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Diniz e o politicamente incorreto

Menon

06/05/2019 14h09

Eu não gosto do trabalho de Fernando Diniz. Posso até vir a gostar um dia. Por enquanto, vejo uma boa ideia que sofre com má execução. Os erros infantis comprovam.

Mas, por que estou falando isso? Porque hoje há uma corrente de politicamente correto no futebol. Se você pensa de forma diferente, é tachado como quem não busca conhecimento.

Conhecimento é cultuar Fernando Diniz. Colocá-lo ao lado de treinadores como Sampaoli, tão ousado quanto e vencedor. Ou Renato. Ou do pragmático Carille, multicampeão.

Então, resolvi fazer uma lista do que eu penso. Na contramão do politicamente correto.

RESULTADO é o mais importante no futebol. Resultado faz o clube crescer, ganhar sócios, ganhar dinheiro e ser campeão.

RESULTADO é ligado ao desempenho. Quem joga bem, ganha. Na maior parte das vezes.

DESEMPENHO é algo subjetivo, segundo os critérios de cada um. Um bom desempenho é ter a bola e trocar muitos passes? É um ótimo critério, para quem gosta deste estilo.

JOGO VERTICAL é maravilhoso. Troca de passes, sim, mas buscando profundidade, rumo ao gol.

CONTRA-ATAQUE é vida. Um dos maiores baratos do futebol. Tomar a bola em seu campo e, em três passes, dez segundos, fazer o gol.

TREINADOR é um privilegiado. Ganham fortunas. São nababos. Um treinador médio ganha por mês o que o presidente ganha por semestre.

TREINADOR pode ser demitido. Deve ser demitido. Como todo trabalhador brasileiro, precisa ter resultado.

ESTILO DE JOGO não é algo imutável. O Cruzeiro foi campeoníssimo com Tostão. Pode repetir a dose com Mano.

TREINADOR QUE ENTRA DEVE SER FO ESTILO QUE SAIU. Mas, se estava dando errado, por que manter?

MATA-MATA é espetacular. Muito melhor.

MOURINHO é o treinador português com melhores resultados na história. É muito melhor que os outros portugueses cultuados por aqui.

TITE, na última Copa, mostrou menos futebol que Dunga em 2010 e pior desempenho que Felipão em 2014.

PREFIRO ser eliminado na primeira fase do que levar de 7 x 1.

São maneiras de ver o futebol. Tão válidas quanto outras. Diversidade de ideias é salutar.

 

 

 

Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

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