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Son, o crime e o castigo

Menon

04/11/2019 10h00

O futebol atual é um grande exemplo da globalização. A França é uma seleção multirracial. Pena que a sociedade francesa não receba os imigrantes tão bem como o futebol.

Jogadores de todos os países se encontram em ligas fortes. E a Copa é o grande palco do congraçamento.

Foi assim com o coreano Son, na Rússia. O mundo soube que, para ele ser dispensado do serviço militar de dois anos, a Coreia precisava se classificar para a segunda fase.

Não deu.

Son chorou desesperadamente.

E torcedores do mundo inteiro, ao mesmo tempo que conheciam uma faceta da sociedade coreana, foram solidários a Son.

A solidariedade persistiu até meses depois, quando a Coreia ganhou a Copa da Ásia e ele, enfim se livrou do Exército.

Agora, Son está novamente no centro do mundo globalizado. Novamente chorando. Um choro precedido de susto. De desespero.

Son, que o mundo queria ver jogando bola, está impedindo o português André Gomes de praticar a profissão. Talvez por um ano.

Depois de levar um tapa, murro, soco, algo assim, Son foi descontar. Um carrinho por trás quebrou a perna do português.

A solidariedade agora é toda para Gomes. O desapontamento e a condenação são para o coreano.

A sua reação mostra que a vingança mal construída vai lhe tirar horas de sono. Vai levá-lo a reflexões profundas. A uma dor emocional terrível.

Não é um sujeito maldoso, o Son. Se fosse, teria recorrido a um triste ditado do mundo sem distâncias em que vivemos: a vingança é um prato que se come frio.

Triste André Gomes, com sua dor física.

Triste Son, com seu pesadelo culposo, digno de um personagem de Dostoievski. Sim, ele, Rodion Românovitch Raskólnikov. Crime e Castigo.

PS – Novas imagens mostram que talvez Aurier, que estava também no lance, seja o culpado. Son, que foi expulso, com certeza continua refém de sua angústia. De uma forma ou de outra se culpa por ter sido imprudente. Claro deve ficar é que não fez nada premeditado, como já foi ressaltado no texto.

 

 

Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

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