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Clubes não podem ser punidos esportivamente por homofobia de imbecis

Menon

20/08/2019 15h49

Sou completamente a favor do politicamente correto. E de ações afirmativas que diminuam atitudes preconceituosas, machistas, racistas e homofóbicas da sociedade.

Ah, o mundo está muito chato!! Não se pode nem chamar alguém de negão, de rolha de poço, de bacalhau de porta de venda, de quatro olhos, de viadinho…

Só estiver chato para quem ofende. Os ofendidos não sentem saudades de apelidos grosseiros, brincadeiras ridículas, cuecões etc…

O estádio de futebol é um campo fértil para os preconceitos. De dois anos para cá, veio a moda do "biiiiichaa" para o goleiro cobrando tiro de meta.

Ridículo. Imitação dos mexicanos e seu "puuuuutoooo".

O STJD resolveu acabar com o grito homofóbico. E resolveu punir os clubes.

Dois erros.

Puna-se quem grita, não o clube.

É impossível?

Então, puna-se pecuniariamente e não esportivamente. Uma multa em dinheiro, que seria revertida a associações que defendam os interesses LGBTQ+.

O que não pode é tirar pontos de um clube. Ao fazer isso, estarão desvirtuando a competição esportiva.

O time defendeu melhor, atacou mais, fez mais gols e vai perder três pontos por ter torcedores homofóbicios?

O campeão possivelmente não será o que conseguiu mais pontos. E, sim, o mais educado.

O mais educado merece um troféu pelo fair play. No más.

Imaginem a situação.

Um time faz 75 pontos. O segundo colocado, 74. Na última rodada, os dois vencem. E o STJD vai tirar três pontos do campeão porque seus torcedores gritaram bicha para o goleiro?

Não dá.

Em vez de acabarem com a homofobia, acabarão com o futebol.

 

 

 

 

 

Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

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