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Panela de Tite precisa acabar

Menon

07/05/2019 11h03

Amigos, quem me acompanha por aqui, sabe que eu fui contra a manutenção de Tite após o final da Copa.

Não vi um trabalho que merecesse continuar por mais quatro anos, rumo a um novo ciclo.

O início de trabalho, nas Eliminatórias, foi perfeito. Saiu de um sexto lugar para o título. Mas, depois, me pareceu fraco. Cometeu erros graves na Copa. Desde o fato concreto de levar um contundido Fred, sem condições de jogo, até outros subjetivos.

Há quem considere correto o treinador ter ideias pétreas e convocar jogadores que se adaptem a elas – mesmo que não joguem, como Taison – o que considero uma temeridade.

E, durante a Copa toda, não houve uma grande partida do Brasil. E tudo culminou com a surpresa tática sofrida contra a Bélgica.

Tite tem um poder enorme na seleção. Ele chegou e indicou Edu, seu superior. Algum de vocês já chegou em um emprego novo e indicou seu superior. Agora, indicou Silvinho, um de seus auxiliares para dirigir a seleção olímpica.

Falemos dos dois casos.

Silvinho nunca dirigiu um time de futebol. Tem capacidade para o cargo? Não mora no Brasil. Conhece os jogadores que podem ser chamados? Lembremos que Silvinho não ajudou Tite a perceber a mudança tática da Bélgica.

E Edu? Vocês estão satisfeitos com o nível dos amistosos realizados pela seleção? E como foi a reação de Edu diante do comportamento antiprofissional de Neymar durante o Mundial? "É difícil ser Neymar", disse Edu. Uma frase que, por sua inconveniência histórica, ficará gravada para sempre nos anais do esporte bretão.

Bem, Edu, deixará a seleção para ganhar em libras no Arsenal. Se é que já não ganha.

É hora do substituto. E Tite indicou Duílio Monteiro Alves, do Corinthians. Mais uma vez indicará o superior? Mais uma vez indicará um amigo.

Rogério Caboclo tem a oportunidade de enfraquecer a panela de Tite, que, não esqueçamos, conta com o próprio filho, de currículo mais apropriado ao nepotismo do que à meritocracia.

Tite já não é uma unanimidade. Difícil entender que tenha poder absoluto.

 

Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

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