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Temos que admitir: Thiago Neves é o grande barato do futebol brasileiro

Menon

03/12/2019 04h00

Um bom autor de cordel poderia escrever "O incrível ano de Thiago Neves, o jogador que derrubou o técnico e depois, foi demitido porque estava no pagode".

Material não falta. Poucos gols (seis no Brasileiro) e muita briga no Instagram. Brigas em que o politicamente correto foi destroçado pelo preconceito e pela falta de empatia.

Compartilhou notícia falsa sobre o jornalista Mauro Cezar Pereira. Avisado do erro, manteve a postagem e não se desculpou. E, em outra postagem, chamou o jornalista de "mongol", algo abominável.

Mas a postagem "campeã" de Thiago Neves foi usar a tragédia de Brumadinho para ironizar o Atlético. Perto disso, o que é uma discussão com Luan, do Galo?

O grande momento de Thiago Neves foi a derrubada de Rogério Ceni. Falou abertamente que o treinador havia escalado errado o time.

Ceni caiu e ele ficou com a fama de "paneleiro". A responsabilidade ficou com ele. E, além de jogar mal, ele continuou se enrolando com entrevistas.

Com o time em situação cada vez pior, com risco de cair, disse que adoraria jogar no Corinthians.

Em campo, errou um pênalti contra o CSA, jogo que o Cruzeiro estava perdendo, em casa. E assim, ficou.

No dia seguinte, vaza um áudio de uma conversa entre ele e Zezé Perrella, o homem forte do futebol. Thiago Neves pedia que fosse pago parte do atrasado. Algo absolutamente correto, mas que se virou contra ele.

Quem vazou? Um dos dois. Se foi Thiago, se deu mal. A torcida, ou parte dela, imediatamente fez a relação "não recebeu atrasado e perdeu pênalti por querer".

A isso, se some a declaração do jogador dizendo que estava jogando no sacrifício. Declaração desmentida pelos médicos.

Paneleiro, inventor de contusão e jogador que erra pênalti por querer por causa de salário atrasado. Faltava alguma coisa para cair sobre ele toda a culpa do drama cruzeirense.

Faltava? Não falta mais. Thiago Neves foi para o pagode. Perrella soube e o ídolo virou bode expiatório. Está afastado do elenco.

Aos 35 anos, Thiago Neves chegará em 2020 com incerteza sobre seu futebol e total certeza sobre sua falta de profissionalismo.

Para mudar, precisará ser mais efetivo dentro de campo do que no Instagram.

Sobre o Autor

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar.Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

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