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Família Garcia comanda o grande circo francano

Menon

2015-12-20T18:11:20

15/12/2018 11h20

Ah, o circo!!! Sempre adorei. Sinto saudades de quantas vezes fui, de quantas horas alegres tive, de quantas vezes palhaços, trapezistas, malabaristas e domadores me fizeram o grande favor de ajudar na  fuga da realidade, do abandono do cotidiano. Então, amigos francanos, quando falo em circo estou elogiando, estou falando de alegria, de festa e felicidade.

Franca ganhou a Liga Sulamericana de Basquete, com uma vitória sobre o Instituto, lá em Córdoba, na Argentina. O segundo título no ano. O segundo sob o comando de Helinho Garcia. O segundo da vida do jovem treinador, que já havia vencido o Paulista. E que lidera o NBB. Um jogo espetacular, emocionante do início ao fim e que sagrou André Goes como homem de mão quente e coração gelado. No final do jogo, os argentinos faziam faltas seguidas para forçar Franca a arremessar e perder a posse de bola. A tática falhou porque André Goes acertou nove dos dez arremessos.

Cipolini, David Jackson, eleito o jogador mais valioso da partida, e outros também foram muito importantes para o título, mas o que marcou mesmo a vitória foram os abraços emocionados de Helinho em Hélio Rubens, seu pai, e Fransérgio, seu tio. Não gosto de personificar uma conquista coletiva em uma ou duas pessoas, mas seria um erro jornalístico e histórico não dizer que a Família Garcia é sim a responsável pelo ressurgimento (pode-se dizer assim) do basquete francano.

Foram anos de jejum, foram anos de seca. Basta dizer que o último título sulamericano havia sido conquistado há 27 anos, com Paulão, Fernando Minucci, Fausto, Raul e…Helio Rubens como treinador.

A Família Garcia sempre foi o esteio do basquete francano. E continua sendo, agora, quando se prenuncia novos tempos de glória.

Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

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