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Não conteste Daniel Alves. Ele está fazendo história

Menon

28/10/2019 06h00

Daniel Alves participou do programa "O Grande Círculo", comandado por Milton Leite.

Ficou, para mim, uma mensagem dúbia. Ele tem noção do seu tamanho? Sim, ele se considera o maior jogador da história do futebol (falamos de títulos), e isto é ótimo. Ele não aceita questionamentos, o que é péssimo. Afinal, os grandes sempre serão os mais cobrados.

Daniel quer fazer história, repetiu algumas vezes. E quer um tapete vermelho estendido para que, digamos, possa mostrar sua genialidade em paz. Precisa de tempo.

Ele usou a expressão "tudo gera debate", mais de uma dezena de vezes. Debate, no sentido de polêmica. Ora, não se pode perguntar qual a melhor posição para ele, dentro de campo? Lateral ou meia?

No programa, foi muito bem na resposta. Quer jogar no meio para ter mais a bola. É um jogador "coletivo" e quer fazer seus companheiros jogarem cada vez melhor

Nenhuma polêmica. Mas, há pouco tempo, respondeu a mesma pergunta dizendo que repórteres nunca jogaram bola e não poderiam opinar.

Gerou debate, o que ele odeia. Como não?

Durante a Copa América, disse que quem critica a seleção, crítica o Brasil. Uma discussão que existe desde a Copa de 70. São representantes do Brasil ou do futebol brasileiro?

Gera debate. Como não?

Ao se colocar acima do debate, Daniel Alves está se colocando acima da opinião pública. O maior jogador da história não pode ser questionado. Ora, até Pelé o é.

Ao dizer que é um choque cultural perceber que tudo "gera debate", ele está criticando um certo tipo de jornalismo que, com todos os defeitos possíveis, é muito melhor do que o que se acostumou a viver na Espanha.

Lá, o que se tem é algo acrítico. Os jornalistas de Madrid (Marca), vestem a camisa do Real. Os de Barcelona (El  Mundo Deportivo) jogam juntos com o Barça. E, na Copa, se unem pela Espanha. É um comportamento que não condiz com a profissão. Vão à cabine de imprensa e vestem a camisa. Literalmente. Camisa da seleção. E se comportam como tietes de jogadores.

Imagino como Daniel Alves reagiria a alguma crítica caso se posicionasse sobre queimadas na Amazônia ou óleo derramado nas praias do Nordeste. Mas isso, ele não faz. Diz que não somos patriotas, mas não dá o primeiro passo. Não percebe o peso de sua opinião.

Geraria debate. E ele não quer.

Ele quer deixar um legado. Fazer palestras dando sua vida como exemplo. Todo jovem pode deixar Juazeiro e ganhar o mundo.

Coisa de coaching. De auto ajuda.

Não gera debate. Deveria.

 

 

 

Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

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