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Ótimo para Roger, bom para o Palmeiras

Menon

Roger Machado será o treinador do Palmeiras no ano que vem. Ou melhor, pensando na instabilidade do futebol brasileiro, iniciará o ano como treinador do Palmeiras. É a primeira vez que dirigirá em São Paulo. É o terceiro grande time em três anos de carreira. É um grande prêmio, uma grande oportunidade a ele. É difícil que um treinador que não brilhou no Brasileiro em dois anos seguidos (Grêmio e Galo) consiga se recolocar em um outro grande clube brasileiro.

Mais do que resultados, valeu o trabalho. Ele deixou o Grêmio com 65% de aproveitamento. E conseguiu 60% no Galo. Títulos? Apenas o mineiro pelo Galo. Roger é um treinador bem antenado com as novas tendências, é inteligente e estudioso. Então, por que não consegue um bom aproveitamento defensivo nos times que dirige. É notório como o Grêmio melhorou com Renato.

A seu favor, no Palmeiras, há a possibilidade de participar da montagem do elenco e de começar o ano trabalhando desde o início, impondo seu estilo. Um estilo que tem muito mais a ver com Eduardo Baptista do que com Cuca. Ou seja, o Palmeiras continua no zigue zague. Sai o estilo frenético de Cuca, entra o culto à posse de bola de Baptista, volta o estilo nervoso de Cuca, retorna a busca pela posse de bola com Valentim. E agora, com Roger.

Se é ótimo para Roger, é bom para o Palmeiras. Roger não é uma certeza, mas quem é? Felipão, como alguns já pediam? Abel, que não foi bem no Fluminense.

Roger é uma aposta, como é todo treinador do Palmeiras recente. A paixão fala alto e não se dá muito tempo para adaptação. Mas é uma aposta em alguém de muito valor. Falta um título. Pode ser um título verde.