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Aguirre, três rodízios e a briga por posição

Menon

Diego Aguirre fica incomodado com a pecha de treinador que troca muito o time, impondo um rodízio entre os jogadores do elenco. Disse que não é bem assim, que tem jogadores que estão em todas as partidas e outros que ganham a posição dentro dos treinamentos. É verdade. A partir daí, ele tem quatro tipos de rodízio.

Os titulares: Sidão, Militão, Reinaldo, Jucilei, Nenê, Everton e Diego Souza.

E as trocas?

Rodízio por cansaço – É restrito a Diego Souza. Ele ainda não está em ótimas condições físicas e talvez nem consiga estar. Em alguns jogos, por decisão de Aguirre ou dos médicos, dará lugar a Trellez. É uma substituição constante durante os jogos, o que já significa um mini rodízio. Agora, com jogos duas vezes por semana, é bem provável que Nenê faça parte do rodízio e que Shaylon apareça em mais partidas.

Rodízio técnico – Aguirre elogia muito os seus quatro zagueiros – Arboleda, Rodrigo Caio, Bruno Alves e Anderson Martins – e confia também em Militão na zaga. Como todos são bons, é possível trocar bastante em vez de se fixar em uma dupla única. Quando um time tem uma dupla titular, o primeiro reserva só entra se houver contusão, expulsões ou acúmulo de cartões amarelos. Joga pouco. E o segundo reserva praticamente não joga. O quinto, só acumula gordura. Com o rodízio, todos se preparam para entrar, todos ficam mais descansados diante de uma maratona e o time não sofre com cansaço acumulado.

Rodízio tático e briga por posição – Aguirre optou por jogar com três volantes. Um deles, Jucilei, que fica mais perto da defesa e outros dois que fazem o trabalho de transição. Um estilo comum na Argentina e no Uruguai. Contra o Santos, foram dois volantes. Ocorrem, então, muitas trocas e Jucilei é o único que não é afetado. Além da questão tática, há a luta por posição. Quem faz melhor o papel de transição? Liziero, Hudson ou Petros? Eu jogaria com Jucilei, Liziero e Lucas Fernandes. É apenas uma opção. Aguirre está sinalizando com Jucilei, Hudson e Petros.

 

Há ainda uma outra briga por posição: Marcos Guilherme ou Régis. Se o time jogar no 4-2-3-1, Marcos Guilherme sai na frente. Se atuar com três zagueiros, Régis tem mais possibilidades.

De uma maneira ou de outra, dificilmente o são-paulinos recitarão, como antigamente, o time de um a onze. Do goleiro ao ponta-esquerda. Mesmo porque não existe mais numeração de um a onze. E nem ponta-esquerda. E, no caso do São Paulo, nem….deixa para lá, Menon, não seja maldoso.



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