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Corinthians é puro sangue, nada de cavalo paraguaio

Menon

Faltam onze rodadas e a diferença do Corinthians para o Santos, segundo colocado, é de dez pontos. O vacilo no início do segundo turno ficou para trás e a diferença aumentou. O futebol não é o dos sonhos, mas é um título indiscutível, após um primeiro turno de sonhos. Quem disse que o Corinthians era um cavalo paraguaio, se viu diante de um puro sangue arrebatador. Vai ganhar o campeonato com vários corpos de distância.

Os outros eram donos de melhor elenco? E porque não conseguem fazer cócegas no líder, não aparecem no retrovisor? Se são melhores mesmo, é preciso buscar a causa da derrota. Sem avançar na questão tática – parece evidente que o sistema defensivo do Corinthians foi inigualável, com uma escalação para ficar na memória: Cássio, Fágner, Balbuena, Pablo e Arana – o que chama a atenção também é a força mental. Sempre que foi questionado, o time venceu. Foi assim contra o Grêmio, no Sul e o Palmeiras, também fora de casa.

Nesse aspecto, o Grêmio é o antípoda. Quantos jogos perdidos em casa, quantas chances jogadas pela janela!!!

O Corinthians será campeão. E não se sabe o que ocorrerá em seguida. Mas, se Carille for mantido e se o trabalho continuar sendo bem feito, o time já é um candidato fortíssimo ao título do ano que vem.

Afinal, cavalo paraguaio são os outros.

Como disse o amigo André Picoli Lenski, faltam cinco vitórias.

 

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