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Rodrigo Caio é a cara do São Paulo

Menon

Rodrigo Caio tem 24 anos e 12 deles (metade da vida) ligado ao São Paulo. Veio de Dracena aos 12 anos para treinos semanais e, quando completou 14 anos, a idade mínima necessária, passou a residir em Cotia. Tem 266 jogos e 12 gols marcados. Além de jogar no São Paulo, torce pelo clube. É a cara do São Paulo.

Isto é bom ou ruim?

Péssimo para ele e para o clube. O fato de Rodrigo Caio ser a referência do clube em um período de falta de títulos mostra que ambos estão falhando. Rodrigo Caio não é um craque. Não é um jogador-referência. Não se pode falar no São Paulo de Rodrigo Caio como já se falou um dia em São Paulo de Raí, de Ceni… A comparação poderia ser com Roberto Dias, o único craque no período 1957-70, até então o maior jejum do clube em termos de campeonato paulista. Só que Roberto Dias, sim, era um grandíssimo jogador. Como zagueiro ou volante, fez 525 jogos e 79 gols pelo clube.

O caso de Rodrigo Caio é comparável com o de Marcelinho Machado, da seleção brasileira de basquete. Perto da aposentadoria, no último ano de carreira, pode-se dizer que é o jogador mais representativo dos últimos 15 ou 20 anos do basquete brasileiro. Que, coincidentemente, passa por seu período mais frágil, com pouquíssimas conquistas.

A culpa é de Marcelinho? Não, é do basquete, que não produziu ninguém melhor do que ele, a não ser os da NBA.

A culpa é de Rodrigo Caio? Não. Ele seria um coadjuvante espetacular em um bom time. Mas não lhe deram um bom time e ele não tem bola para mudar o status do time. Círculo vicioso.



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