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Jesus, com alma colonizadora, despreza São Paulo

Menon

29/09/2019 11h04

Jorge Jesus é um bálsamo para o futebol brasileiro. Um alento. Faz um trabalho ótimo no Flamengo, um time sempre postado e mentalizado para o ataque. Tomara que inspire outros treinadores.

Ele sofre com xenofobia e corporativismo. É criticado porque ameaça emprego de treinadores que sofrem muito com a possibilidade de sair da zona de conforto. Fábio Luciano negou a ele o direito de se manifestar sobre a seleção brasileira porque ele é… português.

Mas Jesus também não é santo. O empate contra o São Paulo mostrou um lado birrento e arrogante. Não reconheceu os méritos do adversário.

Mais, passou a fazer comparações preconceituosas. Disse que se sentiu na Arábia Saudita.

E do quê reclama Jesus?

Faltas – São Paulo fez muitas faltas no jogo. Fez mesmo. Foram 27, segundo o Footstats. Nenhuma delas foi tão violenta quanto a de Gabigol em Daniel Alves.

Cera – Está certo. O São Paulo exagerou mesmo.

Tática – O São Paulo só se defendeu. Aí está o grande erro de Jesus e da Flapress. Ninguém pode dificultar a marcha batida do Flamengo rumo ao título. Todos devem abrir alas e estender um tapete vermelho.

Ora, o São Paulo entrou em campo para ser um problema para o Flamengo. E foi. Um problema insolúvel para Jesus.

A dúvida que fica: o ótimo Jesus não sabe furar uma retranca?

O problema é dele. Não pode se comportar como aluno reprovado no Enem e que coloca a culpa na prova.  Assim, é fácil.

Jesus se comporta como José de Anchieta. Veio ao Brasil para catequizar os índios. Para trazer verdades absolutas. Não pode ser contestado.

Alma colonizadora.

 

 

Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

Menon