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Vexame alemão é culpa de planejamento exagerado

Menon

27/06/2018 13h20

A Alemanha joga mal contra o México, mas passa a impressão que fará um gol a qualquer minuto. Nada.

A Alemanha joga mal contra a Suécia, mas passa a impressão que fará um gol a qualquer minuto. Fez no último, no acúmulo de erros: a falta desnecessária e a péssima colocação do goleiro.

A Alemanha joga mal contra a Coreia e temos certeza que o gol sairá a qualquer instante. Saíram dois. Para a Coreia.

A Alemanha foi um vexame, foi ridícula. Fez dois gols em três jogos. Ou melhor, em um, marcou apenas contra a Suécia.

A vergonhosa participação alemã coloca em xeque o tal planejamento alemão. Planejamentos, no plural. O primeiro, em campo. Um time totalmente burocrata, com bom passe e mais nada. Não havia um jogador que desequilibrasse, que tentasse algo diferente, um drible, uma inversão de jogadas. Tudo conforme o planejado.

Não conseguiu fazer nem o que a Suécia fez contra o México: aproveitar-se da altura e sufocar os baixinhos.

E Leroy Sané? O atacante do Manchester City, que poderia ajudar a seleção com uma boa dose de criatividade, não foi chamado.

É uma praga do futebol moderno. O treinador está acima de tudo. Tem um esquema e convoca quem se adapta a ele. Ou seja, provavelmente, terá trocas do tipo seis por meia dúzia.

O segundo planejamento que fracassa foi aquele louvado em 2014. Muitos artigos foram escritos foram escritos sobre decisões que a federação alemã tomou em 2000, após fracassar na Euro, visando um título em 14 anos.

As atitudes foram muito boas. Gastos foram direcionados para a revelação de novos jogadores, foram criados centros de treinamentos, mil treinadores foram contratados e houve uma busca de filhos de imigrantes, que resultaram na vinda de Khedira, Klose, Podolski, Ozil, Boateng…

Tudo muito bem, mas sempre tive dúvidas.

Por que um plano para 14 anos?

Em 2002, a Alemanha foi vice e em 2006, foi terceira. O planejamento foi antecipado?

Bem, se tudo deu certo, fracassou porque não teve continuidade. Ninguém planeja para ganhar um título, planeja para continuidade. E ser eliminado na primeira fase, não é continuidade, é ruptura.

A Alemanha, com planejamento ou não, precisa mudar muito. Desde o início, havia um cheiro de fim de caso no ar. De fim de ciclo. Jogadores ficaram aborrecidos com Ozil e Gundogan, que posaram ao lado do presidente Endogan, da Turquia, que pleiteava e conseguiu um novo mandado. Ter Stegen não gostou da volta de Neuer como titular…..

A lição é clara. Planejamento é bom, mas não é tudo.

Serve para o Tite, também.

Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

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