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Pablo, Pato, Tchê Tchê e Vitor Bueno são os Reis da Apatia

Menon

12/11/2019 14h22

A Bíblia fala em quatro cavaleiros do Apocalipse: Guerra, Peste, Fome e Morte. O São Paulo tem quatro cavaleiros da Apatia.

Vocês conseguem imaginar Pablo, Vitor Bueno, Pato e Tchê Tchê no ponto de ônibus, fazendo sinal para o motorista? Com certeza, por desatenção, indiferença ou moleza, perderiam o ônibus, a hora, o compromisso. Apatia.

Pablo é um centroavante que pede licença para entrar na área. Fica por ali, rondando, esperando uma brecha. Não é um desbravador, não é alguém que conquiste o espaço. Ele espera o espaço se abrir. Então, a dificuldade aumenta.

Vitor Bueno ocupa a faixa da esquerda. Imagine que esteja recuado, no meio do campo e receba um lançamento. Vai chegar antes do zagueiro? Vai chegar junto, dar um tapa na bola e deixar o marcador na saudade? Não, né? Ele vai entrar pelo meio (é destro), vai bater a cara no ônibus e…nada.

Pato tem qualidades técnicas. Eu acho que foi prejudicado pelas escolhas de Diniz. Como Pablo estava contundido (sempre está), foi colocado no meio. Cedeu seu lugar na esquerda para o Bueno. Pablo voltou (até quando) e Pato foi para o banquinho.

Injustiça? Pode até ser, mas quem já reparou no modo como entra em campo? Sempre risonho, sempre zen, parece que está participando do Teleton. Ora, quem aceita a reserva com tanta naturalidade, não merece ser titular.

O quarteto dos bons moços, dos coroinhas, se completa com Tchê Tchê, o jogador que mistura onipresença com invisibilidade. Está em todos os campos do gramado e não faz nada de notável.

Com os Quatro Apáticos, não há chute maluco, não há bunda no chão, não há cotovelada na área, não há cabelo despenteado.

 

Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

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