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Cássio, o maior de todos

Menon

Há defesas que mudam a vida de um goleiro e o colocam em um novo patamar. Mas a defesa que põe um goleiro na história de um clube não pode ser fato único. Ela deve ser amparada por uma carreira constante.

Rodolfo Rodrigues contra o América de Rio Preto. Zetti na Libertadores-93, por exemplo. Já eram grandes goleiros. Ronaldo, do Corinthians, é exceção. Sua defesa mais lembrada foi a da estreia, um pênalti cobrado por Dário Pereira. A constância veio depois.

Agora, é Cássio. Desde 2012, construiu uma carreira sólida no Corinthians. E, em 2018, contra o Botafogo, encontrou seu lugar na história.

Foram duas no mesmo lance. A primeira, força e elasticidade para buscar a bola no pé da trave. A segunda, puro reflexo, para esticar o pé e fazer dele uma terceira mão.

As defesas levaram à pergunta: Cássio é o maior da história corintiana? Sim. Gilmar dos Santos Neves deixou o clube após uma derrota por 7 x 3 para a Portuguesa. Caiu sobre ele a injusta suspeita de suborno.

Ronaldo foi um goleiro espetacular. Seguro, elástico e midiático. Foi o goleiro do primeiro título brasileiro. É mais ídolo que Cássio.

Qual o melhor?

Eu fico com Cássio, que fez duas defesas milagrosas no mesmo lance, em um dia de julho em 2017 ou 2018, eu acho. Parece que foi contra o Botafogo ou Vasco, quem sabe o Flamengo, dirá um pai corintiano ao seu filho, em 2058.