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Willian Farias e Enzo: um amor especial, acima de toda tristeza

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2005-01-20T19:04:07

05/01/2019 04h07

Na busca de informações técnicas sobre Willian Farias, encontrei um grande homem, um pai amoroso e um guerreiro na luta cotidiana contra as adversidades. Foi o que mostrou a repórter Fernanda Varela e que resumo aqui para vocês.

Em 2010, Willian conheceu Drielly em uma balada, em Curitiba. Buscou informações sobre ela no falecido Orkut. Descobriu que o avô da moça era pescador e a convidou….para uma pescaria. Pouco usual, a tática deu certo. Casaram-se quatro anos depois e ele logo engravidou.

Em maio, nasceu o filho, Enzo Gabriel. "Meu filho é um milagre", diz Willian. Na verdade, ela se refere à sobrevivência e não ao nascimento de Enzo. Nasceu perfeito, mas teve uma doença autoimune com 40 dias de vida. Precisou de uma transfusão de plaquetas e teve uma parada respiratória. "Ficou quase meia hora sem respirar, mas sobreviveu."

Em casa, rezando, Farias colocou a mão na cabeça de Enzo e percebeu um inchaço. "Pouco depois, soubemos que era edema cerebral".

A batalha pela vida continuou, cada vez mais dura. O garoto foi sedado e entubado, com perspectiva de um longo tempo na UTI. Não foi assim. Houve evolução, mas também o diagnóstico de paralisia cerebral.

Farias teve outro filho, Lara. E ela ajuda os pais a cuidar do irmão mais velho. A família se uniu bastante e há um ano e meio, o atual jogador do São Paulo sonhava em abrir uma clínica de reabilitação para crianças com paralisia, em Salvador.

Espero no pequeno resumo ter colocado um pouco da dor e da luta de um jogador de futebol pelo amor ao filho. Tomara que consiga fazer uma matéria com ele, quando voltar dos Estados Unidos.

Um jogador guerreiro em campo. Um pai amoroso, fora dele.

 

Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

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