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Gabriel Jesus em inglês é prova de profissionalismo

Menon

26/11/2019 11h53

Há um preconceito enorme contra jogadores de futebol. Uma das frases preferidas do tio do pavê, entre um gole e outro de sidra sem gelo, na festa de Natal  é algo do tipo "esses caras falam nóis fumo e bóia vai e ganham milhões, um absurdo".

Outros lembram do tempo do amadorismo. Muitos criticam os patrocínios. E há quem defenda um teto salarial. O mesmo para Messi e para Robinelson.

No fundo, nega-se a possibilidade de alguém ganhar a vida como jogador de futebol. Eles foram feitos para nos divertir, para alegrar nossa vida. E, quando, como Garrincha, o Rei da Alegria, sucumbem a uma doença como alcoolismo, chegam as críticas.

O jogador de futebol, mesmo com a profissionalização cada vez mais precoce, dificilmente chega a 25 anos de carreira.

É preciso administrá-la com parcimônia. É preciso guardar. É preciso se preparar. Ser cada vez mais profissional.

Gabriel Jesus deu um grande exemplo. Entrevista em inglês para a televisão inglesa. Um inglês que não é perfeito, mas com ótimo nível.

É prova de respeito ao país que o acolheu e à torcida que o aplaude. Chegou há dois anos e aprendeu uma segunda língua. É um crescimento pessoal e profissional. Pode tanto conversar com fãs como discutir contratos.

Não é mais o menino Jesus.

Parabéns.

 

 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

Menon