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Carille vai com falso nove. Calma, não é o Kazim

Menon

A definição de um time através de números nem sempre dá uma versão correta do que se verá em campo.

O Corinthians, contra o Palmeiras, por exemplo. Carille escalou Renê Jr. ao lado de Gabriel. E ainda Romero, Jadson, Rodriguinho é Clayson. Seria um 4-6-0 ou, desmembrando, um 4-2-4-0.

Nem Júnior Dutra e muito menos Kazim, que lutavam pela camisa que Jô tão bem defendeu no ano passado. Carille claramente desistiu de não desistir de Kazim. Faz bem.

A representação numérica do esquema indica que não haverá atacantes a incomodar Jaílson. Mas, você, eu e as Gêmeas Lacração sabemos que não é assim que a banda toca.

Ao abrir mão de um centroavante, Carille aposta em ter mais gente no meio campo. Seis homens. E mais Maycon, deslocado na lateral. E, ao ter mais gente no meio, pensa ter mais posse de bola. E com mais posse de bola, mais chances de marcar e de vencer.

Quem entrará na área, como falso nove? Pode ser Jadson, como no primeiro gol contra o São Paulo. Pode ser Rodriguinho. Ou, em uma inversão de jogada, Romero, sempre atento. Ou Clayson, entrando em diagonal.

O homem ideal para este esquema é Danilo, mas está em final de carreira, sem muito físico.

Pode dar certo, pode dar errado. Mas Carille está tentando. Não está preso a conceitos dogmáticos.



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