinadora é forte e se não der certo, nós (sim, eles falam como se fossem donos do clube) contratamos outro.

Tudo bem, aceitemos essa tese do dinheiro farto. Mas, se não há perigo de vermelho nas contas, pelo menos deveria se esperar um rendimento esportivo muito maior do que o que se vem.

Se for para não ganhar nada, melhor gastar pouco.

E meu amigo Dassler Marques traz um dado interessante ao post. Barrios não serviu para Cuca. Gabriel Jesus teve jejum com Cuca. E Deyverson e Borja faziam gols aos montes antes de serem dirigidos por Cuca.

 


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