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CBF atrapalha os clubes brasileiros uma vez mais

Menon

18/09/2019 04h30

A última pesquisa Datafolha mostrou o Flamengo como o time mais popular do Brasil, com 20% das preferências. É seguido por Corinthians, 14,%, São Paulo, 8% e Palmeiras, 6%.

A seleção brasileira é citada por apenas 2%, muito menos do que os que não tem um time de preferência (22%).

Ou seja: quem gosta de futebol, prefere o clube. Quem não gosta, prefere dizer "nenhum" a citar a seleção.

A CBF devia ouvir a voz do povo. Ao contrário de antigamente, o brasileiro não quer ver o jogador do seu time na seleção. Principalmente quando atrapalha na disputa por títulos.

O correto é valorizar o clube e o Campeonato Brasilero. Não é o que Juninho, o novo diretor de seleções está fazendo.

Foram marcados dois jogos em Cingapura, contra Nigéria e Senegal. Nos dias 10 e 13 de outubro.

Nesse período, os clubes que estão disputando o título e que têm jogadores convocados recentemente, estarão em ação. Com desfalques.

Os jogos são os seguintes:

Grêmio x Ceará

Galo x Grêmio

São Paulo x Corinthians

Bahia x São Paulo

Inter x Santos

Santos x Palmeiras

Palmeiras x Botafogo

Corinthians x Furacão

Flamengo x Galo

Furacão x Flamengo.

Dois clássicos estaduais. Jogos envolvendo a luta pela liderança.

O São Paulo não terá Daniel Alves contra o Corinthians. O Corinthians não terá Fagner ou Cássio contra o São Paulo? O Galo enfrentará Grêmio sem Cebolinha e Flamengo sem Bruno Henrique. Ou Gabigol? Ou Filipe Luís.

A ausência dos jogadores influencia no rendimento dos clubes e até na classificação do Brasileiro.

E, o pior. Os jogadores que atuam por aqui, farão uma viagem cansativa (muito mais do que os que estão na Europa) e correm o risco de não entrarem em campo. Na última convocação, Jorge não saiu do banco e Bruno Henrique atuou por 20 minutos.

O clube é a razão da paixão popular.

O clube paga salários.

E a CBF os destrata.

Por que não fazer estes dois jogos no Brasil? No Rio e em São Paulo, para facilitar a logística? Para aproximar a seleção dos torcedores?

Nada importa para a CBF.

 

 

Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

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